<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-6457087</id><updated>2012-01-30T10:36:27.063-03:00</updated><title type='text'>Balaidegato</title><subtitle type='html'>Rapaiz, pense naquela vontade que você tem quando acaba de ler um livro legal, de ser um escritor, e de escrever um livro tão legal quanto aquele que acabou de ler. Não? Então um filme! Sabe, você acabou de sair do cinema, e seria capaz de matar (aleijar, pelo menos) para ser como o protagonista... também não? Ah, esqueça. Além desse blog não ser pra gente como você (uma tia-avó de um amigo adora dizer esse tipo de coisa: "gente como você"), ele não tem nada disso que eu estou falando.</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://balaidegato.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6457087/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://balaidegato.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><link rel='next' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6457087/posts/default?start-index=101&amp;max-results=100'/><author><name>Petras Furtado</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00958958741234293383</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-94DwVmOI2aE/TqDtk8dgmBI/AAAAAAAAACI/OpSKI025nTw/s220/Avatar%2B02.png'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>122</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6457087.post-1607286828432084835</id><published>2011-08-30T00:26:00.001-03:00</published><updated>2011-08-30T00:26:41.475-03:00</updated><title type='text'>Revival</title><content type='html'>&lt;div&gt;&lt;p&gt;J&amp;#225; se v&amp;#227;o o qu&amp;#234;, tr&amp;#234;s, quatro anos? N&amp;#227;o foi uma decis&amp;#227;o f&amp;#225;cil retornar ao meu h&amp;#225;bito de juntar frases feitas com clich&amp;#234;s cansados e criar posts que inesperadamente - por vezes - resultavam em um texto minimamente palat&amp;#225;vel. N&amp;#227;o estou falando de literatura, claro, mas talvez de entretenimento.&lt;br&gt;
Bom, ou pelo pelo menos por algo que se passe por isso.&lt;br&gt;
Vamos ver no que d&amp;#225;...&lt;/p&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6457087-1607286828432084835?l=balaidegato.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://balaidegato.blogspot.com/feeds/1607286828432084835/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6457087&amp;postID=1607286828432084835&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6457087/posts/default/1607286828432084835'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6457087/posts/default/1607286828432084835'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://balaidegato.blogspot.com/2011/08/revival.html' title='Revival'/><author><name>Petras Furtado</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00958958741234293383</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-94DwVmOI2aE/TqDtk8dgmBI/AAAAAAAAACI/OpSKI025nTw/s220/Avatar%2B02.png'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6457087.post-1921419553331075421</id><published>2007-06-05T17:53:00.000-03:00</published><updated>2007-06-05T18:04:43.108-03:00</updated><title type='text'>Desmortos</title><content type='html'>&lt;p&gt;Quando eu comecei a ler - por algum motivo - romances de fantasia, lá pelos meus quinze, dezesseis anos (porque até então era só FC &lt;span style="font-style: italic;"&gt;hard&lt;/span&gt; na cabeça), eu notei uma inconsistência berrante nas traduções para o português - especificamente, a tradução do termo inglês &lt;span style="font-style: italic;"&gt;undead&lt;/span&gt; como sendo "morto-vivo" ou "zumbi". Ora, morto-vivo é &lt;span style="font-style: italic;"&gt;living dead&lt;/span&gt;, e zumbi é simplesmente &lt;span style="font-style: italic;"&gt;zombie&lt;/span&gt;. Simples.  E o &lt;span style="font-style: italic;"&gt;undead&lt;/span&gt;, deveria ser &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;desmorto&lt;/span&gt; - o que pouquíssimos tradutores grafam.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;"Sim, Petras, mas o que danado isso tem a ver com esse blog?"&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Bom, não é difícil de ver como a situação relativa às atualizações no blog está no mínimo, precária. Assim, eu resolvi declarar este Blog desmorto: nem vivo, nem funéreo.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Como o gato de Schrödinger.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Pelo menos até eu terminar a minha monografia ou Thales começar a digitar minhas memórias - o que vier primeiro.&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6457087-1921419553331075421?l=balaidegato.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://balaidegato.blogspot.com/feeds/1921419553331075421/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6457087&amp;postID=1921419553331075421&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6457087/posts/default/1921419553331075421'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6457087/posts/default/1921419553331075421'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://balaidegato.blogspot.com/2007/06/desmortos.html' title='Desmortos'/><author><name>Petras Furtado</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00958958741234293383</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-94DwVmOI2aE/TqDtk8dgmBI/AAAAAAAAACI/OpSKI025nTw/s220/Avatar%2B02.png'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6457087.post-3526722345915547290</id><published>2007-02-15T17:29:00.000-03:00</published><updated>2007-02-15T17:57:20.739-03:00</updated><title type='text'>Como eu dizia...</title><content type='html'>&lt;p&gt;...quando fui tão brusca e rudemente interrompido -  quando a vida lhe dá limões, desenvolva um processo de energia alternativa em moto-contínuo que é baseado na proteína única do suco de limão como combustível de um nanomotor.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Simples.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Não, na verdade não é tão simples. Aprendi que processos como a paternidade e dixar de fumar &lt;em&gt;realmente&lt;/em&gt; afetam seu comportamento, e podem estar associados a &lt;em&gt;memes&lt;/em&gt; de hipercontexto cultural - efetivamente, reprogramação comportamental. Por que para um ser humano amar profundamente outro que é gordo, pançudo, banguela, careca e que quando não está dormindo, está chorando para que lhe dêem comida ou troquem sua roupa suja (sim, ele faz diretamente na roupa), só pode ser por algum meio profundamente alterador da psique humana.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Já notaram como os filhotes - seja de que espécie for - são sempre bonitinhos, com grandes olhos brilhantes e proporções corporais engraçadas? Não, isso não se dá pela necessidade imperativa de caber em um ovo, ventre, bolsa marsupial ou seja lá o processo gestativo aludido - eles são daquele jeito para que nós, pais, os achemos tão bonitinhos que se torna impossível matá-los quando eles têm uma crise de cólica às três da manhã, quando você ainda nem sequer começou a ficar de ressaca das últimas dez noites mal-dormidas.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Sim, ser pai é algo fantástico e maravilhoso. Eu deveria acrescentar também as palavras assustador, nauseante e incitador de suicídio (ou de homicídio, mas isso também já depende da criança).&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;"Meus deus!" deverá pensar o leitor incauto, "o que este homem está fazendo na posição de pai? Ele deveria é estar no inferno, fazendo companhia a &lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Jonathan_swift"&gt;Jonathan Swift&lt;/a&gt; no mais profundo nível daqueles que execram a santa atividade que é ser pai."&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Nada mais errado, caro (e incauto, não esqueçamos) leitor. Só gostaria de desmistificar algumas noções incorretas sobre a paternidade. Sim, os bebês são algo lindo e maravilhoso de se ver e de se ter, mas eles dão um trabalho miserável, e você precisa suar sete camisas por dia para poder cuidar de um (e isso sem falar no processo de &lt;em&gt;fazer&lt;/em&gt; um. No meu caso, foram umas duzentas e dez camisas. Façam as contas, seus preguiçosos!).&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;E antes que alguém pegue tochas e forcados enquanto se dirige à minha residência, eu devo reiterar o propósito deste &lt;em&gt;post&lt;/em&gt;: a percepção de que crianças - filhos, especificamente - são algo extremamente difícil de cuidar e fazer evoluir para  forma de um adulto decente e sociável, aquele tipo de pessoa com quem você gostaria de ir ao cinema num sábado à tarde.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Mas você nem sente.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Tudo o que você percebe é uma tranquila euforia enquanto troca fraldas, dá a mamadeira, segura no braços durante aquela hora e meia de cólica e banha seu gracioso e delicado traseirinho devidamente recoberto do mais puro cocô (digno de um adulto frequentador de rodízios de feijoada). E se o desgraçado ri para você, nem que seja por meio segundo - ou mesmo se você &lt;em&gt;achar&lt;/em&gt; que ele riu -, é uma explosão de serotonina tão grande que é capaz de deixar o pai ou mãe cegos de pura felicidade. E eu digo cego tanto no sentido figurado quanto literal.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Então apois: quase dois anos desde o último &lt;em&gt;post&lt;/em&gt;, eu declaro este weblog ressuscitado.&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6457087-3526722345915547290?l=balaidegato.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://balaidegato.blogspot.com/feeds/3526722345915547290/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6457087&amp;postID=3526722345915547290&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6457087/posts/default/3526722345915547290'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6457087/posts/default/3526722345915547290'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://balaidegato.blogspot.com/2007/02/como-eu-dizia.html' title='Como eu dizia...'/><author><name>Petras Furtado</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00958958741234293383</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-94DwVmOI2aE/TqDtk8dgmBI/AAAAAAAAACI/OpSKI025nTw/s220/Avatar%2B02.png'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6457087.post-116416353741816936</id><published>2006-11-21T23:41:00.000-03:00</published><updated>2006-11-21T23:45:37.430-03:00</updated><title type='text'>Back to life and again</title><content type='html'>&lt;p&gt;Aguarde...&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6457087-116416353741816936?l=balaidegato.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://balaidegato.blogspot.com/feeds/116416353741816936/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6457087&amp;postID=116416353741816936&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6457087/posts/default/116416353741816936'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6457087/posts/default/116416353741816936'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://balaidegato.blogspot.com/2006/11/back-to-life-and-again.html' title='Back to life and again'/><author><name>Petras Furtado</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00958958741234293383</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-94DwVmOI2aE/TqDtk8dgmBI/AAAAAAAAACI/OpSKI025nTw/s220/Avatar%2B02.png'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6457087.post-112779719550461162</id><published>2005-09-27T01:37:00.000-03:00</published><updated>2005-09-27T02:01:36.763-03:00</updated><title type='text'>...senta que lá vem a história</title><content type='html'>&lt;p&gt;Acho que agora vou fazer que nem quadrinista de WebComic: postar contos em datas específicas. Ajuda a manter um ritmo e me dá uma obrigação extra na semana (como se fosse algo que me faltasse...).&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;No caso, vou terminar a série de contos de Shadowrun (tem mais uns quatro, se não me engano), postando dois contos por semana: um na terça e outro na sexta. Assim pelo menos o povo vai animado pro sábado.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;"&lt;em&gt;Hein? Como assim?&lt;/em&gt;", vocês devem estar se perguntando. Bom, é isso mesmo. Até eu fechar umas coisinhas com o Gabra sobre o &lt;em&gt;crossover&lt;/em&gt; Elíhria/Brazihlia, a gente vai estar caindo de pau em Shadowrun, mas em versão &lt;em&gt;ligeiramente&lt;/em&gt; Fudge, para facilitar as coisas. A adaptação já está pronta, basta eu ter tempo pra acertar pequenos detalhes (como os &lt;em&gt;edges&lt;/em&gt; and &lt;em&gt;flaws&lt;/em&gt; do SR Companion) e "traduzir" suas fichas para a nova versão. Ou vocês gostariam de refazer os personagens? Claro, mantendo os mesmos equipamentos, implantes e unienes... Mas permitindo um melhor refinamento (em um curto espaço de tempo) de seus shadowrunners.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Me avisem. Eu envio o guia de personagens, se for o caso.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;P.S.:&lt;/strong&gt; a escolha de Shadowrun NÃO tem nada a ver com o fato da minha amada e dileta esposa ter votado "sim" na hora de escolher se voltaríamos a ele ou não. Eu achei que uniria o útil ao agradável, já que preciso de um certo tempo para acertar a transição Elíhria/Brazihlia (em termos de regras e plots) com Gabriel e juntando a isso o fato de todo mundo ter ficado &lt;em&gt;tão&lt;/em&gt; animado durante a última sessão (se bem que o salgadinho de soja sabor Cebola &amp; Salsa podem ter tido culpa. Ainda lembro da Aadi gritando ao celular: "sua filha tá morta mesmo, rapá! Se quiser o corpo venha aqui pegar!" Por outro lado, o episódio do Batman com dublagem alternativa do Fernandinho Beira-Mar pode ter ajudado).&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6457087-112779719550461162?l=balaidegato.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://balaidegato.blogspot.com/feeds/112779719550461162/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6457087&amp;postID=112779719550461162&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6457087/posts/default/112779719550461162'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6457087/posts/default/112779719550461162'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://balaidegato.blogspot.com/2005/09/senta-que-l-vem-histria.html' title='...senta que lá vem a história'/><author><name>Petras Furtado</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00958958741234293383</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-94DwVmOI2aE/TqDtk8dgmBI/AAAAAAAAACI/OpSKI025nTw/s220/Avatar%2B02.png'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6457087.post-112684468640115338</id><published>2005-09-16T01:21:00.000-03:00</published><updated>2005-09-16T01:24:46.403-03:00</updated><title type='text'>Uma dúvida</title><content type='html'>&lt;p&gt;Essa é bem rápida.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Eu notei que o segundo conto de Shadowrun, &lt;em&gt;Blaze of Fire&lt;/em&gt; não rendeu NENHUM comentário. Estava ruim assim, longo demais, ou vocês simplesmente tiveram preguiça de comentar?&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Ou as três opções acima?&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A questão é: eu tenho mais uns três ou quatro contos estrelando alguns arquétipos de SR, mas será que devo me dar ao trabalho de postá-los? Serão apenas um desperdício de watts e bytes?&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Dúvidas, dúvidas...&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6457087-112684468640115338?l=balaidegato.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://balaidegato.blogspot.com/feeds/112684468640115338/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6457087&amp;postID=112684468640115338&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6457087/posts/default/112684468640115338'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6457087/posts/default/112684468640115338'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://balaidegato.blogspot.com/2005/09/uma-dvida.html' title='Uma dúvida'/><author><name>Petras Furtado</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00958958741234293383</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-94DwVmOI2aE/TqDtk8dgmBI/AAAAAAAAACI/OpSKI025nTw/s220/Avatar%2B02.png'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6457087.post-112684437123900183</id><published>2005-09-16T00:58:00.000-03:00</published><updated>2005-09-16T01:20:05.436-03:00</updated><title type='text'>...e o começo de outra</title><content type='html'>&lt;p&gt;As coisas ainda não estão exatamente no lugar, mas isso não é motivo pra não começar - ou, no caso, dar continuidade - à vida. É como quando você se muda para uma nova casa: no início, fica tudo bagunçado, mas com o tempo, as coisas vão indo para seus devidos lugares (da caixa de cima para a caixa de baixo, da caixa da esquerda para... vocês entenderam).&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Muito embora este ano não tenha sido &lt;em&gt;exatamente&lt;/em&gt; prenhe de milagres e maravilhas, muita coisa curiosa aconteceu, como o nascimento das filhas de três grandes amigos (Betho-San, Wagner e André Farkatt, não exatamente nesta ordem) - que serão uma &lt;em&gt;excelente&lt;/em&gt; companhia para meu futuro herdeiro -, saiu este bendito trabalho no Procon, o Wag conseguiu um tempinho para vir a Natal (muito embora a gente mal o tenha visto - ô agendazinha lotada, hein seu Wagner?!), muitas coisas curiosas acontecem em Brasília (e eu suspeito que pelo menos metade seja culpa de Pablo), ganhei um &lt;em&gt;upgrade&lt;/em&gt; de memória, placa de vídeo e disco rígido o suficiente para ficar tranquilo por alguns meses e a galera me deu um GURPS 4a edição de presente (de vez em quando eu o folheio, as mãos revestidas de luvas cirúrgicas, só para sentir o cheirinho do papel).&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Quando a gente olha o prospecto assim desta perspectiva, a coisa toda fica parecendo que não foi tão ruim assim. E acho que é por aí mesmo que a gente deve ver a vida. Quer dizer, não estou querendo dar uma de Pollyana, mas PQP, se a gente não olhar pro lado bom das coisas pelo menos de vez em quando, vai acabar começando a entender por que aqueles americanos malucos enfiam suas caminhonetes com tração nas quatro rodas por lanchonete adentro, brandindo armas automáticas com munição de ponta oca, até que a polícia chegue ou a munição acabe. O que vier primeiro.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Por outro lado, a UnP decidiu indeferir minha matrícula por não ter efetuado o pagamento da mesma no prazo. Infelizmente, eu tinha coisas mais urgentes a fazer naquele momento, mas deixa pra lá - se não der certo a minha última cartada, pelo menos vou ter um semestre livre de estudos para essa multitude de concursos públicos que pipocam na recente esperança nacional feito queimadura de segundo grau na pele de alemão de férias em Mossoró. Sinceramente? Dane-se. Eu não queria mesmo estudar este semestre naquela merda mesmo.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;&lt;big&gt;PUTA QUE O PARIU! ELES INDEFERIRAM MINHA MATRÍCULA!!!&lt;/big&gt;&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Pronto, pronto, passou...&lt;p&gt;

&lt;p&gt;Mas voltando à vaca fria (expressão que nunca entendi e sempre usei): o tempo livre me permite exercitar as minhas humildes e nada apreciadas habilidades de torturar os colegas de humanidade com chistes caóticos, piadas incompreendidas e outros recursos literários que apenas os grandes mestres da literatura de cinco gerações no futuro serão capazes de compreender e apreciar.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Sinceramente? Eu estava sentindo falta.&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6457087-112684437123900183?l=balaidegato.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://balaidegato.blogspot.com/feeds/112684437123900183/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6457087&amp;postID=112684437123900183&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6457087/posts/default/112684437123900183'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6457087/posts/default/112684437123900183'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://balaidegato.blogspot.com/2005/09/e-o-comeo-de-outra.html' title='...e o começo de outra'/><author><name>Petras Furtado</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00958958741234293383</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-94DwVmOI2aE/TqDtk8dgmBI/AAAAAAAAACI/OpSKI025nTw/s220/Avatar%2B02.png'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6457087.post-111743861213753843</id><published>2005-05-30T04:04:00.000-03:00</published><updated>2005-05-30T04:45:18.300-03:00</updated><title type='text'>O fim de uma era</title><content type='html'>&lt;p&gt;Pois é, eu acabei indo assistir &lt;em&gt;Vingança dos Sith&lt;/em&gt; e consegui não me decepcionar. O filme fecha direitinho a saga, com inúmeros ganchos para o Episódio IV e com uma boa dose de drama épico e ação desenfreada. a minha opinião geral é a de que George Lucas deveria ter pulado os episódios I e II e gastado toda a grana em um Episódio III de quatro horas de duração, contando toda a história de uma vez só.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Pelo menos não daria tempo de ver o Jar-Jar Binks por mais de dois minutos.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Brazihlia Versão 1.5 já está solta no mundo. Mandei via e-mail pro Wag, mas por algum motivo desconhecido da internet, o troço voltou com uma mensagem do E-Mailer Daemon dizendo que não deu pra entregar. Maravilha. Vou ver se coloco pra download em algum canto. Ou algum de vocês bem que poderia tentar enviar pro cara, né?&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Ainda no RPG, estou também preparando um segundo (e até mesmo um terceiro, mas é beeem mais pra frente) jogo para os dias onde tivermos um &lt;em&gt;quorum&lt;/em&gt; menor, ou sem um lugar muito adequado. É uma campanha de FC no sistema TWERPS - algo como um cruzamento de Star Trek com Mochileiro das Galáxias e uma grande incluência de &lt;a target=_blank href="http://www.schlockmercenary.com"&gt;Schlock Mercenary&lt;/a&gt; na temática.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Schlock Mercenary é uma webstrip sobre as aventuras e desventuras de um grupo de mercenários freelance no futuro distante. Com várias referências de FC, tanto em literatura quanto em cinema, quadrinhos e sabe deus mais o quê, é uma das minhas diversões favoritas quando não tenho nada pra fazer no Procon (o que, infelizmente, não é sempre. Aliás, quase nunca.).&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Ultimamente tenho andado mais ocupado que assessor de ministro da fazenda em época de campanha presidencial. Entre o final do semestre (com inúmeros projetos práticos nas disciplinas de RadioJornalismo, Editoração Jornalística e Novas Tecnologias) e a criação de um website para o Procon (além de aplicativos web para os setores do atendimento, pesquisa e recursos humanos), não sobra muito tempo pra outras atividades mais elaboradas.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Mas espero poder atualizar o blog com mais frequência, já que meu tempo está começando a ficar - mesmo que ligeiramente - melhor organizado (ou pelo menos eu gosto de pensar assim).&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Por último, se algum cristão de banda larga conseguir descolar pelos &lt;em&gt;peer to peer&lt;/em&gt; da vida alguns módulos de Twerps (como Superdudes, Robopunk, Space Cadets e Rocket Rangers), eu ficarei extremamente agradecido, e posso dispensar até mesmo um "muito obrigado".&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Até a próxima.&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6457087-111743861213753843?l=balaidegato.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://balaidegato.blogspot.com/feeds/111743861213753843/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6457087&amp;postID=111743861213753843&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6457087/posts/default/111743861213753843'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6457087/posts/default/111743861213753843'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://balaidegato.blogspot.com/2005/05/o-fim-de-uma-era.html' title='O fim de uma era'/><author><name>Petras Furtado</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00958958741234293383</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-94DwVmOI2aE/TqDtk8dgmBI/AAAAAAAAACI/OpSKI025nTw/s220/Avatar%2B02.png'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6457087.post-111596255848774916</id><published>2005-05-13T02:33:00.000-03:00</published><updated>2005-05-13T02:35:58.490-03:00</updated><title type='text'>Brazihlia v1.2</title><content type='html'>&lt;p&gt;É isso mesmo. Acabei de atualizar o guia de personagem (podem pensar nele como um Player´s Guide) com o mapa - ainda meia-boca, mas vai servir por enquanto. Manderei para vocês provavelmente nesta sexta (ou hoje, se tiver saco).&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Só para esclarecer, o equivalente do Dungeon Master Guide é algo que está dentro da minha cabeça (e que só sai em forma de notas).&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Não é grande coisa (o mapa, eu quero dizer). Feito totalmente no Adobe Illustrator, com alguma ajuda - em termos de idéias - do Campaign Cartographer 2 (que eu instalei, mas ainda não consigo usar direito). Mas está tudo ali. A divisão dos reinos, as cidades-estado, as principais urbes e acidentes geográficos, rios e outras cositas más. Depois eu melhoro o troço.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Tem também a correção do nome do reino de Norte-Mar (chamado durante a produção de &lt;em&gt;Sertânia&lt;/em&gt;) entre outras coisinhas menores.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Aproveitem.&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6457087-111596255848774916?l=balaidegato.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://balaidegato.blogspot.com/feeds/111596255848774916/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6457087&amp;postID=111596255848774916&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6457087/posts/default/111596255848774916'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6457087/posts/default/111596255848774916'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://balaidegato.blogspot.com/2005/05/brazihlia-v12.html' title='Brazihlia v1.2'/><author><name>Petras Furtado</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00958958741234293383</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-94DwVmOI2aE/TqDtk8dgmBI/AAAAAAAAACI/OpSKI025nTw/s220/Avatar%2B02.png'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6457087.post-111579470861790288</id><published>2005-05-11T03:48:00.000-03:00</published><updated>2005-05-11T03:58:28.720-03:00</updated><title type='text'>Quatro posts e um comentário</title><content type='html'>&lt;p&gt;Na verdade, nem isso.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Entre trabalho, universidade, RPG e sonhar em o que fazer com o (pouco) tempo livre, eu acabei deixando o blog meio que de lado. Mas não há muito o que fazer. Já aceitei que ele vai passar por períodos assim: com uma avalanche de &lt;em&gt;posts&lt;/em&gt; seguida de eternas semanas de silêncio.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Os únicos prejudicados são vocês, fiéis leitores (hahahahaha), que serão privados do extremo prazer de minha fina prosa (hahahahaha&lt;sup&gt;3&lt;/sup&gt;). Mas com o final do semestre tornando-se cada vez mais próximo junto à possibilidade de noites livres, eu creio que a produção literária/jornalística/baboseira em geral deve melhorar de qualidade e quantidade (hahahahaha&lt;sup&gt;n&lt;/sup&gt;).&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;De qualquer maneira, por hoje é só. Tive uma semana cheia preparando um programa de rádio na faculdade com meu grupo (ficamos no estúdio até as 06:00h), participei de um (ligeiro) acidente dirigindo um veículo ALUGADO pela prefeitura (que eu dirigia, com meu CHEFE ao lado) e vamos começar uma nova campanha - pois Shadowrun, apesar de ser extremamente prazeiroso, estava me consumindo mais tempo do que eu gostaria (ou tinha).&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;A nova campanha deve tomar bem menos tempo (um ambiente caseiro com as regras mais simples e eficientes da face da terra depois do TWERPS), e resgatar aquele velho prazer do hack-and-slash com uma tônica político-filosófico (pretensamente) profunda.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;E como eu já disse antes, por hoje é só.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Eu disse, não disse?&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6457087-111579470861790288?l=balaidegato.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://balaidegato.blogspot.com/feeds/111579470861790288/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6457087&amp;postID=111579470861790288&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6457087/posts/default/111579470861790288'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6457087/posts/default/111579470861790288'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://balaidegato.blogspot.com/2005/05/quatro-posts-e-um-comentrio.html' title='Quatro posts e um comentário'/><author><name>Petras Furtado</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00958958741234293383</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-94DwVmOI2aE/TqDtk8dgmBI/AAAAAAAAACI/OpSKI025nTw/s220/Avatar%2B02.png'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6457087.post-111241566659678477</id><published>2005-04-02T01:09:00.000-03:00</published><updated>2005-04-02T01:21:06.596-03:00</updated><title type='text'>Entresafra</title><content type='html'>&lt;p&gt;Enquanto o resto dos contos de Shadowrun não sai (já tem mais dois ou três textos na agulha), eu queria só esclarecer umas coisinhas:&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;blockquote&gt;
&lt;ul&gt;
&lt;li&gt;Não, Henrique, as duas irmãs mais velhas de Chow Yun Fat vistas em &lt;em&gt;Somewhere I Belong&lt;/em&gt; NÃO são a Aadi e a Summer;&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;O ork do primeiro conto (Juan) é o mesmo que vocês encontraram durante a última missão - sendo que ali conta um pouco da história dele que vocês já conhecem. Três anos após os eventos do texto, ele desaparece (e presume-se que ele morreu). Dois anos depois os &lt;em&gt;Chillers Thrillers&lt;/em&gt; formam-se de novo (alguém deve ter escapado) e voltam a aterrorizar a favela de Puyallup (sim, este é o nome certo) até que vocês chegaram;&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;O segundo texto, &lt;em&gt;Blaze of Glory&lt;/em&gt; (música do Bon Jovi, se não me engano), retrata OUTRO personagem. NÃO é o Juan. NÃO é ninguém que vocês conhecem;&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;A Thatiane tem um blog da &lt;a href="http://www.summergibbons.blogspot.com/" target="_blank"&gt;Summer&lt;/a&gt;. Acho que o endereço está certo;&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;Sim, mais textos virão. Espero que a maldição dos contos interruptos não venha desta vez.&lt;/li&gt;
&lt;/ul&gt;
&lt;/blockquote&gt;

&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;E por enquanto é só.&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6457087-111241566659678477?l=balaidegato.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://balaidegato.blogspot.com/feeds/111241566659678477/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6457087&amp;postID=111241566659678477&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6457087/posts/default/111241566659678477'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6457087/posts/default/111241566659678477'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://balaidegato.blogspot.com/2005/04/entresafra.html' title='Entresafra'/><author><name>Petras Furtado</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00958958741234293383</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-94DwVmOI2aE/TqDtk8dgmBI/AAAAAAAAACI/OpSKI025nTw/s220/Avatar%2B02.png'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6457087.post-111233387004390501</id><published>2005-04-01T02:35:00.000-03:00</published><updated>2005-04-01T03:07:40.033-03:00</updated><title type='text'>Shadows of Redemption(Series 2 :: The Professional)</title><content type='html'>&lt;p&gt;Pra quem ainda não notou: no texto anterior, &lt;em&gt;Somewhere I Belong&lt;/em&gt;, foram feitas algumas modificações (pequenas) após a postagem. Especialmente no final e em alguns trechos do começo, além de correções ortográficas menores. Além disso, se alguém ainda não sacou, os títulos dos contos são de músicas populares norte-americanas. O primeiro conto foi feito ao som do &lt;em&gt;Meteora&lt;/em&gt;, do Linkin´ Park. Esse aqui... vocês saberão no próximo.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Só espero manter o ritmo...&lt;/p&gt;


&lt;h3 align="center" style="font-size:20pt"&gt;Blaze of Glory&lt;/h3&gt;

&lt;blockquote&gt;
&lt;p align="right" style="font-size:10pt"&gt;
&lt;em&gt;"Eu não miro com minha mão.&lt;br&gt;
Aquele que mira com sua mão esqueceu a face de seu pai.&lt;br&gt;
&lt;br&gt;
Eu miro com meu olho.&lt;br&gt;
&lt;br&gt;
Eu não atiro com minha mão.&lt;br&gt;
Aquele que atira com sua mão esqueceu a face de seu pai.&lt;br&gt;
&lt;br&gt;
Eu atiro com minha mente.&lt;br&gt;
&lt;br&gt;
Eu não mato com minha mão.&lt;br&gt;
Aquele que mata com sua mão esqueceu a face de seu pai.&lt;br&gt;
&lt;br&gt;
Eu mato com meu coração."&lt;/em&gt;&lt;br&gt;&lt;br&gt;
- &lt;em&gt;A Litania do Pistoleiro&lt;/em&gt;, Stephen King.
&lt;/p&gt;
&lt;/blockquote&gt;

&lt;p&gt;Eu digo e repito: nunca mire na cabeça. Mirar na cabeça só vai resultar em uma bala perdida (se você não tiver a mão firme ou um bom compensador de recuo) ou em um cadáver. E a guarda do Metroplexo não paga por cadáveres, a menos que eles sejam classificados como integrantes dos cem mais procurados pelas agências policiais da UNECAN ou dos EACON. Contudo, os EACON têm o hábito de fazer vista grossa se o prisioneiro ainda estiver vivo - &lt;em&gt;mesmo&lt;/em&gt; se for por pouco tempo.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Assim, a maior parte dos meus serviços vai para os EACON. É simples, na verdade.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Eu deveria dizer que o trabalho em si não é simples, ou o seu aprendizado. Na verdade, a única coisa fácil são os seus horários, a liberdade de escolher seu equipamento (caçadores de recompensa licenciados têm acesso à maior parte do instrumental policial padrão - sim, mesmo Lone Star) e de definir quais tarefas serão executadas, e em que ordem.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Todo o resto é difícil, muito difícil, e eu não recomendaria este trabalho para ninguém, a menos que você goste de passar a maior parte do seu tempo em uma dieta de bagana e café gelado. Se você tem algum vício pessoal (eu estou tentando largar os cigarros, são péssimos para a visão noturna), eu também aconselharia a largá-lo ou procurar outra atividade.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Não há nenhum treinamento institucionalizado para a atividade, e se houvesse, eu não sei se seria capaz de apontar uma boa escola. Caçar gente na rua só se aprende na rua. Ponto final.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;

&lt;em&gt;
&lt;p&gt;&amp;#8212; Comece com a dieta. O que você come?&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;&amp;#8212; Bem... Eu estou fazendo uma dieta, sabe?&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;&amp;#8212; Para o quê?&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;&amp;#8212; Pra quê? Bom, pra emagrecer. Eu sei que sou gordo, e isso é ruim nessa profis &amp;#8212; Ai! &amp;#8212; O que eu disse de errado?&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;&amp;#8212; Primeiro, que queria emagrecer. Depois, que caçar era uma "profissão".&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Eu fiquei esperando um segundo ou dois antes de abrir a boca de novo. Não queria levar um outro tapa daqueles. Como não veio, eu perguntei, desta vez já preparado:&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;&amp;#8212; E o que é, então?&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Ele coçou a cabeça, impaciente. Tinha a cara de quem tenta explicar alguma coisa muito simples para um retardado, e a explicação mais simples não foi o bastante. Na verdade, eu levei muito tempo pra entender essas coisas pelo rosto dele. Kane não é o que se pode chamar de expressivo. Kane, não "sensei" ou "mestre". Chamar ele de "mestre" ou "sensei" garante que você vai levar uma surra ao invés de um tapa na cabeça.&lt;/p&gt; 

&lt;p&gt;E os tapas já são ruins o bastante. Achei que ia ter um derrame ou coisa parecida depois da primeira semana.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;&amp;#8212; O que acontece quando você vê um cara gordo na sua frente? Querendo confusão?&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;&amp;#8212; Bom, se ele for alto...&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;&amp;#8212; Não. Só um cara gordo, do seu tamanho, do seu peso.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Pensei um instante em como eu pareço no espelho. Não é grande coisa. Tenho um metro e setenta e coisa de uns cento e vinte, centro e trinta quilos. Uso o cabelo comprido preso num rabo-de-cavalo (não é tão comprido assim) e cavanhaque. O tipo de cara que você para pra rir quando encontra na rua.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;&amp;#8212; Eu acho graça... Não acho?&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Foi a primeira vez que vi a coisa mais próxima de um sorriso aparecer no rosto dele.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;&amp;#8212; Sim. É isso que todo mundo acha. Um cara gordo e pequeno é só para fazer rir.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Eu acho que devo ter mudado de expressão de uma forma muito drástica, porque um instante seguinte, ele disse:&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;&amp;#8212; Esta é a primeira coisa que você aprende comigo. E é a mais importante para você. Não porque é a primeira, mas porque é sobre você.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;&amp;#8212; Porque eu sou gordo?&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;&amp;#8212; E ninguém vai achar que você é capaz de alguma coisa. Ninguém vai levar você a sério. O que acontece quando ninguém acha que você é uma ameaça?&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;&amp;#8212; Todo mundo vai baixar a guarda perto de mim. &amp;#8212; era tão simples.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;&amp;#8212; E essa é a segunda coisa que você aprende comigo: um inimigo de guarda baixa é um inimigo pela metade.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Eu assenti e quase disse "sim, sensei". Mas a cabeça já doía o bastante, então eu achei que na verdade, tinha aprendido três coisas naquele dia.&lt;/p&gt;
&lt;/em&gt;

&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;E às vezes nem compensa tanto. Veja só o meu caso. Tinha este cara que devia mais de trezentos mil nuyens em golpes de credstick em variadas transações dentro de bancos e lojas de conveniência. Pura esperteza, nunca usou uma arma, só crédito falso e empréstimos em contas fantasmas. Claro, ele não deve agir sozinho. Pode ser uma quadrilha, ou só ele e um tecnauta experiente que prepara o terreno.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Você começa daí. A recompensa não é muita coisa, mas o banco pode se mostrar agradecido e abrir uma linha de crédito pra você, e quando sua maior despesa são custos de manutenção com armas, munição e equipamento de vigilância, uma linha de crédito nunca é demais. Então você passa uma semana chacoalhando seus contatos, outra semana perguntando nos vizinhos para confirmar o endereço (o truque é nunca dar a impressão que você quer achar o alvo: diga que é o funcionário de uma firma legal que tem que fazer um pagamento a ele, e que você está aliviado por não encontrá-lo; o dinheiro acabará ficando com a firma).&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Aí é que você começa a trabalhar de verdade.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Não foi difícil arrumar um lugar perto do apartamento dele. O alvo é esperto e mora em um apartamento de classe média, num condoplexo discreto e sem muitos luxos. Nem aparenta ter todo aquele dinheiro em notas de crédito e credsticks avulsos legalizados através de sabe deus quantas lavagens de dinheiro. Você monta o equipamento de escuta, as câmeras, e espera, com sorte, mais uma semana.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Um mês depois, você já sabe que ele realmente tem um tecnauta trabalhando pra ele(anão, por sinal. Deve haver um clichê maior, mas esta realmente não é minha profissão), que eles se encontram duas vezes por dia, no apartamento, e que o alvo tem uma namorada que deve ter custado algum dinheiro. Algumas vezes esta atividade vale a pena.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Aí é hora de fazer a prisão.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Isso quer dizer que você pega uma arma leve, carrega com munição não-letal, leva um taser extra só por precaução e se achar que vai ter problemas, uma arma extra. Duas granadas de ofuscamento, blindagem leve e pronto: você já pode chutar a porta, dar voz de prisão e ir até a representação dos EACON mais próxima pegar o dinheiro.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Simples, certo? Errado.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;

&lt;em&gt;
&lt;p&gt;&amp;#8212; Como você mata alguém?&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Kane às vezes faz essas perguntas que parecem idiotas na primeira vez que se ouve, mas que depois de três ou quatro tapas, tornam-se verdades sábias, gravadas a fogo no fundo da sua alma. Geralmente ele espera até que você esteja fazendo algo que precisa de muita concentração e força, como disparar um fuzil de assalto em modo automático e conseguir que todas as balas caibam num círculo de dois centímetros e meio no centro do alvo.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;&amp;#8212; Com uma arma?&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Ele virou a cabeça de lado, como se considerasse a pergunta.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;&amp;#8212; E o que é uma arma?&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;&amp;#8212; O que eu estou segurando?&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Dizer que os tapas vêm sem aviso é enunciar o óbvio. Ele estava a dois metros de mim, mas no instante seguinte, estava no local onde eu me encontrava de pé, segurando meu rifle descarregado enquanto eu rolava na poeira, a quatro metros dali.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;&amp;#8212; Errado. &lt;strong&gt;&lt;/em&gt;Você&lt;em&gt;&lt;/strong&gt; é a arma. Estas coisas grandes e desajeitadas que cospem pedacinhos de chumbo são apenas ferramentas. Não são nem mesmo extensões de você. Só servem para encurtar a distância até seu alvo, enquanto você for um aprendiz.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Claro, claro. Eu deveria saber disso. Ele me massacra há semanas, mesmo eu sendo capaz de cortar qualquer outra pessoa ao meio com uma arma automática. Um aprendiz.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;&amp;#8212; Quando você for um profissional, lembre-se de que estas coisas têm uma função muito simples, que é inferior à que você possui.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;E com um movimento que eu não posso estar certo de ter visto por inteiro, ele recarregou o M-23 e disparou com displicência, a arma firme na altura do peito, quase não olhando para o alvo e usando uma só mão. Todas as balas passram pelo mesmo buraco, em menos de três segundos.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Um aprendiz.&lt;/p&gt;
&lt;/em&gt;

&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;A essa altura, você já conhece as rotinas principais de todo o prédio, e pode passar pelos corredores e subir no elevador sem ninguém te ver. A segurança desses lugares de classe média é pequena: nada de vigias, apenas umas câmeras baratas e um botão de AtivaAlerta da Lone Star em cada apartamento. O mais importante é que você &lt;strong&gt;não&lt;/strong&gt; chuta a porta. você coloca uma poucas gramas de explosivo plástico nas dobradiças e na fechadura. Detone, e jogue uma granada de clarão pra dentro do apartamento logo em seguida.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;O resto deveria ser simples.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Mas eu não contava que o tecnauta tivesse duas berettas 101T com munição explosiva e a namorada, mais implantes de combate que o go-ganguer médio. O alvo ficou gemendo no chão, com a mão nos olhos, atordoado, cego e molhando as calças, enquanto eu começava meu aviso de prisão.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Quatro tiros mal dados abriram buracos na parede acima e à esquerda da minha cabeça. Duas armas em cada mão é um pouco demais, mesmo para mim. Não é de espantar que o tecnauta tenha errado. Agora, a namorada é outra conversa. Ela esticou o braço para mim, mostrando a palma da mão com os dedos bem abertos, sem mostrar nenhum sinal de estar ofuscada. Eu sabia que o anão contava com uma visão termográfica residual, mas ela deveria ter algum tipo de compensação ótica. Enquanto eu perdia tempo pensando nisso, um trem de carga de doze vírgula cinco milímetros me atropelou e quase que a noite acaba ali mesmo.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;

&lt;em&gt;
&lt;p&gt;&amp;#8212; E se as coisas derem errado durante uma caçada?&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;&amp;#8212; Nada dá errado. &lt;strong&gt;&lt;/em&gt;Você&lt;em&gt;&lt;/strong&gt; pode fazer elas darem errado.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Mantive minha expressão idiota de quem não tinha entendido nada. Era bem melhor do que dizer algo errado e ganhar mais um hematoma na cabeça.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;&amp;#8212; Quando você não planeja, quando você acha que sabe o bastante sobre o alvo. Aí você faz as coisas darem errado.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;&amp;#8212; E aí? O que se faz?&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;&amp;#8212; Você morre.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Engoli em seco. Não gostava de pensar nesse tipo de resultado.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;&amp;#8212; Mas você é um aprendiz. Aprendizes costumam ter sorte, no começo.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;&amp;#8212; E os profissionais? Se não têm sorte, têm o quê?&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Quando levantei meu corpo dolorido do chão e me dei conta de que desta vez, o nariz tinha sido definitivamente quebrado, ele me disse:&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;&amp;#8212; Profissionais não precisam de sorte.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Tirei a mão do nariz, coberta de sangue. Naquele momento, ele me pareceu a coisa mais próxima da morte que eu já tinha conhecido. Kane suspirou.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;&amp;#8212; Eles têm coisa melhor.&lt;/p&gt;
&lt;/em&gt;

&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Encostei o corpo no que restou da porta, ainda presa por uma dobradiça à moldura e disparei com a arma na mão esquerda em direção ao tecnauta. Ele não era o alvo mais importante, mas com duas armas atirando ao mesmo tempo, uma hora ele ia acertar alguma coisa, mesmo que levasse a noite toda.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Obviamente, eu não tinha a noite toda.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Foi por isso que trouxe as minhas Berettas 200ST. Uma delas ia para o chão, porque com a mão direita eu sacava o taser. Mas a da esquerda colocou seis cartuchos de gel no esterno do tecnauta. Quase pude ouvir o osso partindo enquanto ele caía desacordado e muito provavelmente precisando de assistência médica. Mas eu tinha outras coisas para me preocupar. A namorada do alvo, por exemplo. Como eu imaginava, a arma espingarda no braço só tinha um cartucho. Um recurso defensivo comum em quem tinha membros bioeletrônicos como necessidade profissional.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Infelizmente, não era só o que ela tinha.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;As lâminas salram debaixo das unhas, todas as dez. Cromadas e brilhando sob a luz indireta da pequena sala, elas descreveram um movimento duplo fechado sobre meu braço esquerdo, que teria sido cortado fora na altura do cotovelo, se não fosse pela armadura anatômica. Lembrem-se bem disso: proteção corporal nunca é demais. Mesmo assim, aquele braço já era, pelo menos até eu poder costurar os tendões de volta no lugar.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;

&lt;em&gt;
&lt;p&gt;&amp;#8212; O que eu faço com a dor?&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;&amp;#8212; Ignore.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;&amp;#8212; Falar é fácil...&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Arregalei os olhos, não acreditando que tinha dito aquilo em voz alta. Mas tinha sido um dia difícil, e Kane parecia estar particularmente mal-humorado. Trinquei os dentes e relaxei o corpo, esperando pelo tapa, mas ele não veio. O que havia de errado? Ele olhava para mim como se fosse pela primeira vez.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;&amp;#8212; É verdade. Falar é fácil. Mas a dor pode ser ignorada, embora você não deva se acostumar com isso. A dor não deve ser esquecida. Ela também é sua aliada. A dor lhe ensina.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Bem, isso era verdade. Kane me dava muitas lições todo o dia, e a maior parte envolvia o quesito dor.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;&amp;#8212; Então eu não devo ignorá-la?&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;&amp;#8212; Não. Você deve abraçá-la. A dor é sua amiga. Ela lhe lembra de que você está vivo.&lt;/p&gt;
&lt;/em&gt;

&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;É aqui que se diferencia o novato do veterano: você tem garras de carbono, um braço bioeletrônico, uma arma implantada, reflexos ampliados e olhos bioeletrônicos com amplificação luminosa e compensadores de ofuscação. Um gordo de sobretudo com rabo-de-cavalo e cavanhaque chega na sua frente gritando ordens, e ele não apenas perde uma arma, mas deixa a outra cair, logo antes de você transformar o braço dele em espaguete. O que você faz? O que todo mundo faz.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Ela riu. Riu e avançou para terminar o serviço.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;No tempo em que levou para rir, eu saquei a Defiance Super Shock &amp;#8212; modelo padrão, modificado para usar dardos capacitores &amp;#8212;, destravei, regulei para carga máxima e disparo completo. Ela recebeu os quatro dardos no pescoço de uma vez só.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Cada dardo tem uma carga nominal de cinquenta mil volts. Não é letal, geralmente. Mas ela recebeu quatro. Faça as contas.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Seus bioeletrônicos fritaram antes do cérebro, o que permitiu um grito curto e um passo para frente, de forma a poder morrer tranquilamente aos meus pés.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Olhei ao redor. Dez segundos haviam se passado. A namorada guarda-costas estava morta, o tecnauta respirava com dificuldade pela boca, através de uma barba de espuma avermelhada e o alvo estava morto, com dois buracos fumegantes nas costas.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Como eu disse, uma hora ele ia acabar acertando.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Antes que as sirenes chegassem, eu já estava no térreo, com a chuva começando a cair com uma irritante disposição para terminar o que poderia ter sido uma boa noite de trabalho. O que tinha dado de errado? Passei as horas seguintes costurando o braço e empacotando o equipamento. Do outro lado da rua, o bloco do alvo fervilhava de testemunhas, policiais e mídia. E eu não sabia quem era pior.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;em&gt;
&lt;p&gt;As coisas estavam diferentes naquele dia. Kane estava sentado na mesa &amp;#8212; inacreditavelmente vazia &amp;#8212;, sem sua habitual carga de diferentes armas, munições e kits de limpeza e lubrificação. Não haviam alvos no estande de tiro. O lugar nem mesmo cheirava do mesmo jeito.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;&amp;#8212; Qual é seu maior medo?&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;&lt;/em&gt;Aquilo&lt;em&gt; era meu maior medo. Quando ele me ensinava algo novo, que eu nem tinha idéia do que seria.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;&amp;#8212; Da morte?&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;&amp;#8212; Você já está morto, menino. Desde que nasceu. Foi a primeira coisa que aprendeu, quando eu te encontrei. Você aceita isso, ou desiste. O que mais?&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Morrer não era. Sofrer? Não, dor também não. Do que eu tinha medo? Foi simples descobrir: bastou olhar para a mesa vazia de armas, das coisas que eu conhecia intimamente e nas quais confiava minha vida e minha recém-descoberta arte. Ele acenou com a cabeça, confirmando meu pensamento.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;&amp;#8212; Hoje você vai aprender que tudo isso é besteira, que tudo isso que eu venho lhe ensinando só serve como peso de papel quando está sem munição. Mas o que é que nunca fica sem munição?&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Eu olhei para minhas mãos desarmadas, tentando entender. Fiquei ali um longo tempo, imaginando que tipo de arma não ficava sem munição. Só quando deixei de olhar para o que não estava nas mãos foi que entendi. Fechei os punhos com firmeza até que os nós dos dedos ficassem brancos e olhei de volta para ele.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;&amp;#8212; Bom. Vamos começar. Mas não se preocupe: eu trouxe algo pra você.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;E saiu da mesa, mostrando a caixa de primeiros socorros que ocultava com o corpo.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Acho que ficamos ali por três dias, não sei bem. Depois de um tempo não fez mais sentido. O soco começou sendo só um soco, depois deixou de ser só um soco e finalmente voltou a ser só um soco. Eu não sei. A única coisa que ele me disse foi para bater com força, bater no lugar certo e para bater sempre primeiro.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;E também fez questão de não parar até que eu tivesse conseguido quebrar seu nariz.&lt;/p&gt; 

&lt;/em&gt;
&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Eram três me esperando no apartamento, apesar de todos os alarmes e todas as precauções. Apesar dos sensores de infravermelho na porta e nas janelas e apesar dos explosivos acionados por pressão embaixo do carpete de entrada.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Eu realmente odeio ninjas.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Mas quando você mata uma guarda-costas oriental de um estelionatário em ascensão, o que mais você pode esperar senão a yakuza? Pelo menos eles eram profissionais também. Não é tão ruim morrer quando há profissionais cuidando de você. Não é vergonhoso nem desonroso. É apenas ridículo.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;O primeiro saltou sobre mim da escuridão da sala, brandindo uma droga de uma espada samurai. Aposto que estava coberta de dikote, pela reflexo e pelo som enquanto cortava o ar em direção à minha cabeça. Ele não era o problema. Em algum lugar da sala, seus dois companheiros esperavam que eu me concentrasse nele para descarregarem duas espingardas de assalto na minha direção. Quem sabe até com munição perfurante, ou se eu estivesse realmente com sorte, flechette.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Eu sabia que o imbecil da espada deveria estar blindado da cabeça aos pés, com aquele capuz colante mostrando só os olhos. Então, atirei nos olhos.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Olhos são um alvo fácil, brancos e brilhantes, refletindo de volta toda a luz ambiente quando olham para você. O resto do pente da minha 200ST foi para ele. À queima-roupa e através de tecido macio, até mesmo projéteis de gel não-letal fazem um bocado de estrago. Atravessam a órbita do crânio e esmagam os ossos frágeis acima da cavidade nasal, enviando uma chuva de fragmentos para o cérebro.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;O truque é pular no chão enquanto faz isso, com a arma em modo de rajada e um braço inutilizado.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Eu rolo para o lado do capanga número dois &amp;#8212; fácil de identificar pelo desodorante barato e ineficiente &amp;#8212;, ouvindo as espingardas pulverizarem o local onde eu estava meio segundo antes. Centro e trinta quilos de corpo humano são uma coisa impressionante quando acertam nas pernas de alguém. Fazem ela literalmente subir no ar. No escuro, com a adrenalina jorrando de todos os poros, com seus implantes oculares ofuscados por disparos contínuos de espingardas, o capanga número três fêz o melhor que pôde e descarregou o resto de seu pente &amp;#8212; eu contei os tiros de cada um deles &amp;#8212; no seu colega, que me cobriu de sangue e estofamento do sofá.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Deviam estar usando espingardas CMDT sem neuroconexão, ou ele não teria pressionado convulsivamente o gatilho por dois segundos inteiros após a munição ter acabado. Agora, existe uma coisa importante a se saber sobre mim. Eu sou gordo, uso um rabo-de-cavalo e cavanhaque. As pessoas tendem a confundir isso com estar fora de forma. Não é o caso. Boa parte dos meus centro e trinta quilos é composta de musculatura sólida, que eu cubro com gordura cuidadosamente cultivada por idas frequentes a restaurantes de comida italiana e africana. É fantástico o que o amido pode fazer por você. FAz parecer que você é apenas mais um gordo lento e desajeitado, outro alvo fácil. Faz você parar para rir.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;No primeiro segundo, eu estava de pé, e no seguinte, esmurrando seu pescoço exposto com o punho fechado, colocando o meu peso e a velocidade do deslocamento por trás de tudo. Isso é outra coisa que eu aprendi: artes marciais são besteira. Você só precisa saber onde bater, com força e com precisão. Todo o resto é inútil.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Ele esguichou alguma coisa bela boca dentro de sua máscara e caiu. Talvez com o pescoço quebrado. Eu não sei. Mas quando eu bato desse jeito, ninguém levanta. Pode ser ork ou troll. Não levanta mais.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Eles não eram nem uma coisa nem outra.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Juntei o que cabia no carro e saí sem fechar a porta.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;

&lt;em&gt;
&lt;p&gt;Aquele dia foi diferente dos outros, porque foi quando eu aprendi o que ele tinha de melhor para me ensinar.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;&amp;#8212; Hoje é sua última aula.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Por um instante, eu achei que íamos ter um daqueles duelos mortais entre aluno e mestre. Com o sobrevivente do que só poderia ser um combate até a morte conhecendo seu destino definitivo ou procurando outro aluno, dependendo do vencedor.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Tudo bem. Já não levava tapas há semanas, fosse por não perguntar coisas estúpidas, fosse por ter ficado mais rápido.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;&amp;#8212; A partir de hoje você fica por sua própria conta. A partir de hoje, o mundo lhe ensina. Aprenda bem.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;&amp;#8212; Qual... qual é a diferença?&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;&amp;#8212; A diferença é que quando você erra comigo, você leva um tapa na cabeça e se levanta pra entender onde errou. Com o mundo, você não levanta mais. Aprenda bem. Eu fui muito displicente com você, mas você aprende rápido. Continue assim. Continue vivo.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;E jogou algo para mim.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Identifiquei o que era antes de ver o brilho da prata nos detalhes bem-cuidados, nas gravações feitas no corpo de titânio calibre quarenta e cinco. Couro de verdade com enfeites simples em filigranas e baixos-relevos quase indígenas. Sete tiros cada.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;&amp;#8212; Seis para seus inimigos. O último para o inimigo do mundo. Aprenda.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;&amp;#8212; Quem é o inimigo do mundo?&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Mas ele não estava mais ali. Sozinho no grande galpão repleto de armas, munição e alvos. O cheiro de pólvora e propelente sólido parecia um perfume que eu sentia pela primeira vez, o último indício da presença de Kane. Lembro de ter querido chorar como um garoto que perde os pais. Mas eu nunca tinha conhecido meus pais e nunca achei importante sentir saudade do nunca tive. Só senti falta daquele maldito velho intratável como se fosse o resto de humanidade que me impedia de sair matando quem eu encontrasse na rua até que a munição ou a sorte acabassem. O que viesse primeiro.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Mas não fiz nada disso.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Prendi o cinturão de couro e ajustei as tiras de suporte nas coxas, mantendo os coldres baixos, na altura ideal para sacar. As armas não tinham neuroconexão &amp;#8212; nem eu tampouco &amp;#8212;, mas tinham o peso e o equilíbrio que você espera na espada do anjo da morte, forjada no inferno e temperada no sangue da besta do apocalipse. Coloquei doze tiros de cada um em único buraco no centro do alvo.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;A sétima bala eu guardei.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Naquele dia, eu aprendi a coisa mais importante: que só ia morrer quando fosse velho ou idiota demais, ou ambos. Mas como eu não era mais idiota, e iria demorar a ficar velho, decidi viver da única maneira que tinha conhecido.&lt;/p&gt;
&lt;/em&gt;

&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Tenho um outro apartamento, agora. E acho que outra vida também. Adeus EACON e Lone Star. Adeus dinheiro fácil e legalizado. Pelo menos parei de fumar. Cigarro é muito mais caro quando você não pode ir numa loja de conveniência sem ver sua cara estampada em 3-D no &lt;em&gt;Confederated American States: Most Wanted&lt;/em&gt; logo após o noticiário. Tenho amigos novos, também. Deixe-me colocar de maneira melhor: eu tenho &lt;em&gt;amigos&lt;/em&gt; também. Todos eles sofrem do mesmo problema de má publicidade, e todos fazem trabalhos contra os gigantes, contra os inimigos do mundo. Alguns eu reconheço do trídeo. Outros &amp;#8212; os mais dedicados, os verdadeiros profissionais &amp;#8212; eu nunca vi em lugar algum. Eu aprendo com eles. Aprendo com o mundo.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Tenho menos equipamento pra me preocupar. Só o que tenho é o que posso carregar nos coldres. E hoje, é só o que eu preciso. Sete tiros em cada, com direito a duas recargas. Nunca se sabe o que você pode encontrar nas ruas.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Está tudo bem.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Como Kane disse, eu não tenho uma profissão. E agora eu sei: eu tenho um destino.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6457087-111233387004390501?l=balaidegato.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://balaidegato.blogspot.com/feeds/111233387004390501/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6457087&amp;postID=111233387004390501&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6457087/posts/default/111233387004390501'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6457087/posts/default/111233387004390501'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://balaidegato.blogspot.com/2005/04/shadows-of-redemption-series-2.html' title='Shadows of Redemption&lt;br&gt;(Series 2 :: The Professional)'/><author><name>Petras Furtado</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00958958741234293383</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-94DwVmOI2aE/TqDtk8dgmBI/AAAAAAAAACI/OpSKI025nTw/s220/Avatar%2B02.png'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6457087.post-111215969118121695</id><published>2005-03-30T02:12:00.000-03:00</published><updated>2005-03-30T18:04:50.586-03:00</updated><title type='text'>Shadows of Redemption (Series 1 :: Avenger Journal)</title><content type='html'>&lt;p&gt;Isso aqui me veio na cabeça hoje de noite. Não é algo habitual. Talvez sirva pra ilustrar melhor o jogo, ou talvez sirva pra tirar essa idéia fixa dessa estória que eu tenho desde que sonhei com ela (já faz algum tempo). Preferi não fazer muita correção - vai desse jeito mesmo. Fico esperando ver o que vocês acham.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Só pra variar...&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;


&lt;h3 align="center" style="font-size:20pt"&gt;Somewhere I Belong&lt;/h3&gt;

&lt;blockquote&gt;
&lt;p style="font-size:10pt" align="right"&gt;&lt;em&gt;No beco escuro&lt;br&gt;explode a violência&lt;br&gt;eu tava preparado&lt;/em&gt;&lt;br&gt;&lt;br&gt;- Paralamas do Sucesso&lt;/p&gt;
&lt;/blockquote&gt;

&lt;p&gt;Para mim é como se ela sempre estivesse lá. No bar.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Quando ela entrou pela primeira vez, eu estava enchendo a cara com a galera. Como sempre. Bebendo cerveja barata, aquela porcaria feita de soja, que parece que eles tentam disfarçar o gosto com mijo de cachorro, mas não dá. O gosto de soja sempre aparece no final, pior que mijo de cahorro.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Tudo hoje tem gosto de soja.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Mas eu tô mudando de assunto. Eu faço isso o tempo todo, a galera fica zonada, eu mudando de assunto feito um daqueles xamãs de rua travados na pôrra do totem deles ou sei lá o quê. Falando merda sem sentido e aí quando você menos espera, bum! O cara do lado dele reclamando sem parar do jogo dos Sonics ganha um buraco novo na cara, aberto de dentro pra fora.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Lá vou eu de novo.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Tavam tocando &lt;em&gt;here she comes again&lt;/em&gt;, aquela merda do Concrete Dreams que todo mundo acha uma maravilha, mas que eu acho que é só mais um mela-mela depressivo em loop infinito.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Mas naquela noite, quando ela entrou no bar, eu achei que era a música mais bonita da minha vida.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Porque ela entrou e olhou direto pra mim, como se não tivesse mais ninguém no bar aquela hora, e eu fosse a única alternativa a olhar pra cadeiras e mesas, sabe? Mas não foi como se ela ficasse com raiva por só ter a minha fuça pra olha. Não. Foi como se ela ficasse aliviada, sei lá.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Faz graça, só de pensar - eu valer a pena uma segunda olhada. Ou uma primeira, se você pensar direito. Quer dizer, eu sou ork, cara. Quinze anos, adulto, todo feito. Bela merda, se você pensar direito. Não sou tão grande como o resto, nem forte do mesmo jeito.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Quer dizer... tá, eu sou forte, mais forte que a maior parte dos caras que não são ork nem troll. Mas não sou como o leão de chácara do bar. Aquele cara você olha duas, três vezes, ou pelos menos até ele te olhar feio. Dois metros e sei lá mais o que de altura, e quase o mesmo de altura. cem quilos? Pelo menos. Só músculo, o cara. Tem aquele jeitão calado de milico, de meganha, saca? Perigoso.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Não é como eu. Eu sou igual a todo mundo, se todo mundo fosse ork. Mas não importa. Ela olhou pra mim mesmo assim.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Entrando no bar como se não fosse o lugar mais perigoso do pedaço, caminhando naquele passo tranquilo de quem entra em casa e tranca a porta reforçada e vê que tá tudo no lugar, o alarme tá inteiro e não tem nada faltando. Segurança, sabe? Ela tinha essa coisa. Como se ninguém nem nada ali pudesse fazer mal pra ela. Andava meio dançando, sei lá, meio no passo de uma música que não era a que estava tocando, mas mesmo assim, música.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Dançando uma coisa que só ela ouvia sem parar dentro da cabeça dela, e dançando o tempo todo, cada passo. Eu nunca tinha visto nada tão bonito na minha vida, nem em sensorama, nem no mundo. Nada como ela.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;O que eu tou tentando dizer é que ela não era bonita como gente, como um ser humano - nem como elfo (os cabelos ruivos e dourados por cima do couro negro cheio de cromo e bottons de neon baratos), se você tá achando isso. Ela não era como a gente. Era melhor, muito melhor. Do jeito que eu achava que todo mundo devia ser quando eu era garoto, quando eu tinha um pai.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;E isso não faz muito tempo.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Ela continuou andando na minha direção, e eu como um idiota, fiz o mesmo, ouvindo a galera na mesa reclamar, perguntando pra onde eu ia assim de repente, no meio de uma frase, e só pensando "ah, deuses, por favor, não façam eu parecer um idiota, só desta vez, por favor."&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Eu fiz papel de idiota, claro, mas ela não se importou.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Ela riu e conversamos a noite inteira sentados no balcão, ela derrubando um copo atrás do outro e nunca parecendo ficar chapada, um sorriso atrás do outro e um copo atrás do outro. Eu não aguentei tanto.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Só sei que acordei no meu muquifo no meio da tarde seguinte, com uma dor de cabeça que devia ter me matado, que com certeza devia ter matado qualquer um - até o cara que fica na porta do bar -, nú, suado e com o corpo dolorido: braços e pernas e abdômem e tudo o mais que tem músculo e cansa e não quebra mas cansa.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Fiquei um instante estendido no colchão, olhando para o teto coberto de teias de aranha, rachaduras e aqueles tubos fluorescentes presos pelos fios que um dia vão despencar e cortar meu pescoço e eu vou morrer sem nem acordar. Fiquei pensando que não lembrava nada depois de uma certa dose, que deveria ter chegado em casa como todas as noites, no piloto automático, bêbado e vomitando e com hematomas que eu não lembro onde consegui.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Mas eu não tinha nada dessa vez, nem sangrava do nariz e da boca e dos ouvidos. Só o corpo cansado, nú e suado e aquele cheiro que flutuava acima do suor rançoso de álcool e beta-anfetaminas. Aquele cheiro que não era de flores, mas que poderia muito bem ser.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Aquele cheiro &lt;strong&gt;dela&lt;/strong&gt;.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Eu ouço um som da sala (uma piada - tudo o que faz do único cômodo ser sala ou cozinha ou banhairo é uma divisória de macroplástico roído e coberto de spray), que não é movimento nem passos. Podia ser o gato, se eu tivesse gato, ou se gatos cheirassem como as flores de marte.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Ela senta no colchão ao meu lado, sua nudez limpa, sem tatuagens nem cicatrizes nem nada e sorri enquanto passa a mão no meu cabelo desgrenhado de um jeito que nem minha mãe faria (se eu tivesse uma mãe).&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;É quando a coisa toda vem, de uma vez, só, a noite toda de uma vez só, e por um instante é intenso, tão extremo, que eu acho que vou estourar uma veia ou coisa parecida, mas não acontece nada - eu continuo vivo, com ela ali ao meu lado, passando a mão no meu cabelo com um sorriso tão bonito que não pode ser implante.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Ela abaixa a cabeça e me beija na testa, e toda aquela sensação parece que piora, até eu entender que não é dor, que não é medo.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Um alívio que eu nunca conheci antes quase me faz chorar, não fosse a força do hábito. E nós nos abraçamos e fazemos a noite anterior parecer um ensaio.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Minha vida começa a parecer que vai ficar boa.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;E nas semanas seguintes, eu quase acredito nisso.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Tudo parece dar certo demais, enquanto ela está por perto, enquanto ela está comigo. Eu posso até esquecer que não tive uma vida antes disso que não fosse feita de brigas e trabalhos de última categoria, de finais de semanas em profunda amnésia alcóolica, de solidão e de sentir que tudo o que você tem na sua vida é engolir toda a merda que a sua vida virou e que qualquer sonho que você tenha não vale nem o tempo que você dorme para poder sonhar. Porque nada nunca vai ser do jeito que você sonha.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Mas com ela isso não importa. Porque pela primeira vez eu pertenço a alguma coisa. Eu pertenço a essa coisa que não é ela - é isso que nós dois nos tornamos, que nós dois somos juntos enquanto fazemos meu apartamento virar um lar ao invés de um pit-stop de go-gangues.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Ela traz a grana - não vou enganar ninguém, nem a mim mesmo, achando que isso tudo mudou tão rápido só porque ela entrou na minha vida. Ela tem grana. Quando eu saio pra trabalhar, eu não sei onde ela consegue o dinheiro. Joygirl? Talvez. Não quero saber.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Só quero que isso não acabe mais. Porque eu vou acabar junto.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Às vezes ela me pergunta na madrugada, quando as sirenes se cansam da vizinhança e tudo que dá pra ouvir são as pessoas do cortiço na frente varrendo os cartuchos vazios da calçada:&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;"Por que você vive assim?"&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Eu deveria dizer que a voz dela é como música, mas não é bem asim. É como se ela estivesse acompanhando aquela melodia que parece tocar o tempo todo na cabeça, aquela coisa que a faz dançar pelo dia como uma lenta valsa - você sabe, aquelas coisas do canal de história antiga - em eterno loop.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;"Você fala como se eu tivesse uma escolha", eu respondo, meio aborrecido, mas não de verdade. Não com ela.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Mas ela apenas sorri, sem mostrar os dentes, e espera eu responder de verdade. Ela quer que eu fale sobre meu pai.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Quer dizer, ele não é meu pai de verdade. Bom, ele é humano, mas não somos todos? Ele foi a primeira pessoa que olhou pra mim no esgoto onde eu cresci, nos pior buraco dos Puyallups, a primeira pessoa que olhou pra mim e não virou os olhos, com nojo ou raiva ou medo. Ele se aproximou de mim e disse "venha comigo" de um jeito que eu não tinha como dizer não, embora não fosse, definitivamente, a coisa mais esperta a se fazer.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Não era meu pai, mas foi a coisa mais parecida que eu tive.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Ele e os amigos deles. Todos eram humanos, ou quase todos. E todos eram cuidadosos comigo, como se tivessem medo dele, ou tivessem medo de algo que ele pudesse fazer se olhassem pra mim do jeito errado. Mas nenhum deles olhou pra mim de outro jeito que não fosse com um pouco de pena, talvez.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Eu aprendi muita coisa com ele, com meu pai. E com seu amigos. Mais que qualquer coisa, eu aprendi a sobreviver. Aprendi a lutar, a manter minha palavra, a defender meus amigos. Aprendi a ser um homem.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Então, um dia, eu cheguei em casa e ele não estava mais lá. A casa estava vazia, exceto por um credstick no chão, perto da porta, com mais nuienes que eu podia gastar num ano.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Sem bilhete nem nada. E eu tinha doze anos. Já era um homem. O pior dia da minha vida, descobrir que eu já era um homem.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Mas ela sabia daquilo tudo. Eu já tinha falado daquilo tudo antes, várias vezes, de várias maneiras diferentes. Eu sorri de volta.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;No dia seguinte, eu acordei com uma voz diferente na casa. Foi quando eu soube que as coisas iam mudar.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Ela e uma amiga conversavam na porta, em alguma língua que eu não conhecia. Talvez chinês. A amiga dela parecia chinesa. Ou coreana. Ou tailandesa - eu não sei.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Não japonesa, não tinha aquela arrogância de quem sabe que é melhor do que você, só por ter nascido assim. Era bonita e pequena, como um brinquedo, como uma daquelas apresentadoras virtuais de SenseTV - AnimeGirl, PixeLass, uma dessas coisas com um símbolo de trademark no final. Eu não sabia como ela tinha chegado no bairro sem um rifle de assalto pendurado nas costas. Tem um mercado negro hoje em dia só pra olhos como os dela.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Ela me apresentou, sem dar nomes. A outra me fez uma reverência, baixando a cabeça quase até a cintura, como se fosse algo muito importante estar ali na minha frente. Eu tentei repetir, mas acho que meu corpo não foi feito pra esse tipo de gentileza. Ela não riu, nem torceu o rosto nem nada. Ficou apenas ali, muito séria, me encarando, como se eu fosse Jetblack voltando do túmulo ou coisa parecida.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Aí ela se despediu e foi embora.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Naquela noite nós não saímos.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Ao invés disso, ela me abraçou de um jeito como se eu fosse morrer e foi embora sem dizer nada, sem levar nada, vestida do mesmo jeito do dia em que nos conhecemos.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Eu só pude ficar parado e pensar em como a minha vida era uma merda de novo, e como aquilo só fazia tudo antes parecer muito pior, muito pior do que ficar sem sonhar, e eu nem sonhava mais antes dela. A primeira coisa que eu pensei foi em quebrar tudo, em derrubar o apartamento todo com as mãos e pés (eu não sou muito forte, eu não sou muito grande, mas eu posso fazer isso ainda assim, eu posso quebrar um apartamento inteiro do mesmo jeito que dois caras grandes com marretas).&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Mas eu não fiz isso. Eu deixei o apartamento em paz e fui brutalizar todos os bares da vizinhança - em especial os que não deixavam mais eu entrar.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Eu acho que o dia já estava nascendo quando eu vi que tinha chegado - pela noite de brigas e surras e encontros com a sarjeta e uma neblina vermelha de álcool e estimulantes - no pior lugar da vizinhança. E aqui nos Puyllaps, quando a gente diz pior quer dizer muito mais que a palavra dá espaço pra pensar.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Era perfeito. A minha vida acabando daquele jeito, na mão de quem eu mais odiava sem nem saber porquê. Go-gangues do caralho. Encostei na esquina que dava de frente pra sede dos caras, um cortiço velho e acabado de primeiro andar onde eles consertavam as motos e davam festas e planejavam as merdas com o bairro todo.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Chillers Thrillers. A pior go-gangue da zona, cobrando semanalmente trinta por cento de comissão de proteção de &lt;em&gt;todo mundo&lt;/em&gt;. Motoqueiros cromados até os ossos, com aquelas tatuagens de fantasmas polinésios cobrindo cada centímetro de pele. Viciados em BTL e tortura experimental.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Gritei pra eles algumas coisas sobre as mães deles e peixes podres, da melhor maneira que o dialeto das ruas deixa a gente falar. Mas eles não saíram pra me pegar. Estavam ocupados.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Me aproximei da porta, mais suicida que nunca, só pra ver a maior cena de carnificina que eu já tinha visto, em trídeo, sensorama ou na vida real. O cortiço parecia que balançava na minha vista inflamada de cansaço e de dor, tremendo com o clarão de armas silenciadas que cortavam aquela escuridão traiçoeira da madrugada com munição traçante a mil e quinhentos tiros por minuto.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Alguém estava matando os caras do mesmo jeito de quem chuta um cachorro morto: com força e sem remorso.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Fiquei sóbrio de repente. Mesmo assim, eu cheguei ainda mais perto. Sobrevivência tinha deixado de fazer parte do meu dicionário desde o começo da noite. Pela porta derrubada, eu podia ver o grande vão do térreo, coberto de corpos - talvez metade da gangue, talvez mais - entre montes de lixo e peças de motos depenadas. Cartuchos caíam no chão, chovendo como estrelas de bronze, cortando uma neblina de pólvora, o ar que eles respiravam.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;A chinesa (agora eu tinha certeza, ela só podia ser chinesa: crueldade é um negócio genético) saltava entre as colunas de sustentação e as paredes quebradas, com uma Ingram Neuro em cada mão, dando rajadas, e os seus bracinhos finos não tremeram nem uma vez enquanto ela cortava os caras na bala, de um em um.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Era que nem ver um daqueles trídeos velhos de samurais, o mundo passando de câmera lenta pra uns borrões que mal davam pra ver o que tava acontecendo. Coisa de dançarino, pelo jeito como ela matava. Parecia que ela tava fazendo um favor pra eles, matando com sua arte.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Caí de joelhos.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;E ela estava lá.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Linda, louca e furiosa, corria pelos destroços do andar de cima, lançando corpos à sua volta, gargalhando enquanto homens com o dobro do tamanho e peso dela caíam, matando com as mãos nuas, quebrando ossos trançados de titânio e plástico com a mesma suavidade que fazia amor comigo. Se movia com a agilidade de quem tem as juntas girando para todos os lados errados, e todos ao mesmo tempo, dançando ao som de algo rápido, pesado e denso.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Here she comes again.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Tudo terminou muito rápido, também como nos filmes. Elas jamais me viram, ou não fizeram nem questão de me ver. Naquele momento, eu não me senti digno de me verem. Eu tinha deitado com uma deusa da morte, e nossa vida juntos era a mesma que dava luz a membros despedaçados como se fossem de porcelana.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Me encontraram no mesmo lugar, de joelhos, coberto da cabeça aos pés de borrifos de sangue e sujeira do massacre, pensando que havia sido obra minha, que eu havia seguido o caminho de meu pai, que...&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Que eu era um herói.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Mas não tem heróis numa favela.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;A noite seguinte, eu passei me tentando esquecer do melhor jeito que dava. Todo mundo fez o possível para me ajudar, achando que eu tava em choque, que eu estava... Sei lá. Mas eu tava só morto por dentro, tudo o que eu acreditava e que eu tinha me atrevido a sonhar virando uma merda de piada cruel e de mau gosto.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Na terceira noite o que restou da gangue, que tava fazendo negócios em outro bairro, me encontrou no Matchbox, tentando fazer com que meu sangue tivesse um teor alcóolico uma coisinha maior do que eu tinha bebido ultimamente. Não dá pra dizer que os caras tavam felizes.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;No começo, a dor me deixou feliz. A dor me deixou completo. Eu vi que a minha vida tinha sido toda direcionada para esse fim e para este momento. Mais um ork massacrado em uma briga idiota de bar, por cinco caras com cento e trinta quilos de cromo no corpo. Tudo fazia sentido. Estava tudo bem. Estava tudo certo.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Eu não tinha nada quebrado ainda. Eles eram cuidadosos e tinham experiência no que faziam. Evitavam os órgãos principais e as artérias, pegando só os lugares onde doía mais. Podia levar uma hora, sei lá, quem sabe mais. Eu sou forte.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Meu pai sempre me disse que eu era forte.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;E por algum motivo idiota, aquilo me fez pensar em todo o tempo em que a gente praticava, nas coisas que seus amigos me ensinavam, coisas que um corpo humano - ou o meu, seja lá o que a gente era pra entender quando diz humano - não devia ser capaz de fazer. Como esmurrar ferrocreto, madeira, metal, carne - sem sentir a diferença.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Coisas asim.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;O primeiro deles, que estava chutando as minhas costelas, foi uma coisa meio descuidada, eu sei. Mas as botas com biqueiras de metal dele incomodavam, então eu quebrei a perna do cara na altura em que o fêmur se encontra com o quadril. Algumas coisas você nunca esquece. Basta um movimento rápido, do jeito certo, sem precisar nem de muita força.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Mas eu usei de muita, muita força. E eu sou forte, muito, muito forte.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Os outros deram pra trás quando me viram deitado, segurando uma perna inteira na mão, me encharcando de sangue enquanto seu amigo estrebuchava do meu lado, com um jato de roxo arterial, escapando do lugar onde devia ter uma coxa.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;O resto foi fácil.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;"Juan."&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;"Diz."&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;"O que você vai fazer agora, cara?"&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;"Hein?"&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;"Cê vai começar sua gangue ou o quê?"&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Eu pensei bem. Gangue era coisa do tempo em que eu era garoto, que correr solto na rua e fazer merda sem saber nem porquê era só o que a gente tinha. Mas eu era um homem agora, e tinha que ter sonhos. Sonhos de homem. E porque meus sonhos sozinhos não iam pra canto nenhum, eu respondi:&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;"Nada de gangues - só a gente. Só o bairro todo."&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6457087-111215969118121695?l=balaidegato.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://balaidegato.blogspot.com/feeds/111215969118121695/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6457087&amp;postID=111215969118121695&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6457087/posts/default/111215969118121695'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6457087/posts/default/111215969118121695'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://balaidegato.blogspot.com/2005/03/shadows-of-redemption-series-1-avenger.html' title='Shadows of Redemption &lt;br&gt;(Series 1 :: Avenger Journal)'/><author><name>Petras Furtado</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00958958741234293383</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-94DwVmOI2aE/TqDtk8dgmBI/AAAAAAAAACI/OpSKI025nTw/s220/Avatar%2B02.png'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6457087.post-110852380413611895</id><published>2005-02-16T00:14:00.000-03:00</published><updated>2005-02-16T00:16:44.143-03:00</updated><title type='text'>Shadows of Redemption</title><content type='html'>&lt;blockquote&gt;&lt;p&gt;"&lt;em&gt;um sobretudo não é muito diferente de uma capa, no final das contas&lt;/em&gt;"&lt;br&gt;-Frank Miller&lt;/p&gt;&lt;/blockquote&gt;

&lt;p&gt;Não é novidade: uma das coisas que mais aprecio são quadrinhos, e entre eles - mas não 

somente - quadrinhos de super-heróis.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Não vou entrar aqui em múltiplas e complexas leituras e análises sobre o papel da HQ de 

super-heróis na formação do coletivo cultural, ou qualquer outra balela acadêmica. É só uma 

idéia que eu tive.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Shadowrun (o RPG que jogamos atualmente) é um jogo de anti-heróis. Na verdade, eu diria até 

que é um jogo de criminosos. Um jogo de criminosos &lt;em&gt;free-lancers&lt;/em&gt; fazendo missões contra 

ou a favor das mega-corporações, tendo o mesmo papel que os lendários ninja do Japão feudal. 

Guerreiros das sombras. Combatentes, infiltradores, especialistas habilidosos em sua arte e 

técnica servindo a quem pagar mais.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Em útima - ou em qualquer análise - criminosos. Contudo, diferente dos criminosos de 

carteira assinada,
eles não trabalham (pelo menos normalmente) para prganizações criminosas, preocupam-se com o 

bem-estar da comunidade onde vivem, com balas perdidas, com dano colateral. Alguns fazem 

pequenos serviços dentro de seu bairro, corrijem algumas injustiças invisíveis, muitas vezes 

para seu próprio bem, mas não apenas - eles vivem ali, e mesmo levando em conta a necessidade 

de uma política de boa vizinhança, eles se integram na comunidade porque sabem que sozinhos são 

alvos. Fazendo parte de um grupo, de uma comunidade, podem derrubar gigantes - como as 

corporações sob cuja sombra eles vivem.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;E me veio a idéia de shadowrunners como anti-heróis. Oh, não é necessário forçar a barra: 

gente como o Justiceiro, o Corvo e o Sombra São exemplos perfeitos deste tipo de personagem. 

Alguns nem precisam adaptar direito. O Justiceiro é um mercenário barra-pesada que depois de 

duas temporadas em Guerra do Deserto IV volta para casa só pra ver sua família ser assassinada 

no conflito entre agentes de duas corporações. O Sombra é um adepto somático pra lá de poderoso 

com vários graus de Iniciação, cheio de contatos e seguidores. O Corvo é um espírito encarnado
com poderes descomunais, talvez resultado de um experimento mágico, ou talvez de uma 

Perseverança
tão grande que conseguiu superar a morte para exercer sua vingança - por outro lado, podem 

haver
coisas que ainda desconhecemos sobre o Sexto Mundo.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Viu só? Não é tão difícil. E pra completar, procurando por mais informações sobre o tema na 

Internet, encontrei uma edição especial do &lt;em&gt;Shadowrun Supplemental&lt;/em&gt;, um fanzine on-line 

de Shadowrun (e muito bom, por sinal) com exatamente esta temática. Abaixo segue o texto 

introdutório do arquivo (escrito por Patrick Goodman), devidamente (e livremente) traduzido por 

mim.&lt;/p&gt;

&lt;blockquote&gt;
&lt;em&gt;

&lt;p&gt;Ela sentou-se na beirada da cobertura, olhando por sobre as favelas do sudoeste de Houston, 

dez andares abaixo do seu apartamento. Até agora tinha sido uma noite quieta, e não seria ela a 

primeira a reclamar. Olhou para o céu, perdendo-se na confusão de estrelas que ainda eram 

visíveis sob as luzes urbanas e as camadas de poluição. Tentou encontrar algumas constelações 

conhecidas, mas nunca tinha sido boa nisso. Apenas gostava das belas jóias noturnas.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Sua contemplação foi interrompida pela espírito urbano que ela havia deixado fazendo a 

ronda. “desculpe interrompê-la”, disse, sua voz suave e fria como a brisa da baía, “mas temos 

problemas a alguns quarteirões a oeste daqui. Seis grandes, um pequeno.” Ela levantou-se, olhou 

para o espírito e disse “leve-me até lá, por favor.” Um instante depois, estava voando para 

oeste, a forma do espírito carregando-a tão facilmente como a uma boneca. Apontou para um 

telhado próximo ao beco onde o espírito havia indicado, e ele gentilmente a pousou ali.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Era um beco sem saída, e na iluminação agonizante da rua, Thunder podia vez um pequeno grupo 

de homens e mulheres cercando alguém no final do beco. Era uma mulher, implorando para que não 

a ferissem. Thunder balançou a cabeça ante a cena três andares abaixo. “Então os dragões desta 

noite são gangbangers. Quem sou eu para discordar?” Ela ergueu a mão direita até o peito e 

golpeou o pequeno escudo branco do tamanho de seu punho e costurado ao sobretudo, com a cruz 

vermelha de São Jorge gravada sobre ele. Era a única porção de cor em sua vestimenta. “Ajude-me 

com isso”, ela disse reverentemente.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Deu um passo para a borda do telhado e tocou o bracelete dourado no punho direito, que 

começou a brilhar com uma suave luminescência. Voltando-se para o espírito, ela disse,”fique 

por perto, eu posso precisar de ajuda.” O espírito desapareceu sem aviso, mas Thunder ainda 

podia sentir sua presença; ele estaria ali se ela precisasse. Desabotoou o sobretudo, 

certificou-se de que seus tomahawks estavam firmes no cinto e saltou para a escuridão do beco. 

O feitiço de levitação em seu bracelete evitou que fosse esmagada no pavimento. Abriu os braços 

e as abas do sobretudo foram sacudidas pelo vento como asas de ébano.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Ela interrompeu a queda quase um metro acima do chão do beco. Ainda flutuando, seu cabelo 

louro e descuidado soprado pela brisa, observou um dos capangas — suas cores de gangue 

impossíveis de discernir na penumbra — notar sua silhueta na luz fraca e e quase estroboscópica 

dos postes. Com um tom tão ameaçador quanto o de um matador de dragões, Thunder disse: “Deixem. 

Ela. Em paz.”&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;O resto da gangue espalhou-se ao seu redor, ignorando a mulher que estavam encurralando — 

que, amedrontada, encostou-se em uma das quinas do beco sem saída. Os punks começaram a 

avançar, rindo e fazendo piadas sobre a idiota que havia interrompido sua negociação. Thunder 

tocou o chão e estalou os dedos, uma palma da mão fechada contra a outra, enquanto o resto do 

grupo se aproximava.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Sorriu. Era hora de trabalhar.&lt;/p&gt;

&lt;/em&gt;
&lt;/blockquote&gt;

&lt;p&gt;Que tal? Não estou falando em mudar a campanha de uma vez, mas é algo para o futuro... Deixa 

vocês ganharem mais um pouquinho de karma...&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6457087-110852380413611895?l=balaidegato.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://balaidegato.blogspot.com/feeds/110852380413611895/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6457087&amp;postID=110852380413611895&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6457087/posts/default/110852380413611895'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6457087/posts/default/110852380413611895'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://balaidegato.blogspot.com/2005/02/shadows-of-redemption.html' title='Shadows of Redemption'/><author><name>Petras Furtado</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00958958741234293383</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-94DwVmOI2aE/TqDtk8dgmBI/AAAAAAAAACI/OpSKI025nTw/s220/Avatar%2B02.png'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6457087.post-110831379126015873</id><published>2005-02-13T13:52:00.000-03:00</published><updated>2005-02-13T13:56:31.266-03:00</updated><title type='text'>na FM da minha cabeça</title><content type='html'>&lt;p&gt;...tem dias que aquela música não larga, não sai, fica tocando em modo &lt;em&gt;repeat&lt;/em&gt; initerrupto no cd-player da sua consciência (alguns dirão que são mais modernos, que têm um Ipod na memória - mas eu sou ortodoxo). Hoje foi o Smash Mouth:&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;h3&gt;Waste&lt;/h3&gt;
&lt;p&gt;
I'm lookin' at my watch&lt;br&gt;
At all the time that's been stolen&lt;br&gt;
When I was carryin' you&lt;br&gt;
Seems I've tripped and I've fallen&lt;br&gt;
&lt;br&gt;
Don't want no one to ache&lt;br&gt;
Oh, to be drunk and forgetful&lt;br&gt;
To get out of this unscatched&lt;br&gt;
Oh, to be free and inhuman&lt;br&gt;
&lt;br&gt;
Some may say&lt;br&gt;
I love to play&lt;br&gt;
When the chance is there to take&lt;br&gt;
&lt;br&gt;
I'm moppin' up the floor&lt;br&gt;
From messy recipies of romance&lt;br&gt;
I'm packing up the pots&lt;br&gt;
Too many cooks in the kitchen&lt;br&gt;
&lt;br&gt;
Some may say&lt;br&gt;
I love to let&lt;br&gt;
A good thing go to waste&lt;br&gt;
I let it go to waste&lt;br&gt;
&lt;br&gt;
Let a good thing go to waste&lt;br&gt;
A good thing go to waste&lt;br&gt;
Let a good thing go to waste&lt;br&gt;
A good thing go to waste&lt;br&gt;
&lt;br&gt;
I'm lookin' at my watch&lt;br&gt;
At all the time that's been stolen&lt;br&gt;
When I was carryin' you&lt;br&gt;
Seems I've tripped and I've fallen&lt;br&gt;
&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6457087-110831379126015873?l=balaidegato.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://balaidegato.blogspot.com/feeds/110831379126015873/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6457087&amp;postID=110831379126015873&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6457087/posts/default/110831379126015873'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6457087/posts/default/110831379126015873'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://balaidegato.blogspot.com/2005/02/na-fm-da-minha-cabea.html' title='na FM da minha cabeça'/><author><name>Petras Furtado</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00958958741234293383</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-94DwVmOI2aE/TqDtk8dgmBI/AAAAAAAAACI/OpSKI025nTw/s220/Avatar%2B02.png'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6457087.post-110724002144349136</id><published>2005-02-01T03:33:00.000-03:00</published><updated>2005-02-01T03:40:21.443-03:00</updated><title type='text'>Está na hora de apagar a velhinha...</title><content type='html'>&lt;p&gt;... opa, é velinha. Bem, escorregões geriátricos à parte, eu gostaria de lembrar a todos que hoje - dia primeiro de fevereiro - é meu aniversário. Fazem exatamente 34 aninhos que eu nasci.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Enquanto vocês se felicitam, imaginando que vão encher o bucho de bolo e refrigerante, eu gostaria de lembrá-los (mais uma vez) de que, embora hoje seja o meu aniversário, ele NÃO será comemorado hoje. Será no dia 6 de fevereiro, domingo de carnaval, na casa de minha mãe, sítio Pai Voredo, na cidade de Barreiros, Rio Grande do Norte, região Nordeste, Brasil...&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Quem souber como ir para lá, vá. A coisa começa por volta do meio-dia. Quem não souber, estou pensando em fazer uma caravana em um lugar central para a partir daí, seguirmos juntos para a Zona Norte e de lá para o Gancho e então Barreiros.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Será divertido. A comida é de graça. O que mais vocês precisam saber?&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Apenas vão.&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6457087-110724002144349136?l=balaidegato.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://balaidegato.blogspot.com/feeds/110724002144349136/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6457087&amp;postID=110724002144349136&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6457087/posts/default/110724002144349136'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6457087/posts/default/110724002144349136'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://balaidegato.blogspot.com/2005/02/est-na-hora-de-apagar-velhinha.html' title='Está na hora de apagar a velhinha...'/><author><name>Petras Furtado</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00958958741234293383</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-94DwVmOI2aE/TqDtk8dgmBI/AAAAAAAAACI/OpSKI025nTw/s220/Avatar%2B02.png'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6457087.post-110709387838431642</id><published>2005-01-30T11:01:00.000-03:00</published><updated>2005-01-30T11:04:38.386-03:00</updated><title type='text'>Eleições no Iraque</title><content type='html'>&lt;p&gt;Eu não tenho certeza, mas me parece que lá nas terras d´além mar (não, não é Portugal), as eleições estão mais complicados do que escolha de delegado para Alexandria ou Exu.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;&lt;a target=_blank href="http://charges.uol.com.br/vercharge.php?idcharge=1629&amp;modo=som"&gt;Vejam com seus próprios olhos&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6457087-110709387838431642?l=balaidegato.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://balaidegato.blogspot.com/feeds/110709387838431642/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6457087&amp;postID=110709387838431642&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6457087/posts/default/110709387838431642'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6457087/posts/default/110709387838431642'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://balaidegato.blogspot.com/2005/01/eleies-no-iraque.html' title='Eleições no Iraque'/><author><name>Petras Furtado</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00958958741234293383</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-94DwVmOI2aE/TqDtk8dgmBI/AAAAAAAAACI/OpSKI025nTw/s220/Avatar%2B02.png'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6457087.post-110704341949262250</id><published>2005-01-29T20:45:00.000-03:00</published><updated>2005-01-29T21:03:39.493-03:00</updated><title type='text'>Saudade não tem fim, felic... epa!</title><content type='html'>&lt;p&gt;Não é bem assim a música. Mas não importa. Madrugada de hoje, por volta das 04:00&lt;sup&gt;am&lt;/sup&gt;, nos dirigimos à rodoviária para encontrar com minha sogra e cunhada, que junatamente com Thatiane, dirigir-se-ão para a terra santa de Fortaleza, a Meca do Ceará. Reza a lenda que todo cearense tem - de tempos em tempos - que visitar seu local sagrado de nascimento e renovar os laços sacros que o unem a esta terra.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Feliz ou infelizmente, eu sou natalense, então meus laços estão mais que amarrados com esta terrinha desgraçada. Enfim.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Tivemos que esperar um pouco. Teresa (cunhada) havia ido a uma última festa antes da viagem, e só chegou em casa bem em cima da hora. Tudo bem. Quinze minutos antes da saída já estávamos todos lá. Antes que chegassem, contudo, aproveitei para fazer um lanche e comprar um biscoitinho para Thati levar na viagem (o biscoito acabou virando uma pipoca Boku´s&lt;sup&gt;tm&lt;/sup&gt;). Enquanto comíamos, um travesti de produção superbásica  nos interrompeu - educadíssima - e pediu cinquenta centavos para completar o café. Tendo exatamente o trocado, despachei a criatura com modos à altura de sua interpelação. Polidíssima, ela ofereceu votos de boa viagem e partiu com toda a graça e classe que uma vida em sapatos de salto agulha tamanho 42 pode permitir.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Enquanto as mulheres da família Lira embarcavam, meu sogro (com o peculiar e inescapável senso de humor cearense) denotou a presença de outras duas divas &lt;em&gt;drag&lt;/em&gt; na lanchonete da área de embarque/desembarque. Trajadas no mais brilhante e resplandecente refinamento, recobertas da cabeça aos pés em cetim vermelho, rosa e branco, lantejoulas, plumas e outros adereços que a minha heterossexualidade imanente não me permite identificar, elas pareciam ter saído de um show da Cher.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;O sol nascia. Deixamos a rodoviária após o ônibus partir, com alguns passageiros refestelados desconfortavelmente em bancos de concreto, alguns dormindo, outros asistindo &lt;em&gt;Patton&lt;/em&gt; na Sessão Coruja (aquele com o Savallas). Pessoas começavam a chegar para tomar o primeiro ônibus do dia, enquanto outras chegavam aos poucos, descarregando bagagens e sonhos.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Aeroportos e rodoviárias sempre me deixam com essa sensação contemplativa do mundo, como se cada esquina fosse uma encruzilhada de destinos, onde o acaso faz seus circuitos de surpresas e encontros. Não sei - talvez seja só nostalgia da minha adolescência de viagens e acampamentos.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Acompanhei o ônibus até sair da rodoviária, levando um pedaço do meu destino até as terras longínquas do Ceará. Vai ser um final de semana difícil.&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6457087-110704341949262250?l=balaidegato.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://balaidegato.blogspot.com/feeds/110704341949262250/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6457087&amp;postID=110704341949262250&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6457087/posts/default/110704341949262250'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6457087/posts/default/110704341949262250'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://balaidegato.blogspot.com/2005/01/saudade-no-tem-fim-felic-epa.html' title='Saudade não tem fim, felic... epa!'/><author><name>Petras Furtado</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00958958741234293383</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-94DwVmOI2aE/TqDtk8dgmBI/AAAAAAAAACI/OpSKI025nTw/s220/Avatar%2B02.png'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6457087.post-110447907691337956</id><published>2004-12-31T04:35:00.000-03:00</published><updated>2004-12-31T04:44:36.913-03:00</updated><title type='text'>Novidades RPGísticas de última hora</title><content type='html'>&lt;p&gt;Só pra turma dos sábados de RPG:&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Espero que vocês estejam satisfeitos com o andamento da campanha até agora - Deus sabe que eu estou. Infelizmente, a coisa não está muito a gosto do Dudu (que segue os conselhos do mestre Bill Gibson "cyberspace and elves? No, thank you very much"), pelo motivo supracitado e por estar na sua fase (ou momento evoolutivo do RPG) &lt;em&gt;systemless&lt;/em&gt;, enquanto eu me encontro em meu melhor momento AD&amp;D, com um sistema para o qual tenho montes de &lt;em&gt;sourcebooks&lt;/em&gt; invocados e cheios de maneira diferentes de mandar os meus PCs desta para melhor. Infelizmente, talvez não contemos com sua sempre divertida e escrota presença. Mas eu espero que isso mude.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Ah, sim a novidade!&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;A novidade é que consegui pegar pelo eMule, cerca de 1,5Gb de &lt;em&gt;sourcebooks&lt;/em&gt; de Shadowrun, incluindo o Grimoire 2nd Edition (para alegria do Yuri) e vários livros-fonte sobre Seattle, Aztlan, bioeletrônicos, corporações e Criaturas paranormais da Europa e América do Norte.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Não é querendo desencorajar ninguém, mas seria bom vocês começarem a fazer uns personagens de &lt;em&gt;backup&lt;/em&gt;, afinal nunca se sabe.&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6457087-110447907691337956?l=balaidegato.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://balaidegato.blogspot.com/feeds/110447907691337956/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6457087&amp;postID=110447907691337956&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6457087/posts/default/110447907691337956'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6457087/posts/default/110447907691337956'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://balaidegato.blogspot.com/2004/12/novidades-rpgsticas-de-ltima-hora.html' title='Novidades RPGísticas de última hora'/><author><name>Petras Furtado</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00958958741234293383</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-94DwVmOI2aE/TqDtk8dgmBI/AAAAAAAAACI/OpSKI025nTw/s220/Avatar%2B02.png'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6457087.post-110447807894753099</id><published>2004-12-31T03:55:00.000-03:00</published><updated>2004-12-31T04:33:15.886-03:00</updated><title type='text'>Ano novo, vida nova...</title><content type='html'>&lt;p&gt;...a mesma $#%@! de sempre.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Ou não, como diria o poeta. Para alguns de nós esta simples mudança de dia - que faz parte de uma sequência de ciclos aleatórios, mais ou menos regida pela evolução de corpos celestiais em seus incomensuráveis passeios no imenso vazio da criação, não se iludam - simboliza a possibilidade, ou melhor ainda, mesmo a certeza de que dias melhores virão.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Cada novo ano é como uma vida nova, fresca e cheirando a Veja limpeza pesada eucalipto, um início - ou a continuidade de um início já fortuito do passado. Tudo é referencial, contextual. Levamos nossas vidas apoiados em promessas de &lt;em&gt;revellion&lt;/em&gt;, que pesam em nosso subconsciente como um incômodo souvenir do que não cumprimos, da promessa quebrada que jamais esquecemos. Claro, isso não é a norma.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;A norma é que temos esperança. E esta palavrinha safada, usada e abusada ao extremo de sua capacidade semântica parece nos iludir a cada vez que pensamos nela. Não importa os desastres, catástrofes e hecatombes pessoais que afligem nosso cotidiano: a esperança está por ali, brilhando no proverbial fim do túnel, mesmo que o poço sem fundo onde às vezes nos enfiamos seja aprofundado por nossas mãos, munidas de pá, enxada e escavadeira hidráulica 4x4 com caçamba opcional.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Esta absurda, ridícula e absolutamente necessária idéia de esperança me lembra um poema que vi no centro cultural do SESC, coisa de seis, sete anos atrás, em uma exposição de cultura japonesa:&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;

&lt;h3&gt;A Informação Sobre o Famoso Lugar de Edo&lt;/h3&gt;

&lt;p&gt;Ele realmente é&lt;br&gt;
como se dragões&lt;br&gt;
tivessem passado&lt;br&gt;
por aqui.&lt;br&gt;
&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;— Anônimo&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Acho que o famoso lugar de Edo deveria ser como nossos corações: um palácio de dragões, uma máquina ritmada e precisa que sonha. Que procura potes de ouro no final de arco-íris não porque acredita que existem potes de ouro, mas porque seria divertido procurá-los. Um graal feito de sonho e esperança, daquela inocência preciosa e perdida que tentamos (por algum motivo até então, pelo menos para mim, desconhecido) esquecer, como se fosse uma moléstia fatal.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;E para atestar esta fé, eu chamo outro poeta, que traduzi livremente, e cujo anonimato é fruto de minha péssima memória:&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;

&lt;h3&gt;Credo&lt;/h3&gt;

&lt;p&gt;Não encontro meu caminho: não existe estrela&lt;br&gt;
nos céus encobertos acima,&lt;br&gt;
e não há um único sussurro no ar,&lt;br&gt;
exceto um tão distante&lt;br&gt;
que ouço como um arranjo de antiga&lt;br&gt;
e perdida música, regido por dedos de anjo e fada.&lt;br&gt;
&lt;br&gt;
Folhas mortas cobrem onde não houve rosas jamais.&lt;br&gt;
&lt;br&gt;
Não há brilho, sequer chamado,&lt;br&gt;
para quem aceita — mesmo quando teme&lt;br&gt;
o negro e terrível caos da noite,&lt;br&gt;
e através disto tudo — acima, sobre, além&lt;br&gt;
eu vejo a mensagem vinda dos anos,&lt;br&gt;
eu sinto a chegada da luz.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;E este ano que se aproxima, iminente em sua novidade e variedade de experiências - sejam lá de que tipo forem -, que ele nos seja leve como a chuva que às vezes refresca nossos dias de eterno verão. Que ele traga nossa amizade e amor (como se houvesse diferença entre os dois!) de mãos dadas com nossa esperança e fé, com nossos preciosos sonhos de amanhã, mais dourados que a promessa do paraíso e mais preciosos que o tesouro de um dragão.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Tenham felizes anos - todos eles, sempre. São o votos meus e de Thati para todos aqueles que amamos e até para quem não vamos muito com a cara. Pois todos merecem uma chance.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Alguns merecem até duas.&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6457087-110447807894753099?l=balaidegato.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://balaidegato.blogspot.com/feeds/110447807894753099/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6457087&amp;postID=110447807894753099&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6457087/posts/default/110447807894753099'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6457087/posts/default/110447807894753099'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://balaidegato.blogspot.com/2004/12/ano-novo-vida-nova.html' title='Ano novo, vida nova...'/><author><name>Petras Furtado</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00958958741234293383</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-94DwVmOI2aE/TqDtk8dgmBI/AAAAAAAAACI/OpSKI025nTw/s220/Avatar%2B02.png'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6457087.post-110395798441964343</id><published>2004-12-25T03:48:00.000-03:00</published><updated>2004-12-25T04:02:42.720-03:00</updated><title type='text'>Natalício</title><content type='html'>&lt;p&gt;O texto abaixo é um clássico das minhas leituras sobre o Natal, e deriva do hábito de um tio-avô torto de fazer um exclusivo poema para a época natalina. Eu dei uma rápida limpeza no texto, já lubrificado por três garrafas (duas de um excelente Marcus James &lt;em&gt;piagentino&lt;/em&gt; e uma de um &lt;em&gt;riesling&lt;/em&gt; passável, quase de mesa) de vinho. Enfim: aqui vai meu texto-padrão de Natal. Prometo coisa melhor para o próximo. já que este é o primeiro Natal deste Blog.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;

&lt;blockquote&gt;
&lt;p&gt;
&lt;/p&gt;&lt;h3 style="font-size:30pt" align="center"&gt;NATALÍCIO&lt;/h3&gt;

&lt;p style="font-size: 9pt;" align="right"&gt;"All you need is love"&lt;br&gt;John Lennon e Paul McCartney&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Noite de Natal.
&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Festa, brindes, abraços — e ele num bar qualquer. Sozinho, claro: a trabalho em uma cidade estranha, longe da família, longe dos amigos. Longe de qualquer um que ele quisesse estar perto. Sentou-se na mesa do canto e ficou observando o bar encher-se de seus clientes habituais e das caras novas que faziam uma rápida pousada em suas peregrinações de álcool e trilhas de nicotina, taxiando brevemente no balcão para rápido reabastecimento e então seguir viagem.
&lt;/p&gt;&lt;p&gt;O de sempre. Pessoas sozinhas, casais, turmas e barulhentas turbas de pessoas procurando felicidade fácil e rápida.
&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Já quase meia-noite e nenhuma mesa vazia.
&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Pediu mais uma garrafa de vinho, mudou os aperitivos de lugar no prato com a mão já hábil no palito de dente, a cabeça pesando sobre a mão. Outro natal sozinho, outro dia sozinho. Nenhuma novidade. Foi quando levantou os olhos para a porta do bar — e o viu, subitamente, com uma clareza que culpou, em parte, ao excesso de álcool.
&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Devia estar ali há algum tempo, encostado junto ao umbral, mas sem impedir a passagem, logo ao lado de uma mesa cheia. O que impressionava era a beleza terrivelmente certa. O rosto sem um único ângulo que não fosse perfeito, sob a pele de um bronzeado marfim. Cobria-se de fulgor branco, imaculado, como se a roupa de linho puro o fizesse mais real que as outras pessoas.
&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Ele destacava-se nitidamente — como lhe pareceu naquele instante — contra o pano de fundo da própria realidade.
&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A brisa súbita, serpenteando entre os guardanapos e toalhas de mesa, fez seus cabelos moverem-se com suavidade — cachos curtos que quase alcançavam os ombros, cascateando tons de ouro velho quando voltou seu rosto para vê-lo. Traços de suave indolência, assexuados, andróginos, o olhar bonito (ou estranho, não sabia de homem ou mulher) o fitava desconfortavelmente.
&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Olhou para um lado, para o outro, e depois para ele, como se procurando certeza. Dirigiu-se até sua mesa.
&lt;/p&gt;&lt;p&gt;— Posso sentar? — pergunta com uma voz que cairia melhor em bem-pagos tenores de Milão ou Madri.
&lt;/p&gt;&lt;p&gt;“Essa não”, pensou. “Algum travesti maluco quer sentar na mesa”. Mas fazer o quê? O cara provavelmente iria dar um escândalo se ele não aceitasse. E, afinal de contas, era Natal.
&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Dane-se.
&lt;/p&gt;&lt;p&gt;— Claro, sente — respondeu, indicando uma cadeira.
&lt;/p&gt;&lt;p&gt;— Obrigado. Estava começando a ficar frio lá fora. Não que eu me importe, sabe, mas as pessoas iam começar a achar meio estranho, eu ali parado na porta, sozinho, o frio, uma noite de Natal. — fez uma breve pausa, com aqueles olhos perturbadores — Entende? — A voz tinha uma suave potência que lembrava o diálogo de um sonho. Ele pensou, por um instante, se não estava sonhando. Esfregou os olhos e relaxou.
&lt;/p&gt;&lt;p&gt;— Bem... hmmm... Nada, nada. Qual é o seu nome?
&lt;/p&gt;&lt;p&gt;— Shamael.
&lt;/p&gt;&lt;p&gt;— Ah... Mas é um nome bíblico, não é? — O outro deu um sorriso estranho quando ele falou.
&lt;/p&gt;&lt;p&gt;— Com certeza. — e sorriu mais — Afinal, eu estava lá.
&lt;/p&gt;&lt;p&gt;"Um maluco", pensou, tentando não parecer assustado, brincando nervoso com o copo, pensando se o garçom estaria percebendo.
&lt;/p&gt;&lt;p&gt;— Não, um maluco não — retrucou o outro.
&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Engoliu em seco. A visão girou loucamente em seu eixo, o foco turvando enquanto pensava se ia desmaiar ou não. Colocou a mão sobre a borda da mesa, tentando recuperar algum contato com o mundo real, concreto, ao que estava costumado. Respirou fundo. Mas o outro apenas sorriu e disse:
&lt;/p&gt;&lt;p&gt;— Tudo bem, eu provo — olhou para o copo — O que é que você está tomando? Vinho, certo? Beba.
&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Pegou o copo com receio, como se contivesse veneno, e tomou, cuidadosamente, um pequeno gole (as coisas às que estava acostumado já não eram mais as mesmas. Tinham o ritmo de um sonho). Depois, com estupefação, outro. Mais um terceiro, cheio de surpresa.
&lt;/p&gt;&lt;p&gt;— ÁGUA! — quase gritou — Este copo está cheio de água.
&lt;/p&gt;&lt;p&gt;— A garrafa também — completou, balançando a cabeça — Mas eu pago outra — levantou a mão — Garçom!
&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Duas garrafas depois, ele acreditava, mas não entendia.
&lt;/p&gt;&lt;p&gt;— Mas o que é que você veio fazer aqui, exatamente hoje? Veio tocar a trombeta do juízo final, trazer a destruição para a raça humana inteira, ou... — a voz trôpega embaraçava-se no que a mente visava aos atropelos.
&lt;/p&gt;&lt;p&gt;— Não, não, calma aí. Nada disso. — e, antecipando certos pensamentos, acrescentou — E nem vim por você. Fique calmo. O Apocalipse não chegou ainda. E nem vai. Quer dizer, não depende de mim. E nem Dele. Quando é problema de vocês. Aliás, para falar a verdade, Ele nunca pensou em Apocalipse nenhum. Isso é conversa fiada. Ou você acha que alguém que constrói isso tudo ia colocar data marcada para pôr fim? Claro que não!
&lt;/p&gt;&lt;p&gt;— Então por que...
&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Mas o outro parecia se exaltar. Não o ouvia.
&lt;/p&gt;&lt;p&gt;— Você acha que alguém que construiu os mundos à mão, e as estrelas com seu sopro, dando forma a todas as criaturas vivas do cosmo à sua imagem e perfeição espiritual — não sua carne, sua forma, que ele não possui, mas à forma do seu espírito — iria fazê-lo? Ninguém tem vontade de destruir sua obra. Ninguém tem vontade de matar seu próprio filho, mesmo que ele seja, por vezes, mesquinho e vil. Não importa. À sua maneira, ele os ama a todos. E ama tanto que os deixou livres para seguir ou não suas palavras, não condenando pessoalmente ninguém por causa disso.
&lt;/p&gt;&lt;p&gt;— Mas e as crianças que sofrem de fome, de maus tratos, os doentes, os oprimidos, todos esses...
&lt;/p&gt;&lt;p&gt;— Sim. Bem. Isso não é com ele. Ele lhes deu vida, um mundo para viver, comida para caçar, cultivar e coletar, e inteligência para aprender a fazer tudo isso cada vez melhor. O resto é com vocês. Mais ainda: quando foi tempo, ele mandou seu próprio filho, em muitas formas possíveis, para que vocês soubessem como viver bem, segundo suas próprias culturas: Jesus, Sidarta, Arcanjos Mensageiros, Profetas... todos eles — fez uma pausa, como se refletisse, e acrescentou — É difícil a vida de um messias. Não os invejo, mesmo se pudesse sentir tal coisa.
&lt;/p&gt;&lt;p&gt;— Você quer dizer... Não é Ele que faz tudo acontecer?
&lt;/p&gt;&lt;p&gt;— Na verdade, não. Ele apenas construiu tudo, e pôs para funcionar, colocou leis, regras e liberou algumas energias por aí. As coisas funcionam sozinhas. Só de vez em quando é que ele intercede, e algo inusitado acontece, transgride-se alguma lei física aqui, há uma ressurreição acolá... O que vocês chamam de milagres.
&lt;/p&gt;&lt;p&gt;— Eu... — a boca fervilhava de perguntas, mas qual a mais importante, meu Deus, qual delas? Fez a primeira que lhe veio — O que é que diabos você está fazendo aqui?
&lt;/p&gt;&lt;p&gt;— Não blasfeme.
&lt;/p&gt;&lt;p&gt;— Oh, eu... — engasgou com súbito pânico — Desculpe.
&lt;/p&gt;&lt;p&gt;— Ah, tudo bem. Não é pecado. Desculpe, é um hábito antigo. Quer dizer, você não vai ser condenado por isso. Não depende dele, entende? Mas é que dói nos ouvidos, esse tipo de coisa. Eu provavelmente enlouqueceria se fosse a um show de Heavy Metal. Mas o que é que você havia perguntado mesmo?
&lt;/p&gt;&lt;p&gt;— O que é que você...
&lt;/p&gt;&lt;p&gt;— Ah. Lembrei. Bem, eu sou o... guarda-costas... do Filho, sabe?
&lt;/p&gt;&lt;p&gt;— Você quer dizer... — ele quase não ousava falar — Cristo?
&lt;/p&gt;&lt;p&gt;— Bem ali, naquela mesa — ele voltou-se e viu um jovem alto, bonito, com longos cabelos encaracolados e uma barba curta, bem vestido — embora com simplicidade — e rodeado de pessoas, bebendo e rindo. Era a própria alegria.
&lt;/p&gt;&lt;p&gt;— Você quer dizer... Ele é...
&lt;/p&gt;&lt;p&gt;— O próprio. Ele quis comemorar o aniversário na terra, e como o Pai nunca lhe recusa nada... Aqui estamos.
&lt;/p&gt;&lt;p&gt;— E você é o guarda-costas dele.
&lt;/p&gt;&lt;p&gt;— Pois é. Não é algo muito trabalhoso, sabe? Quero dizer... Tem os assaltantes, assassinos, psicopatas, cultistas... gente ruim em geral. Eles não nascem assim, as coisas não são bem.. Enfim. Basta que eles o olhem, que encarem aqueles olhos... e saem transfigurados. Viram assistentes sociais, floristas e professores, ou suicidam-se. Ademais, há acidentes, mas os caminhos do mundo voltam-se para ele. Balas perdidas não o encontram, carros desgovernados desviam para outro lugar, venenos transubstanciam-se ao tocar seus lábios e vasos pesados ficam firmes em seus parapeitos. Na verdade, eu só tenho mesmo que protegê-lo de forças superiores. Ou inferiores, se você pensar de uma certa forma. Coisas que estão além do alcance imediato Dele.
&lt;/p&gt;&lt;p&gt;— Você quer dizer Dem... — interrompeu-se — Oh, Deus, desculpe.
&lt;/p&gt;&lt;p&gt;— Não, tudo bem. É isso aí. Eles existem, sabe. Existem mesmo. — suspirou. — E pensar que o maior deles costumava ser um de nós.
&lt;/p&gt;&lt;p&gt;— Lúcifer?
&lt;/p&gt;&lt;p&gt;— Estrela da Manhã. O mais belo e poderoso de todos nós. Muito bondoso, magnânimo e tudo o mais. Mas aí começou a pensar que era O Próprio.
&lt;/p&gt;&lt;p&gt;— Pecado do orgulho?
&lt;/p&gt;&lt;p&gt;— Olha, pra falar a verdade, não era não. Ele era Deus, de uma certa forma. Tinha poder o bastante para isso. Só que não tinha sido ele que havia criado o céu, as estrelas e tudo mais, entende? Pois é. Aí veio a guerra — e eles caíram. As asas de Lúcifer queimaram e seu pé foi torcido na queda. Mas continua sendo um cara legal, se é que você me entende. Não é mais um anjo. Mais pra um de vocês. Humano. Mas tem o poder de um anjo. — balançou a cabeça, suspirando — Não é fácil, pra ele. Basta desejar e acontece. Algo ruim de se ter quando sua alma não é como um dos lírios dos campos. Ele tem mais poder na unha do dedo mindinho do que eu tenho no corpo todo, incluindo as asas, mas eu não o invejo. Bem, primeiro porque sou um anjo. E depois, porque não é o tipo de coisa agradável de se ter. Poder além de qualquer controle ou limite. Realmente...
&lt;/p&gt;&lt;p&gt;— Existe um... inferno?
&lt;/p&gt;&lt;p&gt;— É claro que sim!	
&lt;/p&gt;&lt;p&gt;— E onde fica?
&lt;/p&gt;&lt;p&gt;— Você está nele. Ei, ei, é brincadeira. Piada de querubim. Mas há um inferno, sim. E é você mesmo que escolhe se vai pra lá, e quanto vai sofrer, por quanto tempo e como. Não há juiz pior do que você mesmo. Nenhum é mais severo. Não é Deus que o condena aquele lugar. Ele não poderia fazer isso, simplesmente não poderia. Assim, é escolha sua. Aliás, sempre foi escolha sua, desde que nasceu. Olha, para falar a verdade, foram vocês mesmos que pediram por um inferno. Ah, faz tempo, foi... olha, é complicado... Vamos dizer que não haviam céus ou estrelas, e o espírito de Deus pairava sobre a superfície das águas.
&lt;/p&gt;&lt;p&gt;O homem fez uma pausa, pensou um pouco e olhou para a mesa onde Ele estava. Uma mulher morena, de exótica e absoluta beleza, estava sentada junto a ele, abraçando-o
&lt;/p&gt;&lt;p&gt;— Aquela ali é...
&lt;/p&gt;&lt;p&gt;— Magdalena. Bonita, não? E uma ótima pessoa, você nem imagina o que falavam dela, nos tempos de Jerusalém. A Bíblia não conta metade do que aconteceu. Ela está sempre ao lado dele. Os outros são velhos amigos e... Olhe só quem chegou! Em cima da hora, como sempre...
&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Os três homens entraram um a um, numa educada e informal fila. O europeu enorme, com uma abundante barba loura escondendo o nó da gravata; um negro de feições gentis e o corpo de um gladiador sob a camisa de malha; e o oriental, de pele e roupas finas muito claras, um sorriso perpetuamente singelo nos lábios. Traziam presentes cuidadosamente embrulhados. A chegada deles na mesa parecia uma festa.
&lt;/p&gt;&lt;p&gt;— E é uma festa. Deus, é o aniversário de...
&lt;/p&gt;&lt;p&gt;— Exatamente — disse o anjo.
&lt;/p&gt;&lt;p&gt;— Eles não são aqueles que...
&lt;/p&gt;&lt;p&gt;— Pois é. Lembro do trabalho que tivemos para que aquela estrela mostrasse a direção certa. Não foi fácil, acredite. Mudar uma estrela de lugar, ajustar o azimute, albedo, limpar a visibilidade celeste...
&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Estava literalmente... O quê? Não havia palavra grande o bastante. Suas mãos tremiam, o queixo pendia, estupefato. O anjo pediu mais uma garrafa.
&lt;/p&gt;&lt;p&gt;— Sabe, estes anos de hoje em diante são especiais. Tudo pode acontecer. Tudo.
&lt;/p&gt;&lt;p&gt;— Como assim? — tomou mais um gole.
&lt;/p&gt;&lt;p&gt;— Hoje fazem dois mil anos. Na verdade um pouco mais, mas o que importa é a tradição. Pra mim, parece que foi ontem que eu o via brincando nas ruas de Belém. Era uma criança boa, acredite. Um pouco complicada, mas boa. E não era para menos: Nem oito anos e ele já dialogava com os sábios do templo. Senhor, como era engraçado!
&lt;/p&gt;&lt;p&gt;— Mas o que é que isso tem a ver...
&lt;/p&gt;&lt;p&gt;— Olhe. Eu não posso falar muito (você não iria entender muito, de qualquer maneira). Mas digo isso: torne esse lugar algo melhor pra você e os outros. Isso faz toda a diferença É, eu sei, parece babaquice, mas é a parte importante. Lembra? “Amem uns aos outros como eu vos amei?” Pois é. Essa é a única lei, por assim dizer. Não apenas amem Deus, o próximo ou você mesmo sobre todas as coisas. Amem. Apenas isso. Amem. Não precisa de muita coisa. O resto é fácil.
&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Ele pensou sobre aquilo tudo. Não era fácil entender. Aceitar, sim, mas... Mas o quê?
&lt;/p&gt;&lt;p&gt;— Dúvidas são uma coisa boa. Fazem a gente refletir e pensar. Mas às vezes, não é momento para se pensar. É momento para se sentir. Sinta.
&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Quando se deu conta, o anjo estava olhando para ele.
&lt;/p&gt;&lt;p&gt;— Mas amar quanto? O quanto era, ou será necessário?
&lt;/p&gt;&lt;p&gt;— Não há quantidade. Apenas ame.
&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Ele pensou. Por um longo tempo, ao que parece, pois quando se deu conta, o bar já estava quase vazio. O anjo estava no fim do grupo de pessoas que saiam daquela mesa. Ia fazer menção de se levantar, mas o anjo tocou no ombro do homem abraçado a uma bela mulher de pele morena. Ele voltou-se, os reflexos de suave dourado na barba parecendo reluzir sob a iluminação do bar, o viu sentado e sorriu.
&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Foi o suficiente.
&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Seu sorriso englobava tudo: céu e estrelas, vida, morte e o que havia antes e depois. Guerras, sofrimento, dor, fome e risos, prazeres e as pequenas vitórias e derrotas que pontuavam o cotidiano de cada um. Os dentes brilhavam com os milagres da infância, os dourados anos da juventude quando tudo é intenso e bom, quando tudo tinha esperança, contrastando com os agudos meio-tons da velhice, repleta de experiência e lembranças que jamais seriam perdidas, jamais seriam substituídas.
&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Não era um sorriso. Era tudo. A história da criação traçada nas curvas e rugas dos cantos da boca, traçando o rumo de grandes sóis e mundos no vazio, nutrindo vida onde não deveria haver nenhuma. Era o caminho da água contando estórias escondidas da criação na sua transparência vital, unindo plantas, animais e a própria carne da terra em um único sangue. Era tudo
&lt;/p&gt;&lt;p&gt;E tudo, dizia o sorriso, era bom.
&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Quando se deu conta do que havia visto, o garçom chamava seu nome: era hora do bar fechar. Saiu às ruas, não mais sozinho, não mais triste, não mais perdido.
&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Porque mesmo que o mundo contivesse dor, mesmo que houvesse a morte, mesmo que a perda e a agonia fossem tudo em uma vida...
&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Por trás de tudo isso havia o sorriso.
&lt;/p&gt;&lt;p&gt;E ele era tudo.
&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Saiu assobiando na noite escura, não mais temendo o terror que voava ao meio-dia ou o terror que rastejava à meia-noite, pois havia conversado com um anjo e bebido à sua mesa e o Senhor, ou Seu Filho, havia lhe sorrido.
&lt;/p&gt;&lt;p&gt;E lhe havia dito que tudo era amor.

&lt;/p&gt;
&lt;/blockquote&gt;

&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Espero que a estória acima tenha sido de seu agrado. Se assim o foi, concedo que divulguem o endereço deste blog a seus amigos; se não, espero que tenham um devastador câncer de garganta e morram sem dar uma palavra ou tocar em uma tecla.&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6457087-110395798441964343?l=balaidegato.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://balaidegato.blogspot.com/feeds/110395798441964343/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6457087&amp;postID=110395798441964343&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6457087/posts/default/110395798441964343'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6457087/posts/default/110395798441964343'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://balaidegato.blogspot.com/2004/12/natalcio.html' title='Natalício'/><author><name>Petras Furtado</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00958958741234293383</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-94DwVmOI2aE/TqDtk8dgmBI/AAAAAAAAACI/OpSKI025nTw/s220/Avatar%2B02.png'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6457087.post-110361587018646613</id><published>2004-12-21T04:37:00.000-03:00</published><updated>2004-12-21T04:57:50.186-03:00</updated><title type='text'>Baleiro na agulha</title><content type='html'>&lt;p&gt;Neste último domingo, 19 de dezembro, foi o aniversário de nossa querida amiga Luciana, que para não fazer pouco, interditou a Cidade da Criança e contratou algumas bandas locais para entreterem seus amigos íntimos (cerca de cinco mil deles) e ainda contou com a presença de Zeca Baleiro, que fez questão de comparecer.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Sensível como ela só, Luciana aproveitou para arrecadar alimentos para sua instituição de caridade favorita, e requereu que ao invés dos habituais presentes, os convivas trouxessem dois quilos de alimentos para aquela gentinha necessitada de sempre.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Resumindo: a festa foi quase um sucesso. Infelizmente, chegamos à conclusão que a Cidade da Criança não é adequada para este tipo de comemoração, e no próximo ano teremos que encontrar lugar melhor. Poucos banheiros, muita gente, muita criança berrando e pulando e não morrendo ao cair dos brinquedos do parque, apesar dos nossos mais sinceros esforços. Uma tristeza.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;O primeiro show não foi lá essas coisas. A cantora cujo nome eu graciosamente esqueci até que não é uma má intéprete, mas nas palavras de minha comadre Raimunda, "não fede nem cheira". Prefiro Thatiane em voz &amp; violão.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Na sequência, a banda &lt;em&gt;Perfume de Gardênia&lt;/em&gt;, também conhecida como Gipsy Kings cover, fez uma apresentação pra lá de cansativa, embora tenha tocado clássicos como a versão em portunhol de &lt;em&gt;My Way&lt;/em&gt;, &lt;em&gt;Loirinha&lt;/em&gt; e outros que não é bom nem lembrar. Só faltaram as maracas para acompanhar. Vejam o registro visual da noite no folotog de &lt;a target=_blank href="http://www.thatianelira.nafoto.net"&gt;Thati&lt;/a&gt;.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Terminamos a noite na pizzaria Forno de Lenha, que tanto tem um rodízio de Pizza, como de refrigente e chope. Embora Thati tenha praticado a abstinência parcial, e comido coisa de seis fatias, eu passei por um momento de privação dos sentidos e quando recobrei a consciência, já tinha devorado dezoito fatias de variados sabores (NÃO comam da pizza mexicana, a menos que tenham uma perversão especial por massa, queijo, milho e ervilhas) e cinco refrigerantes.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;O resto da madrugada foi passado entre goles de bicarbonato e idas estratégicas ao banheiro. É o que dá esse papo de regime. O estômago perde o hábito de digerir aquelas quantidades pantagruélicas de alimento gorduroso que eram tão lugar-comum em meu passado quase recente.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Enfim.&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6457087-110361587018646613?l=balaidegato.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://balaidegato.blogspot.com/feeds/110361587018646613/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6457087&amp;postID=110361587018646613&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6457087/posts/default/110361587018646613'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6457087/posts/default/110361587018646613'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://balaidegato.blogspot.com/2004/12/baleiro-na-agulha.html' title='Baleiro na agulha'/><author><name>Petras Furtado</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00958958741234293383</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-94DwVmOI2aE/TqDtk8dgmBI/AAAAAAAAACI/OpSKI025nTw/s220/Avatar%2B02.png'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6457087.post-110317370827897993</id><published>2004-12-16T01:50:00.000-03:00</published><updated>2004-12-16T02:08:28.276-03:00</updated><title type='text'>Quando a merda acontece</title><content type='html'>&lt;p&gt;Nem sempre é com aviso. Nem um "madeeeeeiraaa!" ou à maneira portuguesa, "água vai!"&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Na maior parte das vezes, a figura jurídica de Murphy vem sem o menor aviso. Foi assim com meu pai.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Ontem à noite, ele me liga, avisando que seu computador tinha tido um "chilique" e que se recusava a ligar. Tudo bem. Eu tinha que fazer compras no dia seguinte, por volta do meio-dia e depois iria ver o problema. Esperava pelo melhor, claro (pobre desgraçado otimista!).&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Mas não era. Quando cheguei, ele até já havia trocado a fonte, que tinha um cheiro forte de queimado (o meu velho é &lt;em&gt;bem&lt;/em&gt; desenrolado para quem nasceu antes da televisão), mas que depois diagnosticamos: o cheiro de queimado não era da fonte, mas da placa-mãe/processador, um Duron PC-Chips (malditos presidiários tailandeses!) de 1.2Mhz que havia partido desta para melhor (ou pior, não sei. Para onde vão os hardwares quando morrem?).&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Saímos então pela cidade atrás de alternativas. A melhor foi na Miranda, que dá uns descontos para meu pai, cliente cativo já de cinco anos e portador de um cartão de crédito (platinum gold plus extra titanium II: the revenge) do BB. Uma placa-mãe ASRockstar 712-sei-lá-o-quê-GX. O processador foi um Sempron 2.2. Ah, e a maldita memória DDR, 256Mb dela.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Montei a coisa toda. Inicializou, entrou no Windows, mas... Algo estranho. Na tela inicial, ele acusava um Athlon 1.6Mhz. mexi nos jumpers, vi a configuração da BIOS, tudo certo. Mudei pra lá, mexi pra cá, não adiantava. O PC inicializava, e depois de alguns segundos (sempre informando erradamente a identidade do processador), desligava-se automaticamente, como se houvesse superaquecimento do processador (como a placa-mãe é preparada para &lt;em&gt;overclocking&lt;/em&gt;, ela monitora aumento de temperatura, de velocidade de barramento, essas coisas).&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Murphy atacava de novo.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Como o velho precisava &lt;em&gt;urgentemente&lt;/em&gt; do micro para terminar um relatório, eu sugeri que ele viesse aqui em casa. Tudo bem. Conectei seu HD ao meu, e na hora de imprimir uma prova da capa e folha de rosto do supracitado relatório, o que acontece?&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Exatamente. Murphy mais uma vez. A impresora jato de tinta está sem preto, e a impressora laser simplesmente recusa-se a carregar a folha de papel necessária para o processo, seja pela gaveta de papel ou pela alimentação manual.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;É assim que a merda acontece. Quando você menos espera e quando você menos precisa.&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6457087-110317370827897993?l=balaidegato.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://balaidegato.blogspot.com/feeds/110317370827897993/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6457087&amp;postID=110317370827897993&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6457087/posts/default/110317370827897993'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6457087/posts/default/110317370827897993'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://balaidegato.blogspot.com/2004/12/quando-merda-acontece.html' title='Quando a merda acontece'/><author><name>Petras Furtado</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00958958741234293383</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-94DwVmOI2aE/TqDtk8dgmBI/AAAAAAAAACI/OpSKI025nTw/s220/Avatar%2B02.png'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6457087.post-110300862440838757</id><published>2004-12-14T04:13:00.000-03:00</published><updated>2004-12-14T04:18:41.420-03:00</updated><title type='text'>Stop the press!</title><content type='html'>&lt;p&gt;Não é &lt;em&gt;exatamente&lt;/em&gt; uma novidade: o site está no ar há mais de uma semana, mas eu ainda não havia noticiado-o. Então aqui vai: &lt;a target=_blank href="http://www.thatianelira.nafoto.net"&gt;Ricos e famosos&lt;/a&gt;, o fololog de Thatiane, está livre para receber visitas e comentários dos amigos e curiosos.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;E tenho dito!&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;P.S.: o meu deve chegar em breve, mas não será um fotolog como os outros; não, nada disso: será muito pior! Aguardem!&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6457087-110300862440838757?l=balaidegato.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://balaidegato.blogspot.com/feeds/110300862440838757/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6457087&amp;postID=110300862440838757&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6457087/posts/default/110300862440838757'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6457087/posts/default/110300862440838757'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://balaidegato.blogspot.com/2004/12/stop-press.html' title='Stop the press!'/><author><name>Petras Furtado</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00958958741234293383</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-94DwVmOI2aE/TqDtk8dgmBI/AAAAAAAAACI/OpSKI025nTw/s220/Avatar%2B02.png'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6457087.post-110300787442065891</id><published>2004-12-14T03:37:00.000-03:00</published><updated>2004-12-14T04:04:34.420-03:00</updated><title type='text'>Lone Landscapes</title><content type='html'>&lt;p&gt;Quando fui vistar a Taverna do Javali, dei de cara com um &lt;em&gt;post&lt;/em&gt; sobre o site &lt;a href="http://www.kiddofspeed.com/default.htm" target=_blank&gt;Kid of Speed&lt;/a&gt;, que relata os passeios (fotográficos) de motocicleta de uma jovem ucraniana pela da área próxima a Chernobyl.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;&lt;img width="150" src="http://www.kiddofspeed.com/367img/image3.3.jpg" style="margin-right:20px; margin-bottom:20px;"&gt;Algumas das fotos me trouxeram a lembrança (e talvez não só a lembrança, mas também a sensação) daqueles filmes que eu assistia nas sessões de madrugada da Globo, quando eu tinha oito, nove anos, sei lá (meus pais eram &lt;em&gt;muito&lt;/em&gt; tolerantes com a hora de dormir). Eram os então populares filmes de hecatombe nuclear, sobre o fim da vida e da humanidade na face da Terra, preconizados em fábulas às vezes de fundo moral, às vezes apenas como uma fantasia escapista repleta de desespero - como se dissessem "ainda bem que não aconteceu!"&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Não aconteceu &lt;em&gt;então&lt;/em&gt;, mas qualquer um que tenha passado a adolescência nos anos oitenta pode se lembrar do pânico que pairava no ar, denso ao ponto de você precisar de uma motosserra só para poder levantar da cama. Era na esperança de "ninguém ser louco o bastante para apertar o botão" que seguíamos no dia-a-dia. Talvez seja por causa disso que nossa geração tenha sido tão marcada pelo conformismo. Haviam milhares e milhares de megatons prontos para cruzar oceanos e se espalharem pelo mundo em belos e tóxicos cogumelos a qualquer instante - e não se podia fazer &lt;em&gt;nada&lt;/em&gt; sobre isso.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;&lt;img src="http://www.kiddofspeed.com/367img/image5.3.jpg" width="150" style="margin-right:20px; margin-bottom:20px;"&gt;O Java tinha razão. As fotos deixam um sabor estranho na boca. É como jogar Half-Life às três da manhã: seu personagem caminha por longos corredores que na introdução do jogo eram repletos de vida e movimento. E que agora são a única coisa que ele espera não encontrar.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Quando eu tinha catorze ou quinze anos, e a vida me parecia uma confusão, vazia de qualquer &lt;em&gt;possibilidade&lt;/em&gt; de sentido, eu costumava me levantar às três e meia, quatro e meia da madrugada (juro por Deus!!) para caminhar até a praia de Ponta Negra (na época, eu morava a meia hora de caminhada da praia). Não haviam ônibus se movendo desde a meia-noite, e poucos carros então tomavam este destino. A praia não era ainda o bordel turístico que conhecemos.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Naquela meia hora, eu me sentia completamente desconectado do mundo, cujos únicos sons eram os do vento atritando contra a duna e sua fina coberta de mata atlântica. Em todos os sentidos, eu era a última pessoa do mundo. As casas estavam fechadas e as lâmpadas dos postes já tinham sido apagadas por seus &lt;em&gt;timers&lt;/em&gt;, atentos ao menor sinal de luz matinal. Contudo, eu não identificava este sentimento como mera solidão: era a aceitação de que eu era o último da minha espécie e que qualquer coisa que eu fizesse não significaria nada. Pura angústia de adolescente na interface com um mundo à beira da destruição mútua assegurada&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Acho que posso entender como Elena se sentia em seus passeios - trazendo de volta para casa autênticos postais do inferno, revelando que nossa pena final talvez não seja pelo fogo ou pelo gelo (sendo ambos os únicos convidados em Chernobyl, pelos próximos 900 anos), mas pela solidão.&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6457087-110300787442065891?l=balaidegato.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://balaidegato.blogspot.com/feeds/110300787442065891/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6457087&amp;postID=110300787442065891&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6457087/posts/default/110300787442065891'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6457087/posts/default/110300787442065891'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://balaidegato.blogspot.com/2004/12/lone-landscapes.html' title='Lone Landscapes'/><author><name>Petras Furtado</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00958958741234293383</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-94DwVmOI2aE/TqDtk8dgmBI/AAAAAAAAACI/OpSKI025nTw/s220/Avatar%2B02.png'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6457087.post-110300422995512674</id><published>2004-12-14T02:44:00.000-03:00</published><updated>2004-12-14T03:03:49.956-03:00</updated><title type='text'>Pecados singelos</title><content type='html'>&lt;p&gt;Consegui deixar muita coisa para trás.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Em especial, consegui terminar o maldito site dos infernos - que aliás, ainda falta ser publicado, mas aí já é um problema do meu cliente, que terá que arcar com os custos de hospedagem/domínio, e no momento, está indeciso sobre qual servidor é mais barato... Como se o meu serviço já não tivesse sido barato o bastante. Mas enfim.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Uma segunda coisa que terminou foi o semestre letivo, embora eu não tenha ansiado por isso. Ir à aula é algo que sempre me fez sentir melhor - praticamente o equivalente de 500g de chocolante branco com recheio crocante ou uma ida ao cinema.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Mas foi bom terminar esta etapa. Agora, são só mais dois anos até a conclusão do curso - e vocês podem se perguntar &lt;em&gt;"apenas? São dois anos INTEIROS! Setecentos e trinta dias! Dezessete mil, quinhentas e vinte horas! Um milhão, quinhen - vocês pegaram a idéia... O que diabos ele está fumando e por que não oferece a ninguém?"&lt;/em&gt; A verdade é que cada mês, cada dia, cada aula, é para mim como recuperar um pedaço da minha vida, ou pelo menos o que ela poderia ter sido, se eu não tivesse largado o curso de Comunicação na UFRN em 97. Já se vão dez anos desde que passei naquele fatídico vestibular em 94. E eu fico às vezes matutando como seria esta vida se eu houvesse prosseguido, apesar de tudo o que acontecia então.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Provavelmente seria alguém &lt;em&gt;muito&lt;/em&gt; diferente, e certamente não teria passado por muitas boas experiências que tive ao longo do caminho, que acabaram por me tornar em quem sou. E quer saber? Eu gosto de quem sou. Certo, talvez eu seja o único (tá bom, Thati, eu &lt;em&gt;não&lt;/em&gt; sou o único), mas já é o bastante. Pelo menos eu tenho amigos que falam mal de mim.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Vou colocando a vida nos eixos. Revendo os amigos que eu às vejos relego ao descaso por achar que eles já têm problemas o bastante sem terem que me aguentar falando sobre a obscura inevitabilidade do destino como um laborioso caos fragmentado que se alterna em padrões superimpostos de microordem sobre a trama coesa da realidade.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Viu só? Eu fiz de novo.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;De qualquer maneira, estamos de volta. Espero que isso não vá incomodar muita gente, por que eu já estou quase me acostumando a aceitar o fato de que tem gente no mundo que não gosta de mim. O perigo vai ser quando eu começar a &lt;em&gt;gostar&lt;/em&gt; disso.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Saludos amigos!&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6457087-110300422995512674?l=balaidegato.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://balaidegato.blogspot.com/feeds/110300422995512674/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6457087&amp;postID=110300422995512674&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6457087/posts/default/110300422995512674'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6457087/posts/default/110300422995512674'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://balaidegato.blogspot.com/2004/12/pecados-singelos.html' title='Pecados singelos'/><author><name>Petras Furtado</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00958958741234293383</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-94DwVmOI2aE/TqDtk8dgmBI/AAAAAAAAACI/OpSKI025nTw/s220/Avatar%2B02.png'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6457087.post-110258247883858677</id><published>2004-12-09T05:47:00.000-03:00</published><updated>2004-12-09T05:54:38.836-03:00</updated><title type='text'>Sic Semper Ambulando</title><content type='html'>&lt;p&gt;Não se animem ainda: só a partir do próximo final de semana que este blog deve voltar ao normal. Ou seja lá qual for o estado mais rotineiro dele. Bom, pelo menos eu tenho algumas boas novas:&lt;/p&gt;
&lt;ul&gt;
&lt;li&gt;O site dos infernos finalmente vai ser terminado (coisa de dois, três dias e olhe lá);&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;Thati recebeu alta completa do médico, já pode fazer abdominal, andar a cavalo, jogar tênis, usar O.B., essas coisas - inclusive algumas coisas que eu não posso citar aqui por que pode ter criança lendo;&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;As férias chegaram! Só falta saber as notas de duas disciplinas, que inclusive foram as mais mangabas em matéria de provas...&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;A atual campanha de &lt;i&gt;Shadowrun&lt;/i&gt; parece estar indo bem. Ou assim eu espero...&lt;/li&gt;
&lt;/ul&gt;

&lt;p&gt;No mais é isso. Mais elucubrações soturnas, contos taciturnos e outras cositas más a partir de segunda-feira. Aguardem, mas sentados, por que em pé cansa!&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6457087-110258247883858677?l=balaidegato.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://balaidegato.blogspot.com/feeds/110258247883858677/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6457087&amp;postID=110258247883858677&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6457087/posts/default/110258247883858677'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6457087/posts/default/110258247883858677'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://balaidegato.blogspot.com/2004/12/sic-semper-ambulando.html' title='Sic Semper Ambulando'/><author><name>Petras Furtado</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00958958741234293383</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-94DwVmOI2aE/TqDtk8dgmBI/AAAAAAAAACI/OpSKI025nTw/s220/Avatar%2B02.png'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6457087.post-109824302105186545</id><published>2004-10-20T01:24:00.000-03:00</published><updated>2004-10-20T00:30:21.053-03:00</updated><title type='text'>Tempo rei</title><content type='html'>&lt;p&gt;Quem andou batendo perna por aqui já deve ter notado que ultimamente eu não tenho escrito quase nada, ou nada mesmo, se vocês gostam de sinceridade...&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;os motivos são óbvios: com Thati ainda "de cama", mesmo já estando em casa e livre dos pontos, ainda não está 100% recuperada, coisa que só deve acontecer lá para fevereiro. Assim, esperem posts escassos neste período.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Ou não. Milagres acontecem.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Obviamente, eles não acontecem &lt;i&gt;comigo&lt;/i&gt;, ou eu já estaria rindo feito criança com um valor de sete dígitos na minha conta bancária.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6457087-109824302105186545?l=balaidegato.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://balaidegato.blogspot.com/feeds/109824302105186545/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6457087&amp;postID=109824302105186545&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6457087/posts/default/109824302105186545'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6457087/posts/default/109824302105186545'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://balaidegato.blogspot.com/2004/10/tempo-rei.html' title='Tempo rei'/><author><name>Petras Furtado</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00958958741234293383</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-94DwVmOI2aE/TqDtk8dgmBI/AAAAAAAAACI/OpSKI025nTw/s220/Avatar%2B02.png'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6457087.post-109716953902662072</id><published>2004-10-07T14:01:00.000-03:00</published><updated>2004-10-07T14:18:59.026-03:00</updated><title type='text'>Sob as bênçãos de Esculápio</title><content type='html'>&lt;p&gt;Thati saiu da enfermaria para a sala de cirurgia hoje às 08:30h da manhã, como imaginávamos. A cirurgia, que necessitou apenas de anestesia raquidiana e sedação, foi até às 11:30, aproximadamente.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;A vesícula foi retirada, criou-se a ligação do cisto com o intestino e após coletar um pouco de material do cisto para análise (procedimento de praxe), ela foi cerzida de volta e levada para a UTI, onde pôde ter duas visitas, das 12:00h às 12:30h, que foram D. Fátima (mãe da Thati e - obviamente - minha sogra) e eu.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Ela estava ainda um pouco baqueda. O ombro esquerdo estava dolorido, por alguma razão desconhecida, e teve náusea, vomitando duas vezes um pouco de suco gástrico. Mas já havia recebido &lt;i&gt;plasil&lt;/i&gt; e estava melhorando. O seu maior desconforto estava de volta - o dreno no nariz, mas pelo menos o tempo com ele será mais curto.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;E põe menos tempo nisso. O prognóstico inicial do Dr. Braga é de que ela vá ser liberada dentro de uma semana - ao invés de duas, como havíamos sido informados anteriormente - e que hoje mesmo ela seja levada de volta à enfermaria, ao invés de ter que passar 24h na UTI. Provavelmente, ela deve voltar à enfermaria até às 19:00h.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Então, até agora, tudo bem. Bom, mais ou menos. Eu fiquei preocupado ao conhecer a médica-chefe da UTI, a Dra. &lt;i&gt;Silvana&lt;/i&gt;! Fiquei estarrecido com esta terrível revelação - que males diabólicos estão sendo engendrados naquela UTI do mal? Irá minha bem-amada despertar para descobrir que agora ela é capaz de saltar mais alto que um metrô, correr mais rápido que um elevador e ver o mundo através de sua visão de raios-technicolor D-Wide? Queira deus que não. Ou aquela UTI vai virar churrasco até o dia seguinte (assim, claro, que arrumarmos um bom advogado e uma transferência para outro hospital, além de um bom pedaço de bacon).&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Bobagens à parte, até agora tudo corre bem, e como eu acho que já disse, não há motivo para que não continue assim. A partir de amanhã as visitas devem estar liberadas, e quem tiver estômago já pode aparecer no quarto 2018 (acho que não vai mudar).&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6457087-109716953902662072?l=balaidegato.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://balaidegato.blogspot.com/feeds/109716953902662072/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6457087&amp;postID=109716953902662072&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6457087/posts/default/109716953902662072'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6457087/posts/default/109716953902662072'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://balaidegato.blogspot.com/2004/10/sob-as-bnos-de-esculpio.html' title='Sob as bênçãos de Esculápio'/><author><name>Petras Furtado</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00958958741234293383</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-94DwVmOI2aE/TqDtk8dgmBI/AAAAAAAAACI/OpSKI025nTw/s220/Avatar%2B02.png'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6457087.post-109712450281358557</id><published>2004-10-07T01:22:00.000-03:00</published><updated>2004-10-07T01:56:35.370-03:00</updated><title type='text'>Um mundo sem palavras</title><content type='html'>&lt;p&gt;Em um mundo sem palavras eu não teria muito o que dizer, já que imagens são a única coisa que eu consigo conjurar através destes símbolos e signos que chamamos de alfabeto, e como minhas habilidades gráficas não vão muito além da caricatura malfeita, que apenas com muita benevolência, poderíamos chamar de caricatura, faço destas linhas mal-digitadas meu derradeiro lar.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Apesar do primeiro parágrafo um tanto repleto de falso &lt;i&gt;grandeur&lt;/i&gt; e da minha atenção dividida entre este &lt;i&gt;post&lt;/i&gt; e o último episódio de &lt;i&gt;Law and Order: Special Victims Unit&lt;/i&gt;, espero atualizar algumas coisas.&lt;/p&gt;

&lt;blockquote&gt;
&lt;h3&gt;Primeiro:&lt;/h3&gt;
&lt;p&gt;Thatiane foi internada na tarde passada (06/10/2004), quarta-feira, por volta das 14:30h, para sua cirurgia. Fora o nervosismo, tudo corre bem. Ela deve entrar na sala de cirurgia na Quinta-feira, 0830h. Não sei a que horas deve sair, mas de lá irá direto para a UTI, onde ficará por mais 24h (ocorrência normal - todo mundo que sai d uma cirurgia com anestesia geral passa por este procedimento, para evitar os costumeiros problemas pós-operatórios). Visitas são permitidas às 12:00/12:30h (duas visitas) e às 17:00/18:00h (três visitas). Mas não aconselho. Aguardem (para os que não têm fobia de hospital, é claro) seu retorno ao quarto (que, coicidentemente, foi &lt;i&gt;exatamente&lt;/i&gt; o mesmo, até a &lt;i&gt;mesma&lt;/i&gt; cama), onde as visitas são mais abertas e fáceis, especialmente com minha mãe ganhando as graças de todo o &lt;i&gt;staff&lt;/i&gt; da enfermaria graças ao seu veneno e malemolência potiguar. Até aqui tudo bem, e não há motivos para se achar que não deve continuar deste jeito.&lt;/p&gt;

&lt;h3&gt;Segundo:&lt;/h3&gt;
&lt;p&gt;Pela primeira vez em um bocado de tempo, fomos ao cinema. Assistimos &lt;i&gt;Alien vs. Predator&lt;/i&gt; (divertidíssimo - não espere nada profundo ou inesperado e tudo bem), &lt;i&gt;Spiderman 2&lt;/i&gt; (uma das poucas continuações que se saiu melhor do que seu original) e &lt;i&gt;A Vila&lt;/i&gt; (interessante, embora eu seja mais explícito em &lt;i&gt;posts&lt;/i&gt; ulteriores). Ter carteira de estudante faz uma diferença danada.&lt;/p&gt;

&lt;h3&gt;Terceiro:&lt;/h3&gt;
&lt;p&gt;Tive uma idéia legalérrima para um &lt;i&gt;fotolog&lt;/i&gt;, que na verdade será uma &lt;i&gt;webcomic&lt;/i&gt;. Pra ser bem sincero, eu chupei a idéia do &lt;a href="http://www.irregularwebcomic.net/cgi-bin/comic.pl?comic=1" target="_blank"&gt;Irregular Webcomic&lt;/a&gt;. Dêem uma olhada e vejam se não é legal, simples e econômico! E eu até já tenho três tirinhas prontas para começar...&lt;/p&gt;

&lt;h3&gt;Quarto:&lt;/h3&gt;
&lt;p&gt;O churrasco foi do cacete: comi mais bacon frito e costela na brasa que meu estômago poderia suportar - e paguei por isso no dia seguinte, já que saí com minha mãe no dia seguinte (era aniversário dela) para almoçar no &lt;i&gt;Tábua de Carne&lt;/i&gt;, e no retorno para casa, encher o bucho de &lt;i&gt;mais&lt;/i&gt; churrasco caseiro. Mas no cômputo geral, valeu a pena. Troquei umas palavras com o saudoso (mas NÃO falecido) Wagner via Skype, revi a turma que já não via há algum tempo (Neilson, Eric I e II, Gabriel e até - cruzes! - Roberto), aquela coisa toda. 11 anos de putaria!&lt;/p&gt;
&lt;/blockquote&gt;

&lt;p&gt;Por hoje é só, pessoal. A universidade está indo bem, as contas estão sendo pagas, mas o RPG vai ter que esperar uma duas semanas, até Thati voltar pra casa e assentarmos uma rotina.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;A gente se vê!&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6457087-109712450281358557?l=balaidegato.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://balaidegato.blogspot.com/feeds/109712450281358557/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6457087&amp;postID=109712450281358557&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6457087/posts/default/109712450281358557'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6457087/posts/default/109712450281358557'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://balaidegato.blogspot.com/2004/10/um-mundo-sem-palavras.html' title='Um mundo sem palavras'/><author><name>Petras Furtado</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00958958741234293383</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-94DwVmOI2aE/TqDtk8dgmBI/AAAAAAAAACI/OpSKI025nTw/s220/Avatar%2B02.png'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6457087.post-109393827910828202</id><published>2004-08-31T04:35:00.000-03:00</published><updated>2004-08-31T04:44:39.110-03:00</updated><title type='text'>Sobre aniversários e fotologs</title><content type='html'>&lt;p&gt;Ontem foi o aniversário de Thatiane - é isso mesmo, dia 30. Normalmente, ela usa a festa do Yuri (que aniversaria dois dias antes, eu creio), por medidas econômicas e pela possibilidade de comer bolo de sorvete sem culpa (como se gordos sentissem culpa por isso!).&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;De qualquer maneira - além de completar mais um aninho de vida, ela ganhou uma câmera digital de presente. Para quem gosta de detalhes técnicos, é uma PC-CAM 900, da Creative Labs. Funciona como Webcam, câmera (obviamente) de 3.2MPixels e filmadora (áudio também). Divertida. Faz até o barulhinho do obturador quando tira uma foto (um recurso que, graças a Deus, pode ser desligado).&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Depois de passar as 24 horas seguintes brincando com a novidade, ela achou por bem começar um fotolog. Alguém tem sugestões?&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6457087-109393827910828202?l=balaidegato.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://balaidegato.blogspot.com/feeds/109393827910828202/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6457087&amp;postID=109393827910828202&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6457087/posts/default/109393827910828202'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6457087/posts/default/109393827910828202'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://balaidegato.blogspot.com/2004/08/sobre-aniversrios-e-fotologs.html' title='Sobre aniversários e fotologs'/><author><name>Petras Furtado</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00958958741234293383</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-94DwVmOI2aE/TqDtk8dgmBI/AAAAAAAAACI/OpSKI025nTw/s220/Avatar%2B02.png'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6457087.post-109280089514641421</id><published>2004-08-18T00:32:00.000-03:00</published><updated>2004-08-18T00:51:43.660-03:00</updated><title type='text'>Escribas da Madrugada</title><content type='html'>&lt;p&gt;Outra noite dessas eu tive mais um desses sonhos esquisitos. Daqueles que você só conta pro terapeuta depois de muito sofrimento, choradeira e garrafas vazias de uísque paraguaio. O mais curioso é que eu não participava do sonho. Nem como personagem, nem como espectador onipresente - nada disso - o sonho me foi &lt;i&gt;narrado&lt;/i&gt;, pela voz de um garotinho de não mais de nove anos.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Óbvio, tinha muito mais coisa no sonho, muito mais conteúdo que me foi &lt;i&gt;contado&lt;/i&gt;, mas o que coloco aqui foi o que coube no Bloco de Notas logo após acordar, ligar o micro e começar a digitar. Enfim: um mundo como o mundo, mas onde todos lêem pensamentos, onde a absoluta, completa maioria da população é telepata. E suas crianças.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;h3&gt;I Dream of You, I Die of You&lt;/h3&gt;
&lt;p&gt;Nós aprendemos sobre a morte cedo, bem cedo.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Aprendemos em viagens de campo, em excursões, no dia-a-dia. Nós a vemos acontecer o tempo todo em pequenos animais e plantas, em pequenas coisas que cercam e preenchem o mundo e muitos jamais percebem que estão vivas. Uma flor murcha, resseca e cai — alguém diz que ela então morreu.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Mentira. Ela já havia ido há muito, o que muitos chamam de morte sendo apenas a dívida final sendo cobrada, sendo paga.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Pequenas coisas nós podemos entender — suas vidas curtas são repletas de pressa, como se soubessem quão pouco é o tempo que têm. Ouvimos o suspiro final de ratos, insetos e lêmures, chamando pela companheira, pela prole, por comida, por algo que lhes leve a dor embora. Os adultos deixam, indulgentes, que nós os ouçamos morrer, dizem que não fará mal — outras coisas vivas são tão diferentes de nós que não suscitarão mais que uma pequena lágrima, um momento de saudade e nada mais.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Mas não nos permitem que escutemos as mortes de outros como nós, suas elaboradas can-ções de despedida, seus requiéms de abandono, de desesperado Nirvana. O que há além da morte, nenhum de nós sabe, nenhum de nós entende. Os adultos dizem que ninguém pode saber ao certo, que ninguém pode contar — ninguém voltou para dizer as viagens no mundo além do mundo.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Mas quanto a nós?&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Quando eu era uma criança — e todos nós éramos, então — um de nós, em uma excursão na floresta, foi picado por algo menor que podíamos perceber, um inseto ou outra coisa que deixa uma pegada tão pequena em nossos ouvidos que não é possível saber jamais que ele esteve ali, e o que fez. O nosso colega caiu e se retorceu por um instante, gemendo baixo e suando em profusão.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Não havia adultos por perto, e ninguém podia alcançá-los, chamá-los, um grito, nada. Fizemos um círculo ao seu redor e alguns tomaram sua mão, tocaram seu rosto, afagaram seus cabelos. Ele fechou os olhos por um instante e se foi, diferente da chama da vela que se extingue no sopro do vento forte. Os animais e insetos ao redor calaram-se, e por um instante interromperam suas caças, fugas e cópulas, como se tudo o mais fosse alheio a este momento. Todas as pequenas coisas pararam um instante, como se sua dádiva fosse para que ele pudesse morrer com tranqüilidade, em silêncio e em paz.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Vimos então que também somos pequenas coisas, e que ao morrermos, ninguém notará nossa morte.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;A não ser outras pequenas coisas.&lt;/p&gt;
&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6457087-109280089514641421?l=balaidegato.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://balaidegato.blogspot.com/feeds/109280089514641421/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6457087&amp;postID=109280089514641421&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6457087/posts/default/109280089514641421'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6457087/posts/default/109280089514641421'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://balaidegato.blogspot.com/2004/08/escribas-da-madrugada.html' title='Escribas da Madrugada'/><author><name>Petras Furtado</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00958958741234293383</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-94DwVmOI2aE/TqDtk8dgmBI/AAAAAAAAACI/OpSKI025nTw/s220/Avatar%2B02.png'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6457087.post-109262906619284644</id><published>2004-08-16T00:41:00.000-03:00</published><updated>2011-08-29T10:30:05.808-03:00</updated><title type='text'>Domingo in concert</title><content type='html'>&lt;p&gt;Pois é: neste domingo, ao invés de descansar, trabalhar um pouquinho, estudar, ou fazer fosse lá o que fosse (até catar piolho em cabeça de careca servia), eu resolvi acompanhar minha esposa e uma amiga a um &lt;i&gt;show&lt;/i&gt; imperdível, coisa que só se vê uma vez na vida: algo assim como a morte, em qualquer sentido que você possa imaginar.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;É melhor eu deixar de enrolar e abrir logo o jogo: eu fui para o maldito espetáculo (se é que se pode usar a palavra) &lt;i&gt;Marina Elali e Convidados&lt;/i&gt;. Pior não poderia ser. Ou melhor, até poderia, mas pesadelos eu já tenho sem nem procurar por eles, então vamos deixar assim.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Chegamos no Machadinho às 15:30h para um espetáculo (tenho que encontrar um termo mais adequado para aquela provação espiritual) que só começou às 17:10h e teve seu fim cerca de uma hora e meia depois. Primeiro apresentaram-se alguns convidados, como os sempre presentes e insuportáveis Pedrinho Mendes e Cleudo, acompanhando Isaac Galvão (cuja voz é melhor que todas as outras juntas naquele arremedo de apresentação), Babau, e outros. Nem gosto de lembrar - meu cérebro começa a não pegar nem no tranco. Finalmente chega a estrela-mor, vestida como se fosse 1987, com vestidinho preto, meias da mesma cor e botas de cano longo combinando - com uma jaquetinha vermelho-pink cobrindo a coisa toda. E &lt;i&gt;mullet&lt;/i&gt;. Parecia uma cópia malfeita da Gloria Stefan ou da Maddona, se ela tivesse copiado a Janet Jackson em seus primeiros anos de sucesso.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Inaceitável.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Além de não cantar essas coisas todas e de ter a mesma presença de palco de um portador de síndrome de down com epilepsia (ou seja, deprimente e constrangedora), ela faz uma pose de &lt;i&gt;megastar&lt;/i&gt; que não é brincadeira, com todas as caras e bocas a que tem direito. Arrematou com um "como uma deusa" com todo gosto, fechando seu número particular, antes de fazer duetos com alguns amigos de &lt;i&gt;Fama&lt;/i&gt;.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;E aí a coisa ficou engraçada. Ela cantou uma música inédita de seu próximo disco, &lt;i&gt;Mulheres&lt;/i&gt;. Tem uma pedaço que é assim: "&lt;i&gt;Mulheres que gostam de batom / Mulheres que gostam de mulheres...&lt;/i&gt;"&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Aí eu me lembrei daquele papo dela ser - digamos - &lt;i&gt;entendida&lt;/i&gt;, ou para os mais simplórios, sapatão. Já eu prefiro o termo lésbica.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;E daí, Petras?&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;E daí nada, uai!&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Só que &lt;i&gt;isso&lt;/i&gt; foi a coisa mais interessante do bafafá inteiro. Um amigo nosso que estava na mesa, jornalista e também da &lt;i&gt;tchurma&lt;/i&gt; dos entendidos, confirmou que da fruta que eu gosto, a menina come até o caroço, e que foi este o motivo para ela ter sido mandada a Boston para terminar seus estudos. Diz-se que a situação teria ficado compllicada, caso ela continuasse aqui. Socialmente, quer dizer: a província é pequena demais para certos bochichos. Atualmente, ela tem um namorado, mas diz-se que o dito cujo também joga no time do Oscar Wilde. Coisa que claro, ninguém confirma nem desconfirma.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Claro, nada disso é da minha conta, mas no meio de um Machadinho lotado de dez mil fãs de Marina Elali aplaudindo cada macaquice no palco, a coisa mais divertida a se fazer era falar mal de quem estava sob os holofotes.&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6457087-109262906619284644?l=balaidegato.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://balaidegato.blogspot.com/feeds/109262906619284644/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6457087&amp;postID=109262906619284644&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6457087/posts/default/109262906619284644'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6457087/posts/default/109262906619284644'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://balaidegato.blogspot.com/2004/08/domingo-in-concert.html' title='Domingo &lt;i&gt;in concert&lt;/i&gt;'/><author><name>Petras Furtado</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00958958741234293383</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-94DwVmOI2aE/TqDtk8dgmBI/AAAAAAAAACI/OpSKI025nTw/s220/Avatar%2B02.png'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6457087.post-109237895815896581</id><published>2004-08-13T03:13:00.000-03:00</published><updated>2004-08-13T03:35:58.156-03:00</updated><title type='text'>Ah, meu santo - o quê, mesmo?</title><content type='html'>&lt;p&gt;Deve existir um santo padroeiro, protetor dos nerds.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Não um daqueles especializados, que só atende promessas milagrosas de &lt;i&gt;phreakers&lt;/i&gt;, &lt;i&gt;geeks&lt;/i&gt; ou &lt;i&gt;crackers&lt;/i&gt;, mas como um bom santo de nerd, que seja multi-tarefa, pau-pra-toda-obra, mais quebrador de galho que primata superior obeso.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Tem que existir.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Já notei que fico meio espiritualista, quase religioso, quando a coisa aperta e o botão de auto-destruição parece piscar à minha frente, enquanto eu sonho com um atalho de &lt;i&gt;undo&lt;/i&gt; no algoritmo da minha realidade privada. Sábado passado foi um desses dias.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Ainda terminando o trabalho do CD (que só foi concluído lá por volta da última hora MESMO, e refeito às pressas doze horas antes do lançamento), em plena madrugada, achando que talvez desse tempo de fazer com que aquele desastre gráfico total não fosse tão completo, minha placa-mãe resolve que já havia cumprido sua missão na terra e se vai - não com um estrondo, mas com um suspiro.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Resultado: madrugada perdida. Uma manhã seguinte empurrando borrachudos na loja mais próxima de informática depois, eu estou de máquina nova. Nada demais: um Athlon 2200+ com 512Mb DDR de RAM e um mouse ótico (quase que é sem fio). O resto é o mesmo. Ah, e um par de caixinhas de som de R$ 16,00. Bela bosta. Pelo menos dá pra trabalhar direito no resto do sábado e no domingo, certo? Errado. A loja (no caso, a Miranda Informática) não tinha metade da memória em estoque (em dois pentes de 256Mb) e só me entregou na segunda-feira, lá pelas 14:00h, depois de muita insistência e choradeira.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Poucas vezes eu senti um alívio tão grande quanto o de concluir este trabalho. Não porque ele seja financeiramente compensador, ou porque ele tenha sido intelectual e criativamente estimulante - nada disso. É principalmente porque ele COZINHOU minha paciência em fogo brando por quase dois meses.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;O único saldo positivo dessa catástrofe foi o surgimento de alguns contatos que &lt;i&gt;podem&lt;/i&gt; gerar futuros serviços, e... Rapaz, não me vem mais nada à cabeça. Eu poderia dizer que o melhor foi que ele terminou, mas aí é como quebrar o dedo pra esquecer a dor de cabeça.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Ou seja, inviável como alívio filosófico.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Isso tudo me levou a reavaliar minhas escolhas profissionais, da mesma forma que um judeu que se descobre em Auschwitz se descobre subitamente reflexivo sobre a infalibilidade de sua religião. Será que eu estou na área certa? deveria largar essa porcaria de design para sempre e procurar trabalho como &lt;i&gt;pizzaiolo&lt;/i&gt; ou vereador? Dúvidas, dúvidas...&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Enquanto as decisões não chegam, a vida continua e eu tenho mais uma pilha de livros sobre comunicação para devorar. Pelo menos eu gosto do que faço.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;O que não é grande coisa para se dizer ao banco quando um cheque sem fundos bate na conta - mas enfim.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6457087-109237895815896581?l=balaidegato.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://balaidegato.blogspot.com/feeds/109237895815896581/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6457087&amp;postID=109237895815896581&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6457087/posts/default/109237895815896581'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6457087/posts/default/109237895815896581'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://balaidegato.blogspot.com/2004/08/ah-meu-santo-o-qu-mesmo.html' title='Ah, meu santo - o quê, mesmo?'/><author><name>Petras Furtado</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00958958741234293383</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-94DwVmOI2aE/TqDtk8dgmBI/AAAAAAAAACI/OpSKI025nTw/s220/Avatar%2B02.png'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6457087.post-109202669538886413</id><published>2004-08-09T01:25:00.000-03:00</published><updated>2004-08-09T01:44:55.386-03:00</updated><title type='text'>O Inferno na Terra</title><content type='html'>&lt;p&gt;Poucos sabem o que passa na vida de alguém que fez quase todas as escolhas erradas - em especial quando se passa dos trinta e se nota que, raras exceções, a maior parte das suas escolhas profissionais foi malograda pela sua incapacidade de dizer "não".&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;E por ser incapaz de dizer não, eu acabei com um pepino, um abacaxi, uma jaca (ou seja, qualquer fruta de difícil e dolorosa inserção anal) nas mãos, de proporções ciclópicas. E nas últimas semanas, tem sido a coisa que mais me destrói o juízo, acima da inflação, da subida do dólar, e dos problemas médicos de minha cara-metade. Consome minhas horas despertas e nas (poucas) horas de sono que tenho, ele atravessa meus sonhos com a persistência de um câncer no duodeno.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;De uma maneira geral: quando um cliente se aproximar de você com um trabalho que - pela descrição dele - é interessante, desafiante e compensador, corra. Aponte numa direção vaga, diga "ei, aquele não é o Elvis?", e quando ele olhar para a direção que você estava indicando, convença as suas pernas de que você poderia ser um campeão dos 100 metros rasos. Não há outra opção. Porque você pode acabar como eu, montando um CD-ROM que:&lt;/p&gt;

&lt;ul&gt;
&lt;li&gt;Vai ser entregue CINCO dias fora do prazo, deixando você com meros dois dias para fazê-lo, quando você precisaria de pelo menos seis;&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;Vai conter erros quilométricos de padronização e formatação dos textos entregues, que AINDA vão ser convertidos em HTML, e terão um tamanho tal, que vai fazer o conversor Word/HTML do seu programa de webdesign engasgar de medo;&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;Vai conter CENTENAS de imagens repetidas, mal escaneadas, de origem não identificada, e que - aparentemente - eles crêem que você pode melhorar como quem abre o mar vermelho em dois com um gesto;&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;Vai ter 7Gb de arquivos de áudio para serem inseridos, a maior parte deles discursos, que DIFICILMENTE podem ser compactados satisfatoriamente;&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;Vai ter que possuir uma interface ao mesmo tempo vibrante e divertida, mas &lt;i&gt;idiot-proof&lt;/i&gt; ao ponto de um assessor político do vereador de Riachão de Banabuiú ser capaz de usá-lo sem problemas;&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;E vai ter tudo isso em menos de quatro dias.&lt;/li&gt;
&lt;/ul&gt;

&lt;p&gt;A conclusão é a seguinte: se (e é um &lt;i&gt;grande&lt;/i&gt; se) eu conseguir executar isso tudo, podem começar a me acender velas em um altar, porque já terei executado meu primeiro milagre, e a canonização em vida será apenas uma formalidade.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;E me vem à mente a persistente idéia: "&lt;i&gt;eu devia ter cobrando o triplo&lt;/i&gt;".&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;E ainda não ia ser o bastante...&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;

&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6457087-109202669538886413?l=balaidegato.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://balaidegato.blogspot.com/feeds/109202669538886413/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6457087&amp;postID=109202669538886413&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6457087/posts/default/109202669538886413'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6457087/posts/default/109202669538886413'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://balaidegato.blogspot.com/2004/08/o-inferno-na-terra.html' title='O Inferno na Terra'/><author><name>Petras Furtado</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00958958741234293383</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-94DwVmOI2aE/TqDtk8dgmBI/AAAAAAAAACI/OpSKI025nTw/s220/Avatar%2B02.png'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6457087.post-109055265648745934</id><published>2004-07-23T00:16:00.000-03:00</published><updated>2004-07-23T00:17:36.486-03:00</updated><title type='text'>Se Leonardo daVinci,por que eu não posso dar duas?</title><content type='html'>&lt;p&gt;Existem momentos na vida de um amante da literatura em que ele reconhece que fez merda. 

Isso é ainda pior na vida de um Nerd, porque enquanto ele reconhece a necessidade de 

virtudes como regularidade gramatical e ortográfica (que são secudárias à primazia da 

qualidade da obra como renovadora da produção literária), ele não pode deixar de notar que o 

livro que ele acabou de ler, tão aclamado pela crítica e pelos amigos, é uma bela de uma 

bosta.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;É isso aí. Há algumas semanas atrás, terminei de ler &lt;i&gt;O Código Da Vinci&lt;/i&gt; (BROWN, 

Dan. Editora Sextante, 2004), e levei algumas semanas negando o fato com todas as forças do 

meu ser. Mas como diria aquele cavalheiro com diarréia galopante, "não dá mais pra 

segurar".&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;O livro é muito ruim mesmo.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;O autor tenta criar uma versão &lt;i&gt;best-seller&lt;/i&gt; de &lt;i&gt;O Pêndulo de Focault&lt;/i&gt;, do 

mestre Umberto Eco, cheio de conspirações, mistérios, revelações surpreendentes sobre 

mistérios ocultos mesclados com informações apóscrifas, sociedades secretas e seus não menos 

secretos participantes.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;E claro, eu nem preciso dizer, mas ele falha &lt;i&gt;miseravelmente&lt;/i&gt;.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Recheado de pequenos segredos "ocultos", no melhor estilo 

aprenda-mesmo-sendo-um-americano-idiota, ele usa personagens caricatos, bidimensionais, em 

uma trama tão óbvia quanto idiota. E o pior é que ele é parte de uma série!&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Vrdaeddeiramente deprimente. Muito pouco do livro se salva, e quando eu digo muito pouco, 

eu digo quase nada. Se querem um romance bem mais interessante, procurem pelo &lt;i&gt;O Enigma do 

Oito&lt;/i&gt;, de (NEVILLE, Katherine, Editora Best Seller, 1988), uma intrincada trama de 

sociedades secretas recheada de interessantes reviravoltas, xadrez, física subatômica, 

novela das oito e mistérios que a humanidade não pode conhecer.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Mas voltando ao lixão: ainda não sei como é que eu fui comprar aquela porcaria baseado 

apenas na opinião de uma amiga e de um colega de classe. Quer dizer, a minha amiga ainda 

passa - ela é às vezes meio impressionável, embora costume acertar nas escolhas. Mas na de 

um colega de classe... Tsc, tsc. Uma misaelada &lt;i&gt;daquelas&lt;/i&gt;.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Deixem-me terminar com um "não comprem e não leiam", pelo menos, se puderem evitar. Este 

livro é como uma droga psicodélica: cara e faz mal aos neurônios. E pra piorar, só dá &lt;i&gt;bad 

trip&lt;/i&gt;.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;

&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6457087-109055265648745934?l=balaidegato.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://balaidegato.blogspot.com/feeds/109055265648745934/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6457087&amp;postID=109055265648745934&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6457087/posts/default/109055265648745934'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6457087/posts/default/109055265648745934'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://balaidegato.blogspot.com/2004/07/se-leonardo-davincipor-que-eu-no-posso.html' title='Se Leonardo daVinci,&lt;br&gt;por que eu não posso dar duas?'/><author><name>Petras Furtado</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00958958741234293383</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-94DwVmOI2aE/TqDtk8dgmBI/AAAAAAAAACI/OpSKI025nTw/s220/Avatar%2B02.png'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6457087.post-109020472146971242</id><published>2004-07-18T23:37:00.000-03:00</published><updated>2004-07-18T23:38:41.470-03:00</updated><title type='text'>Filmes proibidos</title><content type='html'>&lt;p&gt;Não, esse &lt;i&gt;post&lt;/i&gt; não é sobre pornografia. Na verdade, eu só queria comentar sobre alguns filmes que eu assisti e que provavelmente jamais, nunca, em tempo algum eu vou ter a chance de ver novamente.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Isso já aconteceu com você, certo? Uma madrugada insone curtindo &lt;i&gt;aquela&lt;/i&gt; fossa pós-chute-na-bunda, ou depois de chegar daquela festa tarde da noite, ainda ligado, com um resto de dance dance revolution techno trip-hop music ainda ecoando nas profundezas do seu canal auditivo. Você se agarra com seu refrigerante ou comida-porcaria preferidos e liga a TV, zapeando em busca de algum tesouro em 525 linhas de resolução, esperando não encontrar aquela milésima reprise de &lt;i&gt;Pelo Amor de Benji&lt;/i&gt;.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Velhos clássicos, ou aquelas pérolas que são boas demais para a sessão da tarde - ou ainda por demais complexas em forma e conteúdo para o Supercine ou Tela Quente, e por isso mesmo ficam relegadas às longas horas antes do amanhecer, quando apenas os solitários, os insones e os astronautas do mundo recheado por aquela estranha luz crepuscular da TV, como se fosse uma realidade feita de regras simples e imutáveis, como "a polícia sempre chega atrasada", e "o assassino nunca morre da primeira vez".&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;

&lt;h3&gt;Freeway&lt;/h3&gt;

&lt;p&gt; Embora eu tenha visto apenas o último terço do filme, é uma daquelas estórias que você não vê tratada com tão bom humor negro no cinema americano desde &lt;i&gt;Assassinos por Natureza&lt;/i&gt; ou &lt;i&gt;Clube da Luta&lt;/i&gt;.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Reese Witherspoon interpreta este curioso conto de fadas moderno, como uma chapeuzinho vermelho (estilo Christiane F.) que é violentada pelo lobo mau (Keiffer Shuterland, maravilhosamente desfigurado pela maquiagem) e acaba na cadeia, após tentar obter sua (psicopática?) vingança. Fugindo da cadeia com a ajuda das colegas (Alana Ubach, de &lt;i&gt;O Mundo de Bickman&lt;/i&gt; e a já-conhecida-mas-só-recentemente-reconhecida Brittany Murphy), ela volta à casa da vovó para seu terrível desfecho.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Se tiverem a chance, não percam.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;

&lt;h3&gt;Título desconhecido&lt;/h3&gt;
&lt;p&gt;Este é um verdadeiro tesouro do &lt;i&gt;Corujão&lt;/i&gt; (ainda existe?). Encontrado em uma madrugada regada a coca-cola com rum e jujubas de cereja (não perguntem), ele conta com a aparição especial de Rick Moranis, inesperada e - infelizmente - curta. O enredo é tão simples quanto incompreensível: um rapaz, recém-formado em administração (ou economia, eu nunca lembro) vai fazer um estágio em uma megacorporação, em cuja sede a loucura é mais comum que relatórios de debêntures ou cópias do balanço semestral. Membros do alto staff que se reúnem na escada de incêndio para fumar maconha enquanto discutem o caminho da empresa para os então iminentes anos 90, jogos de sexo e poder entre as secretárias executivas, tudo tem um lugar nesta comédia despretensiosa e caótica.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Minha melhor lembrança deste filme vem de uma cena onde o jovem estagiário encontra uma administradora na porta de seu escritório, recém-saída de uma &lt;i&gt;acalorada&lt;/i&gt; discussão com outros colegas, vestindo trajes que cairiam melhor num catálogo da Valisére (ou, para os puristas, Victoria´s Secrets). Ele olha para, entre surpreso e confuso, e ela lhe diz (mais ou menos, minha memória é como o plástico: torna-se fosco com o uso prolongado do álcool):&lt;/p&gt;

&lt;blockquote&gt;
&lt;p style=font-size:10pt&gt;
- Não fique tão surpreso.&lt;br&gt;
(dá uma longa tragada em seu Dunhill de três dólares a unidade)&lt;br&gt;
- um dia eu também fui como você. Queria mudar o mundo, mudar tudo, fazer melhor, mais humano. E para isso eu fiz de tudo. De tudo.&lt;br&gt;
(exala, deixando uma pluma de fumaça preencher a câmera que lentamente fecha em close-up)&lt;br&gt;
- Você luta por cada sala, por cada promoção, faz acordos, vende, rouba, trai: tudo pelo seu sonho.&lt;br&gt;
(traga novamente o cigarro, desta vez com mais convicção)&lt;br&gt;
- E finalmente, quando você chega lá, você consegue, você dá as decisões, você diz o que deve ser feito, como e quando... Quando você está no topo, no comando, quando tudo é seu...&lt;br&gt;
(dá a última baforada antes de lançar o cirgarro longe, com piparote que necessitou de pelo menos duas semanas de prática contínua, em um misto de elegância e um certo desprezo)&lt;br&gt;
- ...você não sabe mais porque quis chegar ali.
&lt;/p&gt;
&lt;/blockquote&gt;
&lt;p&gt;Um dia eu vou lembrar do título!&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6457087-109020472146971242?l=balaidegato.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://balaidegato.blogspot.com/feeds/109020472146971242/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6457087&amp;postID=109020472146971242&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6457087/posts/default/109020472146971242'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6457087/posts/default/109020472146971242'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://balaidegato.blogspot.com/2004/07/filmes-proibidos.html' title='Filmes proibidos'/><author><name>Petras Furtado</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00958958741234293383</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-94DwVmOI2aE/TqDtk8dgmBI/AAAAAAAAACI/OpSKI025nTw/s220/Avatar%2B02.png'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6457087.post-109004008902432522</id><published>2004-07-17T01:48:00.000-03:00</published><updated>2004-07-17T02:04:03.596-03:00</updated><title type='text'>Sobre sonhos e seriados</title><content type='html'>&lt;p&gt;Há algum tempo atrás (coisa de catorze anos, para ser preciso), eu comecei a ter uma sequência de sonhos em série, um dia após o outro, cada um contando uma parte de uma estória. O mais importante nestes sonhos era a riqueza de detalhes, de eventos, de pessoas. Eu comecei a escrevê-los, mas era tanta coisa, que acabei apenas por escrever um &lt;em&gt;plot&lt;/em&gt; de eventos, uma lista de personagens, e depois disso, eu comecei lentamente a escrever uma estória fechada.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Semana passada, eu achei os meus manuscritos destes textos, e alguns dos primeiros esforços. Minha pergunta é: vale a pena? Estou pensando em usar o blog como um catalisador de obrigação. Digamos - uma parte por semana, ou coisa parecida.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Bom, a resposta fica com vocês.&lt;/p&gt; 
&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;

&lt;h2 align=center&gt;Torres de Atlântida&lt;/h2&gt; 
&lt;h3 align=center&gt;Parte I&lt;/h3&gt;
&lt;p style=text-indent:50px&gt;Chove ao redor das Grandes Torres: água, som e luz pouco acima de seus cumes afiados. Um açoite frio do céu e atravessando quilômetros até atingir o grande mar e as ilhas do Povo das Torres Altas: as dinastias imortais que se escondem da plebe em costumes febris e delicados, servidos por máquinas, cercados por exóticos animais de estimação — criaturas modificadas geneticamente a seu bel-prazer, tão diferentes da forma que tinham originalmente, que os povos Abaixo acreditavam neles como crias dos Deuses, todos eles — os leões com asas, as serpentes de hálito chamejante, os lobos que andavam sobre duas pernas.&lt;/p&gt;
&lt;p style=text-indent:20px&gt;Trovões pontuam o clarão quase incessante dos relâmpagos nesta primeira noite do equinócio de verão. Para as Torres, é uma noite diferente de muitas outras, por vários motivos. Hoje, todas as famílias nobres se reúnem na mais alta de suas torres, esperando... 
&lt;p style=text-indent:50px&gt;— Está quente, aqui... 
&lt;p style=text-indent:50px&gt;— Você preferiria estar lá fora, eu suponho. 
&lt;p style=text-indent:50px&gt;— Não deve fazer muita diferença.... Esta noite maldita... 
&lt;p style=text-indent:50px&gt;— Nisto eu concordo. Lady Dartrasis deveria ter contido o seu parto para outra noite. Ou, pelo menos, até o amanhecer. 
&lt;p style=text-indent:50px&gt;— Mas não! Ela quer ter seu filho logo esta noite! 
&lt;p style=text-indent:50px&gt;— Não é culpa dela, senhores. 
&lt;p style=text-indent:50px&gt;— Tampouco é nossa. Noite maldita... Estes relâmpagos todos... Não há ninguém aqui que saiba pará-los? 
&lt;p style=text-indent:50px&gt;— Não na noite do Naiv. Ninguém pode. 
&lt;p style=text-indent:50px&gt;— Ninguém ousa. 
&lt;p style=text-indent:50px&gt;— E ela ousa ter filhos nesta noite! 
&lt;p style=text-indent:50px&gt;— Sim, é perigoso, mas a escolha é deles. A escolha dos Regentes. 
&lt;p style=text-indent:50px&gt;A isso, os Lordes assentem e espalham-se pela sala de espera da Torre Imperial: Uma abóbada de aço vitrificado, suspensa a quilômetros do solo por poderosos filamentos biometálicos, tênues como as promessas de um feiticeiro. As luzes baixas espalham pequenos círculos de luz indireta pelo aposento de cantos arredondados, repleto de um luxo sucinto e quase descuidado. 
&lt;p style=text-indent:50px&gt;A chuva está rugindo algo para eles, escorrendo pelas janelas em forma de bolha. “Ouçam”, ela parece dizer, “Hoje será uma noite para ser contada sempre. Lembrem-se bem”. E eles se envolvem em seus mantos, apesar da temperatura ambiente regulada para um calor subtropical, apesar das chamas que ardem, sobrenaturais, em bastões metálicos nos cantos da sala. 
&lt;p style=text-indent:50px&gt;E acariciam seus amuletos de magia ancestral. Mãos se fecham sobre punhos de espadas que guardam o espírito de eficientes guarda-costas, há muito falecidos; jóias que escondem gênios antigos, entidades descorporificadas, padrões de energia presos dentro de um intrincado relevo oculto de poder. 
&lt;p style=text-indent:50px&gt;Os Lordes sentem algo que a espessura de seus próprios espíritos não lhes deixa admitir, algo que só crêem reservado para os fracos e inferiores. 
&lt;p style=text-indent:50px&gt;Os Lordes das Torres Altas de Atlântida estão com medo. 
&lt;p style=text-indent:50px&gt;— Que horas são? 
&lt;p style=text-indent:50px&gt;— Deve ser quase manhã. 
&lt;p style=text-indent:50px&gt;— Não, não. A manhã irá demorar a aparecer, ainda mais com esta tempestade maldita, esta abominação... 
&lt;p style=text-indent:50px&gt;— Não diga isso. Não é uma noite para se falar do mal. 
&lt;p style=text-indent:50px&gt;— Por que não? Tudo isso sobre a noite do Naiv é uma estúpida superstição, velhas estórias levadas a sério por tempo demais. Nenhum “mal terrível” caiu sobre nós, há mais de mil e quinhentos anos. O que acham que pode acontecer? Hein? 
&lt;p style=text-indent:50px&gt;— Lorde Mallachine... é melhor você se conter... não deveria — começou lorde Enmion, mas não conseguiu completar a frase. 
&lt;p style=text-indent:50px&gt;— Não deveria o quê? — cortou Mallachine, com a pedra do seu broche de capa faiscando em um pulsar de luzes azuladas — Blasfemar contra os Deuses Negros da Tempestade? Não deveria dizer que suas ameaças são ridículas? Eu sou um filho das Torres Altas! Não um camponês temeroso, acreditando que o raio e o trovão são deuses famintos pelo seu sangue ralo. — ele ergueu-se, sua voz num vociferar nervoso — Eu sou Mallachine das Torres, filho do Grande Mallad, que parou as ondas com sua voz. Eu não calaria nem se o Antagonista abrisse as portas do inferno, com uma maldição em cada braço e me ordenasse! 
&lt;p style=text-indent:50px&gt;— CALE-SE — a voz veio junto com um trovão, e mais alta que seu estrondo. 
&lt;p style=text-indent:50px&gt;Não era uma voz que admitisse discussão. Não esperava por balbuciares atrapalhados nem por perdão. Era imperiosa. Era a voz de Lorde Rando Dartrasis, 69&lt;sup&gt;o&lt;/sup&gt; Regente Imperial de Atlântida, coberto de sangue que escorria por sobre o manto e empoçava no chão acarpetado, deixando manchas escuras de um castanho cobreado por onde ele passava. A trilha de um sangue que não era seu, vindo da sala de parto até a presença dos Lordes. 
&lt;p style=text-indent:50px&gt;Um par de pequenos corpos, nus e cobertos de muco vermelho mexiam-se e gritavam em suas mãos. 
&lt;p style=text-indent:50px&gt;— Que todos saibam que a Casa Dartrasis tem dois herdeiros reais: dois gêmeos. — a palavra fez um sussurro silencioso correr a sala. Gêmeos eram mau presságio entre a nobreza — E — continuou ele — que o trono tem uma Regente a menos. 
&lt;p style=text-indent:50px&gt;Lorde Mallachine era o que respirava com mais cuidado, no maior silêncio possível. Aquele homem à sua frente não parecia estar possuído pelo Demônio. Não. Ele parecia ser o próprio Demônio. Pior ainda, pela sua expressão, poderia-se dizer que ele considerava o Inferno como um lugarzinho sem importância. 
&lt;p style=text-indent:50px&gt;Então, com os olhos muito azuis injetados de sangue em linhas finas, a pele riscada pelo brilho dos grandes raios lá fora, Rando atravessou a sala em silêncio e foi mostrar a tempestade aos filhos. 
&lt;p style=text-indent:50px&gt;Embora há quem diga que foi o contrário.&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6457087-109004008902432522?l=balaidegato.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://balaidegato.blogspot.com/feeds/109004008902432522/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6457087&amp;postID=109004008902432522&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6457087/posts/default/109004008902432522'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6457087/posts/default/109004008902432522'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://balaidegato.blogspot.com/2004/07/sobre-sonhos-e-seriados.html' title='Sobre sonhos e seriados'/><author><name>Petras Furtado</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00958958741234293383</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-94DwVmOI2aE/TqDtk8dgmBI/AAAAAAAAACI/OpSKI025nTw/s220/Avatar%2B02.png'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6457087.post-109003895144886322</id><published>2004-07-17T01:30:00.000-03:00</published><updated>2004-07-17T01:38:43.363-03:00</updated><title type='text'>Mas ora vejam...</title><content type='html'>&lt;p&gt;Após a dica de Dulldu, em seu último post, eu fiz o teste (última moda na Internet - corram, porque essa merda de netquiz acaba já-já) do site &lt;a href="http://www.liquidgeneration.com/" target="_blank"&gt;Liquid Generation&lt;/a&gt;, e olha só o que saiu:&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;&lt;a href="http://www.liquidgeneration.com/" target="_blank"&gt;&lt;img src="http://www.liquidgeneration.com/quiz/images/villain_hannibal.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Bem, poderia ser pior.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;&lt;i&gt;Clarice, você está usando uma loção para corpo inteiro (snif, snif, snif), sim, uma loção muito sutil, muito... SUA VADIA!! Nunca mais me apareça aqui usando essa maldita colônia da Avon de novo ou eu arranco seu duodeno com meus dentes!&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Como diria Yuri (se ele fosse o Dr. Smith), "&lt;i&gt;Evil knows evil. And I know I can´t be killed by nothing less cooler than me - and that includes you, coffin filler!&lt;/i&gt;"&lt;/p&gt;


&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6457087-109003895144886322?l=balaidegato.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://balaidegato.blogspot.com/feeds/109003895144886322/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6457087&amp;postID=109003895144886322&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6457087/posts/default/109003895144886322'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6457087/posts/default/109003895144886322'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://balaidegato.blogspot.com/2004/07/mas-ora-vejam.html' title='Mas ora vejam...'/><author><name>Petras Furtado</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00958958741234293383</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-94DwVmOI2aE/TqDtk8dgmBI/AAAAAAAAACI/OpSKI025nTw/s220/Avatar%2B02.png'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6457087.post-109003831344980730</id><published>2004-07-17T01:04:00.000-03:00</published><updated>2004-07-17T01:29:51.713-03:00</updated><title type='text'>Mais e mais poesia Inútil(isso não acaba nunca?)</title><content type='html'>&lt;p&gt;beeemmm... Enquanto eu divido meu tempo entre me readaptar à minha própria casa, à volta à vida conjugal enquanto termino um website, um CD e uma diagramação de&amp;nbsp;livro, eu tenho tentado dar continuidade a alguns esforços literários.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Recentemente, tenho reiniciado alguns esforços passados, feitos&amp;nbsp;na língua de Albion. Um deles, que eu tenho revisitado nesta semana, é o Livro das Definições, uma série de poemas &lt;i&gt;muito&lt;/i&gt; curtos à moda enciclopédica. Vejam vocês mesmos:&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;h3&gt;The Book of Definitions&lt;/h3&gt;

&lt;p&gt;&lt;b&gt;Stars:&lt;/b&gt; &lt;br&gt;
&lt;p&gt;Burned Holes &lt;br&gt;
In the sky &lt;br&gt;
So the light &lt;br&gt;
Can pours in.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;&lt;b&gt;Sacred:&lt;/b&gt; &lt;br&gt;
Something so &lt;br&gt;
Devoid &lt;br&gt;
Of significance &lt;br&gt;
That is unique.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;&lt;b&gt;Hope:&lt;/b&gt; &lt;br&gt;
Gives meaning &lt;br&gt;
Where is &lt;br&gt;
None.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;&lt;b&gt;Bullets:&lt;/b&gt; &lt;br&gt;
Just like &lt;br&gt;
Life — &lt;br&gt;
But faster.&lt;/p&gt;&lt;br&gt;

&lt;p&gt;&lt;b&gt;Love:&lt;/b&gt; &lt;br&gt;
Being kissed &lt;br&gt;
At birth — &lt;br&gt;
Once &lt;br&gt;
And again.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;&lt;b&gt;Grace:&lt;/b&gt; &lt;br&gt;
Shouldn´t be &lt;br&gt;
Perceived, &lt;br&gt;
But felt.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;&lt;b&gt;God:&lt;/b&gt; &lt;br&gt;
Is. 

&lt;p&gt;&lt;b&gt;Scar:&lt;/b&gt; &lt;br&gt;
An assurance &lt;br&gt;
Of what is &lt;br&gt;
To come.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;&lt;b&gt;Violence:&lt;/b&gt; &lt;br&gt;
Like pleasure, &lt;br&gt;
But without &lt;br&gt;
Joy. &lt;/p&gt;

&lt;p&gt;&lt;b&gt;Death:&lt;/b&gt; &lt;br&gt;
You &lt;br&gt;
Will &lt;br&gt;
Meet &lt;br&gt;
Her.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;&lt;b&gt;Cemetery:&lt;/b&gt; &lt;br&gt;
Long shadows &lt;br&gt;
Of green &lt;br&gt;
Where stone &lt;br&gt;
Lays &lt;br&gt;
Asleep. &lt;/p&gt;


&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6457087-109003831344980730?l=balaidegato.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://balaidegato.blogspot.com/feeds/109003831344980730/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6457087&amp;postID=109003831344980730&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6457087/posts/default/109003831344980730'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6457087/posts/default/109003831344980730'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://balaidegato.blogspot.com/2004/07/mais-e-mais-poesia-intilisso-no-acaba.html' title='Mais e mais poesia Inútil&lt;br&gt;(isso não acaba nunca?)'/><author><name>Petras Furtado</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00958958741234293383</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-94DwVmOI2aE/TqDtk8dgmBI/AAAAAAAAACI/OpSKI025nTw/s220/Avatar%2B02.png'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6457087.post-108953116230565919</id><published>2004-07-11T04:29:00.000-03:00</published><updated>2004-07-11T04:32:42.306-03:00</updated><title type='text'>New Tróia Cityou: Homero se vira no túmulo</title><content type='html'>&lt;p&gt;&lt;i&gt;Só pra tirar uma dúvida: este post é mais velho que o post anterior, do meu retorno, mas pra ninguém ficar sem ter o que ler, achei melhor colocá-lo on-line. Reclamações? Procure o bispo mais próximo de sua residência.&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;


&lt;p&gt;Sábado, 12 de julho, pleno dia dos namorados, eu carrego a minha bem-amada para dar uma saidinha. Sem muito dinheiro no bolso, optamos por uma paquerada embalada por algumas xícaras de cappucino (para mim) e água com gás (para ela). E depois fomos assistir &lt;i&gt;Tróia&lt;/i&gt;. Cês sabem. A nova superprodução hollywoodiana cheia de medalhões chama-mulher, como Brad Pitt.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Só que a meu ver, me desculpem e me perdoem, o filme é uma porcaria de marca maior. Em vez de um épico hollywoodiano, como &lt;i&gt;Gladiador&lt;/i&gt;, o resultado é muito menos épico e muito mais hollywoodiano.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Tá, tá certo, não é uma porcaria de marca maior. Mas poderia ser um épico à &lt;i&gt;Gladiador&lt;/i&gt; (mesmo com Roma parecendo Nova Iorque).&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Antes de mais nada: desde quando Helena de Tróia é &lt;i&gt;loura&lt;/i&gt;?! Que eu saiba, só daí a vários séculos que os germânicos iam ter a mais vaga idéia de que &lt;i&gt;existia&lt;/i&gt; a Grécia, que dirá misturar seu sangue a eles. E, emuito embora os figurantes até sejam bem moreninhos, como convém a um povo do mar, de pescadores, comerciantes, pastores e demais atividades rurais, com é que os personagens princiapis vão ter aquela cara de anglo-saxões?!? O Eric Bana até que não ficou mau de Heitor, com aquela cara meio latinóide e a tez amorenada.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Como diria René: "Ri&lt;i&gt;dí&lt;/i&gt;culo!&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Como colocou o Java (conhecido pelo vulgo de Henrique), a luta de lanças entre Heitor e Aquiles é da molésta, as cenas de batalhas gerais não chegam a tanto, muito embora as (rápidas) lutas de Aquiles sejam interessantes. Outra baboseira cata-piolho é aquele absurdo de Aquiles decapitando a estátua de Apolo com um golpe de sua espada de BRONZE! Sim, porque a estátua, se fosse de pedra, madeira ou qualquer outra coisa diferente de isopor teria suportado aquele corte numa boa. Certo, certo, provavelmente Aquiles foi a primeira encarnação de Myamoto Musashi.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;E a tal da Breseida, que se eu bem recordo minha Ilíada, não é parente da família real troiana nem aqui nem no inferno. Entrou ali no bolo só pra deixar Aquiles como o galã da história. E o que SATANÁS aconteceu com a presença divina? Hollywood sanitizou o troço de uma maneira tal, que até a pobre da Cassandra, uma personagem principal (e importante) do texto, é retirada pra não ter o embaraço de ter que contar uma história que não seja "realista". E nesse negócio todo, acabaram colocando o pobre do Ulisses de escanteio, ficando o espertíssimo herói da Odisséia reduzido à categoria degradante de auxiliar de coadjuvante.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Realista? Pelo meu santo daime, A Ilíada é um texto mítico, tem tanta história ali quanto no papo do Bush de ir para o Iraque "procurar armas químicas". Tróia Existiu? COm certeza. Mas as coisa não foram exatamente como na Ilíada - ali o papo é lirismo, não história.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;O pior é o encaminhamento subliminar da coisa toda: uma orgulhosa e benevolente cidade-estado sendo atacada em seu orgulho por acudir uma exilada (ei, desde quando Helena seduziu Páris e QUIS fugir para Tróia? Ela não tinha sido sequestrada?) pelos bárbaros gregos com ímpetos imperialistas de anexar os pobres troianos. Troquem a espada de aquiles por um 747 e a estátua de Apolo pelo World Trade Center e vocês vão começar a ter uma idéia aproximada da coisa toda.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Mas teve uns momentos interessantes. No afã de tornar mais "realista" a narrativa, ficou bem resolvida a morte de Aquiles. No mito grego, o herói brutamontes só poderia ser ferido no calcanhar, por onde sua mãe o segurou ao banhá-lo no rio de onde ele ganhou sua suposta invulnerabilidade. E é exatamente onde ele leva a primeira flechada de Páris (que, segundo a tradição persa já embutida na Grécia, é um excelente arqueiro. Aliás, talvez ele deva algo por ter sido elfo, mas aí já é outro filme) no calcanhar, para que sua mobilidade seja reduzida, dando tempo ao arqueiro para um novo disparo mais certeiro e mais outro, e outro... O herói arranca as flechas e deixa apenas a do calcanhar, antes de morrer - as mais incômodas. Assim fica, para quem o encontrou, que ele só foi morto pela flecha no calcanhar, seu único ponto fraco.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Falando de uma maneira geral: foi divertido, mas poderia ter sido melhor. Se a direção e produção não estivessem tão preocupados em colocar mocinhos e bandidos no filme (Menelau e Agamenon têm uma índole digna de generais americanos no Vietnã), e se preocupassem mais em contar a história de uma guerra de 5 anos ao invés de uma que durou menos de um mês, eu teria ido assistir uma duas ou três sessões.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;É meio como Matriz Reloaded e Revolutions: pode ser que não cheguem nem aos pés do original, mas eu paguei com gosto para a segunda sessão de cada.&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6457087-108953116230565919?l=balaidegato.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://balaidegato.blogspot.com/feeds/108953116230565919/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6457087&amp;postID=108953116230565919&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6457087/posts/default/108953116230565919'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6457087/posts/default/108953116230565919'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://balaidegato.blogspot.com/2004/07/new-tria-cityou-homero-se-vira-no.html' title='New Tróia City&lt;br&gt;ou: Homero se vira no túmulo'/><author><name>Petras Furtado</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00958958741234293383</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-94DwVmOI2aE/TqDtk8dgmBI/AAAAAAAAACI/OpSKI025nTw/s220/Avatar%2B02.png'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6457087.post-108953089632566017</id><published>2004-07-11T04:07:00.000-03:00</published><updated>2004-07-11T04:28:16.326-03:00</updated><title type='text'>Payback is a bitch</title><content type='html'>&lt;p&gt;Para todos que pensaram que eu estava morto, meus sinceros sentimentos (ódio é um sentimento, certo?). Mas ainda não foi desta vez, malditos bastardos.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Da próxima vez, lembrem-se: o fio do detonador vai na &lt;i&gt;bateria&lt;/i&gt; do carro, e não no relé do acendedor do painel, já que o mesmo está quebrado desde épocas imemoriais, perdidas na história até mesmo de civilizações desaparecidas.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;So... long time don´t see, hum? O caso é que as coisas andaram meio complicadas ultimamente, mas de certa forma, também andaram melhorando: eu consegui alguns trabalhos, e enquanto aquele emprego mamata de meio expediente a dez mil reais por mês para administrar os horários das copeiras da secretaria de serviços gerais não sai, dá pra segurar as pontas.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Boas novas? Bom, Thati não vai mais precisar retirar a vesícula. É isso mesmo: como mágica, os cálculos migraram para o estômago, de onde jamais escaparão... com vida.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;As más é que seu cisto, originalmente do tamanho de um caroço de azeitona, que o médico esperava que fosse naturalmente absorvido pelo organismo, expandiu-se para um volume de 500ml, literalmente devorando cerca de 55% de seu pâncras no processo. Assim, ela não poderá mais fazer aquela confortável cirurgia laparatômica que faz duas pequenas inserções de três pontos cada, e terá que se confortar com uma cirurgia abre-costela padrão e ficar com uma bela de uma cicatriz longitudinal do meio dos seios até o umbigo. Adeus, fotos pra Playboy (e eu que sonhava com a grana do DVD especial com o &lt;i&gt;making of&lt;/i&gt; das fotos)...&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Sequela? bem, basicamente nenhuma, exceto pelo fato do pâncreas ter sido reduzido a menos da metade, ela não vai poder mais contar com a produção normal de enzimas para a digestão de gorduras saturadas e da sempre favorita insulina. Isso significa que adeus gordura, de uma maneira ampla e irrestrita, e adeus açúcar de uma maneira definitiva e completa.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Isso não é nada. O pior são os dois meses de recuperação. A operação deve ser no final de agosto, quando o cisto estará com uma cápsula de tecido mais grossa - e portanto, mais seguro de se manipular. O pior é que ele nem vai ser retirado (quer dizer, não, é como retirar o próprio pâncreas, do qual ele faz parte). O que a cirurgia fará é ligar o cisto ao estômago, de forma que todo o seu conteúdo será drenado para o suco gástrico, murchando e eventualmente sendo reabsorvido pelo corpo. Estripulia de novo, só no final de novembro.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Uma pena que, diferente do fígado, o pâncreas não se regenera. Maldito amador.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Assim, a vida continua, e nossas vidas terão que sofrer uma mudança de rumo gastronômico súbita e completa. Bom, pelo menos é saudável. Ou pelo menos é o que eu tento me convencer todo dia, quando vejo aquelas MALDITAS propagandas de fast-food e de frituras da Sadia.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Maldita TV.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Enfim. Estou de volta. Estamos todos de volta.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Todos nós dois, mais as cachorras.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Seja o que Deus quiser, e é melhor que ele queira, porque senão eu não vou descansar até encontrar um bueiro grande o bastante...&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6457087-108953089632566017?l=balaidegato.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://balaidegato.blogspot.com/feeds/108953089632566017/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6457087&amp;postID=108953089632566017&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6457087/posts/default/108953089632566017'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6457087/posts/default/108953089632566017'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://balaidegato.blogspot.com/2004/07/payback-is-bitch.html' title='Payback is a bitch'/><author><name>Petras Furtado</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00958958741234293383</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-94DwVmOI2aE/TqDtk8dgmBI/AAAAAAAAACI/OpSKI025nTw/s220/Avatar%2B02.png'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6457087.post-108775635066699405</id><published>2004-06-20T14:04:00.000-03:00</published><updated>2004-06-20T15:32:30.666-03:00</updated><title type='text'>...no blog dos outros é refresco, parte 2: O Retorno do Reiado</title><content type='html'>&lt;p&gt;Como já faz algum tempo que eu não visitava o blog dos amigos, (0no melhor dos sentidos possível, seja ele qual for), devido à faculdade e ao (pouco) trabalho, resolvi tirar a tarde para fazê-lo, e também tecer comentários variados sobre os estados dos posts atuais - vocês já conhecem a fórmula. Vamos lá:&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;O Java - que alguns conhecem como Henrique - andou postando umas mensagens curtas, e como de praxe, devido ao seu curto tempo de empresários, esparsas. Mas seu maior mérito é ter reativado o blog da Irmandade e fazer colocações cotidianas, simples e acertadíssimas. Vale conferir.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Yuri continua no equilíbrio entre o desespero total diante da barbárie que assola o mundo, suas impressões sobre o declínio da realidade cultural e arquetípica e poemas açucarados meia-boca (como são todos os poemas de amor) para vocês-sabem-quem (como se ninguém soubesse).&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Lucy mantém sua fase rebelde-pero-no-mucho, insatisfeita com os contrastes entre a realidade social e a possibilidade concreta de alegria garantida a curto prazo. Embora eu discorde dela em alguns pontos de natureza política, eu abençôo sua força de vontade e de sonhar.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Parece que o mundo e as coisas do mundo não estão sendo favoráveis ao Mallen. Espero que mudem, mas a situação anda tão barra-pesada pra todo mundo, que nem cachorro a grito a gente mata mais, porque tá dose encontrar cachorro. felizmente, ESSE não é um problema para o Mallen, com seu zoológico canino particular.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Destaques da casa do caralho (Beto) são as recentes fotos de safadeza e sacanagem do mesmo, em especial lembrando da sua lista de valores femininos e de propagandas inusitadas e (assustadoramente) verídicas&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Bem, por enquanto é só: tenho que dar um jeito no computador da minha madrasta e ir visitar minha cara-metade!&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6457087-108775635066699405?l=balaidegato.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://balaidegato.blogspot.com/feeds/108775635066699405/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6457087&amp;postID=108775635066699405&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6457087/posts/default/108775635066699405'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6457087/posts/default/108775635066699405'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://balaidegato.blogspot.com/2004/06/no-blog-dos-outros-refresco-parte-2-o.html' title='...no blog dos outros é refresco, parte 2: O Retorno do Reiado'/><author><name>Petras Furtado</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00958958741234293383</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-94DwVmOI2aE/TqDtk8dgmBI/AAAAAAAAACI/OpSKI025nTw/s220/Avatar%2B02.png'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6457087.post-108758446840678239</id><published>2004-06-18T15:46:00.001-03:00</published><updated>2004-06-18T15:47:48.406-03:00</updated><title type='text'>Uma noite de Horroresou: Porque eu odeio dar caronas</title><content type='html'>&lt;p&gt;Há uma semana atrás (ou talvez menos - a memória é uma daquelas coisa com prazo de validade incerto), eu e Thati fomos assistir &lt;i&gt;Harry Potter e o Prisioneiro de Azkaban&lt;/i&gt;, que a princípio pode parecer uma versão Tim Hunter de &lt;i&gt;Carandirú&lt;/i&gt;, mas não é. Divertido, e um bocado mais sombrio do que os dois anteriores - embora pareça que os produtores não tivessem se decidido se o filme seria inteiramente infantil ou não -, sua maior virtude foi ter me feito perder a sessão das 17:00h, esgotada até a máxima acepção do termo, e obrigado-me a assistir a das 19:45h.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Até aí tudo bem. Tive tempo de tomar um &lt;i&gt;capuccino&lt;/i&gt; e comprar uns livros na A.S. Bookshop &amp; Coffeeshop Inc., Minha surpresa foi, unicamente, encontrar Gabriel, D. Jô, Yuri e Henrique no Praia Shopping durante o mesmo horário. Surpresa, pois achávamos que iam na sessão anterior. Bom, para reduzir o &lt;i&gt;imbroglio&lt;/i&gt;, o Gabriel fez a misaelada de atrasar-se e fazer todos perderem a sessão das 19:45h e todas as outras depois dela, pois já estavam esgotadas. E olha que era na única sala com versão legendada.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Posso até imaginar os pais cansados, com a paciência por um fio, contemplando o horror de não encontrar sessões dubladas para seus insuportáveis bebês chorões estilo "eu quero e eu quero &lt;i&gt;agora&lt;/i&gt;" pedindo para ler as legendas. felizmente, não houve nenhum na &lt;i&gt;nossa&lt;/i&gt; sessão. Só um par de projetos de nerd citando os nomes completos dos personagens principais e secundários à medida em que apareciam e comentando as discrepâncias do filme para com o livro que lhe deu origem. Deve haver algo que leve um homem mais facilmente e rapidamente ao infanticídio, mas francamente, eu não me importo em saber o que é. Pena que o Código de proteção à criança e ao adolescente tenha tão poucas brechas legais.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Enfim: isso não foi importante. O importante foi no feriado de quinta-feira, &lt;i&gt;Corpus Christi&lt;/i&gt;, um feriado interessantíssimo, em especial pelo fato de que é um feriado cristão, católico e que afeta todos os brasileiros, sejam ou não cristãos e/ou católicos. Curioso, né? Mas novamente, enfim: nos reunimos quase todos, Eduardo, Denise, duas amigas da Denise (eu suponho), Java - também conhecido pelo apelido de Henrique, Yuri, o nosso saudoso Pablo - que apesar do saudoso, &lt;i&gt;ainda&lt;/i&gt; não morreu, Neílson - o nosso bom e velho colega (e que eu cito em especial aqui, pois ele andou reclamando de não ter sido citado em um post anterior, de natureza extremamente saudosista. Pronto, está satisfeito? Gastei uns bons bytes com você). Ah, sim: Gabriel e D. Jô estavam também em nossa companhia.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Muito embora o parágrafo anterior pareça texto de J. Epifânio (alguém aí ainda se lembra?), eu gostaria de ressaltar que desejo veementemente jamais ver uma briga de casal entre Gabriel e D. Jô. porque quando um casal de amigos briga, você pode simplesmente virar o rosto de lado, e cantarolar a marcha eslava de Mozart, fingindo que nada está acontecendo. Mas quando o casal em questão é formado por faixas-preta de Aikido, Jiu-Jitsu, Kendo, Boxe Tailandês e Porrinha Coreana (não pergunte e eu não explico), isso não basta. É necessário se afastar umas boas dezenas de metros para evitar qualquer golpe perdido ou movimento marcial mais amplo, que geralmente é de natureza letal. Ora, se minha bem-amada Thatiane, sem nenhum treinamento formal em artes marciais, pode fazer daquela panela de pressão inox de 15 litros que eu lhe dei de presente no dia dos namorados, uma poderosa e letal (e também elegante) arma de curto e médio alcance, que dirá os saleiros, repositórios de maionese e ketchup e posrta-guardanapos da lanchonete onde estávamos. Enfim, é coisa de envergonhar coreógrafo de Matrix.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Mas não era disso que eu queria falar. Depois de assustadoramente termos encontrado o bom e velho Leandro (saindo do nada como um fantasma - e a metáfora não poderia ser melhor usada) e sua (suposta) namorada (que, surpreendentemente, já foi minha aluna), nós nos separamos, e eu fiquei com a inglória tarefa de dar carona a Pablo, Neílson, Henrique e Yuri.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Imaginem: tem três gordos (eu, Thati e Java), um quase-magro (yuri tem que engordar dezoito quilos para ser magro), um sei-lá-quase-gordo, que é o Neílson e o Pablo, que é o Pablo. Todos tentando caber dentro de um Uno, que é uma versão &lt;i&gt;Big Mac&lt;/i&gt; do Fiat 147, pesadelo de proprietários e alegria da assistência técnica autorizada. Para tornar as coisa mais simples, alguém teve que ir no colo de alguém durante o percurso até a parada de ônibus mais próxima, onde eu despejaria Neílson, Pablo e Yuri. Chegando no local, depois de &lt;i&gt;muita&lt;/i&gt; balbúrdia, os três descem, e Neílson decide que seria melhor se eu o deixasse um pouco mais adiante.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;O imbecil aqui aceita, e &lt;i&gt;todos&lt;/i&gt; voltam ao carro (cedeu pra um, cede pra todos), o que rendeu alguns minutos de riso incontido (histérico, vale lembrar), e novo esforço de caber aquele magote de formas de vida (recuso-me a chamá-los de gente) no banco de trás.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Concluindo: deixei quase todo mundo em casa, meus pneus sofreram um avanço na sua calvície e a suspensão jamais será a mesma. Mas foi divertido - tanto quanto saber que você tem um tumor maligno inoperável no cérebro, no mesmo dia em que encontrou sua esposa e seu melhor amigo praticando o doce esporte nacional (não, &lt;i&gt;não&lt;/i&gt; é futebol) na mesma cama onde seus filhos foram concebidos (e aí você começa a se perguntar se são seus mesmo, ou se a semelhança deles com o padeiro, o leiteiro, o entregador de pizza e o moço da Sky é &lt;i&gt;realmente&lt;/i&gt; mera coincidência).&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;A única coisa boa disso tudo é que eu peguei os 100 CDs do Pablo com trocentos &lt;i&gt;animes&lt;/i&gt; para gravar e selecionar na tranquilidade do lar.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;&lt;i&gt;Alguma coisa&lt;/i&gt; tinha que dar certo.&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6457087-108758446840678239?l=balaidegato.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://balaidegato.blogspot.com/feeds/108758446840678239/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6457087&amp;postID=108758446840678239&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6457087/posts/default/108758446840678239'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6457087/posts/default/108758446840678239'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://balaidegato.blogspot.com/2004/06/uma-noite-de-horroresou-porque-eu.html' title='Uma noite de Horrores&lt;br&gt;ou: Porque eu odeio dar caronas'/><author><name>Petras Furtado</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00958958741234293383</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-94DwVmOI2aE/TqDtk8dgmBI/AAAAAAAAACI/OpSKI025nTw/s220/Avatar%2B02.png'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6457087.post-108663435935136222</id><published>2004-06-07T15:48:00.000-03:00</published><updated>2004-06-07T15:52:39.350-03:00</updated><title type='text'>Sobre homens e mouses</title><content type='html'>&lt;p&gt;Ontem eu fui bater no &lt;i&gt;blog&lt;/i&gt; do dudu, o &lt;a href= http://www.dulldu.blogspot.com target=_blank&gt;Dulldu&lt;/a&gt;, a convite de nossa querida-em-comum Denise (embora, obviamente, ela seja mais querida do Eduardo, claro), e dei com aquele texto madrugador de obviedade lógica-sem-sentido que só nerd entende e - feliz ou infelizmente - só nerd pode apreciar.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Sim, porque ser nerd é uma coisa engraçada - e eu &lt;i&gt;realmente&lt;/i&gt; preciso deixar de usar esse "engraçado", porque senão ele vai acabar ficando como o "basicamente" do Misael: um clichê gasto, que a gente até se assusta, quando ele não pronuncia um a cada três palavras.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Mas como eu dizia - ser nerd é como ser Newton na boca de Virgílio, mas trocando Newton por Will Eisner e Virgílio por Quentin Tarantino. A gente vive num mundo de absoluta abstração. Onde as coisas, as idéias e a realidade se misturam em um caldo de conceitos e concretudes pior do que caldo da caridade com muita farinha. Tem conteúdo, claro, E tem forma, com certeza, mas tudo mesclado com um senso pessoal de ridículo e de que o acadêmico é válido apenas enquanto é funcional.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Ficou claro? Não? Então me desculpe, mas você não é nerd, nem namorado(a) de nerd. Está perdendo seu tempo e gastando minha preciosa largura de banda. Xô. Vá comer acesso de um outro blog. O do Sérgio Mallandro, por exemplo. Ou do Ratinho, sei lá.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;A gente é assim mesmo - divide a humanidade entre homens e deuses, e adivinha em que pedestal a gente fica? Não é que não entendamos o papel do mito industrial em nossas vidas, ou sua relevância de motivador dos nossos despertos sonhos febris, mas é tão difícil encontrar uma parceria de pessoas sem rumo certo como nós, que quando o fazemos, agarramos como a proverbial bóia de salvação, como se nossas vidas fossem uma eterna deriva em mar revolto, apreciando cada onda leviatã com gritos de "mais uma!"&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;É por isso que nerd é pegajoso, insuportável, asqueroso, genioso e adorável (nossas namorada, esposas e amigadas que o digam - vão arrumar um melhor, vão!).&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Quem mais vai elaborar aquelas metáforas profundas sobre a realidade repletas de humor de botequim? Quem vai integrar novela das oito com a crise do petróleo em uma piada que só quem tem PHD em economia transnacional vai entender?&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;i&gt;
we few&lt;br&gt;
we brave few&lt;br&gt;
we band of brothers&lt;/i&gt;&lt;p&gt;

&lt;p&gt;Como se gritássemos, acordando das profundezas de um sonhos, incertos se aquele retângulo branco e luminoso piscando insistentemente à nossa frente é apenas o cursor do sistema operacional em modo de comando ou a porta das percepções se abrindo a olhos vistos, como William Blake renascido em plena era da informação.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Nós somos assim.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;&lt;i&gt;
Oh, I could be&lt;br&gt;
prisioner in a nutshell&lt;br&gt;
and count myself&lt;br&gt;
as emperor of&lt;br&gt;
an infinite space,&lt;br&gt;
were not for my dreams.&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;(como se despertássemos e o mundo estivesse no seu fim, acabando em fogo ou gelo ou goiabada - o que fosse mais irônico ou mortal: meu voto vai pra goiabada)&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6457087-108663435935136222?l=balaidegato.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://balaidegato.blogspot.com/feeds/108663435935136222/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6457087&amp;postID=108663435935136222&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6457087/posts/default/108663435935136222'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6457087/posts/default/108663435935136222'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://balaidegato.blogspot.com/2004/06/sobre-homens-e-mouses.html' title='Sobre homens e mouses'/><author><name>Petras Furtado</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00958958741234293383</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-94DwVmOI2aE/TqDtk8dgmBI/AAAAAAAAACI/OpSKI025nTw/s220/Avatar%2B02.png'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6457087.post-108663408786738966</id><published>2004-06-07T15:45:00.000-03:00</published><updated>2004-06-07T15:48:07.866-03:00</updated><title type='text'>Vidas randômicas</title><content type='html'>&lt;p&gt;É engraçado (eu tenho que me livrar deste termo - vai acabar ficando igual ao "basicamente" do Misael) como as coisas - e as pessoas em minha vida chegam de maneira tão inesperada e tão óbvia.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Com isso eu quero dizer que as pessoas à minha volta, aquelas que estão próximas, aquelas distantes apenas pela espaço entre nós, e aquelas cujos caminhos não cruzam mais os meus, e que me deixam imaginando quando irão fazê-lo.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Embora eu pareça um tanto triste neste início de texto, não me entendam mal (e eu já posso ouvir Elvis Costello solfejando &lt;i&gt;oh, God, please, don´t let me be misunderstood&lt;/i&gt;), não confundam nostalgia com melancolia - são dois estados de espírito bem diferentes. Embora às vezes eu me detenha contemplativo, como quem olha o vazio por tempo demais, não há tristeza ali, coisa que nos últimos dois meses - apesar do tumulto que tem atingido minha vida em Mach 5.8 - eu não tenho sentido. Mas às vezes vejo às minhas costas as lembranças de dias passados, e destes dias, eu conservo bem a memória. Pois de tudo que eles me deram, é o que eu fiz deles, e é o que sou.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;E uma boa parte do que conservo destes dias, destes inomináveis e inolvidáveis dias, o que me restam, além das lembranças, sejam elas quais forem, são minhas amizades, e não posso associar outra coisa a elas que não seja boa.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Como meus amigos da "velha guarda - Neni, André, Wagner (nem sempre um favorito de todos, ou aliás, não creio que eu deveria usar a palavra favorito aqui, mas dane-se, amizades não estão sujeitas a esse tipo de avaliação - a gente não gosta dos amigos porque são perfeitos: gosta-se porque são amigos e pronto) e Betho-san. Misael, também, entre o velhos (e sem piadas aqui, já houve mais do que o bastante, e eu temo que talvez um dia as tenhamos esgotado).&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;E tudo isso começa em um pátio da ETFRN.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;É um pouco como se a velha escola fosse um magneto que atraiu não a nós, mas uns aos outros - se é que estou sendo claro. Muitas das caras amizades que mantenho começaram, direta, ou indiretamente, a partir dali: Wagner (nosso saudoso amigo nas terras austrálicas), Henrique, Mallen, Yuri, Pinto (Ricardo e Henrique) e Cláudio (que parte para as terras do Norte). E curioso como dentro dos muros da mesma escola vieram os laços com amigos como os Vandersteens, que apesar de milhas de asfalto, cidades e linhas telefônicas, continuam a nos aparecer, como que lembrando que a distãncia não é um muro.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;É curioso lembrar como esses amigos se interligam em uma teia de conexões que nunca entendi bem, como alguns deles se tornaram companheiros de trabalho, amigos, irmãos e amantes uns dos outros.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;De que maneira alguém iria imaginar a priminha do Wagner tornando-se a bem-querida do Dudu? Ou Eduardo e Misael trabalhando juntos (e por duas ocasiões!), ou mesmo o nosso saudoso e lembrado (embora eu tenha soado mais funesto que gostaria neste "saudoso") Cláudio trazendo Pablo, que seria outra adição ao nosso círculo já tão complexo de amizades? Não vou nem falar da minha querida cara-metade, cuja amizade de longos anos com a esposa de Misael a trouxe para perto de mim.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;E as pessoas não param de me surpreender - ora, que diabos, &lt;i&gt;eu mesmo&lt;/i&gt; não paro de me surpreender, passando por sobre minhas próprias incapacidades e pequenos desastres recentes, dando a volta por cima e sacudindo a poeira.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Há coisas em minha vida que não gosto - algumas eu mudo, outras eu aceito, com a sabedoria que a experiência e a paciência vão me emprestando, ao longo de cada minuto, de cada dia e de cada ano. Mas se há algo que recebo, sem mudar ou ter que usar o sacrossanto sacrifício de aceitar, são minhas amizades.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;E, meninos e meninas, nas minhas horas mais difíceis, quando o mundo me quer de joelhos à sua frente, eu o faço com um secreto sorriso nos lábios. Porquê todos os problemas, todas as incongruências, tudo o que me afronta empalidece quando confrontado com a inegável alegria de encontrar meus amigos, mesmo aqueles separados pelos anos ou pela distãncia, que eu sei, não são grilhões nem muros entre nós.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O mundo nunca deixa de me surpreender.&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6457087-108663408786738966?l=balaidegato.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://balaidegato.blogspot.com/feeds/108663408786738966/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6457087&amp;postID=108663408786738966&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6457087/posts/default/108663408786738966'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6457087/posts/default/108663408786738966'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://balaidegato.blogspot.com/2004/06/vidas-randmicas.html' title='Vidas randômicas'/><author><name>Petras Furtado</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00958958741234293383</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-94DwVmOI2aE/TqDtk8dgmBI/AAAAAAAAACI/OpSKI025nTw/s220/Avatar%2B02.png'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6457087.post-108605879686866897</id><published>2004-05-31T23:25:00.000-03:00</published><updated>2004-05-31T23:59:56.866-03:00</updated><title type='text'>As vinhas da ira e seu sumo destilado</title><content type='html'>&lt;p&gt;A Denise me aviou que o Carlão postou resposta em sua coluna sobre meu mal-estar de uma coluna passada, onde ele misturava Humberto Eco e Jacques Bergier com o apóstata herético do Von Daniken.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Carlão é um daqueles caras quem eu gostaria de conversar em frente a um copo de chope: leva uma dura no meio dos ovos e responde na paz, na tranquilidade de quem sabe seu trabalho bem-feito. Bem que o velho amigo Gustavo de Castro me apontou no caminho certo. Só errou meu nome: Petras, não Petra. Mas deixa pra lá. Se eu me chamasse Flagemíglio (como registra Stanislaw Ponte Preta), seria muito pior.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Só uma questão, e aí não tem muito o que achar ruim - a palavra escrita não permite interação a não ser com o vazio de si mesmo, ecoando sua própria voz em articulações desconexas -, a questão é que eu &lt;i&gt;não&lt;/i&gt; o achei preconceituoso ou mal-informado.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Só que ele usou (até aí eu não sabia sobre seu embasamento teórico no caso) de um termo de comparação entre coisas que &lt;i&gt;não&lt;/i&gt; têm comparação, como Eco e Daniken (que eu interpretei como falta de informações mais aprofundadas) e jogou no texto a idéia de felicidade &lt;i&gt;versus&lt;/i&gt; acúmulo de bens materiais sob a ótica de uma ideologia bem comum (que novamente, eu interpretei como outra coisa, no caso, um pré-conceito - o que não faz dele preconceituoso, ou seja, não é um hábito).&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;O caso é o seguinte, prezadíssimo Carlão: nem preconceituoso nem desinformado - muito pelo contrário. Quem escreve o que você escreve, e &lt;i&gt;como&lt;/i&gt; você escreve, não é uma coisa nem outra. Mas o deslize é uma abençoada habilidade humana que nos faz mais humanos que a divina utopia da perfeição preconiza. O bom de quando a gente escorrega, topa no verbo, no conceito, na idéia, é que a gente aprende com isso. Eu, por exemplo, aprendi a ser um pouquinho mais complacente com gente que eu gosto de ler.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;E tem razão: escrever pra jornal é coisa que eu não desejo pra meu pior inimigo, em especial porque provavelmente é o destino deste formando em Jornalismo.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Enfim, não há ira, exceto aquela contra a ignorância e a estupidez (e porque não, a cupidez) humana, coisas que nos separam daquele frágil verniz de civilização que a tanto custo tentamos manter.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Valeu a lembrança do  Farenheit 451, do mestre lírico da FC Ray Bradbury, que é a exceção curiosa de um filme ser melhor que o livro a quem deve a origem. O filme de Truffault leva o título às suas últimas consequências e desenvolve um lado humano que a página impressa não possuía. Spielberg como diretor de uma nova versão? Prefiro Kubrick. Mas pensando melhor, a alma de um Fellini renascido no carne de Alan Parker daria ao filme a dimensão humana e social necessária para apreciar-se em som e imagem a força literária de um velho e notável mestre como Bradbury.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;E, ainda citando Carlão, a atual invasão do Iraque me lembra a vampiresca invasão de países pobres por reis inimigos, as cruzadas cristãs levando a devastação aos pagãos de Alá sobre as asas de helicópteros anti-tanque e bombardeiros invisíveis. Em certos aspectos, parece que não mudamos nada nos últimos mil anos.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;E nem Ginsberg e nem Burroughs, em seus delírios narcóticos aos abismos da alma humana puderam sonhar o dia em que a nação que se arvora como a terra da liberdade pudesse abrir fogo, abertamente, contra mulheres e crianças em frente à TV, como se dissessem:&lt;/p&gt;

&lt;blockquote&gt;
&lt;p&gt;&lt;i&gt;De tempos em tempos&lt;br&gt;
a árvore da liberdade&lt;br&gt;
precisa ser regada&lt;br&gt;
com o sangue de tiranos.
&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6457087-108605879686866897?l=balaidegato.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://balaidegato.blogspot.com/feeds/108605879686866897/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6457087&amp;postID=108605879686866897&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6457087/posts/default/108605879686866897'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6457087/posts/default/108605879686866897'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://balaidegato.blogspot.com/2004/05/as-vinhas-da-ira-e-seu-sumo-destilado.html' title='As vinhas da ira e seu sumo destilado'/><author><name>Petras Furtado</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00958958741234293383</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-94DwVmOI2aE/TqDtk8dgmBI/AAAAAAAAACI/OpSKI025nTw/s220/Avatar%2B02.png'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6457087.post-108602628333450738</id><published>2004-05-31T14:54:00.000-03:00</published><updated>2004-05-31T14:58:03.333-03:00</updated><title type='text'>Morte por TPM</title><content type='html'>&lt;p&gt;Não, este não é um longo e acadêmico texto sobre a TPM e o perigo que ele acarreta para a porção masculina da humanidade. É só para mostrar esse gif animado que eu achei no UOL.&lt;/p&gt;
&lt;p align=center&gt;&lt;img src=http://cts.i.uol.com.br/tpm/clemente/5_g.gif&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Bonitinho, né? Agora, pra não ficar sem falar mal de nada nem de ninguém, é engraçado como toda vez que eu lembro de TPM, sem nenhuma razão ou conexão aparente, a imagem de Denise vem à minha mente...&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6457087-108602628333450738?l=balaidegato.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://balaidegato.blogspot.com/feeds/108602628333450738/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6457087&amp;postID=108602628333450738&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6457087/posts/default/108602628333450738'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6457087/posts/default/108602628333450738'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://balaidegato.blogspot.com/2004/05/morte-por-tpm.html' title='Morte por TPM'/><author><name>Petras Furtado</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00958958741234293383</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-94DwVmOI2aE/TqDtk8dgmBI/AAAAAAAAACI/OpSKI025nTw/s220/Avatar%2B02.png'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6457087.post-108596777748880037</id><published>2004-05-30T22:21:00.000-03:00</published><updated>2004-05-30T22:42:57.486-03:00</updated><title type='text'>Catástrofe à americana</title><content type='html'>&lt;p&gt;Eu e Thatiane acabamos de assistir o cine-catástrofe norte-americano &lt;i&gt;O Dia Depois de Amanhã&lt;/i&gt;, que embora não seja nada profundo (direção de Roland Emmerich - o que é que se podia esperar do homem de &lt;i&gt;Independence Day/ID4&lt;/i&gt;?), tem dois conceitos interessantes.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;O tema principal é uma nova era glacial, iniciada pelo descontrole polucional (olha que neologismo modernoso!) da civilização moderna. Isso resulta em padrões climáticos enlouquecidos, que como sempre, se concentram nos Estados Unidos - bom, pelo menos é só onde mostram a desgraça maior. Pra não dizer que não tem nada crítico no filme, mostra o Arqueoclimatólogo (já sei o que quero ser quando crescer!) interpretado por Dennis Quaid, avisando o vice-presidente norte-americano sobre a possibilidade de uma transformação brutal do clima em menos de 100 anos. O bisonho vice responde com uma interjeição a lá Bush, reclamando que os acordos de Kyoto já custaram muito dinheiro ao complexo industrial do mundo, e que ninguém ia se dar ao trabalho de mudar seus processos produtivos só porque um cientista qualquer está berrando "lobo". Puro clichê, eu bem sei, mas acertado.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;A coisa fica divertida quando descobrem que as predições do cientista estavam erradas apenas em um ponto - a coisa toda não tomaria lugar em 100 anos, mas em 100 horas.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Bem, mais ou menos - 10 dias.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;As cenas de destruição massiva são maravilhosas, coisa bíblica mesmo. Los angeles sendo liquidificada por cinco furacões simultãneos, arrancando prédios inteiros de suas fundações. Nova Iorque engolida por uma onda ciclópica (pra não esquecer Lovecraft) de água enregelante, deixando a estátua da liberdade com água até o sutiã. E rapaz, aqueles três furacões de nível titânico, três monstruosas massas de nuvens circundando TODO o hemisfério Norte, pouco acima do Trópico de Câncer (ou seria de Capricórnio?), hein? Olha, é um negócio de encher os olhos.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;O segundo ponto crítico interessante é a massa de americanos fugindo para o único local no continente norte-americano que não foi pesadamente afetado - o México. Migração inversa. E não é que os mexicanos barram os caras?&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Eu quase tenho um troço de tanto rir.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Eu sempre gostei de cine-catástrofe, seja catástrofe natural ou provocada pelo homem: &lt;i&gt;Inferno na Torre&lt;/i&gt;, &lt;i&gt;Meteoro&lt;/i&gt;, &lt;i&gt;Volcano&lt;/i&gt;, &lt;i&gt;Tubarão&lt;/i&gt;, &lt;i&gt;Godzilla&lt;/i&gt;... Se tiver quantidades absurdas de gente do primeiro mundo morrendo de maneira espetacular eu tô nessa.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;De qualquer maneira: um filmeco razoável, que vale a pena ver se você curte efeitos especiais e a beleza da destruição ampla e desenfreada. Pra mim é uma beleza, embora não tenha muito pra ocupar o cérebro (na verdade, quase nada). Os olhos, por outro lado...&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Enfim: na quarta-feira eu vou de &lt;i&gt;Van Helsing&lt;/i&gt; A Vanessa e o Beto falaram tão mal dele que só pode ser bom. Vamos ver.&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6457087-108596777748880037?l=balaidegato.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://balaidegato.blogspot.com/feeds/108596777748880037/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6457087&amp;postID=108596777748880037&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6457087/posts/default/108596777748880037'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6457087/posts/default/108596777748880037'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://balaidegato.blogspot.com/2004/05/catstrofe-americana.html' title='Catástrofe à americana'/><author><name>Petras Furtado</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00958958741234293383</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-94DwVmOI2aE/TqDtk8dgmBI/AAAAAAAAACI/OpSKI025nTw/s220/Avatar%2B02.png'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6457087.post-108537352075206671</id><published>2004-05-24T01:32:00.000-03:00</published><updated>2004-05-24T01:38:40.753-03:00</updated><title type='text'>Sonhares</title><content type='html'>&lt;p&gt;Há muito tempo que eu sonho, e boa parte dos meus sonhos são estranhas realidades entremeadas de detalhes cotidianos que parecem fazer a narrativa mesclar-se com a realidade - me dando às vezes, ao despertar, a impressão de que acordo apenas para uma continuação do sonho, como se o mundo concreto fosse apenas um sequência, uma parte II - a vingança - da minha vida neste outro mundo sem vigília.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;E como Neo ou Alice, eu sigo sem hesitar o apressado e lépido coelho branco em seu mergulho no subconsciente, sem olhar para trás e sem fechar os olhos.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Espero que vocês gostem destes quatro momentos sem sem sentido.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;


&lt;p&gt;&lt;span style=font-size:14pt&gt;Sou um homem da lei. Não exatamente&lt;/span&gt; um policial, mas um homem da lei. Vivo em um mundo diferente, entulhado por sufocante tecnologia, e ainda assim, um mundo em permanente retrocesso no que se refere a muitos hábitos e costumes. Sou também habituado a resolver casos estranhos, incomuns. Mas não tão estranhos quanto o que me ocorreu hoje.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Estávamos em um enterro, ou pelo menos é assim que me parece: uma noite (ou final de dia) extremamente escur(o)a, conosco em volta de um gramado e uma cova aberta, onde um corpo é depositado. O que ocorre é súbito e nos traz quase o pânico: Uma mulher, disparando algo fino, brilhantemente luminoso e cáustico contra o que repousava na cova - que surpreendentemente, ergue-se e gira de lado, evitando o disparo. Inicia-se a tempestade. De início, penso que conheço a mulher. Mas não: é apenas uma semelhança aguda com uma das policiais, uma ruiva de grandes cabelos revoltos que procura sacar sua arma, três metros à minha esquerda, um tanto confusa.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Os dois combatentes fazem coisas que mesmo nossa quase mágica ciência não alcança. Mergulham na terra, disparam grandes jatos de luz um sobre o outro, movimentos suaves que fazem a terra tremer e o céu tomar formas ameaçadoras. Finalmente, quando tomamos (ou pensamos que tomamos) controle, eles desaparecem. O pressuposto cadáver entranha-se na terra e a mulher some como se por uma fresta no ar.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;É mais tarde e estou no meu apartamento, um enorme cômodo quase no topo de um arranha-céu: aqui, tudo lembra madeira e tempos passados. Outros colegas meus estão aqui, me esperando: um técnico legista, outro policial; alguém como eu, um Marshall, que é como eles chamam, creio. E a ruiva. Não estou certo de lembrar seus nomes, embora saiba que os conheço, pois sei pequenas coisas de cada um e lembro de momentos juntos.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Um deles me mostra um filme-sensor da mulher, no momento em que desaparece. O equipamento, similar a um microscópio, só conseguiu as imagens porque ele havia deixado o sensor do seu carro ligado, sem querer, quando fora ao enterro (ou seja lá o que for). Mostra uma mulher entrando em algum lugar no ar. Mexo e giro os controles, até diminuir a velocidade do filme por um fator enorme e descubro mais uma coisa.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;- Venha cá. Dê uma olhada nisso - digo.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;E ele encontra a mulher, vista pelos penetrantes raios-x, no meio de nada, coberta por um manto de entropia, colocando uma estranhíssima máscara, um momento antes de esvanecer-se.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;- E o corpo? - pergunto.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;"Desaparecido", responde o técnico. A câmera encontrou, no início, um instantâneo dele penetrando no chão como se fosse água, mas depois...&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Toca a campainha. Minha vizinha, uma bela, embora um tanto desmiolada loura, pergunta se eu não tenho uma lâmpada para emprestar, pois a dela queimou. Estende-me uma lâmpada de vidro branco em uma das mãos delicadas. Trago-lhe uma lâmpada nova, da gaveta da sala, e não sei porque, fico com a velha, e as mais estranhas associações vêm à minha mente, como se naquela lâmpada residisse alguma solução para o caso, como se ali...&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Não levo meu raciocínio adiante. Sou interrompido pelos meus colegas. temos que sair.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;As coisas se tornam um pouco confusas depois, e quando tomo consciência de novo, estou na casa de meu pai: uma monstruosamente luxuosa cobertura, que possui inclusive um pequeno oceano, com focas geneticamente criadas para viver ali. No jardim (um bosque em miniatura, onde eu caminho lentamente, lembrando de minha juventude) está havendo algum tipo de festa, e eu afasto-me dela, até que ouço o indistinguível grito de pavor de uma mulher. Corro para o local da festa, sacando minha arma. É um homem gordo, extremamente forte, vestido com um traje para invasão e boné, com densos óculos escuros.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Ele saca uma pistola com mira laser e luneta, mas eu consigo, de alguma forma, arrancá-la longe com um golpe. Lutamos, pois minha pistola está sem munição (esqueci de carregá-la depois do estranho evento no cemitério). Consigo quase sobrepujá-lo, mas ele acaba conseguindo escapar, saltando para uma corda pendendo da borda do jardim, caindo pelos quilômetros do prédio e prendendo a corda ao equipamento do seu traje, detendo a queda e nela desaparecendo.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Mais tarde, após a festa terminar, estamos apenas eu, meu pai, meus dois colegas e a ruiva na casa, bebendo e conversando. Eu tenho uma estranha sensação sobre os eventos de hoje. Meu pai não tem a menor idéia de quem seja o homem, mas sendo ele uma das pessoas mais ricas da cidade, ele crê que seja um ladrão. Não tenho a mesma opinião. Com o meu martini, perambulo pela casa, deixando todos conversando na varanda que dá para o pequeno oceano artificial da sacada, da borda da qual se vê toda a cidade.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Entro em uma das salas. Pequena e aconchegante, com poltronas, uma mesa de centro e um armário. Há uma lâmpada em uma das gavetas abertas. Algo está querendo me ser dito.&lt;/p&gt;

&lt;p align=center&gt;. . . . . . . . .&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;&lt;span style=font-size:14pt&gt;Não sei bem porque, mas estamos&lt;/span&gt; em Zurique, eu e minha mulher, juntamente com um grupo de amigos. Moramos em uma grande casa de três andares,em um bairro próximo do mar. O frio nos traz uma lembrança de algo que procuramos à noite.
&lt;p&gt;Há um momento em que estou jogando, furioso, um livro aos pés de um amigo meu, gritando-lhe que tudo ali é verdade. Ele olha para baixo, a capa cobrindo seus sapatos, mostrando a foto de uma rosa sobre mármore negro-esverdeado. Em letras vermelhas, acima da rosa, a palavra VAMPIRE.
&lt;p&gt;- É tudo verdade - digo eu, novamente, as minhas roupas encharcadas deixando escorrer poças sobre o carpete, umedecendo o chão com água salgada. Afasto uma mecha de cabelos molhados da minha cara e inacreditavelmente estremeço, não do banho recente a trinta graus negativos, não das roupas molhadas com água quase em ponto de congelamento, mas do motivo que me faz não sentir frio, que me faz sentir fome ao ver o sangue pulsando no interior das pessoas à minha volta, aspirar seu cheiro como o mais doce perfume, a mais rica e saborosa fragrância que jamais senti.
&lt;p&gt;- É tudo verdade - repito.
&lt;p&gt;E me deixo cair ao chão, tentando chorar.
&lt;p&gt;Mas vampiros não choram.
&lt;p&gt;Alguns dias depois...
&lt;p&gt;Minha mulher continua desaparecida, e alguém está tentando atacar a casa onde estamos. Coloco todos na sala e estou lutando com um homem no terraço, mais forte e mais rápido que poderia supor algo vivo. Não que ele seja vivo. Mas também não sou. Lutamos, por algum tempo, até eu conseguir jogá-lo do telhado, através mais de sorte do que de habilidade. Ouço seu corpo atingindo o calçamento.
&lt;p&gt;Mas quando olho, já não há mais corpo.
&lt;p&gt;Uma semana depois.
&lt;p&gt;Estou conversando com Mark Rein-Hagen. Ele é simpático, e me conta como ele e Anne Rice descobriram tudo, e como ele foi bem mais longe do que ela nas investigações. Um avião passa por sobre nós, distante, e sei que está levando meus amigos de volta ao Brasil. Alguém se aproxima de nós, bem vestido e agasalhado. Não estou surpreso de encontrá-lo novamente, embora o tivesse jogado de uma altura superior a nove metros de altura quando o vi da última vez.
&lt;p&gt;Ele ri, e diz que traz algo pra aliviar minha tensão. Me entrega uma rosa de pétalas secas, quase murchas, dizendo que ela já estava morta há várias horas, antes mesmo que eu deixasse de ser humano. Diz também que não foi culpa dele. Não sei de mais nada, não percebo mais nada, enquanto seguro com cuidado a rosa na mão enluvada. Quando ele termina de falar e sai, eu corro em direção ao cais. Não lhe darei o gosto de me ver sofrer.
&lt;p&gt;Mark vem atrás de mim, nós dois apenas borrões de movimento nas calçadas do crepúsculo de Zurique, indo em direção ao mar, com a última luz do sol ainda queimando minha pele e a dor - oh, a dor - e enquanto gritamos eu posso sentir a terrível agonia do fogo que o resto de sol, apenas uma sombra de seu sabre escarlate na borda do mar, mas ainda assim, é como um espinheiro de chamas nos nossos corpos. Grito a Mark para que volte. Não que ele me obedeça.
&lt;p&gt;Chego à borda de uma rocha, mais de quarenta metros sobre as ondas furiosas e geladas, subindo com um grito e uma lágrima enrodilhados no pulmão vazio de ar.
&lt;p&gt;Paro. Há um navio cruzando a borda do horizonte, manchado de rubro. A rosa em minha mão faz um ruído como o de papel alumínio sendo amassado. Giro o braço num arco longo e rápido. Uma nuvem de pétalas se espalha no ar, cobrindo o oceano de saudades mortas. Um começo de noite vai trocando a luz causticante por uma bem-vinda escuridão que me liberta da dor mas não da saudade. As pétalas da última rosa que dei a ela.
&lt;p&gt;Oh, sim.
&lt;p&gt;Até vampiros podem chorar.
&lt;p&gt;E esta noite eu choro. Esta noite eu choro para sempre.

&lt;p align=center&gt;. . . . . . . . .&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;&lt;span style=font-size:14pt&gt;Estamos embrulhados&lt;/span&gt; em unidades de infantaria robotizada, a cavalaria tecnológica dos tempos futuros, avançando em passos de quatro metros, com os supressores de vibração e os cones de sombra, que nos tornam invisíveis a olhos e sensores, zumbindo nas costas, esperando impacientemente pela confrontação, o ardor do combate monstruoso, de máquinas-monstro, e sim - de homens-monstro, também: nós.
&lt;p&gt;Enxergando em faixas ruidosas de infravermelho, ultravioleta, rádio e distúrbios gravitacionais, vemos a holografia dos marcadores de iminência de combate transitando perigosamente entre vermelho e púrpura nas calculadoras da matemática de guerra fractal.
&lt;p&gt;O chão estremece com um espasmo seis na escala Ritcher. "Isso é guerra ou o quê?", ouço alguém gritar pelo meu receptor. Confiro o check-up visual da minha Cuspideira: a metralhadora de assalto superpesado de 37mm, munição perfurante explosiva, três mil tiros por minuto.
&lt;p&gt;Explosão!
&lt;p&gt;Um clarão de infravermelho absurdo nos sensores, passando rapidamente da saturação térmica para uma bola de fogo branco e alaranjado, cem metros à minha direita.
&lt;p&gt;Posso ver o que restou de cinco componentes da minha tropa logo abaixo dela. O zoom me dá a horrível proximidade com a ruína carbonizada de um braço fugindo de ferragens retorcidas, semifundidas. Deixo os sensores varrerem o céu e o artilheiro automático dispara dois mísseis.
&lt;p&gt;Luz.
&lt;p&gt;Percebemos agora que estamos cercados, com monstruosos (e o que não o é, por aqui?) tanques abrindo impiedoso e invisível fogo de radiação sobre nós, atravessando plástico, vidro e metal para cozinhar-nos dentro dos trajes. Nenhuma evasão pode ser feita. Só nos resta destruir quantos deles for possível, antes que passem da nossa barreira e alcancem o silo três, onde a máquina de ruptura de fase cria um portal pelos abismos de espaço e tempo, que irá levar os civis para (muito, muito) longe daqui.
&lt;p&gt;Não há qualquer possibilidade, chance, sequer esperança de vitória. Nós só existimos para lhes dar tempo o bastante.
&lt;p&gt;Empunho meu projetor laser como uma lança, uma longa e infinita lâmina de luz cortando para sempre a realidade, para longe e sempre daqui, atravessando tanques e veículos aéreos com chuvas e cascatas de faíscas. Chamas desabrocham da carcaça de um maquinismo inimigo, faiscando holocausto na blindagem de cerâmica refletora, retalhando camadas e camadas de proteção com um ressonar barulhento de explosão. Um samurai como nunca se viu. Outros dois colossos artificiais rosnam sobre a colina mais próxima, e o braço vibra, os ossos chacoalham nas juntas quando abro fogo com a Cuspideira, espalhando inúmeras gotas de caos pelo campo, enquanto o computador mostra um gráfico fractal de combate como uma enorme onda matemática, de geométrica e simplificada beleza engolfando alguns poucos pontos difusos em uma grade escura, com pinceladas de azul e amarelo.
&lt;p&gt;Alguém espalha um halo de entropia pelo campo, detonando minas de fusão e abrindo crateras vitrificadas de negro. E ainda dizem que não conhecemos o medo. Um tilintar nos sensores me atenua o desespero: Falcões atrás de nós, esguias formas aladas de homens e mulheres escorregando pela noite com um soluço abafado de antigravidade a conter seus corpos seminus, cobertos apenas com resina reflexiva de laser e antenas de sombra. O pulsar comprido, prazeiroso de suas pistolas pesadas de plasma, um retinir e ricochete finalizado com mais explosões no lado inimigo. Alguns deles pousam, apoiando o resto dos companheiros, correndo pelo campo com velocidade suficiente para incendiar seus corpos com o mais puro stress - inchando os corações em uma bomba de catarse alimentada com adrenalina sintética, estocada ao longo de minúsculas cavidades nas válvulas arteriais.
&lt;p&gt;Vejo o chamejar púrpura de seus corpos quando morrem no ar, caindo com os hologramas de suas asas enlouquecidos, cadentes, em etéreas e deléveis cores de borboleta com frios tons de fogo transparente. Insetos que ousam voar perto demais das chamas.
&lt;p&gt;A bateria da lança laser me dá mais dez segundos, o gume avermelhado embebido em raios-x falhando e desaparecendo no escuro. Sou atingido por uma granada, perto, perto demais. Os giroscópios me colocam novamente em pé e o computador me pergunta se eu ainda quero ficar assim. Desligo o sistema de som e penso na minha mulher, em milhões de mulheres e homens, sendo esmagados, respirando fogo grego em longa e lenta agonia se cairmos aqui, e decido que a pergunta do computador não é apenas inconveniente, é blasfêmia.
&lt;p&gt;Quantos somos?
&lt;p&gt;"Não mais que quinze", responde no monitor um computador apressado em cálculos de anti-balística e vetores de fogo. Giro mais uma vez a Cuspideira em arrastados semicírculos de cinquenta e três graus no céu à minha frente e espero por uma explosão que não acontece. A munição cai para dez tiros. Menos de um milionésimo de segundo de disparos me separa da morte. Tento recuar, mas as turbinas da bota não obedecem, murmurando um ruído seco e inútil. Talvez tenham sido as granadas. Não importa.
&lt;p&gt;Já me sinto morto, ou meio morto, como o gato de Schrödinger. Terão que descobrir minha armadura, e eu dentro dela para que finalmente deixe de sofrer?
&lt;p&gt;Espero que não.
&lt;p&gt;O mundo treme com um trovão metálico, e algo quente, quase oleoso, me escorre do abdômen. O scan médico mostra um estilhaço. Uma farpa de metal radioativo de trinta centímetros, atravessada ao longo do fígado, varando uma costela e um rim. Com mais clemência que meu corpo talvez precise, ele recobre-se de um suor frio e cai rumo a uma silenciosa escuridão.
&lt;p&gt;Logo após, luz.
&lt;p&gt;Acordo.

&lt;p align=center&gt;. . . . . . . . .&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;&lt;span style=font-size:14pt&gt;É terrivelmente frio aqui&lt;/span&gt;, e minhas mãos desenluvadas não conseguem manter-se mais que dois três ou cinco segundos na água, agulhadas pela terrível frente de inverno da costa de Vladvostok... Não importa muito. Rapidamente, monto o sistema de rastreamento do torpedo ao meu lado, e deixo os técnicos fecharem-no, recolocando a cabeça da ogiva em seu lugar, cuidadosamente. Sou levado de volta ao submarino que descansa na baía, de onde posso ver o torpedo ao longe, pronto para ser testado, descansando sobre seus suportes hidráulicos, como um obsceno pênis de algum terrível deus bélico do mar, um misto talvez de Ares, Netuno e Von Braun.
&lt;p&gt;Protegido na vela do submarino, relanceio com o binóculo pela praia, apinhada de veículos de esteira e hovercrafts. Um marinheiro sobe a escotilha, me avisando que o teste começará dentro de uma hora. Eu aceno com a cabeça para ele, distante. Ele me pergunta se estou bem, e respondo, distraidamente em inglês, que sim; depois corrijo em russo. Sim, estou bem, respondo apenas para o mar, em cujas profundezas dorme meu filho mais velho, na cabine de comando de uma corveta anti-submarino. Já fazem dois anos. Estará ele envolvido por anêmonas e corais? Terá seu esqueleto descarnado sido coberto pelas algas do pacífico profundo? Mas não adianta velar. Não posso saber nem sequer a posição secreta de onde seu navio experimental foi afundado por uma flotilha de submarinos invisíveis (também experimentais) da coalizão Sino-Eurasiana.
&lt;p&gt;Mas estarei fugindo daqui à noite, após este teste. Quando todos estiverem comemorando meus sistemas sensores revolucionários, minhas ogivas mortais de fusão quântica, quando toda a base tiver a certeza da vitória. Haverá uma festa no balneário, com prostitutas pagas pelo Pacto de Varsóvia preparadas para me tirar dali, e me levar em um submarino escondido a cem quilômetros acima da costa. De lá, subiremos pela escuridão da madrugada de Bering, até o Alasca e daí voando para a segurança de Cuba, onde o resto da minha família me espera. Ela e longos interrogatórios por noites cujo fim não consigo imaginar.
&lt;p&gt;Só o que sei é que não quero estar aqui quando tentarem me procurar, quando acionarem a busca com todos os dispositivos mortais que desenvolvi, e descobrirem que passei as últimas semanas introduzindo falhas ocultas dentro do labirinto de segredos que são seus projetos, conhecidos apenas por mim e alguns poucos técnicos leais.
&lt;p&gt;Sinto apenas por não estar presente para ver o sol que beijará o mar quando os motores magnéticos dos submarinos fecharem-se sobre si mesmos, pressionando o espaço e tempo em suas gaiolas de Faraday, esmagando pequenos buracos negros sobre fótons de antimatéria, trazendo um fogo que empalidecerá a luz do dia em seus casulos limitados de destruição.
&lt;p&gt;Sinto muito por ter trazido tanta morte. Mas já perdi uma esposa e um filho para esta guerra e para este mar. Sinto por ter que trazer alguns órfãos para chamar este ato de um capítulo final.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6457087-108537352075206671?l=balaidegato.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://balaidegato.blogspot.com/feeds/108537352075206671/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6457087&amp;postID=108537352075206671&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6457087/posts/default/108537352075206671'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6457087/posts/default/108537352075206671'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://balaidegato.blogspot.com/2004/05/sonhares.html' title='Sonhares'/><author><name>Petras Furtado</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00958958741234293383</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-94DwVmOI2aE/TqDtk8dgmBI/AAAAAAAAACI/OpSKI025nTw/s220/Avatar%2B02.png'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6457087.post-108508348914440353</id><published>2004-05-20T16:12:00.000-03:00</published><updated>2004-05-21T14:43:21.760-03:00</updated><title type='text'>Sob a sombra sonora do disco voador</title><content type='html'>&lt;p&gt;Talvez mais interessante que o texto a seguir, seja o raciocínio de &lt;i&gt;como&lt;/i&gt; e talvez, mais ainda, o &lt;i&gt;porquê&lt;/i&gt; de eu escrever assim, sem aviso, no meio da tarde.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Vejamos: fazendo a habitual (e não, nunca obrigatória, mas natural) peregrinação entre os sites de amigos blogueiros, encontro um &lt;i&gt;post&lt;/i&gt; interessantíssimo da dileta amiga Denise (que, não sendo querida o bastante pelos seus méritos, ainda o é por ser prima e namorada de dois outros grandes amigos), onde ela norteava seus pensamentos do dia segundo referências de colunas e blogs de outros dois jornalistas. Segui a dica. O texto estava tão bom, que fiquei curioso sobre o que a teria inspirado daquela maneira.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Primeiro, o blog &lt;a herf=http://imperfeitos.zip.net/ target=_blank&gt;Pensamentos Imperfeitos&lt;/a&gt;, do jornalista Edu e finalmente, a &lt;a href=http://www.tribunadonorte.com.br/colunas/quadrcarlao.html target=_blank&gt;coluna&lt;/a&gt; do Carlão, também conhecido como Carlos de Souza. E foi com o Carlão que eu queimei ruim.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Embora eu até aprecie o espírito do texto, sua finalidade (deixe as besteiras da vida de lado, essas grandes questões insolúveis, os desejos inconquistáveis, a inveja), eu não concordo muito com seu embasamento e algumas opiniões. Normalmente eu deixaria pra lá. Mas ultimamente, eu tenho me encontrado em um estado tal de não-apatia que é uma coisa de louco. Não posso ver um (simbolicamente falando, claro) incêndio que já vou deitar gasolina às chamas.&lt;/p&gt;

&lt;h3 style=color:red&gt;Problema 1:&lt;/h3&gt;
&lt;p&gt;Carlão coloca que:&lt;/p&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;p style=font-face:10pt&gt;&lt;i&gt;"A maioria pensa que seria mais feliz com um iate, mansão, carrões e fama. Não percebem a dor de um Maradona, as desilusões amorosas de um Ronaldinho, a tristeza de um Roberto Carlos. Tem uma canção de Caetano Veloso que diz, "cada um sabe a dor e a delícia de ser o que é". Nunca vi verdade mais completa. Aí você vê um grupo de pobretões em torno de um churrasquinho, tocando pagode e se divertindo a valer. E se pergunta intrigado, como é que podem ser tão felizes ganhando o salário mínimo? Eles até poderiam dizer que sonham todos os dias com a vida de seus heróis nas novelas da TV, mas não dão a mínima, na manhã seguinte, quando se levantam cedinho para trabalhar no pesado.&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;&lt;/blockquote&gt;
&lt;p&gt;Ora, prezado Carlão, sua conclusão é fruto da mais fina e fácil lógica da ideologia ocidental. Conquanto eu entenda que todos têm suas dores (Howard Hughes não era exatamente um homem feliz, apesar de suas realizações e fortuna; Roberto Carlos vive em nó entre o intelecto, emoção e religiosidade), posso afirmar que dinheiro não compra felicidade - mas ajuda a suportar a depressão em Paris. É outra escala. Continuam seres humanos, continuam com seus desejos, dores, dúvidas, paixões, desencantos e alegrias.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Mas não posso dizer que Ronaldinho sofre tanto quanto eu.&lt;/i&gt;
&lt;p&gt;Muito embora não se possa quantificar o sofrimento, posso garantir de pés juntos que qualquer dificuldade que ele passe é suavizada, &lt;i&gt;sensivelmente&lt;/i&gt;, pelos milhões de dólares que ele possui depositados em sua conta. Jamais terá que trabalhar novamente, pode fazer o que mais gosta (imagino eu) pelo resto da vida, até a natural aposentadoria da atividade esportiva (que geralmente se dá antes do 50 anos!).&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Este foi um exemplo isolado, mas eu poderia citar mais três, ou trezentos (para desespero de meus leitores) com a mesma desenvoltura de quem perde um gol contra a França.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;A Ideologia, com a qual você municia seu texto, é o que mantém esse &lt;i&gt;status quo&lt;/i&gt; social entre os que muito têm e os que pouco ou nada têm - especialmente se comparados os dois últimos ao primeiro. O que se faz, então? Cria-se uma relação de &lt;i&gt;semelhança&lt;/i&gt; entre o primeiro e os dois segundos: "&lt;i&gt;olha, aquele povo rico da novela sofre que nem a gente. Aí que a gente vê que nem adianta ter esse dinheiro todo se meu filho mais velho largou a universidade de Oxford pra virar professor de capoeira no Andaraí ou se a minha belíssima esposa me chifra loucamente com o motorista de táxi, seu irmão e o cunhado.&lt;/i&gt;"&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A ideologia torna as diferenças desprezíveis porque ressalta, torna mais importantes do que realmente são, as semelhanças entre classes. Está aí a falha básico do seu enunciado principal.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Q.E.D.&lt;/p&gt;

&lt;h3 style=color:red&gt;Problema 2:&lt;/h3&gt;
&lt;p&gt;Muito embora eu não seja UFOmaníaco, ou OVNIsta, como preferem alguns, eu me interesso pelo assunto, bem como toda sorte de conhecimento oculto e arcano, por mais que as palavras possam parecer ilegítimas ou soberbas.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Carlão fala mal (e com razão, deveria ter falado muito mais) do charlatão Erich Van Daniken, célebre autor do "Eram os Deuses Astronautas?" e outros títulos mais que buscavam estabelecer uma relação direta e irrepreensível entre os as culturas da antiguidade e sua possível origem extraterrestre.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Até aí tudo bem, mas quando ele coloca Jacques Bergier e Louis Powell no meio do caldo, a sopa toda corre o risco de entornar.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O problema é que os dois supracitados cavalheiros são pesquisadores sérios do que eles gostam de definir como "fatos anômalos", na mesma tradição de seu predecessor, Charles Fort. Eles não se aventuram a dizer que os deuses eram astronautas, ou mesmo tecer uma teoria baseada nessa possibilidade, mas sim apresentar fatos e idéias insólitas e deixar que o leitor tire suas próprias conclusões.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Como o famoso caso do Objeto de Coso, um pequeno bloco de pedra de alguns milhares de anos, encontrado no Egito, e que um corte seccional e um Raio-X revelou possuir, em seu interior, um objeto &lt;i&gt;terrivelmente&lt;/i&gt; similar a uma vela moderna de motores a combustão. Eles não postulam que os faraós egípcios possuíam maquinário pesado para construir as pirâmides, ou que andavam de jet-ski no Nilo. Apenas apresentam o fato, e se perguntam Como e Porquê.&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Mas talvez seu pior pecado tenha sido misturar no mesmo saco com Daniken, além dos dois ilustres senhores acima, o sábio Humberto Eco, colocando sua obra &lt;i&gt;O Pêndulo de Focault&lt;/i&gt; Como um "reflexo" ou "adesão" a essa onda de misticismo e redescobrimento espiritual pelo qual passa o pós-moderno. Ledo engano. O Pêndulo foi escrito como uma afiada e cáustica sátira às conspirações e aos movimentos conspiratórios, sendo um contraponto mítico-religioso ao &lt;i&gt;Manuscrito Encontrado em Uma Banheira&lt;/i&gt;, de Stanislaw Lem.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Desapontou-me ver tão estimado jornalista colocar seus pré-conceitos e falta de informação mais aprofundada como geradores de colunas que, de outra forma, seriam não apenas divertidas e interessantes, mas também informativas.&lt;/p&gt;
&lt;br&gt;
&lt;p align=center&gt;. . . . . . &lt;/p&gt;
&lt;br&gt;
&lt;p&gt;Novamente, em retrospecto, talvez eu tenha deixado mais a ira que a razão guiar meus dedos ao longo do teclado na execução deste texto. Não importa. Faz muito tempo que não pratico meu destino manifesto de abater o mal, a ignorância e a falta do que fazer.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Só espero que Carlão não fique chateado.&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6457087-108508348914440353?l=balaidegato.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://balaidegato.blogspot.com/feeds/108508348914440353/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6457087&amp;postID=108508348914440353&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6457087/posts/default/108508348914440353'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6457087/posts/default/108508348914440353'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://balaidegato.blogspot.com/2004/05/sob-sombra-sonora-do-disco-voador.html' title='Sob a sombra sonora do disco voador'/><author><name>Petras Furtado</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00958958741234293383</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-94DwVmOI2aE/TqDtk8dgmBI/AAAAAAAAACI/OpSKI025nTw/s220/Avatar%2B02.png'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6457087.post-108485160237583557</id><published>2004-05-18T00:08:00.000-03:00</published><updated>2004-05-18T00:40:02.376-03:00</updated><title type='text'>Sobre Pombões e Apombalhados</title><content type='html'>&lt;p&gt;Vocês devem (ou eu pelo menos assim espero) ter lido meus posts anteriores sobre a condição de minha turma. Bem, meninos e meninas, quando você acha que a coisa não pode ficar pior...&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Deus vem e mija em você.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Hoje eu fiz a prova de Antropologia (a professora estava &lt;i&gt;possessa&lt;/i&gt; com a turma e fez uma prova de múltipla escolha de arrancar os cabelos), mas não me peçam para comentar - sou famoso por não saber avaliar os resultados das minhas provas. Logo antes da mesma, tive uma conversa esclarecedora com a criatura (que eu antes havia caracterizado como "pombão", também servindo o adjetivo "apombalhado") da minha turma, o meu quase-fã.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;E, como eu disse, as coisas são piores do que eu &lt;i&gt;imaginava&lt;/i&gt; que poderiam ser.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Primeiro, ele vem e esculacha a aula de minha dileta e pouco paciente amiga Luciana (a supracitada professora de antropologia), com argumentos que eu não usaria nem para justificar meu gosto por sorvete de nata com goiaba. O pior é que, ao ser criticado pelos motivos, ele não reelabora, ou racionaliza a crítica - ele simplesmente repete tudo o que disse. Acho que ele imagina poder vencer pelo cansaço. Pobre coitado. &lt;i&gt;Me&lt;/i&gt; vencer pelo cansaço.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;tsk, tsk.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Depois, quando pedi para dar exemplos da má qualidade da aula, ele recuou e disse que "são muitos, não dá assim, tipo, lembrar de todos". Ótimo. Sócrates ficaria orgulhoso de você. Deixei pra lá. Não jogo pérolas aos porcos (mesmo porque poderia lhes fazer mal), muito menos sementes no deserto. Balancei a cabeça, dei aquele sorriso largo que a gente normalmente reserva aos nossos interlocutores que têm problemas de ordem intelectual e perguntei se tinha estudado para a prova.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Depois do intervalo (a prova era no segundo horário), eu me encostei no balcão ao lado da sala, tomando um ventinho e aquecendo o cérebro - e adivinhem quem veio se juntar a mim!&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Aí a coisa piorou. Começamos a falar sobre gostos, bebidas, festas e música. Durante um determinado instante, entendi perfeitamente como o Yuri se sentia (não, nada homossexual), um sentimento de isolamento do resto da humanidade, uma vontade incontrolável de que todos que não fossem educados, cultos e sofisticados fossem levados para alguma masmorra infecta, escura e mal-cheirosa, onde seriam torturados incansavelmente até o fim de suas vidas naturais.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;O Yuri que me corrija.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Para aquele apóstata todo vinho é igual (em suas palavras, "...uma merda! O cara toma uma &lt;i&gt;cachaça&lt;/i&gt; (sic) de vinho e no outro dia dá uma ressaca feladaputa!"), cerveja só se for Skol, vodka só se for Slova, terno é uma merda, e eu quase tive um ataque apoplético tentando conter o riso quando ele contou sobre sua experiência de degustação de vinho em um restaurante chique. Ou ao acompanhar sua prima (uma professora de etiqueta, imaginem só) em um jantar social, de terno e gravata (ou, novamente em suas palavras, "becado feito um pinguim"), tendo que se conter para não cair de boca descontroladamente na comida e na bebida. Enfim, ele odiou a festa por ter que se comportar como um ser humano civilizado.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;É nessas horas que eu não apenas entendo, mas simpatizo com Yuri quando ele fala da barbárie que assola o mundo.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;O mundo está chegando ao fim.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;E já começou lá pela minha classe.&lt;/p&gt;
&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6457087-108485160237583557?l=balaidegato.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://balaidegato.blogspot.com/feeds/108485160237583557/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6457087&amp;postID=108485160237583557&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6457087/posts/default/108485160237583557'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6457087/posts/default/108485160237583557'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://balaidegato.blogspot.com/2004/05/sobre-pombes-e-apombalhados.html' title='Sobre Pombões e Apombalhados'/><author><name>Petras Furtado</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00958958741234293383</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-94DwVmOI2aE/TqDtk8dgmBI/AAAAAAAAACI/OpSKI025nTw/s220/Avatar%2B02.png'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6457087.post-108459405429631416</id><published>2004-05-15T00:56:00.000-03:00</published><updated>2004-05-15T01:07:34.296-03:00</updated><title type='text'>Silver Ring - A Segunda VirgindadeOu: Não, eu não estou de sacanagem</title><content type='html'>&lt;p&gt;Alguém visite este site, o &lt;a href="http://www.silverringthing.com/qa.html" target=_blank&gt;Silver Ring Thing - Questions and Answers&lt;/a&gt; e me diga se eu não encontrei a mais bestial forma de hipocrisia praticada pela religião humana.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Segundo minha rápida leitura, seguida de gargalhadas abafadas e um certo sentimento do absurdo da coisa toda, eu concluí o seguinte:&lt;/p&gt;
&lt;ul style=font-size:10pt;color:gray&gt;
&lt;li&gt;Eles são um grupo representante de alguma seita anglicana;
&lt;li&gt;Eles são uma espécie de AA do sexo adolescente;
&lt;li&gt;Eles praticam a idéia não de &lt;i&gt;safe sex&lt;/i&gt;, mas de &lt;i&gt;safer without sex&lt;/i&gt;;
&lt;li&gt;Os &lt;i&gt;teens&lt;/i&gt; que participam do projeto recebem um anel de prata ou prateado, para indicar seu status de vingindade pura e absoluta;
&lt;li&gt;&lt;i&gt;Teens&lt;/i&gt; que já praticaram sexo antes são introduzidos ao revelador e revolucionário conceito de &lt;i&gt;second virginity&lt;/i&gt;.
&lt;/ul&gt;
&lt;p&gt;E depois a gente acha que já viu de tudo...&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6457087-108459405429631416?l=balaidegato.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://balaidegato.blogspot.com/feeds/108459405429631416/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6457087&amp;postID=108459405429631416&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6457087/posts/default/108459405429631416'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6457087/posts/default/108459405429631416'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://balaidegato.blogspot.com/2004/05/silver-ring-segunda-virgindadeou-no-eu.html' title='Silver Ring - A Segunda Virgindade&lt;br&gt;Ou: Não, eu não estou de sacanagem'/><author><name>Petras Furtado</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00958958741234293383</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-94DwVmOI2aE/TqDtk8dgmBI/AAAAAAAAACI/OpSKI025nTw/s220/Avatar%2B02.png'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6457087.post-108459252068261405</id><published>2004-05-15T00:04:00.000-03:00</published><updated>2004-05-15T00:42:00.683-03:00</updated><title type='text'>Raciocínios perdidos</title><content type='html'>&lt;p&gt;Foi em algum momento e lugar ao longo desta semana acadêmica, mas não sei precisar bem onde nem quando.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Minha boa e velha (tá, nem tão velha assim, ela nem chegou a ver os dinossauros batendo as botas) amiga Luciana Celestino, professora de Antropologia, estava discutindo em sala uns textos de Edgar Morin - vocês sabem , estudos da complexidade, ciências cognitivas, todas essas coisas legais de estudar, especialmente se você já consumiu seu peso em &lt;i&gt;Cannabis Indica&lt;/i&gt; ou &lt;i&gt;Sativa&lt;/i&gt;.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O fato é que a discussão migrou para as questões de homem &lt;i&gt;versus&lt;/i&gt; natureza, mito &lt;i&gt;versus&lt;/i&gt; ciência e desembocou numa questão interessante, que foi a necessidade que o homem tem em ser "domesticado" pela civilização (aquele tênue verniz de sobrevivência social) para não apenas sobreviver, mas permitir que outras coisas além dele, sobrevivam.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Vamos elucubrar o seguinte: Nossa principal habilidade, além de raciocínio, é a de abstração e de reduzir elementos mais complexos e símbolos e signos, de maneira a permitir a linguagem, e posteriormente, sua representação gráfica, a escrita. O que tem isso de perigoso? De início, nada, se com esse pacote de conhecimento vierem anexos os conceitos de auto-regulação, equilíbrio ambiental (fora do sentido ecológico puro) e equalidade social. Porque o homem, através do conhecimento - e de sua perpetuação pela escrita - desenvolve ciência e tecnologia, que tornaram-se armas de sobrevivência extrema.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Sem civilização, o homem é um bicho &lt;i&gt;muito&lt;/i&gt; perigoso. O mais perigoso da face da Terra.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Eu lembrei de quando criava cães de uma maneira mais técnica, lá pelos meus  onze, treze anos. Tivemos cães que eram polêmicos à época, como Dobermans, criaturas que eram, segundo o senso comum, traiçoeiras e agressivas. Raças como o Fila Brasileiro, O Rottweiller, e o Mastim Napolitano, naquela época, tinham uma fama tão ruim quanto o Pit-Bull de hoje.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Baboseira. Os cães têm tanta capacidade agressiva quanto qualquer outro carnívoro domesticado pelo homem (incluindo-se aí o próprio), nem mais, nem menos. Tudo depende &lt;i&gt;de como ele é educado ou treinado&lt;/i&gt;. Que é o que pode fazer dele um animal agressivo. Meu Doberman era um gato de tão manso, e já vi Rottweillers servindo de babás a crianças pequenas, suportando com uma paciência ímpar os abusos de seus protegidos. Um amigo possui um Pit-Bull que tem a mesma personalidade de um Yorkshire, sendo tão agressivo e perigoso quanto um.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;E o que &lt;i&gt;satanás&lt;/i&gt;, isso tem a ver como o homem?&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Como os cães, o homem é um animal com estreitos laços sociais de grupo - uma das coisas que guiou a escolha do cão como companheiro do homem, ao longo da história e pré-história, já que ambos entendem bem os conceitos de hierarquia, camaradagem e proteção/educação da prole - e que, como o cão, tem terríveis armas embutidas em si, que, livres de adestramento, podem devastar seu grupo.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O Rottweiller é perigoso porque suas mandíbulas podem gerar quinhentos quilos de pressão sobre cada centímetro quadrado de mordida, o bastante para rasgar pele, músculo e órgãos - para não falar em ossos. Nem me perguntem sobre o mastim napolitano, cuja bocarra pode abocanhar uma cabeça humana média. O Pit-Bull foi criado em arenas do período imperial de Roma para lutar e vencer animais bem maiores, como lobos, chacais, guepardos e leões.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O homem evoluiu para derrotar qualquer coisa, incluindo todas as formas de vida, forças da natureza e - como não poderia deixar de ser - a si mesmo. Nosso um quilo e pouco de massa encefálica com alta densidade neuronal é bem mais perigosa, embora não à primeira vista, que garras, dentes, couraças e venenos.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;É por iso que somos extremamente perigosos, sem os quesitos humanizantes básicos que citei no começo.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Com isso eu me lembrei de um quadrinho do Alan Moore, onde o Adam Strange combatia uma militar Thanangariana, voando nos céus de um mundo alienígena. A mulher-pássaro faz pouco de Adam, enquanto castiga o já ferido herói:&lt;br&gt;&lt;br&gt;
"Não sei como vocês humanos sobreviveram até aqui. Uma raça fraca, inferior, que não conhece sequer os oito preceitos básicos de combate aéreo."&lt;br&gt;&lt;br&gt;
Fingindo estar mais ferido do que realmente estava, ele a atrai para uma armadilha inesperada, onde ela tem uma morte lenta e dolorosa. Ele conclui, em pensamento:&lt;br&gt;&lt;br&gt;
"Sim, nós humanos podemos não conhecer os oito preceitos básicos de combate aéreo."&lt;br&gt;
"Mas somos uns grandes filhos da puta."&lt;/p&gt;
&lt;p align=center&gt;&amp;nbsp;&lt;br&gt;. . . . . . .&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Olhando o texto, em retrospectiva, eu acho que ele ficou um &lt;i&gt;pouquinho&lt;/i&gt; maior que a média, e talvez não seja tão interessante para a maioria. Bem, dane-se. Até começarem a me pagar R$1,50 por &lt;i&gt;post&lt;/i&gt; lido (não, eu não sou ganancioso), vai ser isso mesmo.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Obrigado e boa-noite.&lt;/p&gt;

&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6457087-108459252068261405?l=balaidegato.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://balaidegato.blogspot.com/feeds/108459252068261405/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6457087&amp;postID=108459252068261405&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6457087/posts/default/108459252068261405'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6457087/posts/default/108459252068261405'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://balaidegato.blogspot.com/2004/05/raciocnios-perdidos.html' title='Raciocínios perdidos'/><author><name>Petras Furtado</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00958958741234293383</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-94DwVmOI2aE/TqDtk8dgmBI/AAAAAAAAACI/OpSKI025nTw/s220/Avatar%2B02.png'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6457087.post-108459013544020356</id><published>2004-05-14T23:34:00.000-03:00</published><updated>2004-05-15T00:02:15.440-03:00</updated><title type='text'>Minha turma, minha tragédiaou: Eu mereço!</title><content type='html'>&lt;p&gt;Bem, como eu já falei de algumas peças mais brilhantes da minha turma, perdidos dentro da crassa neblina de absoluta ignorância, que cerca a maioria, vou aqui acrescentar mais alguns indivíduos interessantes (nem que seja pela absoluta falta de interesse que eles geram), com os quais eu vou tomando conhecimento e contato à medida em que salto de um grupo para outro durante as atividades coletivas (seminários, estudos, essas coisas).&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Tem um camarada que grudou em mim (tá, podem começar a baixaria - o inferno já não me é mais tão distante, seja como local ou conceito), não sei se já passaram pela experiência. Acho que se eu tivesse uns quinze anos a menos e fosse o fodão da sala, iria adorar ter uma malta de rejeitados da evolução seguindo cada passo meu e imitando meu vestir, trejeitos, penteado, etc.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O negócio é mais ou menos por aí. O cara tem um vinte e um, vinte e dois anos, e é a mais infeliz expressão do tipo humano conhecido como bobo-alegre-tentando-parecer-escroto-e-não-conseguindo-nem-com-a-moléstia. Vocês conhecem o tipo (eu ia dar exemplos, mas ia acabar citando amigos, tem gente que não ia gostar, enfim). Depois que o cara participou de uma discusão em grupo que eu tive de carregar nas costas sem mesmo ter lido o texto (nunca aqueles anos todos de adolescência mal gastos entre livros e documentários me foi tão útil) nem nada, porque o resto do grupo, além de &lt;i&gt;não&lt;/i&gt; ter lido o texto, também não estava nem aí pro peixe. Fiz um comentário sobre o assunto, desenvolvi um argumento, citei exemplos, fiz uma conclusão. A professora ficou surpresa (era o meu segundo dia na disciplina e ela nunca tinha visto minha cara antes), elogiou, coisa e tal.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Era o que bastava. Agora todo estudo ou trabalho em grupo é "Petras, venha pro nosso grupo", "Petras, vamos fazer este trabalho", "Petras, tenha um filho com..." - ops! - Isso não teve ainda não.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;De qualquer maneira: o camarada (como diria Yuri) é até inteligente, consegue juntar A+B e chegar a C, lê os textos dados e coisa e tal. Mas é muito... Deixem-me encontrar o termo sócio-cultural correto...&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Pombão.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Pronto, é isso mesmo. O termo, imortalizado em minha pré-adolescência, indica seres (geralmente do sexo masculino) que possuem razoável capacidade intelectual, mas que não têm nem dez centavos de escrotice - mínima que seja para a perpetuação da espécie - em sua personalidade.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Aí fica difícil. Mas sempre se pode argumentar legítima defesa ou erro de julgamento: "ele pulou na frente do carro - eu juro!" ou: "Eu achei que ele estava se engasgando, e tentei fazer uma manobra Heimlich para ajudá-lo. Mas como é que eu ia saber que a manobra não era com as duas mãos no pescoço?"
&lt;p&gt;Ah, uma baladeira...&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6457087-108459013544020356?l=balaidegato.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://balaidegato.blogspot.com/feeds/108459013544020356/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6457087&amp;postID=108459013544020356&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6457087/posts/default/108459013544020356'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6457087/posts/default/108459013544020356'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://balaidegato.blogspot.com/2004/05/minha-turma-minha-tragdiaou-eu-mereo.html' title='Minha turma, minha tragédia&lt;br&gt;ou: Eu mereço!'/><author><name>Petras Furtado</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00958958741234293383</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-94DwVmOI2aE/TqDtk8dgmBI/AAAAAAAAACI/OpSKI025nTw/s220/Avatar%2B02.png'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6457087.post-108442193823528781</id><published>2004-05-13T01:05:00.000-03:00</published><updated>2004-05-13T01:18:58.236-03:00</updated><title type='text'>Mais poesia sem sentido</title><content type='html'>&lt;p&gt;Como eu estava me sentindo aborrecido comigo mesmo hoje (faltou um professor, a outra aula foi um saco por causa do resto da turma, que insiste em manter seu QI na casa do 32), eu resolvi, só pra sacanear os outros, postar uns poemas velhos.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Todos são fruto de uma adolescência desperdiçada, e talvez muitas batidas de cabeça em postes depois de noites mal-dormidas sob o efeito de substâncias que é melhor nem citar aqui. Bem, lá vai:&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;h4&gt;Alvorada&lt;/h4&gt;
&lt;p style=Font-size:11pt&gt;

O correr&lt;br&gt;
Entre arbustos molhados&lt;br&gt;
Não é um presságio de salvação.&lt;br&gt;
Tampouco&lt;br&gt;
O rufar dos tambores&lt;br&gt;
E a alva manhã.&lt;br&gt;
&lt;br&gt;
O troar dos disparos&lt;br&gt;
Perfurando o ar&lt;br&gt;
A pele&lt;br&gt;
E o muro.&lt;br&gt;
Você pode ouví-lo?&lt;br&gt;
O seu coração parece bater&lt;br&gt;
Bem mais rápido&lt;br&gt;
&lt;br&gt;
Agora&lt;br&gt;
&lt;br&gt;
Você não pode mais ouví-lo&lt;br&gt;
Seu coração&lt;br&gt;
A ordem&lt;br&gt;
O grito&lt;br&gt;
As balas&lt;br&gt;
Agora.&lt;br&gt;
&lt;br&gt;
Acorde.&lt;br&gt;
Está na hora.&lt;br&gt;
&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;h4&gt;Após o Dia Seguinte&lt;/h4&gt;
&lt;p style=Font-size:11pt&gt;

Já não importam mais&lt;br&gt;
Os dias &amp; semanas&lt;br&gt;
Se os relógios já pararam&lt;br&gt;
Os carros e as luzes&lt;br&gt;
Quedaram em sono profundo&lt;br&gt;
E as imensas cidades&lt;br&gt;
Do Leste &amp; Oeste&lt;br&gt;
Estão todas mergulhadas em suas mantas de trevas.&lt;br&gt;
&lt;br&gt;
Olhe&lt;br&gt;
O sol em eterno crepúsculo&lt;br&gt;
Ao meio-dia.&lt;br&gt;
Nossas roupas como bandeiras&lt;br&gt;
No esqueleto das árvores&lt;br&gt;
E a tua dança nua&lt;br&gt;
Invadindo a grama seca.&lt;br&gt;
Nem o branco dos teus cabelos&lt;br&gt;
(os meus já se foram, todos)&lt;br&gt;
Importa neste dia.&lt;br&gt;
&lt;br&gt;
Cante.&lt;br&gt;
Não há um amanhã pelo qual sorrir.&lt;br&gt;
Mas nosso choro já secou&lt;br&gt;
Há tanto tempo que eu nem sei&lt;br&gt;
Se houve uma primavera antes desta&lt;br&gt;
Estação cinzenta.&lt;br&gt;
&lt;br&gt;
Venha.&lt;br&gt;
Vamos sonhar uma última vez&lt;br&gt;
Alcançar as alturas com penas&lt;br&gt;
De Gaivota &amp; Falcão.&lt;br&gt;
E que este amanhecer moribundo&lt;br&gt;
Não derreta a tênue cera&lt;br&gt;
que liga as asas&lt;br&gt;
da nossa imaginação.&lt;br&gt;
Venha.&lt;br&gt;
&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;h4&gt;Freedom&lt;/h4&gt;
&lt;p style=Font-size:11pt&gt;
As we walk&lt;br&gt;
through the&lt;br&gt;
bars,&lt;br&gt;
the hanging&lt;br&gt;
chains,&lt;br&gt;
the corroted&lt;br&gt;
walls,&lt;br&gt;
we trip to a land&lt;br&gt;
of will unbound,&lt;br&gt;
unknown&lt;br&gt;
only of the&lt;br&gt;
shadow,&lt;br&gt;
the opressive&lt;br&gt;
weight&lt;br&gt;
of the hanging&lt;br&gt;
cage&lt;br&gt;
over us.&lt;br&gt;
&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;h4&gt;The Movement&lt;/h4&gt;
&lt;p style=Font-size:11pt&gt;
It walks over&lt;br&gt;
a dream stairway&lt;br&gt;
fundated on bones,&lt;br&gt;
Dead sons of&lt;br&gt;
somebody’s mothers.&lt;br&gt;
&lt;br&gt;
Screaming freedom&lt;br&gt;
and revolution&lt;br&gt;
as soldiers;&lt;br&gt;
&lt;br&gt;
— braggarts —&lt;br&gt;
they all are:&lt;br&gt;
in its march&lt;br&gt;
under the rattle&lt;br&gt;
of the&lt;br&gt;
heart drum.&lt;br&gt;
&lt;/p&gt;

&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6457087-108442193823528781?l=balaidegato.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://balaidegato.blogspot.com/feeds/108442193823528781/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6457087&amp;postID=108442193823528781&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6457087/posts/default/108442193823528781'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6457087/posts/default/108442193823528781'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://balaidegato.blogspot.com/2004/05/mais-poesia-sem-sentido.html' title='Mais poesia sem sentido'/><author><name>Petras Furtado</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00958958741234293383</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-94DwVmOI2aE/TqDtk8dgmBI/AAAAAAAAACI/OpSKI025nTw/s220/Avatar%2B02.png'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6457087.post-108432862122433056</id><published>2004-05-11T23:19:00.000-03:00</published><updated>2004-05-11T23:23:41.223-03:00</updated><title type='text'>Cosplay</title><content type='html'>&lt;p&gt;Eu sei que quase todo mundo aqui curte mangá (pelo menos o Gabriel, Java, Eduardo, Pablo, Neílson, Vanessa... por aí vai.), mas talvez nem todo mundo curta Cosplay (que satanás é isso? Vai pesquisar, ignorante!). De qualquer maneira, tem dois sites legais: o &lt;a target=_blank href=http://www.cosplay.com&gt;Cosplay.com&lt;/a&gt; e o &lt;a target=_blank href=http://www.fantasyprops.com/&gt;Fantasy Props&lt;/a&gt;. Vale a pena visitar. Cliquem sem medo, que todos os meus links abrem em novas janelas (que webdesigner de merda eu seria se não fosse assim?).&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6457087-108432862122433056?l=balaidegato.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://balaidegato.blogspot.com/feeds/108432862122433056/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6457087&amp;postID=108432862122433056&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6457087/posts/default/108432862122433056'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6457087/posts/default/108432862122433056'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://balaidegato.blogspot.com/2004/05/cosplay.html' title='Cosplay'/><author><name>Petras Furtado</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00958958741234293383</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-94DwVmOI2aE/TqDtk8dgmBI/AAAAAAAAACI/OpSKI025nTw/s220/Avatar%2B02.png'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6457087.post-108432760902610290</id><published>2004-05-11T22:35:00.000-03:00</published><updated>2004-05-11T23:06:49.026-03:00</updated><title type='text'>Sobre primeiras impressões...</title><content type='html'>&lt;p&gt;Eu nunca fui de julgar alguém pela primeira impressão - talvez temendo que façam o mesmo comigo - mas acho que foi o que acabei fazendo com minha turma da UnP.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Bem, nem todos se salvam; contudo, os que eu achava mais irrecuperáveis e destinados a mostrar orgulhosamente seu burrículo (o neologismo é do Eduardo) com o selo de aprovação do papai a fim de conseguir emprego (e não trabalho) após a obtenção do diploma, foram os que mais espantaram hoje.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Mas vamos por partes, como diria Jack, o Estripador.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Hoje foi aula de Direito e Cidadania. Apresentação de um trabalho que visava obter uma visão de diferentes classes sociais sobre direitos e deveres do cidadão, o que é cidadania, etc. O de sempre. Tudo baseado em entrevistas feitas com pessoas de diferentes idades, classes sociais, níveis de instrução e por aí vai.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Quando eu achava que a discussão ia terminar em uma rasa mediação entre brincadeiras pueris sobre as respostas e a natureza dos entrevistados, o que se sucedeu foi uma agradável (e olha que razoável praquele povo já seria MUITO) dialogia entre as diversas visões da cidadania brasileira.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Me espantaram em especial:&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;o Pitboy gostosão - sabem quem é o tipo, né? Alto, forte, roupa da moda, celular de última geração pendurado na bermuda que custa o que eu ganhava em um mês. O cara que, no antigo segundo grau, comia todas as menininhas da sala (tá, eu era nerd e não também não perdoava ninguém, mas era a ETFRN e os tempos eram outros), que, junto com sua malta de playboys jiu-juteiros aterrorizava os nerds amedrontados (menos o papai aqui, que sempre teve 30 quilos, 15 centímetros e duas gradações de judô a mais que seus companheiros de sala de aula) das redondezas. Pois é, o cara simplesmente lançou colocações inteligentes, uma crítica simples mas bem-humorada sobre a relação entre as respostas dos entrevistados e até rebateu - de maneira correta e adequada - a crítica de uma colega sobre seus comentários.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Sabem aquela patricinha de alta roda? Não, eu falo de alta roda MESMO, que só sai com filhas de senadores da República pra cima (prefeito, vereador e deputado, pra ela, é coisa de pobre. Um governador ainda passa. Bem longe, de preferência)? Pois é, vestida num conjuntinho jeans black denim e sandalinhas curtas combinando, adornada de uma constelação discreta de brilhantes verdadeiros (mas sem muito ouro, que isso é coisa de pobre!). Ela mesma. Uma verdadeira intelectual de direita, direitíssima, retrógrada, ferrenha, acirrada, herdeira intelectual legítima de Roberto Campos, mas ainda assim, pontuando suas posições com a mais perfeita lógica cartesiana acrescida de pseudo-noções de retórica da complexidade. O queixo foi bater sei lá aonde. Deu vontade de estrangular (não sem antes citar os seus erros catedráticos sobre a ordem social brasileira e seus lugares-comuns sobre a política da esquerda vigente), mas com muito respeito.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Por último, a patricinha-mor da sala, poderosa, anabolizada, (siliconada ainda não, mas um dia ela chega lá), vestida pra matar, ferir e apreender, com o cabelo em eterna escova e brincos que combinam com o cinto que combina com o salto alto de quinze centímetros (juro por Deus, qualquer um que vocês quiserem), que combina com o sobre-tom da calça colante que combina com a mini-blusa de seda fazendo parzinho com o colete de alguma marca sombria da moda nova-iorquina estilo casual-sofisticado. A desgraçada abre a boca pra comentar sobre a terceira questão, que versa sobre os direitos fundamentais do homem e do cidadão, e solta uma apreciação clara e surpreendentemente correta sobre a situação de desinformação das classes sociais menos favorecidas sobre seus direitos adquiridos e (supostamente) invioláveis.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Assustador.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Afinal de contas, esse curso vai ser mais bem divertido que eu pensava.&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6457087-108432760902610290?l=balaidegato.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://balaidegato.blogspot.com/feeds/108432760902610290/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6457087&amp;postID=108432760902610290&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6457087/posts/default/108432760902610290'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6457087/posts/default/108432760902610290'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://balaidegato.blogspot.com/2004/05/sobre-primeiras-impresses.html' title='Sobre primeiras impressões...'/><author><name>Petras Furtado</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00958958741234293383</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-94DwVmOI2aE/TqDtk8dgmBI/AAAAAAAAACI/OpSKI025nTw/s220/Avatar%2B02.png'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6457087.post-108424989664544318</id><published>2004-05-11T01:30:00.000-03:00</published><updated>2004-05-11T01:31:36.646-03:00</updated><title type='text'>Endereço oficial</title><content type='html'>&lt;p&gt;Finalmente, quando formos mandar alguém para a casa do caralho, já temos endereço, CEP, o caralho a quatro (literalmente!)&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;div align=center&gt;
&lt;img src=http://www.imagens4.theblog.com.br/Diario-SP-Carvalho.jpg&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6457087-108424989664544318?l=balaidegato.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://balaidegato.blogspot.com/feeds/108424989664544318/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6457087&amp;postID=108424989664544318&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6457087/posts/default/108424989664544318'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6457087/posts/default/108424989664544318'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://balaidegato.blogspot.com/2004/05/endereo-oficial.html' title='Endereço oficial'/><author><name>Petras Furtado</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00958958741234293383</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-94DwVmOI2aE/TqDtk8dgmBI/AAAAAAAAACI/OpSKI025nTw/s220/Avatar%2B02.png'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6457087.post-108424966636161151</id><published>2004-05-11T01:26:00.000-03:00</published><updated>2004-05-11T01:28:54.776-03:00</updated><title type='text'>Isso é que é dia das mães!</title><content type='html'>&lt;p&gt;Vocês vão me perdoar, mas essa eu não podia deixar passar...&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;div align=center&gt;
&lt;img src=http://www.imagens4.theblog.com.br/Bush-Dia-das-Maes.jpg  width=300&gt;&lt;/div&gt;
&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6457087-108424966636161151?l=balaidegato.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://balaidegato.blogspot.com/feeds/108424966636161151/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6457087&amp;postID=108424966636161151&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6457087/posts/default/108424966636161151'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6457087/posts/default/108424966636161151'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://balaidegato.blogspot.com/2004/05/isso-que-dia-das-mes.html' title='Isso é que é dia das mães!'/><author><name>Petras Furtado</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00958958741234293383</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-94DwVmOI2aE/TqDtk8dgmBI/AAAAAAAAACI/OpSKI025nTw/s220/Avatar%2B02.png'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6457087.post-108424906514495219</id><published>2004-05-11T01:08:00.000-03:00</published><updated>2004-05-11T01:17:45.143-03:00</updated><title type='text'>Coisas de quem não tem o que fazer</title><content type='html'>&lt;p&gt;Sim, mas continuando o mal-falar do blog alheio...&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Tem um negócio engraçado (não é ha-ha engraçado, mas engraçado, mesmo assim, como diria o nosso saudoso amigo Cláudio) no blog da Lucy - eu só fui lá uma vez, não deixei comentário, não coloquei o link no meu blog, enfim, eu ignorei descaradamente a desgraçada de todas as maneiras, e ainda assim ela continua comentando aqui, na maior cara-de-pau! Tanta insistência, teimosia e marcenaria facial finalmente recebe seu prêmio, e aqui está: coloquei o link, logo depois do *risinho abafado* Milorde.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Agora, eu só começo a comentar no blog dela depois que a Lucy colocar umas letrinhas de vergonha nos posts (que nem todo mundo aqui tem visão 20/20) e PELOAMORDEDEUS, sem a %$#@&amp;*! do SUBLINHADO em TODO o texto.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Fora isso, o visual do blog é bonito. Graficamente poluído, mas bonito.&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6457087-108424906514495219?l=balaidegato.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://balaidegato.blogspot.com/feeds/108424906514495219/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6457087&amp;postID=108424906514495219&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6457087/posts/default/108424906514495219'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6457087/posts/default/108424906514495219'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://balaidegato.blogspot.com/2004/05/coisas-de-quem-no-tem-o-que-fazer.html' title='Coisas de quem não tem o que fazer'/><author><name>Petras Furtado</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00958958741234293383</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-94DwVmOI2aE/TqDtk8dgmBI/AAAAAAAAACI/OpSKI025nTw/s220/Avatar%2B02.png'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6457087.post-108424785287096094</id><published>2004-05-11T00:47:00.000-03:00</published><updated>2004-05-11T00:57:32.870-03:00</updated><title type='text'>Enfim, em casa</title><content type='html'>&lt;p&gt;A Thati já está em casa, como eu já postei anteriormente, e hoje à noite eu fui visitá-la. Fora a saudade visceral que corrói a nós dois, ela está bem. Adaptando-se à dieta e medicação. Um pouco de azia, do início da dieta pastosa (açúcar zero, gordura zero, tempero zero), e um pouco de mau humor, que venhamos, e convenhamos, é típico de qualquer gordo privado de suas necessidades mais vitais.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Na verdade, estou espantado que ela, em plena crise de abstinência de guloseimas, não tenha pulado no pescoço de alguém, dado um mata-leão, uma baiana e uma voadora (não exatamente nesta ordem) e ido fritar uns bolinhos de risoto com charque.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Suas primeiras papinhas de fruta deram um pouco de azia, como eu já disse, mas que só deve perdurar até o segundo ou terceiro dia da dieta. Depois o corpo se acostuma.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Na saída, o médico alertou-lhe cuidado: se o cálculo (fonte provável da dor lancinante do sábado retrasado) não tivesse se manifestado logo, em um ou dois dias, o abcesso teria levado ela a um óbito seguro.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Os remédios são caros pra cacete (R$ 70,00 por três antibióticozinhos que mal dão pra sete dias! Vou ser droguista!), e sem trabalhar, ainda por cima - ainda bem que os nossos pais estão podendo segurar as pontas.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Enfim: as coisas estão caminhando para melhor (acho que eu já disse isso num comentário, mas que diabos, sempre se pode repetir), e já se pode respirar aliviado.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Novamente, obrigado a todo mundo pela força e pela presença, seja ela física ou virtual.&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6457087-108424785287096094?l=balaidegato.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://balaidegato.blogspot.com/feeds/108424785287096094/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6457087&amp;postID=108424785287096094&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6457087/posts/default/108424785287096094'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6457087/posts/default/108424785287096094'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://balaidegato.blogspot.com/2004/05/enfim-em-casa.html' title='Enfim, em casa'/><author><name>Petras Furtado</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00958958741234293383</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-94DwVmOI2aE/TqDtk8dgmBI/AAAAAAAAACI/OpSKI025nTw/s220/Avatar%2B02.png'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6457087.post-108422271123969972</id><published>2004-05-10T17:47:00.000-03:00</published><updated>2004-05-10T17:58:31.240-03:00</updated><title type='text'>A filha pródiga...</title><content type='html'>&lt;p&gt;...à casa torna. Bem, na verdade, ela voltou temporariamente à casa dos pais, já que ela precisa de supervisão constante (nunca se sabe), pelo menos até depois da cirurgia. Ela foi liberada hoje, às 17:00h, juntamente com uma penca de medicamentos para continuar o tratamento de antibióticos que ela começou no hospital.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O tratamento dura sete dias (eu sei, eu sei, parece conta de mentiroso), e após esse período, ela irá consultar-se com seu gastroenterologista para (provavelmente) um novo tratamento e marcar a data da cirurgia (que deve ser dentro de dois meses).&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Thati está bem mais feliz (obviamente), especialmente pelo fato de não ter mais um tubo de soro acompanhando cada movimento seu. Engraçado como o simples fato de tomar um banho parece uma coisa nova e especial.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Assim, se alguém estiver pensando em fazer uma visita ao hospital, é melhor esperar dois meses, pois é quando ela terá que baixar novamente ao mesmo para fazer a cirurgia. Até lá, muito descanso, dieta pastosa e líquida e renovações do atestado médico para dispensa do trabalho.&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6457087-108422271123969972?l=balaidegato.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://balaidegato.blogspot.com/feeds/108422271123969972/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6457087&amp;postID=108422271123969972&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6457087/posts/default/108422271123969972'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6457087/posts/default/108422271123969972'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://balaidegato.blogspot.com/2004/05/filha-prdiga.html' title='A filha pródiga...'/><author><name>Petras Furtado</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00958958741234293383</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-94DwVmOI2aE/TqDtk8dgmBI/AAAAAAAAACI/OpSKI025nTw/s220/Avatar%2B02.png'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6457087.post-108402932541529090</id><published>2004-05-08T12:02:00.000-03:00</published><updated>2004-05-08T12:19:54.936-03:00</updated><title type='text'>La vita é bella</title><content type='html'>&lt;p&gt;Mais notícias, mais novidades e quase todas boas.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Thatiane começou a se adaptar à dieta líquida-pastosa (não está mais naquele processo de entrou-saiu), bem-humorada, confortável e tranquila, especialmente depois que o anestesista passou por lá hoje de manhã e explicou bonitinho os procedimentos pré e pós-operatórios, além de umas informações extras.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A causa da pancreatite foi um cálculo que se alojou na vesícula, bloqueando a emissão de fluidos do pâncreas, o que imediatamente paralisou quase por completo o sistema digestivo (em especial, os intestinos - Nessa, me corrija onde for o caso). O cálculo (pequenino mas ordinário) já deve ter sido expelido, segundo o anestesista, ou se encontra em outro lugar menos desconfortável. Na cirurgia, daqui a dois meses, eles farão uma pequena incisão, por onde entrará o laparoscópio com câmera, sonda, dreno e o que mais precisar. Poucos pontos, 30-40 minutos de tempo total - da anestesia ao final da cirurgia - e em 24 horas ela estará de volta para casa.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Caso seja preciso fazer algo mais que drenar o abcesso (como retirá-lo, ou retirar TAMBÉM o cálculo), eles terão que enfiar a faca com gosto e aí ela precisará de um tempo maior de recuperação. Mas segundo o anestesista, isso dificilmente será necessário.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Passei a noite de ontem e a manhã de hoje no hospital, e devo dizer que agora ela dorme bem (a noite toda), quase sem febre e consegue beber de tudo e comer de (quase) tudo. Apesar daquela canja de sei-lá-o-quê só ser atraente para quem não deixa passar nem resto de feijoada mineira com angu, farinha e batata-doce. COm salada de repolho e maionese como guarnição.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Contudo, sua alta só sairá após a confirmação da adaptação à dieta pastosa, o que levará ainda mais alguns dias, além do controle de antibióticos. Provavelmente lá pela quarta ou sexta.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A vida não é bela?&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;(que alívio!!!)&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6457087-108402932541529090?l=balaidegato.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://balaidegato.blogspot.com/feeds/108402932541529090/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6457087&amp;postID=108402932541529090&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6457087/posts/default/108402932541529090'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6457087/posts/default/108402932541529090'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://balaidegato.blogspot.com/2004/05/la-vita-bella.html' title='La vita é bella'/><author><name>Petras Furtado</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00958958741234293383</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-94DwVmOI2aE/TqDtk8dgmBI/AAAAAAAAACI/OpSKI025nTw/s220/Avatar%2B02.png'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6457087.post-108390421084136977</id><published>2004-05-07T01:02:00.000-03:00</published><updated>2004-05-07T01:35:25.590-03:00</updated><title type='text'>UnP Adventures, Part I - Fantasmas da Oitava Série</title><content type='html'>&lt;p&gt;E pra não dizer que tudo são problemas, por outro lado, as coisas vão muito bem na minha vida acadêmica. Ajuda a amenizar os problemas médicos recentes.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A Unp (até agora, e para minha surpresa) é extremamente eficiente e organizada. Não faziam vinte e quatro horas que entreguei as ementas das disciplinas que já havia pago na UFRN, e eles já me entregaram a confirmação de aproveitamento das mesmas, incluindo o reajuste do pagamento de mensalidades, visto que algumas disciplinas eu já - para efeitos acadêmicos - cumpri na UnP. Nada mal, nada mal.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O &lt;i&gt;layout&lt;/i&gt; do campus é meio confuso, embora compacto, mas eu já estou me acostumando. As carteiras são (surpresa!) acolchoadas, coisa que eu não imaginava existir, as salas têm ar-condicionado (E que funcionam!) e os professores começam e terminam as aulas no horário correto.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Se não fossem as mensalidades salgadas, seria o paraíso.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O maior problema (tá, não chega a ser um problema, é só um incômodo) vem da turma. São quase quinze anos de diferença.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;"E qual é o problema", vocês me perguntariam.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;"Parece a pôrra da oitava série", eu responderia.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;É isso mesmo. Voltei a uma sala de aula da oitava série, com todo mundo berrando, rindo e correndo pela sala na pausa para respirar que os professores fazem entre um berro e outro. Chato, mas tudo bem. Nada que um atropleamento seletivo não cure.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;E tem aquelas figuras clássicas: uma garota que tem TODO o material escolar com o tema da Barbie (cadernos, lápis, bloco de notas, fichário, e Deus me ajude, as roupas também!); os playboys jiu-juteiros de lenço na cabeça com roupas da BadBosta; as patricinhas afetadas cuja maior preocupação é se uma aula de Metodologia Científica combina melhor com o tubinho preto de alcinhas ou com aquele conjuntinho amarelo lindo de morrer que ela usou na festa da Ritinha; e aquele bando de escrotões não-tou-nem-aí que buscam todas as frestas possíveis para armar uma palhaçada na sala de aula e conquistar para si o título supremo de Escroto-Mor de toda a UnP e Adjacências.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;É duro. E nem um copo de conhaque por perto pra ajudar.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Algumas coisas se salvam. Uma colega de turma da época na UFRN, Luciana Celestino, com um mestrado em antropologia nas costas, agora é professora de lá (levou um susto daqueles quando me viu na sala). Encontrei três ex-colegas de trabalho, Lívia Patrícia, Rodrigo e Ariama, que terminam seus cursos de Publicidade, e alguns doutores da UFRN (que conheci na época em que frequentava a base de pesquisa em Estudos da Complexidade, na UFRN, quando eles eram meros mestres) que complementam seus salários públicos com a graninha miúda da UnP.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Acho que o mais legal disso tudo é voltar a estudar de uma forma mais rotineira. Eu sentia falta disso, dessa discussão diária, leituras agendadas, produção de pesquisas, trabalhos e relatórios. É uma merda, bem sei, mas eu &lt;i&gt;realmente&lt;/i&gt; gosto de estudar. Acho que é uma das coisas que mais fez falta na minha vida desde que deixei a UFRN e abandonei meus sonhos de vida acadêmica pela metade.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Mas sabe de uma coisa? Nunca é tarde (certo, se eu tivesse noventa e cinco anos, Mal de Alzheimer, Parkinson, Diabetes Melitus, cinco safenas e catarata inoperável nos dois olhos seria tarde, mas também assim é dose!). Vou terminar minha graduação, entrar num mestrado, um doutorado, especialização, pós-doutorado, o escambau a quatro.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Me aguardem.&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6457087-108390421084136977?l=balaidegato.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://balaidegato.blogspot.com/feeds/108390421084136977/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6457087&amp;postID=108390421084136977&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6457087/posts/default/108390421084136977'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6457087/posts/default/108390421084136977'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://balaidegato.blogspot.com/2004/05/unp-adventures-part-i-fantasmas-da.html' title='UnP Adventures, Part I - Fantasmas da Oitava Série'/><author><name>Petras Furtado</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00958958741234293383</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-94DwVmOI2aE/TqDtk8dgmBI/AAAAAAAAACI/OpSKI025nTw/s220/Avatar%2B02.png'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6457087.post-108390253220625381</id><published>2004-05-07T01:01:00.000-03:00</published><updated>2004-05-07T01:06:39.826-03:00</updated><title type='text'>Gracias a la vida</title><content type='html'>&lt;p&gt;A situação está melhorando, e bem mais que os prognósticos mais otimistas.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A taxa de leucócitos, que andava na faixa dos 28.000 (&lt;i&gt;muito&lt;/i&gt; elevada), desceu ontem para 24.000, e hoje, para 20.000. O médico está satisfeito, minha sogra está satisfeita, minha mãe está satisfeita, eu estou satisfeito, e que diabos, até a mulher da cama ao lado está satisfeita.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;E olhe que ela (não Thatiane, a mulher da cama ao lado) tem as pernas necrosadas por uma nefasta diabetes.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A febre já não é mais uma ameaça, ficando numa irritante mas inócua temperatura de 37,3 graus. Ela já passou para dieta líquida e pastosa (vitaminas, sucos, canjas e sopas), que embora pareça apetitosa, continua sendo comida de hospital. Isso, combinado com quase uma semana de dieta zero, faz a absorção difícil. Mas ela chega lá.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Thati deve receber alta no domingo, e ficará na casa de sua mãe, de forma a ter sempre alguém por perto até a cirurgia, daqui a dois meses e vários quilos a menos. Embora vá continuar com o tratamento de antibióticos, fará isso de casa, o que é um alivio para todo mundo.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Falta só saber a origem. O mais comum é o (creio) vírus da hepatite B ou C (tem D ou E?) ou mesmo alcoolismo. Como a taxa de beberragem de Thatiane é tão próxima de zero quanto possível, fica difícil esta última opção. A menos que minhas cachaças possam passar pra ela por osmose. Enfim.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Foi muito fortuita a visita de Java, Dudu e Denise na tarde de hoje - Thati divertiu-se bastante, em especial com os comentários de Eduardo sobre a qualidade de vida hospitalar. Seu humor estava muito elevado quando fui vê-la à noite. Java e Dudu, podem contar com mais vinte pontos de personagem na próxima sessão de jogo. Misael pode ficar com cinco, já que ele só foi lá uma vez, no primeiro dia. Se Simone jogasse, já teria uns cento e cinquenta, já que a coitada está fazendo o plantão diário pela manhã. Valeu também a visita de Dani e Mallen, embora tenham pego Thati no horário em que estava dopada de analgésicos.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Ao resto do pessoal, agradeço pela força (de todos), pela presença (para quem pôde), pela fé (pra quem tem) e todas essas coisas que fazem da nossa amizade algo digno de nota em estudos de relações humanas.&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6457087-108390253220625381?l=balaidegato.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://balaidegato.blogspot.com/feeds/108390253220625381/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6457087&amp;postID=108390253220625381&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6457087/posts/default/108390253220625381'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6457087/posts/default/108390253220625381'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://balaidegato.blogspot.com/2004/05/gracias-la-vida.html' title='Gracias a la vida'/><author><name>Petras Furtado</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00958958741234293383</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-94DwVmOI2aE/TqDtk8dgmBI/AAAAAAAAACI/OpSKI025nTw/s220/Avatar%2B02.png'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6457087.post-108373018587419427</id><published>2004-05-05T00:33:00.000-03:00</published><updated>2004-05-05T01:14:10.653-03:00</updated><title type='text'>Algo de novo no front...</title><content type='html'>&lt;p&gt;Bem, primeiro as boas notícias.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;h3&gt;Bos Notícias&lt;/h3&gt;
&lt;p&gt;Thatiane retirou a sonda estomacal hoje, já que a quantidade de suco gástrico (obrigado pela correção, Nessa!) que estava sendo drenada não acusou a presença de fezes (o que seria perigosíssimo) e nem aumentou a quantidade diária. Ela enfim, pôde ficar livre de incômodos maiores e conseguiu dormir a maior parte do dia.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Eu também. Como mamãe foi cobrir o meu "turno", passando a noite e a madrugada de hoje no hospital, eu pude resolver meus problemas e até dormir. Fez-me bem. Depois de doze horas seguidas de sono recuperador, regenerador e retroativo, eu acordei achando a vida até mais bonita. Com pancreatite e tudo.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Uma boa nova final é que eu finalmente estou dentro da UnP (não, eu não invadi o lugar). Hoje tive minha primeira aula. Na verdade, deveria ser ontem, mas teve um probleminha, que é parte das...&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;h3&gt;Más Notícias&lt;/h3&gt;
&lt;p&gt;Ontem, quando eu estava para entrar na minha primeira aula de Jornalismo, na UnP, o telefone toca. Era minha sogra. Não consegui entender nada do que ela dizia, mas como ela não conseguia ser entendida por não parar de chorar, achei melhor ir direto para o hospital.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Realmente, a coisa não era muito boa, mas nem tanto assim.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O médico, em face dos últimos exames (incluindo uma ultra-sonografia e um CAT-Scan - tomografia para os leigos em medicina), informou que ela possuía um abcesso, que - combinado com o constante estado febril, elevado número de leucócitos e de peso - poderia levar a um óbito, se não for tratado &lt;i&gt;muito&lt;/i&gt; cuidadosamente. Ela está recebendo um coquetel pesado de analgésicos, antitérmicos e antibióticos, para controlar a febre e a inflamação, e pronta para ser levada à UTI se a situação piorar, para daí passar a uma cirurgia de emergência (e de risco razoável).&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Se o tratamento surtir efeito, ela recebe alta (provavelmente no começo da próxima semana), vai para casa e mantém um tratamento e dieta arrochados, para aí então, livre do pior da inflamação pancreática, fazer a cirurgia de remoção do abcesso com absoluta segurança.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Então, de uma maneira ou de outra, ela &lt;i&gt;vai&lt;/i&gt; ter que entrar na faca, que pode ser de risco (se for agora) ou de uma maneira mais tranquila e segura (após o tratamento).&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;h3&gt;Notícias Mais ou Menos&lt;/h3&gt;
&lt;p&gt;Apesar das más notícias, os prognósticos são bons. Embora ela tenha febre constante, ela se mantém baixa (37 - 37,7 graus), as dores reduziram-se bastante (as principais são de passar a maior parte do tempo deitada) e apesar de ainda estar em dieta zero (o maior pesadelo de um gordo), está bem alimentada e hidratada. Até o humor melhorou, depois de tirar a sonda estomacal.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Então: agradecemos a todos os amigos que visitam, telefonam, mandam e-mail, etc., essas coisas, as apreciações de carinho, cuidado e todas essas coisas que sentimos pelas pessoas que chamamos de amigos (ou mesmo colegas).&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Obrigado mesmo.&lt;p&gt;
&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6457087-108373018587419427?l=balaidegato.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://balaidegato.blogspot.com/feeds/108373018587419427/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6457087&amp;postID=108373018587419427&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6457087/posts/default/108373018587419427'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6457087/posts/default/108373018587419427'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://balaidegato.blogspot.com/2004/05/algo-de-novo-no-front.html' title='Algo de novo no front...'/><author><name>Petras Furtado</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00958958741234293383</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-94DwVmOI2aE/TqDtk8dgmBI/AAAAAAAAACI/OpSKI025nTw/s220/Avatar%2B02.png'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6457087.post-108359223613351457</id><published>2004-05-03T10:26:00.000-03:00</published><updated>2004-05-03T10:54:50.356-03:00</updated><title type='text'>Doença na família</title><content type='html'>&lt;p&gt;Gente, são dez horas da manhã de segunda-feira e eu estou parando pela primeira vez na frente de um computador desde sábado. Aliás, desde sábado, é a primeira vez em que eu estou &lt;i&gt;parando&lt;/i&gt;.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Bom, pra quem ainda não sabe, minha dileta e amada companheira, cara-metade e amada-amante - Thatiane -, foi internada às pressas na tarde deste sábado último com intensas dores abdominais, que foram logo diagnosticadas como Pancreatite Aguda. Dois exames de sangue e uma ultra-sonografia depois, a confirmação foi definitiva e ela começou o tratamento.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Infelizmente, como ela tem uma intensa alergia a vários tipos de componentes de analgésicos mais potentes, com o AS, ela fica limitada a receber tratamento contra dor baseado em compostos como o paracetamol e similares (que, eu devo acrescentar, são BEM menos efetivos).&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;E já que a inflamação causada pela pancreatite não foi das menores, a ação dos analgésicos foi bloqueada por um longo tempo, até que os antibióticos começassem a fazer efeito e permitissem a ação dos supracitados medicamentos.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;No total, foram dezesseis horas de dor intensa: das 18:00h do sábado às 10:00h do domingo. Ou seja, nada de sono e nada de descanso. Em compensação, ela passou a maior parte da tarde e da noite do domingo dormindo, bem mais aliviada.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Houve uma provação nova no domingo, que foi a colocação de uma sonda estomacal - um impressionante feito de tortura médica que consiste em inserir um tubo plástico pelo nariz até o estômago, drenando seu conteúdo (suco biliar concentrado) para uma bolsa plástica, reduzindo as chances de gastrite e - sabe Deus! - úlcera. Levamos também em conta o fato de que ela é pré-diabética e está de dieta zero: nem água! Qualquer aumento de acidez no estômago faria um estrago só comparável (a nível de dor) à própria pancreatite.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Apesar de todo o desconforto causado pela sonda, alimentação intravenosa, monitor de pressão, dieta zero (havera coisa pior para um gordo?) e o proórpio fato de ter que ficar uma semana num hospital (coisa que Thati abomina mais que a própria morte), ela reconhece - é bem melhor que a dor constante e incapacitante do sábado para o domingo.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Ela deve manter o tratamento e a internação durante toda a semana, só recebendo alta, provavelmente, na próxima segunda-feira.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Agradecemos antecipadamente os telefonemas e mensagens e envios de pronta recuperação dos amigos, companheiros, colegas e associados, mesmo os que não tiveram a oportunidade de fazer uma visita (o que é perfeitamente compreensível - um hospital não é exatamente um lugar dos ais agradáveis, e nem todos têm tempo disponível ultimamente).&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Ah, e posts, esta semana, só quando eu voltar a dormir, coisa que não faço desde sexta-feira à noite.&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6457087-108359223613351457?l=balaidegato.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://balaidegato.blogspot.com/feeds/108359223613351457/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6457087&amp;postID=108359223613351457&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6457087/posts/default/108359223613351457'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6457087/posts/default/108359223613351457'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://balaidegato.blogspot.com/2004/05/doena-na-famlia.html' title='Doença na família'/><author><name>Petras Furtado</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00958958741234293383</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-94DwVmOI2aE/TqDtk8dgmBI/AAAAAAAAACI/OpSKI025nTw/s220/Avatar%2B02.png'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6457087.post-108335491914941629</id><published>2004-04-30T16:30:00.000-03:00</published><updated>2004-04-30T17:05:13.810-03:00</updated><title type='text'>Flame wars</title><content type='html'>&lt;p&gt;Engraçado como é a vida.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Quando você se reúne com seus amigos (que não bebem nem fumam, desgraçados), é comum falar mal de tudo e de todos, presentes e ausentes, amigos, inimigos e desconhecidos. Sem dó nem piedade, que dirá misericórdia. E tudo bem - a gente perde o amigo mas não perde a piada. Aliás, a gente não perde é nada.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Aí basta você postar no seu blog &lt;i&gt;as mesmas coisas&lt;/i&gt; que você conversa no meio do mundo, com tranquilidade, que todo mundo quer ver você pelas costas (no caso do Eduardo, isso é algo quase literal, vide seu alter-ego do Doutrinador). Absurdo.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O Dudu até falou em ressucitar o nosso blog coletivo, o &lt;i&gt;Blogga&lt;/i&gt;, lar dos &lt;i&gt;Imaturos, Insinceros e que Gostam de Humilhar&lt;/i&gt; (explicações completas mais tarde).&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Quer saber? Não precisa. Falar mal dos outros eu falo aqui mesmo. Ir pra outro lugar pra ter que difamar os amigos eu acho o cúmulo da hipocrisia. Se for pra falar mal, que seja em casa, com todo mundo presente.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;(aliás, fazendo uma autocrítica deste texto anterior, eu noto que pareço estar infectado com o vírus da maledicência, extremamente comum a donas-de-casas entediadas com suas repetitivas e intermináveis tarefas domésticas. Acho que essa vida de piniqueiro, trancado em casa jogando &lt;i&gt;Sacred&lt;/i&gt;, lavando pratos, jogando &lt;i&gt;UFO:Aftermath&lt;/i&gt;, varrendo a área, jogando &lt;i&gt;Sacred&lt;/i&gt;, lavando banheiros, jogando &lt;i&gt;Sacred&lt;/i&gt;... Enfim. Eu já disse que tenho jogado muito &lt;i&gt;Sacred&lt;/i&gt;?)&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;E, antes que as Flame Wars comecem, eu quero lembrar: não comecem o que não podem terminar. Por que se é guerra que vocês querem, é exatamente o que eu vou lhes dar...&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p align=center&gt;......&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Certo. Agora que todo mundo está mais calmo, mais tranquilo (eu, em particular), deixem dessa besteira de "ficar sentido", "falta de educação", "tendências sadomasoquistas homoeróticas recalcadas". Todo mundo aqui é amigo - e se não for vai ficar, porque senão eu mando o Misael passar o dia com você.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;No seu local de trabalho.&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6457087-108335491914941629?l=balaidegato.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://balaidegato.blogspot.com/feeds/108335491914941629/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6457087&amp;postID=108335491914941629&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6457087/posts/default/108335491914941629'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6457087/posts/default/108335491914941629'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://balaidegato.blogspot.com/2004/04/flame-wars.html' title='Flame wars'/><author><name>Petras Furtado</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00958958741234293383</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-94DwVmOI2aE/TqDtk8dgmBI/AAAAAAAAACI/OpSKI025nTw/s220/Avatar%2B02.png'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6457087.post-108321314862851519</id><published>2004-04-29T01:18:00.000-03:00</published><updated>2004-04-29T01:42:01.310-03:00</updated><title type='text'>...no blog dos outros é refresco.</title><content type='html'>&lt;p&gt;Hoje eu resolvi que não ia encher o saco de ninguém com aqueles &lt;i&gt;posts&lt;/i&gt; longos, quilométricos, e resolvi fazer a ronda pelos blogs dos amigos.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Comecei (como de praxe) na Taverna do Javali, e vi que o velho ungulado ainda anda às voltas com controles remotos. Enquanto não criar um que ligue/desligue minha fome devastadora, tudo bem. O Yuri, por sua vez, está na sua fase mais deprimentemente romântica, achando que tudo e todos são belos e felizes (exceto, é claro, seus subordinados, cujas vidas ele cuida de fazer miseráveis). Depois foi o Mallen, na Toca do Mallien. Pra variar, ele tem postado (quase, quase mesmo) regularmente. Estou ficando preocupado. Todo dia olho de manhã pela janela pra ver se o mundo não virou goiabada (no final não será nem fogo nem gelo).&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A Vanessa ainda não ganhou superpoderes como resultado de ter salvo vários bebês da UTI de uma nuvem de poeira e cinzas da caldeira do hospital. Eu culpo os anti-histamínicos que ela deve ter tomado e os diretores do hospital: não ganhou superpoderes, mas podia pelo menos ter ganho uma medalha. Ou um aumento, uma promoção, a chave da cidade, sei lá. Heroísmo pra mim é isso. O Wagner anda meio nostálgico, com fotos da sobrinhada. E me incitando a contar a Origem da Barbie. Já bati com a cabeça na parede umas seis vezes e só consigo me lembrar de onde estão os analgésicos e o telefone do hospital. Ainda estou puto por ele ter ido àquela mega-convenção de nerds e ainda ter contado como foi.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Beto (lobo, Morador, Fundador e Proprietário da Casa do Caralho) parece estar numa fase de problemas crônicos de falta de tempo para o blog. Sua nova peça infantil - Os Apuros de Vermelhinha - fala sobre a repressão no jardim de infância na época da Ditadura. Fico imaginando se seu personagem é um torturador ou apenas um esmaga-cabeças. A Denise está celebrando seu namoro ou amizade com a sua amiga de blog. Eu não falo mais nada pra não compormeter ninguém, especialmente o Dudu. Aliás, se sua namorada/esposa/ficante/amigada lhei trai com outra mulher, você é oficialmente corno? Dúvidas, dúvidas.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Faltou alguém? Faltou. Mas fica pro próximo.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Rapaz, eu estou gostando deste negócio de falar mal do blog dos outros...&lt;/p&gt;
&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6457087-108321314862851519?l=balaidegato.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://balaidegato.blogspot.com/feeds/108321314862851519/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6457087&amp;postID=108321314862851519&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6457087/posts/default/108321314862851519'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6457087/posts/default/108321314862851519'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://balaidegato.blogspot.com/2004/04/no-blog-dos-outros-refresco.html' title='...no blog dos outros é refresco.'/><author><name>Petras Furtado</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00958958741234293383</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-94DwVmOI2aE/TqDtk8dgmBI/AAAAAAAAACI/OpSKI025nTw/s220/Avatar%2B02.png'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6457087.post-108319449662038418</id><published>2004-04-28T20:10:00.000-03:00</published><updated>2004-04-28T20:30:04.483-03:00</updated><title type='text'>Ossos do ofício</title><content type='html'>&lt;p&gt;Em comentário ao meu &lt;i&gt;post&lt;/i&gt; anterior, a Lucy me perguntou uma coisa engraçada: qual o segredo para escrever &lt;i&gt;assim&lt;/i&gt;. Muito embora eu não tenha uma idéia precisa do que ela quer dizer com o &lt;i&gt;assim&lt;/i&gt;, eu posso, de certa maneira, responder a - pelo menos - parte de sua pergunta.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Creio que qualquer coisa que fazemos é fruto de uma paixão. Seja por escrever (meu caso), atuar (Betinho "lobo" Vandersteen), cuidar da saúde de pequenos infantes (Nessa), ou tagarelar sobre o novo caça da União Européia (vocês-sabem-quem). Tudo é fruto de paixão.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Ou, melhor ainda, de uma necessidade. Eu não escrevo porque gosto, ou porque acho bacana, ou qualquer outro motivo banal.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Eu escrevo porque &lt;i&gt;preciso&lt;/i&gt;.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Eu acordo de manhã com os dedos e o cérebro formigando para deitar no pixel em branco do processador de texto um diálogo, uma estória, um fragmento de estória ou diálogo que seja, porque quando eu não coloco essas malditas coisas pra fora, elas &lt;i&gt;queimam&lt;/i&gt; seu caminho para fora, em frases soltas e rabiscos em folhas soltas de papel.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A imaginação não é um processo maquinal, ordenado e limpo. Ela sai em borbotões, em largos deltas de palavras, que à maneira de uma enchente, tentam afogar a consciência com mensagens do seu mundo interior, aquele universo rico e diversificado que vive em algum lugar entre o neocórtex e os lobos parietais.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Não há nenhum segredo. Quer escrever? Primeiro leia &lt;i&gt;muito&lt;/i&gt; para saber o que é escrever. Depois sente na frente um caderno, máquina de escrever ou processador de texto. E escreva. Muito. Tudo. Qualquer porcaria, escrever o que tiver que sair, até que todo o lixo tenha sido posto para fora e só a coisa boa comece a fluir. Não é muito complicado.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Leia histórias em quadrinhos, veja filmes, leia jornais, aprenda o máximo que puder do mundo ao seu redor - até as coisas que você não fosta, porque elas também fazem parte do mundo. E se você for falar do mundo - qualquer mundo, e só existirem a coisas que você acha que são legais, ele parecerá falso. Porque nada nunca é assim. Tem que haver um equilíbrio, uma balança de qualidades, valores e idéias.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;É simples assim.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;E nada é tão complicado quanto.&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6457087-108319449662038418?l=balaidegato.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://balaidegato.blogspot.com/feeds/108319449662038418/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6457087&amp;postID=108319449662038418&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6457087/posts/default/108319449662038418'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6457087/posts/default/108319449662038418'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://balaidegato.blogspot.com/2004/04/ossos-do-ofcio.html' title='Ossos do ofício'/><author><name>Petras Furtado</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00958958741234293383</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-94DwVmOI2aE/TqDtk8dgmBI/AAAAAAAAACI/OpSKI025nTw/s220/Avatar%2B02.png'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6457087.post-108303542334868000</id><published>2004-04-27T00:05:00.000-03:00</published><updated>2004-04-27T00:14:37.123-03:00</updated><title type='text'>Lembranças de mil (e mais uma) noites</title><content type='html'>&lt;p&gt;O texto a seguir é um continho (bem, mais ou menos - quatro páginas), feito em 90, quando eu estava vivendo entre o primeiro e segundo casamentos, e conta uma estória (ou eu deveria dizer história?) quase que completamente verídica. Detalhes dos fatos se perderam na distância da memória, turvos pelo peso do álcool e da nicotina (não, eu não sou o filho do Bukowski).&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Como diria o Misael - &lt;i&gt;whatever&lt;/i&gt; - aproveitem, se é que é possível. O texto é bem velho, mas achei que valia a pena, nem que seja como valor histórico.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;h3&gt;MEIO DA NOITE&lt;/h3&gt; 
  &lt;p&gt;Acordo bruscamente com o cheiro de pano queimado, ergo a ponta da guimba quase extinta pendendo dos dedos, começando a atear uma mancha larga de fumaça no travesseiro. Lá vou eu com essa mania de fumar antes de dormir. Ainda acabo queimado, acordando no meio da noite com a cama em chamas.&lt;/p&gt; 
  &lt;p&gt;Quem me dera que fosse uma analogia para minha vida sexual...&lt;/p&gt; 
  &lt;p&gt;Mas o que me acordou? A campainha, tocando à meia noite e meia, que confirmo, sonolento, quase dopado, atento no borrão néon do relógio do videocassete. Tropeço até a porta, tentando não acertar o nariz no chão, enquanto procuro pôr uma calça e andar ao mesmo tempo. Consigo (a duras penas) e alcanço a porta.&lt;/p&gt; 
  &lt;p&gt;O olho mágico me dá um susto: Sara.&lt;/p&gt; 
  &lt;p&gt;— Oi, entra — ainda estou piscando os olhos, aturdido com a luz. Vou já fechando a porta atrás dela quando ouço um “ei, espera aí” e quase caio para trás.&lt;/p&gt; 
  &lt;p&gt;Sandra.&lt;/p&gt; 
  &lt;p&gt;Quem eu mais desejava, queria mesmo, no sentido de tesão da palavra. Tínhamos estudado juntos, não na mesma sala, mas na mesma escola (Deus é Pai!). Lembro que passei um ano inteirinho tentando &lt;i&gt;qualquer coisa&lt;/i&gt;, desesperadamente.&lt;/p&gt; 
  &lt;p&gt;Se deu em algo?&lt;/p&gt; 
  &lt;p&gt;Não: a minha pose de James-Dean-com-Sigmund-Freud-e-bom-mocismo mais assustava que atraía. Ela achava impossível existir alguém &lt;i&gt;tão&lt;/i&gt; bom quanto eu. Ora, eu também  . Nem eu acreditava direito naquela pose toda (&lt;i&gt;tem&lt;/i&gt; que haver algo errado comigo!), mas fazer o quê: me era natural o conhecimento prolixo e geralmente inútil, a boa aparência e os modos de um gentleman retardado.&lt;/p&gt; 
  &lt;p&gt;Coisas da vida.&lt;/p&gt; 
  &lt;p&gt;Abro a porta de novo e deixo ela entrar, claro, por favor, sinta-se em casa, mas que surpresa agradável e coisa e tal (e cadê meu calmante peloamordedeus, qualquer coisa!). Elas se acomodam na pequena sala, tão chegando de uma festa, morrendo de cansaço, não tinham dinheiro pro ônibus, aí lembraram que eu morava aqui perto, né? Isso tudo e coisa e tal.&lt;/p&gt; 
  &lt;p&gt;Sara me olha com a maior cara-de-pau que já vi num ser humano sem passar do reino animal para o vegetal. Sei muito bem porque ela veio para cá — um santuário de casa, comida, cigarro e bebida por uma noite, além de dinheiro pro táxi depois do café da manhã. Mas tudo bem. Ela cumpria os rituais, trazendo algum sacrifício para o grande-deus-da-casa-de-abrigo-aos-que-saem-de-festas-sem-um-puto-na-bolsa.&lt;/p&gt; 
  &lt;p&gt;Se bem que nem bolsa ela tinha.&lt;/p&gt; 
  &lt;p&gt;Ainda bem que (diferente de alguns deuses) não faço questão de virgens.&lt;/p&gt; 
  &lt;p&gt;Não me entendam mal — a Sandra (segundo as lendas) já tinha transado com meia escola, além dos professores e alguns funcionários mais bem-apessoados. Bom, pelo menos eram os boatos do tempo de escola. E como ela nunca se preocupou em negá-los...&lt;/p&gt; 
  &lt;p&gt;Ah, merda, como se eu me importasse com esse tipo de coisa.&lt;/p&gt; 
  &lt;p&gt;— Fome?&lt;/p&gt; 
  &lt;p&gt;Elas assentiram, ansiosas.&lt;/p&gt; 
  &lt;p&gt;— Certo — sorri — vou fazer um dos meus omeletes Lavoisier!&lt;/p&gt; 
  &lt;p&gt;A Sara fez uma cara estranha.&lt;/p&gt; 
  &lt;p&gt;— Você sabe: nada se perde, tudo se transforma.&lt;/p&gt; 
  &lt;p&gt;Ela riem: eu sou o máximo. Ou, pelo menos, meu ego gosta de acreditar nisso. Esperem até provar do omelete pra ver se continuam rindo. Um não: dois. Aliás, três. E pão, molho tártaro, a salada de macarrão do almoço de ontem, presunto, queijo, ovos e incontáveis garrafas de vinho. Velas acesas no meio da sala, as lâmpadas esfriando no teto. Sombras movendo-se nas bordas do nosso festim noturno.&lt;/p&gt; 
  &lt;p&gt;Clima de final de festa: duas da manhã e Sara acende um baseado na ponta de uma vela. Depois de todo aquele vinho, fico com medo dela explodir, a língua enrola uma piada que nem sei se eu mesmo entendi direito, mas elas riem, todos rimos, meu ego dá um salto mortal triplo para trás.&lt;/p&gt; 
  &lt;p&gt;— Só mais um copo, hein?&lt;/p&gt; 
  &lt;p&gt;Claro, claro. Só mais uma saideira. Depois da quarta eu não prometo mais nada. &lt;/p&gt; 
  &lt;p&gt;— Por onde vocês andavam esse tempo todo? Sumiram uns seis meses, oito?&lt;/p&gt; 
  &lt;p&gt;— Quase um ano. Rodando por aí, por esse asfalto, às vezes, muitas vezes, terra e lama, que cobre todo esse Brasil de meu Deus. Brazilzão, com Z, né, porque já está tudo vendido mesmo, só se salva a birita e o carnaval. Subimos do litoral até Manaus, depois descendo pelo Centro-oeste: Pará, Mato Grosso, Minas, até Salvador.&lt;/p&gt; 
  &lt;p&gt;— E aí?&lt;/p&gt; 
  &lt;p&gt;Numa boa, se viraram por lá. Nem imagino como. Ou melhor, imagino, mas a essa hora a imaginação já nem voa mais: atravessa a barreira da luz em fator de dobra trocentos e dez.&lt;/p&gt; 
  &lt;p&gt;A conversa rola como sempre, macia, ininterrupta, um pegando as deixas, os turnos do outro, mais um gole, mais um cigarro, a última fatia de presunto e não se fala mais nada, só o CD ronronando Barry White bem baixinho, sussurros em barítono na penumbra da sala.&lt;/p&gt; 
  &lt;p&gt;Sara dormiu ali mesmo, apagada, encolhida no sofá. Tirei os sapatos dela, resmungou em sonho o nome de alguém, namorado ou ex-namorado (estados flutuantes da paixão, segundo Sara) e dormiu fundo. Cobri seu corpo miúdo com meu lençol e ajeitei um travesseiro debaixo da cabeça, que ela prontamente abraçou, puxando entre as pernas e eu deixei ficar.&lt;/p&gt; 
  &lt;p&gt;Sandra tirou a calça, ficou só de meias e a camiseta cobrindo a região onde as coxas mudam de nome e perguntou onde era o banheiro.&lt;/p&gt; 
  &lt;p&gt;— Segunda porta do corredor à direita — balbuciei, com uma voz entre elevador e aeromoça.&lt;/p&gt; 
  &lt;p&gt;Ela foi, eu ali fixando aquela imagem dela tirando a roupa, strip-tease casual, um erótico assim como quem não quer nada. Mas queria. Bem, &lt;i&gt;eu&lt;/i&gt; queria. Depois de quinze, não, dez, sei lá quantos minutos, uma hora, duas, todas — vida e morte de uma estrela — sua voz me chama.&lt;/p&gt; 
  &lt;p&gt;Os pés me carregam em piloto automático até a porta do banheiro aberta: ela sentada no bidê, não entendi bem porquê, mas que achei supersensual (eu adoro essas coisas cotidianas), cabelo caindo sobre os seios pesados, mas ainda firmes, olhando para mim com aquela cara de eu-tô-bêbada-mas-tome-cuidado.&lt;/p&gt; 
  &lt;p&gt;— Que foi? — perguntei, hipnotizado, sem saber ao certo pelo o quê.&lt;/p&gt; 
  &lt;p&gt;— Tava com vontade de tomar banho.&lt;/p&gt; 
  &lt;p&gt;Suei alguns instantes antes dela terminar a frase.&lt;/p&gt; 
  &lt;p&gt;— Não quer vir?&lt;/p&gt; 
  &lt;p&gt;Eu tinha uma resposta ótima, tirada de um desses filmes que são bons demais para a sessão da tarde e por isso mesmo só passam de madrugada, quando os solitários ocasionais como eu estão acordados, esperando que o mundo venha até eles. Mas naquele instante, eu não me lembrava nem do maldito nome do filme, que dirá a frase.&lt;/p&gt; 
  &lt;p&gt;Fazer o quê? Ajoelhei-me na frente dela, uma genuflexão de confessionário aperfeiçoada por anos de colégios religiosos, e descortinei duas madeixas compridas em um rosto (quando estou bêbado fico poético pacas — além de deplorável).&lt;/p&gt; 
  &lt;p&gt;Me aproximou um beijo.&lt;/p&gt; 
  &lt;p&gt;Quando desgrudei os lábios dos dela, já estava debaixo do chuveiro quente há algum tempo, as mãos engelhadas, o corpo teso e escorregadio.&lt;/p&gt; 
  &lt;p&gt;“Que coisa”, pensei, “ela precisa me ensinar esse truque qualquer dia”.&lt;/p&gt; 
  &lt;p&gt;Barriga colada com a minha, os braços retendo uma pequena lagoa nas minhas costas, levantou uma das pernas, gesto de bailarina, apoiando um pé na minha cintura. Senti uma umidade que não era água.&lt;/p&gt; 
  &lt;p&gt;Começou.&lt;/p&gt; 
  &lt;p&gt;Nenhum de nós falou nada (falar o quê?), não houve ruído nenhum (tecla sound off, mute, hemisfério esquerdo do cérebro, neurona P33). O que quer que eu houvesse bebido, naquela longa noite, o que quer que resultasse daquela alquimia de vinho, comida, fumaça e estórias, fez efeito.&lt;/p&gt; 
  &lt;p&gt;Meu corpo foi traduzido de átomos para forças vetoriais, o jogo de empurra-empurra com a gravidade, o cabo-de-guerra que o magnetismo travava entre si mesmo e a tração do tempo. Sexo era física pura. Não devia ter faltado a tantas aulas. Quarks, múons, léptons, tudo passava pela minha cabeça num torpor de consciência cósmica. As coisas que os deuses devem sentir quando estão chapados. A morte em um manto negro à minha volta, afastadas pelo branco torpor luminoso do sexo. Entrelaçadas em uma batalha de conceitos, de extremos.&lt;/p&gt; 
  &lt;p&gt;Não dei atenção.&lt;/p&gt; 
  &lt;p&gt;Estamos agora de quatro, eu por cima (não tenho certeza), mas sei que há um jato de água caindo em mim, e eu me perguntando como será respirar debaixo d’água, guelras e escamas e tudo. Movo-me em círculos, elipses concêntricas e perfeitas: planetas se movem assim, orbitais de elétrons e luas. Penso que sou um deles, mas não — sou um sol, e ela minha adorável lua, presa em meus braços de gravidade, às vezes eclipsando, às vezes sendo eclipsada neste esconde-esconde de carne e rugidos de água.&lt;/p&gt; 
  &lt;p&gt;Não sei bem porquê, há lágrimas querendo sair de mim.&lt;/p&gt; 
  &lt;p&gt;Uma cascata de partículas líquidas, cinza e prata subindo ao ricochetear na pele, estrelas cadentes em atrito com a atmosfera da pele. Mais lágrimas. Ela nem percebe, é apenas uma forma distante, gigantesca como a sombra de uma divindade indiana, enviando impulsos, ondas de rádio e ultravioleta através da galáxia do box até o rádio-telescópio abaixo da virilha.&lt;/p&gt; 
  &lt;p&gt;Uma montanha que dança o terremoto.&lt;/p&gt; 
  &lt;p&gt;Há alguma luz agora, não sei se lua, reflexo, poste, carro ou holofote, mas diviso seu vulto, uma sombra recortada com fio perfeito, o rosto delicado, suave, inumano, fada, rainha de elfos e duendes. Noto que ainda não estou parado, saindo com ela em meus braços, cavaleiro andante resgatando a donzela do castelo do dragão. Os pés molhados (será sangue da batalha?) deixam marcas na cerâmica que me sabe a rocha cortada em grandes blocos. Caminho em passos falsos no escuro, tropeço e caio, a cama me aparando antes (obrigado, fiel companheira: você não será esquecida). &lt;/p&gt; 
  &lt;p&gt;Deitados num segundo e já começa tudo de novo, escorregadio, lento e quente. Como sempre deveria ter sido.&lt;/p&gt; 
  &lt;p&gt;Só paro para ver que o sol nasceu e que eu tenho que ir trabalhar daqui a duas horas. Ela diz que tá cansada. Eu também, mas nem por isso deixamos de ir até o final, hidrogênio destilando lentamente um fogo de Hiroshimas na minha cabeça, as unhas dela abrindo zíperes sangrentos nos meus ombros: no final é tudo muito simples.&lt;/p&gt; 
  &lt;p&gt;Apagamos num sono tranquilo, exausto, a cabeça dela apoiada num braço que vai acordar dormente, idéia contraditória, mas tudo bem: a noite existiu.&lt;/p&gt; 
  &lt;p&gt;Sete horas da manhã.&lt;/p&gt; 
  &lt;p&gt;O despertador, que ainda vou destruir a golpes de marreta, bipando desesperado para mais um dia, meu Deus, é segunda-feira, vamos correr, o animal de trabalhar está aceso em mim, tomando um café rápido enquanto elas ocupam o banheiro com seus mistérios de mulher que eu tão bem conheço (e não entendo — haverá algo mais apaixonante que isso?).&lt;/p&gt; 
  &lt;p&gt;Ajustar a gravata, limpar óculos escuros, sol filho da puta, terra desgraçada que não tem manhãs nebulosas. Eu devia ter nascido em Londres.&lt;/p&gt; 
  &lt;p&gt;Saem as duas juntas do banheiro, Sandra com o jeans apertado, eu cogito em não ir trabalhar. Mas que merda, tem muito pra fazer e emprego como esse tá difícil. Tudo bem. Outras noites. Outras vidas.&lt;/p&gt; 
  &lt;p&gt;Compro um maço de cigarro, mais outro pra elas, dou dinheiro pra ônibus, metrô, trem, avião, táxi espacial, o diabo. Ela me dá um beijo na parada de ônibus, diz que eu poderia ser o pai dela, se me esforçasse, e sai com meus óculos escuros. O sol tá foda hoje, mas a sensação é boa, sem ressaca nem cansaço. Pego um ônibus cheio, encontro um lugar vago nos fundos e vou sorrindo pro trabalho.&lt;/p&gt; 
  &lt;p&gt;O céu deve ser melhor, mas eu não estou com essa pressa toda pra morrer.&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6457087-108303542334868000?l=balaidegato.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://balaidegato.blogspot.com/feeds/108303542334868000/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6457087&amp;postID=108303542334868000&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6457087/posts/default/108303542334868000'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6457087/posts/default/108303542334868000'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://balaidegato.blogspot.com/2004/04/lembranas-de-mil-e-mais-uma-noites.html' title='Lembranças de mil (e mais uma) noites'/><author><name>Petras Furtado</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00958958741234293383</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-94DwVmOI2aE/TqDtk8dgmBI/AAAAAAAAACI/OpSKI025nTw/s220/Avatar%2B02.png'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6457087.post-108278450593741012</id><published>2004-04-24T02:19:00.000-03:00</published><updated>2004-04-24T02:33:36.046-03:00</updated><title type='text'>Coletânea III</title><content type='html'>&lt;p&gt;Esse, eu juro, é o último. Mesmo esquema dos anteriores, e talvez o único com uma estrutura de dialética, de análise comparativa. Chato, mas fazer o quê? Ser menos chato? Fala sério...&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;h3&gt;Tenda de Milagres&lt;/h3&gt;

&lt;p&gt;O shopping há muito tempo deixara de ser simplesmente um mercado para tornar-se uma habitação, muito embora não para pessoas — ou pelo menos, não para as vivas. As máquinas moravam ali, onde ninguém mais.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Concentrados em suas tarefas repetitivas, os engenhos comerciais modelavam vitrines, coordenavam compras, revisavam crédito e vigiavam, solenes, seus visitantes, através de um milhar de olhos invisíveis em esquinas, curvas, escadas e colunas. Uma obtusa consciência artificial orientava ciclos de velocidade de passarelas e escadas rolantes, entre o labirinto de lojas e restaurantes, respirando em grandes golfadas de ar perpetuamente condicionado nos presumidamente agradáveis 26 Celsius. Engrenagens que não rangiam nem vibravam faziam as portas se abrirem, barreiras estanques entre a realidade abafada de lá fora e aqui.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O Shopping era um mundo fechado, seguro e inviolável.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Fontes de luz, água e perfumes cascateando plantas artificiais, brilhando falsamente úmidas sobre o também falso mármore.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;“Ó vós que aqui entrais, abandonai todo o seu crédito”, sussurrou Paulo. As portas internas abriram-se em silêncio, recebendo-o com um suave bafejo de frio. Ele imobilizou-se na entrada, deixando a iluminação de suposto entardecer banhá-lo por inteiro. Sorriu.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;“Pôrra, agora é toda vez?”, Geraldo perguntou.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Um sorriso de resposta. Eles atravessaram o pórtico de entrada, sentindo seus celulares vibrarem sob a análise dos detectores de armas, os circuitos comunicando nome, códigos de identidade e classe de consumo de seus proprietários. Pequenas indiscrições entre máquinas. Entre iguais.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;“Veja bem,” Paulo começou, “nós entramos em um lugar onde toda a posse é o que faz de você um componente útil da sociedade, um membro sadio desse grande organismo que chamamos de civilização.”&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Geraldo suspirou. Mais um daqueles dias.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;“Aqui, a medida de quem você é aparece no peso das bolsas de plástico dez vezes maiores que o produto que você compra, representado por grupo de sinais eletrônicos que representam sua capacidade de se destacar junto aos seus pares, de parecer melhor do que eles.”&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;“Você anda conversando muito com o velhote.”&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;“Que é que tem?”&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;“Velho demais. A galera tá pensando que tem rolo.”&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Um sorriso malicioso de Paulo, preparando-se para o bote.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;“Quer dizer que quando alguém tem umas idéias legais, você conversa com o cara, você tem que estar levando nele? Ou levando dele?”&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Geraldo olhou ao redor. Ninguém interessado na conversa, aparentemente. Bom. Já bastavam as câmeras “Não, mas é que você fica conversando muito tempo com ele depois da aula. As pessoas começam a pensar por quê.”&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;“Porque ele tem boas idéias. Quer dizer, o cara é velho, ‘gado? Quarenta anos ou mais, ‘gado? Ele é velho, ele lembra de antes dos computadores dizerem ‘por favor’ e ‘muito obrigado’.”&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;“Hein?”&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;“Sei lá, foi ele que disse. Também não liguei. Muito velho.”&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;“Ele tem mais de quarenta, ‘gado?”&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;“Foi o que eu disse.”&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Compradores perpétuos atravessavam o grande átrio de formas suavemente orgânicas, concreto em um casamento arranjado de plástico com fibras metalorgânicas, estruturas que se renovavam anualmente, mudando de cor da mesma maneira que os jeans envelheciam com dignidade, suportando abóbada após abóbada de vitraplástico que deixam a baça luz do dia passar. Uma Meca de veneração dispersa entre as praças de alimentação, os nichos de entretenimento e as onipresentes lojas de moda, refletindo a tendência da última semana, em perene rotatividade.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Os seguranças dispersos em roupas de proteção antibalísticas, disfarçadas para parecer um cruzamento entre ternos e uniformes policiais de cinema, conversando entre si com fones subdérmicos e inconscientemente ajustando o peso desconfortável das armas não-letais nos coldres logo abaixo das axilas. Todos eles recém-egressos das academias de segurança privada, seus diplomas de bacharelado em TSEP II — Técnicas de Segurança Estatal e Privada — emoldurados na parede, como um relicário. Alguns ex-policiais, a maior parte formada de estudantes de direito que acreditaram na fantasia das butiques de modelagem sobre um corpo per-feito inspirar respeito absoluto.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Suas formas onipresentes em uma dança de turnos através dos infinitos corredores do shopping, vigiando, mãos e pernas a serviço da máquina que tudo governa, toda olhos e ouvidos dentro do ambiente de segurança absoluta.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;O velho observava a dançarina executar o complexo movimento da coreografia de vendas sobre a superfície perfeita da vitrine, um espelho virtual de bilhões de pixels, pequenos como moléculas, refletindo uma realidade guardada em um cartucho de circuitos óticos do tamanho de sua unha. Os passos, sampleados de sabe Deus quantos musicais de uma era anterior até mesmo à sua, mas que ele podia alcançar quando garoto, graças à máquina do tempo das reprises.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Era curioso, como a música mudara tanto e ao mesmo tempo tão pouco. Os ídolos do rock tinham se tornado super-heróis da ficção científica, feitos para consumo não apenas de música, mas de intrincadas séries de clips em formato de seriado, com estórias de interligação difusa, aparentemente desconexa, mas que deixava entrever profundas camadas de enredo, com insinuações de filosofia, sociedade e cultura. Tudo para vender bonecos articulados, refrigerantes e camisetas videoativas.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Os ídolos da semana. Era só o que se podia almejar. O megamercado de mídia, agora praticamente sob uma única bandeira, se permitia ao luxo de projetar apenas um ícone máximo de cada área. Apenas um maior cantor, uma grande banda, um máximo megastar. Mais que isso e as garras ávidas dos abutres de terno desmembravam a estrela-por-vir em um frenesi de processos cautelares de copyright e reserva prévia de nicho cultural.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Suas décadas traziam uma série de lembranças incompatíveis com este novo mundo, que ele vislumbrara apenas em seus sonhos mais estranhos: uma insólita mistura cinematográfica de Blade Runner, 1984 e Metrópolis. Utopias desfiguradas pelo clichê e pela inevitabilidade do óbvio. Sentia falta do passado não como uma casa, mas como uma família. Oitenta anos de caos controlado fizeram do mundo um lugar mais confortável, talvez para a maioria das pessoas, mas não fora sempre assim? As coisas mudam, e quanto mais mudam, mais permanecem as mesmas. Tinha sido assim com os espaços ao seu redor. Rádios, televisões, computadores, a rede... Mas as pessoas.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Não esperava que as pessoas mudassem tanto quanto nestas últimas três décadas.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Uma espécie de juízo final feito em grande parte de apatia, delineado cuidadosamente com uma mistura precisa de reverência e deslumbre dominava a todos. Felicidade? Sim, com certeza. Mas não felicidade de verdade. Era mais uma coisa abortada prematuramente de limpos designs europeus, celebrando uma falsa multi-culturalidade, onde a única coisa múltipla eram as escolhas pessoais sobre variações de um mesmo tema.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Nove caracteres alfanuméricos variáveis para cada homem, mulher e coisa viva ou pensante sobre a superfície da terra.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Classificação, impessoalização, ordem e progresso. Não exatamente nesta ordem. As grandes conquistas deste século, deste novo século já tão perto do fim, prenhe de novas maravilhas — que ele suspeitava, em silêncio resignado, serem tão vazias quanto as deste.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Lua, Marte, Vênus, Europa e Plutão. As novas fronteiras já devassadas por exércitos de máquinas microscópicas, terraformando o território virgem do amanhã para legiões de compradores apressados e turistas. Nunca há tempo para se ver a paisagem — ergo, a paisagem não é necessária. Talvez em dez anos existam shoppings em Marte. Em mais trinta, condomínios de luxo em Vênus, sob vinte e cinco milímetros de chuva diária. As perenes geleiras de Europa convertidas em uma colossal nuvem de vapor para o efeito estufa. Oceanos de peixes geneticamente adaptados para atender as necessidades alimentares de bilhões.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Duvidava deste último. A fome, entre todas as novidades, era uma constante imutável.&lt;/p&gt;
&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6457087-108278450593741012?l=balaidegato.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://balaidegato.blogspot.com/feeds/108278450593741012/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6457087&amp;postID=108278450593741012&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6457087/posts/default/108278450593741012'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6457087/posts/default/108278450593741012'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://balaidegato.blogspot.com/2004/04/coletnea-iii.html' title='Coletânea III'/><author><name>Petras Furtado</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00958958741234293383</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-94DwVmOI2aE/TqDtk8dgmBI/AAAAAAAAACI/OpSKI025nTw/s220/Avatar%2B02.png'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6457087.post-108278301163886530</id><published>2004-04-24T01:45:00.000-03:00</published><updated>2004-04-24T02:10:13.653-03:00</updated><title type='text'>Mais poesia sem-vergonha.</title><content type='html'>&lt;p&gt;Entre hai-kais e versos brancos, aqui vai mais uma dose para ninguém pensar que eu sou santo ou anjo. O primeiro foi pruma ex-namorada de muitos anos passados (não, ninguém conhece. Talvez o Misael se lembre, pra vocês verem como faz tempo). O segundo é um hai-kai de pé-quebrado que tenta ser uma síntese, mas não consegue. Que merda. O terceiro é sobre OUTRA ex-quase-namorada que conheci numa festa. Hoje, se diria que "ficamos". Muito intenso, mas não deu em nada. Finalmente, um monte de pequenos Hai-kais nojentos, mal-feitos e com a métrica mais destroncada que a campanha do Vasco. Mas segue a regra: três a cinco linhas, uma imagem.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;h3&gt;Teu Gosto Amargo&lt;/h3&gt;

&lt;p style=font-size=12pt&gt;
Acho que não devo dizer&lt;br&gt;
que o teu amor tem o gosto amargo&lt;br&gt;
do café:&lt;br&gt;
é algo desnecessário.&lt;br&gt;
&lt;br&gt;
Acho que não posso dizer&lt;br&gt;
que dependo tanto dele&lt;br&gt;
quanto do café:&lt;br&gt;
é algo óbvio.&lt;br&gt;
&lt;br&gt;
Acho que não preciso dizer&lt;br&gt;
que prefiro o gosto amargo do café&lt;br&gt;
ao teu amor:&lt;br&gt;
é algo dispensável.&lt;br&gt;
&lt;br&gt;
Pois nele, ao menos,&lt;br&gt;
posso pôr açúcar.&lt;br&gt;
&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;

&lt;h3&gt;Romance Erótico Japonês&lt;/h3&gt;

&lt;p STYLE=font-size:12pt&gt;
O fluxo carnal&lt;br&gt;
que a pena descreve&lt;br&gt;
é insuficiente.&lt;br&gt;
&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;

&lt;h3&gt;Nosferatu&lt;/h3&gt;
&lt;p STYLE=font-size:12pt&gt;
Na noite passada&lt;br&gt;
teu infinito de expressões&lt;br&gt;
como um mar.&lt;br&gt;
Terror de encontrar a cama vazia&lt;br&gt;
ao amanhecer.&lt;br&gt;
&lt;br&gt;
Insônia e cigarros —&lt;br&gt;
lei seca da alma.&lt;br&gt;
&lt;br&gt;
Durmo.&lt;br&gt;
&lt;br&gt;
A noite desperta minha pele&lt;br&gt;
com estranha umidade:&lt;br&gt;
dedos molhados tamborilando o teto&lt;br&gt;
vaga impressão de tempestade&lt;br&gt;
(ninguém ocupando o espelho)&lt;br&gt;
dores no pescoço.&lt;br&gt;
&lt;br&gt;
Campainhas.&lt;br&gt;
Dobradiças.&lt;br&gt;
Um esconderijo entre lençóis&lt;br&gt;
e as vozes.&lt;br&gt;
&lt;br&gt;
Minha porta que se abre&lt;br&gt;
e você...&lt;br&gt;
Luz? Não há luz.&lt;br&gt;
Mas&lt;br&gt;
teus olhos brilham&lt;br&gt;
com todos os gatos à meia-noite.&lt;br&gt;
&lt;br&gt;
Presciência de beijos no pescoço&lt;br&gt;
 na tua voz anunciando&lt;br&gt;
— Voltei.&lt;br&gt;
Aceitação de que não conhecerei&lt;br&gt;
um amanhecer&lt;br&gt;
jamais.&lt;br&gt;
&lt;br&gt;
Teus dentes.&lt;br&gt;
&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;

&lt;h3&gt;Hai-Kai´s&lt;/h3&gt;

&lt;h3 Style=Color:red Font-Size:14pt&gt;Broken Love&lt;/h3&gt;
&lt;p STYLE=font-size:12pt&gt;Piece of glass&lt;br&gt;
silver glow that shines&lt;br&gt;
in rain.&lt;br&gt;
She doesn’t cry.&lt;br&gt;&lt;/p&gt;

&lt;h3 Style=Color:red Font-Size:14pt&gt;Alley Jungle&lt;/h3&gt;
&lt;p STYLE=font-size:12pt&gt;In the alley&lt;br&gt;
a prowler kitty.&lt;br&gt;
Nail, teeth and claws&lt;br&gt;
but the eyes are sharper.&lt;br&gt;&lt;/p&gt;

&lt;h3 Style=Color:red Font-Size:14pt&gt;Bright Lights, Bright City&lt;/h3&gt;
&lt;p STYLE=font-size:12pt&gt;Cocaine:&lt;br&gt;
raining, snowing&lt;br&gt;
in my brain.&lt;br&gt;&lt;/p&gt;

&lt;h3 Style=Color:red Font-Size:14pt&gt;Baby Love&lt;/h3&gt;
&lt;p STYLE=font-size:12pt&gt;Woman gets undress&lt;br&gt;
I look for the window —&lt;br&gt;
loose my hart&lt;br&gt;
hope of lights on.&lt;br&gt;&lt;/p&gt;

&lt;h3 Style=Color:red Font-Size:14pt&gt;Elegy&lt;/h3&gt;
&lt;p STYLE=font-size:12pt&gt;An angel’s heart&lt;br&gt;
is but a heart&lt;br&gt;
made of gold and light.&lt;br&gt;
Thought gold is pure&lt;br&gt;
and light eternal.&lt;br&gt;&lt;/p&gt;

&lt;h3 Style=Color:red Font-Size:14pt&gt;Vain Heart&lt;/h3&gt; 
&lt;p STYLE=font-size:12pt&gt;Flute broken&lt;br&gt;
along the way:&lt;br&gt;
love without hope.&lt;br&gt;&lt;/p&gt;

&lt;h3 Style=Color:red Font-Size:14pt&gt;Hourglass&lt;/h3&gt;
&lt;p STYLE=font-size:12pt&gt;Crying eyes&lt;br&gt;
chained at the watch&lt;br&gt;
— you don’t come.&lt;br&gt;&lt;/p&gt;

&lt;h3 Style=Color:red Font-Size:14pt&gt;Last Page&lt;/h3&gt;
&lt;p STYLE=font-size:12pt&gt;Runaway children:&lt;br&gt;
a frozen scream&lt;br&gt;
lost in the night.&lt;br&gt;&lt;/p&gt;
 
&lt;h3 Style=Color:red Font-Size:14pt&gt;Samurai&lt;/h3&gt;
&lt;p STYLE=font-size:12pt&gt;
the shining blade&lt;br&gt;
thundering overhead:&lt;br&gt;
justice made of metal.&lt;br&gt;&lt;/p&gt;

&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6457087-108278301163886530?l=balaidegato.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://balaidegato.blogspot.com/feeds/108278301163886530/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6457087&amp;postID=108278301163886530&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6457087/posts/default/108278301163886530'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6457087/posts/default/108278301163886530'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://balaidegato.blogspot.com/2004/04/mais-poesia-sem-vergonha.html' title='Mais poesia sem-vergonha.'/><author><name>Petras Furtado</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00958958741234293383</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-94DwVmOI2aE/TqDtk8dgmBI/AAAAAAAAACI/OpSKI025nTw/s220/Avatar%2B02.png'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6457087.post-10826916554740900</id><published>2004-04-23T00:32:00.000-03:00</published><updated>2004-04-23T00:45:03.340-03:00</updated><title type='text'>Coletânea II</title><content type='html'>&lt;p&gt;Já que um ou outro gato pingado se interessou, aqui vamos nós de novo. Esta é outra estória, não diretamente ligada (pelo menos não neste momento), e certamente, não em sequência, mas enfim, no mesmo "ambiente".&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;

&lt;h3&gt;Limite da Visão&lt;/h3&gt;


&lt;p&gt;“Meus olhos doem.”&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;“Só um instante”, disse o médico, examinando as leituras do aparelho oftalmológico, um inseto em aço branco, plástico e mostradores de cristal líquido que brotava a partir do pedestal, ancorado ao chão acarpetado. Um conjunto de patas espalhava lentes, sondas, espelhos e luzes sobre os olhos do paciente recostado na cadeira. Ele teclou um comando, observou novamente as leituras e fez os membros da máquina afastarem-se da cadeira.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Seu paciente, um homem corpulento, mostrando mais que alguns sinais de excesso de peso, ergueu a cabeça, piscando, enquanto tateava pelos óculos no bolso do casaco. Levantando-se devagar, ele acompanhou o médico até sua mesa, onde uma receita era expelida pela impressora. Ele ouviu o mastigar metálico que secionou o papel, quando o médico puxou-o da fenda junto ao gabinete do computador.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;“Use esse colírio”, disse ele, “e evite sair de casa durante o dia, até a ardência diminuir”.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;“E seu eu precisar?”&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;“Precisar o quê?”, perguntou, sem levantar os olhos do teclado&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;“Sair.”&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;“Ora, pra quê?”&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;“Trabalhar, sei lá.”&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O médico olhou-o com um sorriso malicioso: “e você trabalha fora de casa?”&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;“Não, mas... Bom, sei lá... Se precisar ir ao médico — como agora.”&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;“Use os óculos escuros.”&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O homem assentiu, lembrando-se da dificuldade para chegar até ao consultório, mesmo com seus Ray-bans no máximo, o marcador de UV na borda da lente reclamando com um sinal de exclamação vermelho, irritado, sempre que ele tentava escurecê-los além do limite permitido por lei.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Apertou a mão do médico, despedindo-se, e tomou a saída da clínica, agradecido pelo sol já ter se posto. O carro sinalizou em reconhecimento, quando ele se aproximou, e abriu a porta ao toque da mão na maçaneta. Sentou-se, o cinto de segurança ajustando-se à sua volta, travando na posição com um pequeno choque metálico. O motor elétrico ronronou em resposta, acendendo os faróis e ele entrou no trânsito da avenida principal, perdido em pensamentos e temores de luz.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;“Não medo do escuro”, pensou, “mas da luz”.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O carro perguntou se ele não queria ir pela rota mais comum, e ele ignorou o pedido de direção automática — não confiava muito na perícia do satélite de navegação local. Duas vezes este mês, o alarme do carro o assustou quando começou a receber os dados do satélite: vírus de navegação. Algum garoto esperto e sacana tinha entrado no satélite de trânsito pela rede, deixando uma trilha de sujeira digital. Desde então, não se arriscava, pelo menos até poder colocar um software de proteção melhor no carro. Um daquele anti-vírus da Volksoft deveria ser o bastante. Não eram conhecidos pela alta eficiência, mas pelo menos a atualização era de graça, e pegavam a maioria dos sacaninhas de computador. Os mais comuns.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Mas este mês não. Tinha que terminar o jardim, pagar as aulas de violino de Helena, e tinha também aquele filtro de ar pra sala... Não, definitivamente, este mês não.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Além disso, Carla queria um carro novo. Não que o dela estivesse velho, mas ela simplesmente não se dava bem com a interface dele. “Quem agüenta esses volks?”, ela dizia. Bem, ele não tinha problemas. Eram um pouco obtusos, claro, mas agradáveis. Não se metiam na sua vida, eram educados, não tentavam parecer humanos... Ele não gostava de máquinas excessivamente humanizadas, da idéia de eletrodomésticos tendo que parecer gente. Estações de trabalho, máquinas de atividade intelectual, isso ele podia entender. Mas carros? Elevadores? Geladeiras? Não, havia um limite para o que deveria ser tornado inteligente — ou pelo menos, com a aparência de inteligência.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A chuva começou subitamente: um aguaceiro violento, cegante, que o fez ligar o automático, deixando o carro manobrar a maior parte do tempo, as mãos no volante fazendo correções mínimas de curso, um conforto pessoal de que alguém estava no controle, não um computador infectado flutuando a alguns quilômetros acima, no céu índigo da baixa estratosfera.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Meia hora de tráfego pesado e a chuva cedeu por alguns minutos, limitando-se a uma garoa rápida, com chicotadas ocasionais de vento molhado. Ele gostava quando chovia, de certa forma. Limpava o ar, fazia o cinzento do céu um pouco mais claro. Dava até pra imaginar como ele era azul. Podia se lembrar ainda, com dez, quinze anos, andando por ali, sob o sol... fazia tempo demais. Virou uma esquina, o carro comunicando-se com o portão da garagem, abrindo a porta, fechando...&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A chuva ficou do lado de fora. Apenas um tamborilar surdo no telhado de vitraplástico o acompanhou, deixando uma assinatura úmida, distinta, no ar, de ozônio, poeira e lixo.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;“Antigamente,” pensou, com uma certa nostalgia, “cheiro de chuva lembrava terra molhada”.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Saiu da garagem, entrando na casa pelo pequeno corredor de concreto. Pendurou a capa ao lado de um par de galochas empoçando o chão com barro e lama de papel colorido.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;“Hoje em dia é só lixo molhado”.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Mas sua esposa o recebeu com um sorriso, deixando o controle remoto de lado, e ele pensou que afinal, as coisas não estavam tão más assim.&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6457087-10826916554740900?l=balaidegato.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://balaidegato.blogspot.com/feeds/10826916554740900/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6457087&amp;postID=10826916554740900&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6457087/posts/default/10826916554740900'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6457087/posts/default/10826916554740900'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://balaidegato.blogspot.com/2004/04/coletnea-ii.html' title='Coletânea II'/><author><name>Petras Furtado</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00958958741234293383</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-94DwVmOI2aE/TqDtk8dgmBI/AAAAAAAAACI/OpSKI025nTw/s220/Avatar%2B02.png'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6457087.post-108258185564037525</id><published>2004-04-21T18:02:00.000-03:00</published><updated>2004-04-21T18:15:02.153-03:00</updated><title type='text'>Coletânea</title><content type='html'>&lt;p&gt;Já há algum tempo eu venho trabalhando (e abandonando) a idéia de trabalhar em uma coletânea de contos e noveletas. Este que vocês lerão abaixo (se tiverem saco para tanto), faz parte de uma variação desta idéia: um conjunto de contos interligados, contando uma só estória, do ponto de vista de várias personagens diferentes. Comentários, please.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;

&lt;h3&gt;Gata de zinco no teto da noite quente&lt;/h3&gt;


&lt;p&gt;Enrodilhada na cadeira, Lana sentia-se vazia, aridamente seca, como se todo o vinho que já havia tomado pudesse desidratar. Como se ele fosse a verdadeira esponja, e não o seu fígado dolorido.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;As garrafas espalhavam-se no chão sem nenhuma ordem aparente. Ergueu os pés descalços, sentindo o frio do chão nu, os mosaicos de cerâmica encaixados no quebra-cabeça intrincado e quase hipnótico — tedioso, até — dos tons de marrom veneziano e areia. O sistema de entretenimento doméstico junto da janela embalava tristeza estéreo no piano sintetizado, soando demasiadamente melancólico ao fundo da orquestra de cachoeiras, chuva e vento que a máquina se esforçava em fazer parecer natural, coreografada nas caixas sensurround —resultado da economia de quatro meses de salário — espalhadas estrategicamente pela sala escura.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Apatia. O tamborilar da chuva lhe deixava com um gosto de tédio, um metálico amargo na boca, no mesmo lugar onde ele a beijara pela última vez. Coçou a pele nua da barriga, desceu um pé para brincar com uma garrafa e o vitraplástico esverdeado imitando cristal fez um ruído desagradável pela textura enganosa do piso.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Rilhou os dentes, lembrando de que ele detestava o som e levantou-se; sentindo o equilíbrio falhar. Ele riria, se a visse assim. “isso é algo que jamais aconteceria comigo”, diria. Mas ele não estava aqui. Estava na rua — ou já instalado em algum outro lugar? Não. Seu impermeável cinza-azulado — com a grife se destacando em um sutil holograma de néon — estaria agora deixando a chuva respingar à volta, mantendo os cabelos negros apenas úmidos, os olhos como faróis de jade.
&lt;p&gt;Ah, que bobagem, conjurar estas imagens dele. Não era com poesia fácil que ele iria voltar. Algo o faria voltar? Ela procurou pelos cigarros, em algum lugar na penumbra da sala, e quando sua mão tocou o plástico do isqueiro, ela já tinha uma resposta formada.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Não.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Ele não era de voltar. Suas roupas já não estavam aqui; não que tivesse muitas. Apenas o bastante para que coubessem em duas malas, nada de peso excessivo. Um homem prático.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;E, como todos os homens práticos, insensível — pelo menos no final.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Luz. A grade de prata-tungstênio na ponta do isqueiro, engravidando um ovo de plasma incandescente, flutuando como um pequeno milagre acima da ponta do tubo roliço, menor que o seu polegar. “Tudo isso para acender um cigarro”, murmura. O maço de Java Supremes estava ao lado do isqueiro, pequenos cilindros enrolados à mão, com folhas de fumo cubano e turco. Caros, mas ela podia se dar a esse luxo, pelo menos, de vez em quando.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Ah, merda, estava na fossa. Haveria luxo maior que esse?&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Tropeçando, foi à geladeira descobrir se ainda havia outra garrafa de vinho. Não que a garrafa fosse de vidro, ou que seu conteúdo viesse de uvas, mas o que era verdadeiro hoje em dia? A maior parte dos homens tinha plástico em pelo menos um quinto dos seus corpos esculpidos nas boutiques cirúrgicas do centro da cidade e dos shoppings da zona sul: sorrisos, olhos e pele. Toda uma geografia de músculos inflada e tornada rígida para atender aos apelos da moda. Íris reluzindo azuis, verdes, ocres, neon, de iridescente vermelho Ferrari ou com o padrão de estrelas em supernova que era a novidade da semana.
Plástico, tudo plástico.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;“Então, qual é a diferença”, pensou, talvez em voz alta, “se os corações são de pedra ou plástico?” Suas mãos encontraram a maçaneta da geladeira, na altura da coxa, e ela abriu a porta, deixando a luz baça revelar feições agudas, o nariz arrebitado e esguio, abaixo da pequena catarata de fios negros misturados com louros, cuidadosamente espalhados pela franja. Os olhos castanhos, agora melancólicos, encontraram uma garrafa de vodka pela metade.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Fechou a geladeira, destampando a garrafa e tomando um gole direto do gargalo. A bebida desceu com um leve acento de cevada no final e ao invés de calor, um calafrio percorreu o rosto, indo depositar-se no peito.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;“Ambos não quebram, no final”, concluiu para si mesma.&lt;/p&gt;
&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6457087-108258185564037525?l=balaidegato.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://balaidegato.blogspot.com/feeds/108258185564037525/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6457087&amp;postID=108258185564037525&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6457087/posts/default/108258185564037525'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6457087/posts/default/108258185564037525'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://balaidegato.blogspot.com/2004/04/coletnea.html' title='Coletânea'/><author><name>Petras Furtado</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00958958741234293383</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-94DwVmOI2aE/TqDtk8dgmBI/AAAAAAAAACI/OpSKI025nTw/s220/Avatar%2B02.png'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6457087.post-108258127114906449</id><published>2004-04-21T17:51:00.000-03:00</published><updated>2004-04-21T18:05:17.780-03:00</updated><title type='text'>Soldat</title><content type='html'>&lt;p&gt;Alguém já ouviu falar em &lt;a href=http://www.soldat.pl/main.php target=_blank&gt;Soldat&lt;/a&gt;?&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Trata-se de um joguinho bidimensional de gráficos simples, que pode ser jogado on-line, contra outros jogadores, ou contra bots no seu computador. Uma espécie de Counter-Strike dos pobres.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Mas o desgraçado é viciante! Os sons são bacanas, os gráficos, embora simplíssimos, são divertidos, e é cheio de pequenas piadas gráficas e outros elementos humorísticos relacionados a carnificina de uma maneira geral.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Possui a maior parte das armas de Counter-Strike, além de outras mais, com seus efeitos e características particulares, permite a criação de equipes em seis modos de jogo, como deatmatch, capture the flag e teammatch, editores de mapas (já vem com 26 mapas) e só tem 10mb de tamanho!&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Para os amantes da chacina digital sem placas aceleradoras de vídeo 3D e com máquinas de 3 gerações atrás, é a melhor solução para estourar amigos online.&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6457087-108258127114906449?l=balaidegato.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://balaidegato.blogspot.com/feeds/108258127114906449/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6457087&amp;postID=108258127114906449&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6457087/posts/default/108258127114906449'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6457087/posts/default/108258127114906449'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://balaidegato.blogspot.com/2004/04/soldat.html' title='Soldat'/><author><name>Petras Furtado</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00958958741234293383</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-94DwVmOI2aE/TqDtk8dgmBI/AAAAAAAAACI/OpSKI025nTw/s220/Avatar%2B02.png'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6457087.post-108258051119465064</id><published>2004-04-21T17:43:00.000-03:00</published><updated>2004-04-21T17:55:27.390-03:00</updated><title type='text'>UnP ou racha!</title><content type='html'>&lt;p&gt;Bom, segundo o site da UnP, eu fui aprovado em seu vestibular programado para o curso de Comunicação Social (Jornalismo). Agora vai!&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Amanhã cedinho já sairei para fazer matrícula, apresentar histórico escolar, essas coisas. Felizmente, já tenho em estoque duzentas dúzias de fotos 3x4, xerox de quase todos os meus documentos e toda aquela putaria burocrática que é tão comuns aos meios escolares.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Só não entendi por que eu fui o único a ser aprovado. Quer dizer, os caras oferecem para o vestibular programado cerca de 20-30% das vagas disponíveis. Era de se esperar que mais gente tivesse passado. Ou só eu fiz a prova para Jornalismo? Ou eu fui o único que achou o nível daquelas provas ridículo? Ou a minha redação impressionou tanto os responsáveis pela correção que eles me aprovaram de maneira unânime e incondicional, de forma a ter um futuro ganhador do Prêmio Nobel de Literatura em seus quadros docentes? Vai entender...&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;De qualquer maneira, é Back to School pra mim.&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6457087-108258051119465064?l=balaidegato.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://balaidegato.blogspot.com/feeds/108258051119465064/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6457087&amp;postID=108258051119465064&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6457087/posts/default/108258051119465064'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6457087/posts/default/108258051119465064'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://balaidegato.blogspot.com/2004/04/unp-ou-racha.html' title='UnP ou racha!'/><author><name>Petras Furtado</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00958958741234293383</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-94DwVmOI2aE/TqDtk8dgmBI/AAAAAAAAACI/OpSKI025nTw/s220/Avatar%2B02.png'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6457087.post-108252341550585886</id><published>2004-04-21T01:42:00.000-03:00</published><updated>2004-04-21T02:24:12.640-03:00</updated><title type='text'>A última flor do Álamo</title><content type='html'>&lt;p&gt;Eu ainda nem sei do que se trata, mas já fiquei de pulga atrás da orelha: Hollywood está produzindo um novo épico chamado de Álamo.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Pra quem não sabe, a Batalha do Álamo, um forte onde um grupo reduzidos de tropas americanas deu combate às forças de Santana durante os conflitos dos EUA com o México, é coisa lendária pros americanos, em especial para os mais xenófobos, que a têm tão queridas quanto a batalha na fortaleza de Rohan no Senhor dos Anéis: As Duas Torres.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Vejam a progressão da coisa: Descontentes de não terem mais a ameaça comunista para combater, eles precisam arrumar novos motivos para descontar sua frequente angústia e frustração de serem uma cultura de retalhos, de miscigenação negada. Assim, eles se metem na América Central e do Sul, sob o pretexto de "combater o tráfico de drogas", empurram armas para os "Irã-Contras", para os Guerrilheiros Afegãos lutando contra o imperialismo soviético em seu último suspiro agonizante e invadem o Kuwait, o Iraque e a putaqueopariu com o intuito de defender os direitos humanos de ditaduras e assegurar os direitos individuais básicos da humaniadde como um todo.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Eles não são legais? Por exemplo, logo após o bombardeio do WTC, o jornal satírico &lt;a target=_blank href=http://www.theonion.com&gt;The Onion&lt;/a&gt; (um Casseta&amp;Planeta de lá), mostrou como estava a psique americana sobre a fonte do ataque terrorista:&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;&lt;img src=http://graphics.theonion.com/pics_3734/us_vows_to_defeat_jump.gif align=center&gt;&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;E também deles, um &lt;i&gt;banner&lt;/i&gt;, logo na época da invasão do Afeganistão e Iraque:&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;&lt;img src=http://www.theonion.com/iraq/images/operation_logo.jpg&gt;&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Mas o melhor mesmo é &lt;a target=_blank href=http://www.theonion.com/onion3911/bush_bravely_leads.html&gt;esta&lt;/a&gt; matéria, falando sobre a coragem de W. Bush ao acompanhar suas tropas na invasão.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Mas voltando ao meu tema principal: sempre que eles vão entrar em guerra, descer o cacete em alguém estrangeiro, seja lá quem for, os meios de mídia começam a preparar a consciência pública com filmes, séries, reportagens e até desenhos animados (pra não falar em quadrinhos) mostrando que a guerra é uma coisa não só legal e divertida, mas também necessária - quase uma obrigação patriótica. Muitos deles têm uma conotação revanchista, mostrando que os EUA foram injustamente provocados, atacados ou mal-falados, e agora &lt;i&gt;alguém tem que pagar por isso!&lt;/i&gt; E sempre com a figura do herói solitário, sim senhor, porque um bravo lutador da liberdade americano vale mais que cem comunas sujos ateus drogados comedores de criancinhas.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Tudo balela. Já notaram que eles só entram sozinhos em guerras onde eles têm a certeza (ou, pelo menos, &lt;i&gt;acham&lt;/i&gt; que têm a certeza) de vencer? Coréia, Vietnã, Guerra do Golfo I e II, Kuwait, afeganistão, Iraque... A lista é longa. Claro, perde se compararmos ao velhos impérios colonialistas, como França e Inglaterra, mas a América é jovem: ainda tem muito tempo pela frente.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Aliás, esse "domínio" do Iraque me parece meio fajuto: todo dia cai helicóptero, soldado, caminhão e tanque americano. E não é tropa regular não, é a população pegando em armas, usando lança-mísseis carregado em lombo de burro e camelo, rifles que sobraram de estoques russos, coisa bem Vietnã mesmo.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Acho é pouco.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Contudo, o problema maior ainda não foi analisado: os americanos estão ficando sem ter quem dar um cacete. Espero, pelo bem da humanidade, que logo, logo, sejamos invadidos por alienígenas empenhados na conquista do planeta. Aí os americanos vão ter concorrência à altura. Ou pelo menos, ter o que esfregar na cara do resto do mundo "viu, como eu salvei o mundo pra vocês, bando de mal-agradecidos? Hein? Viu?", como eles fazem até hoje com os franceses por causa da segunda guerra mundial.&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6457087-108252341550585886?l=balaidegato.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://balaidegato.blogspot.com/feeds/108252341550585886/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6457087&amp;postID=108252341550585886&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6457087/posts/default/108252341550585886'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6457087/posts/default/108252341550585886'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://balaidegato.blogspot.com/2004/04/ltima-flor-do-lamo.html' title='A última flor do Álamo'/><author><name>Petras Furtado</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00958958741234293383</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-94DwVmOI2aE/TqDtk8dgmBI/AAAAAAAAACI/OpSKI025nTw/s220/Avatar%2B02.png'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6457087.post-108252158304286311</id><published>2004-04-21T01:21:00.000-03:00</published><updated>2004-04-21T01:45:36.826-03:00</updated><title type='text'>Poesia nada matinal</title><content type='html'>&lt;p&gt;Como estou me sentindo meio lírico hoje (deve ser coisa de pré-feriado, como se fizesse diferença quando você está preso em casa pela corrente do desemprego), vou postar quatro poemas bem bonitinhos. Não, nada de cara feia. Leiam ou vão pro blog da Vanessa Camargo, faizfavô.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O primeiro é um troço que eu escrevi ainda na época da ETFRN, quando achava que namorada se arrumava com poesia. O segundo é uma visão da Mona Lisa, que me ocorreu quando vi na casa de um amigo de meu pai, uma excelente reprodução da mesma, emoldurada: coisa de quinze, vinte anos atrás. Não estou certo. Os dois últimos foram os que escrevi para Thatiane no dia em que começamos a namorar.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;h3&gt;MÁRMORE&lt;/h3&gt;
&lt;p style=font-size:11pt&gt;
Meu nome é Mármore.&lt;br&gt;
E ainda não encontrei&lt;br&gt;
a mulher que fosse&lt;br&gt;
como arrebentação,&lt;br&gt;
língua fria de água&lt;br&gt;
lapidando a rocha,&lt;br&gt;
desgastando a pedra nua&lt;br&gt;
com insondável paciência,&lt;br&gt;
até revelar seu interior de carne&lt;br&gt;
travestida em homem&lt;br&gt;
e sangue&lt;br&gt;
e seus desejos.&lt;br&gt;
Por isso eu procuro pela mulher&lt;br&gt;
que seja mar.&lt;br&gt;
Por isso eu sou Mármore.&lt;br&gt;
&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;h3&gt;The Hanging Picture&lt;/h3&gt;
&lt;p style=font-size:11pt&gt;
She hangs there, surrounded&lt;br&gt;
by fine wood — canvas&lt;br&gt;
and all.&lt;br&gt;
Even the paint — acrilics&lt;br&gt;
with oil&lt;br&gt;
stroke in glorius, frozen&lt;br&gt;
serendipity;&lt;br&gt;
yet&lt;br&gt;
in the middle, the early beggining&lt;br&gt;
of a smile&lt;br&gt;
knotting muscles&lt;br&gt;
in an arc of perfection, geometrics&lt;br&gt;
with angled and curved bliss:&lt;br&gt;
the ever-living eyes&lt;br&gt;
— century after century —&lt;br&gt;
to the gleaming&lt;br&gt;
mirror&lt;br&gt;
that faces her&lt;br&gt;
in the hanging walls:&lt;br&gt;
— Mona Lisa smiling&lt;br&gt;
through the ages.&lt;br&gt;
&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;

&lt;h3&gt;Castanho&lt;/h3&gt;
&lt;p style=font-size:11pt&gt;
Existe algo sob seus olhos&lt;br&gt;
— quase como um sorriso —&lt;br&gt;
Que brilha e dança,&lt;br&gt;
castanho sobre castanho&lt;br&gt;
dando voltas sob a luz.&lt;br&gt;
&lt;br&gt;
Não que eu possa entender:&lt;br&gt;
Tens segredos por demais profundos,&lt;br&gt;
Portas sobre portas&lt;br&gt;
Com cadeados e combinações.&lt;br&gt;
Minhas chaves são frágeis&lt;br&gt;
— Sou um pequeno ladrão&lt;br&gt;
na casa do amor —&lt;br&gt;
&lt;br&gt;
Mas também és um telégrafo&lt;br&gt;
Sem fios&lt;br&gt;
Mandando sinais,&lt;br&gt;
Como eletricidade viajando à noite,&lt;br&gt;
sobre os sonhos do mundo&lt;br&gt;
em círculos, em raios&lt;br&gt;
em secretas mensagens&lt;br&gt;
até mim.&lt;br&gt;
&lt;br&gt;
Meu coração sozinho&lt;br&gt;
Ressoa contra a cortina da noite.&lt;br&gt;
Seu ritmo não cansa,&lt;br&gt;
Fervendo,&lt;br&gt;
Elevando à tona do mundo&lt;br&gt;
Um sutil mensagem&lt;br&gt;
Para grandes olhos castanhos:&lt;br&gt;
“Sou um telégrafo sem fios,&lt;br&gt;
Um sinal sem códigos.&lt;br&gt;
Só tu me entendes,&lt;br&gt;
Só tu me decodificas”.&lt;br&gt;

&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;

&lt;h3&gt;Tive um sonho:&lt;/h3&gt;
&lt;p style=font-size:11pt&gt;
Toda a elegância de um baile&lt;br&gt;
No movimento de duas mãos:&lt;br&gt;
Marfim e seda&lt;br&gt;
Sob os holofotes, deslizando,&lt;br&gt;
Captando brilhos&lt;br&gt;
(talvez de pérolas, talvez brilhantes&lt;br&gt;
— quem o saberá?)&lt;br&gt;
 e reflexos&lt;br&gt;
Na cadência firme da valsa.&lt;br&gt;
&lt;br&gt;
Fluindo sobre o mármore frio&lt;br&gt;
Os pés calçados não conhecem&lt;br&gt;
Cansaço algum. Apenas&lt;br&gt;
Secreto prazer,&lt;br&gt;
A certeza da mão contra a outra,&lt;br&gt;
Ombros macios&lt;br&gt;
A confortar o peso de uma vida,&lt;br&gt;
Talvez curta demais (quanto,&lt;br&gt;
pensamos, dura o brilho de uma vela?&lt;br&gt;
O amor responde:&lt;br&gt;
“anos não são o bastante&lt;br&gt;
para se contar”).&lt;br&gt;
&lt;br&gt;
A música prossegue,&lt;br&gt;
A noite vai.&lt;br&gt;
&lt;br&gt;
A noite toda&lt;br&gt;
Eu e você&lt;br&gt;
Até muito depois&lt;br&gt;
Da música terminar.&lt;br&gt;
&lt;/p&gt;

&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6457087-108252158304286311?l=balaidegato.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://balaidegato.blogspot.com/feeds/108252158304286311/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6457087&amp;postID=108252158304286311&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6457087/posts/default/108252158304286311'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6457087/posts/default/108252158304286311'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://balaidegato.blogspot.com/2004/04/poesia-nada-matinal.html' title='Poesia nada matinal'/><author><name>Petras Furtado</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00958958741234293383</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-94DwVmOI2aE/TqDtk8dgmBI/AAAAAAAAACI/OpSKI025nTw/s220/Avatar%2B02.png'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6457087.post-108243517913742058</id><published>2004-04-20T01:09:00.000-03:00</published><updated>2004-04-20T01:30:23.216-03:00</updated><title type='text'>Gangues de Nova Iorque</title><content type='html'>&lt;p&gt;Eu tenho uma mania de assistir filme velho.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;E por "velho", eu quero dizer aqueles filmes que todo mundo já assistiu já faz o quê - dois anos? - Minha nossa senhora do livramento, Petras, COMO você ainda não assistiu esse filme?&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Até os cinemas começarem a fazer sessões de graça, enquanto eu estiver desempregado, ou sessões em horários aceitáveis para seres humanos, quando eu estiver empregado, vai ser assim.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Alguém já viu?&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Embora comece meio morno, meio clichezão, com o filho tendo que vingar a morte do pai quinze anos depois, e acabe meio que se afeiçoando pelo assassino (que lhe é como um pai), do meio pro final a coisa muda de figura. Vira uma coisa de contexto social, histórico e político, onde o que mais me saltou aos olhos foi a constatação, pela ótica dos próprios americanos, que eles são uma das raças mais xenófobas do planeta. Não perdem pros árabes, pros ingleses, e muito menos pros japonenses.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O interessante é o quarto final do filme, uma batalha campal de confronto urbano, onde o exército marcha sem muito alarde sobre ruas cobertas com os cadáveres da pobreza, literalmente até a canela em sangue da ralé. Todo o conflito se concentra mais nos bolsões de pobreza, de absoluta marginália e excllusão. Embarcações de guerra disparam contra a população amotinada no clímax que deveria ser aterrorizante, mas que não chega nem perto de um sábado à noite na Rocinha.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;E foi isso que me deixou mais - sei lá, acho que mais desgostoso, mais incomodado, com aquela proverbial pulga atrás da orelha.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A coisa toda é &lt;i&gt;igualzinha&lt;/i&gt; à situação da miséria em nossas terras tupiniquins. A polícia afogada na mais profunda e irreversível corrupção, a massa abrutalhada da miséria sendo comandada por alguns poucos iludidos que crêem ter alguma soberania porque têm poderes de vida e morte sobre meio milhar de miseráveis, ladrões e mendigos e uma pequena e soberba elite olhando a coisa toda como uma atração turística interessante e perigosa - à maneira de um safári na África.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Eu costumo lembrar muito dos posts desesperados da Denise sobre a situação do mundo - sobre a estranha condição de violência e miséria que assola nossa espécie - e penso como ela é sensível demais, como ela se deixa abater pelo "prato do dia" da mídia, tentando distrair a atenção para a verdadeira imundície lá na cozinha da realidade.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Mas não posso deixar de me sentir um pouco como ela, às vezes. Tem uma frase do filme, dita por um político, e apesar de sua origem, tão verdadeira quanto os caminhos que fazemos nesta vida: "aqui, paga-se metade dos miseráveis para que matem a outra metade".&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Ah, Brasil, não mostra tua cara, ainda não. deixa eu pelo menos terminar de comer, senão volta tudo.&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6457087-108243517913742058?l=balaidegato.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://balaidegato.blogspot.com/feeds/108243517913742058/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6457087&amp;postID=108243517913742058&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6457087/posts/default/108243517913742058'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6457087/posts/default/108243517913742058'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://balaidegato.blogspot.com/2004/04/gangues-de-nova-iorque.html' title='Gangues de Nova Iorque'/><author><name>Petras Furtado</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00958958741234293383</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-94DwVmOI2aE/TqDtk8dgmBI/AAAAAAAAACI/OpSKI025nTw/s220/Avatar%2B02.png'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6457087.post-108234889986217470</id><published>2004-04-19T01:11:00.000-03:00</published><updated>2004-04-19T01:34:52.810-03:00</updated><title type='text'>Sobre o comercial da Pepsi</title><content type='html'>&lt;p&gt;Todo mundo já viu o comercial novo da Pepsi, né?&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Claro que já.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;É aquele onde a Britney, a Beyonce e a Pink posam de gladiadoras, cantando "We Will Rock You" e jogam o césar Enrique Iglesias no poço dos leões.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Claro que todo mundo lembra - a Vanessa até fez um &lt;i&gt;post&lt;/i&gt; MATANDO o videocl - ops! - a propaganda. Certo.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Mas vamos abrir um porém - você pega três gatas (tá, a Pink não é isso tudo) vestidas de gladiadoras sexy, com biquininhos de metal que só não fazem esconder nada, agarradas com lanças, tridentes, redes, espadas e tudo o mais, suadas, animadinhas, debaixo daquele sol romano de trocentos graus, as armaduras faiscando no meio-dia, para logo em seguida detonar um rockinho bacana, meter um pepsi gelada na boca (valha-me Deus!), sorvendo-a como se o proverbial líquido da vida (OK, podem ler nas entrelinhas aqui) ali estivesse, e ainda derrubar o Enrique pra virar gagau de leão...&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O QUE SATANÁS TEM DE ERRADO NISSO?!&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Quer dizer, da última vez que eu prestei atenção, meus cromossomos ainda estavam na mesma sequência alfabética, eu NÂO havia sido educado em uma cultura com propensão ao matriarcado, e NÃO, NÂO, de jeito nenhum, eu ainda não havia começado a fazer assinatura da G Magazine ou coisa que o valha.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Aí eu chego a conclusão:&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Não há nada de errado no videocl - ops! 2, a Missão - na propaganada. E se houver, é que as três estão vestidas demais. Aliás, bem que todas as propagandas de refrigerantes poderiam ser neste nível. Como a Nessa comentou, poderia-se até fazer uma versão nacional, com o Felipe Dylon, a Kelly Key e (minha adição) a Pity. Aliás, no lugar da Pity, coloca logo a Solange do Big Brother e põe as três cantando "We Are the World" em um cenário apocalíptico bem Mad Max, em pleno Morro da Rocinha 2050, aquele troço bem cyberpunk mesmo, com o Felipe Dylon presidindo um coliseu de barracos em cujo centro pit-bulls e rottweillers geneticamente modificados para serem aparentados com tigres, crocodilos e dragões de komodo irão destroçá-lo ao final.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O refrigerante pode ser qualquer marca - ninguém vai estar interessado nisso mesmo...&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6457087-108234889986217470?l=balaidegato.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://balaidegato.blogspot.com/feeds/108234889986217470/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6457087&amp;postID=108234889986217470&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6457087/posts/default/108234889986217470'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6457087/posts/default/108234889986217470'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://balaidegato.blogspot.com/2004/04/sobre-o-comercial-da-pepsi.html' title='Sobre o comercial da Pepsi'/><author><name>Petras Furtado</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00958958741234293383</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-94DwVmOI2aE/TqDtk8dgmBI/AAAAAAAAACI/OpSKI025nTw/s220/Avatar%2B02.png'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6457087.post-108234761674173636</id><published>2004-04-19T01:00:00.000-03:00</published><updated>2004-04-19T01:14:50.046-03:00</updated><title type='text'>Promessa é dívida...</title><content type='html'>&lt;p&gt;...mas até o Lula me dar um emprego, eu não pago as minhas.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Certo, certo, antes que alguém jogue alguns tomates poderes virtuais em mim (ou outros legumes de igual olor e consistência quando podres), tem uns detalhes novos:&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O Dudu me indicou um site &lt;i&gt;muy&lt;/i&gt; legal, o &lt;a href=http://www.seventhsanctum.com/ target=_blank&gt;Seventh Sanctum&lt;/a&gt;, onde, entre outras tranqueiras online, tem geradores de nome de tudo que é porcaria (em especial, para RPG), e até geradores de plots de anime, filmes de ação, o escambau! Vale uma visita. O Weir Names Generator me saiu com "The Mysterious Child with a Heart of Amethyst That Owns the Valley of Chaos" e "The Screaming Tsar Who Makes the Ever-changing Manse and is Anointed by Titanic Desolation". O que mais eu quero da vida, além de US$10.000.000,00 na minha conta bancária?&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Não, eu não fui ainda assistir a Paixão de Cristo. Fiquei com medo depois que soube que um assassino nos EUA, após assistir a película, foi direto confessar um crime do qual ele já tinho sido até inocentado. Se esse cara, um assassino tarimbado (tá, semi-profissional, vamos lá) não aguentou a pressão, o que será de mim?&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Em relação aos comentários maldosos e ameaçadores sobre meus reconhecidos e apreciados dotes culinários, o que eu tenho a dizer em resposta não direi, a fim de manter nossa amizade.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;E por agora é só.&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6457087-108234761674173636?l=balaidegato.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://balaidegato.blogspot.com/feeds/108234761674173636/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6457087&amp;postID=108234761674173636&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6457087/posts/default/108234761674173636'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6457087/posts/default/108234761674173636'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://balaidegato.blogspot.com/2004/04/promessa-dvida.html' title='Promessa é dívida...'/><author><name>Petras Furtado</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00958958741234293383</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-94DwVmOI2aE/TqDtk8dgmBI/AAAAAAAAACI/OpSKI025nTw/s220/Avatar%2B02.png'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6457087.post-108200599234456983</id><published>2004-04-15T01:53:00.000-03:00</published><updated>2004-04-15T02:19:30.640-03:00</updated><title type='text'>Lugares para ir, pessoas para conhecer</title><content type='html'>&lt;p&gt;O site Norte-Americano &lt;a href=http://www.deliriumsrealm.com/delirium/index.asp target=_blank&gt;Delusions of Grandeur&lt;/a&gt; lista, entre outras coisas interessantes, visões acadêmicas de demônios, religião e filosofia. vale uma olhada. Ah, é em inglês.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Alguém sabe o que é criptozoologia? Não? Descubram &lt;a href=http://freespace.virgin.net/brian.goodwin/ target=_blank&gt;aqui&lt;/a&gt;, no site de Brian J. Goodwin, que fala sobre toda sorte de dados Forteanos. Também não sabe quem é Charles Fort? Zero em Teoria da Conspiração para você!&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Se os caras do &lt;a href= http://www.oddtodd.com target=_blank&gt;OddTodd&lt;/a&gt; podem fazer animação, então eu também posso! Aliás, comparado com esses caras, &lt;i&gt;qualquer&lt;/i&gt; um pode...&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;a href=http://www.jabootu.com/ target=_blank&gt;Jabootu´s Bad Movie Dimension&lt;/a&gt; é um site com resenhas e críticas de filmes podreiras, a lixarada cerebral classe Z que a gente adora, de filmes de ninja a porcariadas de ficção científica com monstros de borracha e bárbaros italianos cujas coreografias de combate só possuem no máximo, três movimentos. Indispensável. O site, não os filmes.&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6457087-108200599234456983?l=balaidegato.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://balaidegato.blogspot.com/feeds/108200599234456983/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6457087&amp;postID=108200599234456983&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6457087/posts/default/108200599234456983'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6457087/posts/default/108200599234456983'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://balaidegato.blogspot.com/2004/04/lugares-para-ir-pessoas-para-conhecer.html' title='Lugares para ir, pessoas para conhecer'/><author><name>Petras Furtado</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00958958741234293383</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-94DwVmOI2aE/TqDtk8dgmBI/AAAAAAAAACI/OpSKI025nTw/s220/Avatar%2B02.png'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6457087.post-108200406354243483</id><published>2004-04-15T01:37:00.000-03:00</published><updated>2004-04-15T01:47:37.076-03:00</updated><title type='text'>Cozinho, sim senhor...</title><content type='html'>&lt;p&gt;...e gosto muito! E antes que alguém envie um comentário sacana, cozinho é do verbo cozinhar, preparar alimentos para adequada ingestão e apreciação do paladar.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Eu faço um feijão saboroso, uma omelete fuderosa, e uma macarronada com bacon e manjericão que até Satanás é capaz de encerrar o expediente mais cedo só pra vir provar. Não vou nem falar das saladas e do arroz quase chinês. Sopa é um negócio à parte, que não vou falar porque a modéstia já gastou. O negócio é que o papai aqui não cozinha com muita frequência, então eu demoro mais tempo do que o que seria de se esperar (meticulosidade no preparo, corte e limpeza dos alimentos), mas quando o grude sai da panela, não se tem do que reclamar (exceto de que acaba logo).&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;E ainda lavo se eu cozinho...&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Ok, &lt;i&gt;agora&lt;/i&gt; podem sacanear.&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6457087-108200406354243483?l=balaidegato.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://balaidegato.blogspot.com/feeds/108200406354243483/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6457087&amp;postID=108200406354243483&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6457087/posts/default/108200406354243483'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6457087/posts/default/108200406354243483'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://balaidegato.blogspot.com/2004/04/cozinho-sim-senhor.html' title='Cozinho, sim senhor...'/><author><name>Petras Furtado</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00958958741234293383</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-94DwVmOI2aE/TqDtk8dgmBI/AAAAAAAAACI/OpSKI025nTw/s220/Avatar%2B02.png'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6457087.post-108191457799282582</id><published>2004-04-14T00:36:00.000-03:00</published><updated>2004-04-14T00:55:18.123-03:00</updated><title type='text'>Antes de mais nada...</title><content type='html'>&lt;p&gt;...e antes que alguém se desespere e ache que a situação aqui em casa ficou de periclitância total e ache de mandar dinheiro (aliás, o que é que eu estou dizendo, meus Deus? Banco do Brasil, agência 1845-7, conta 505.459-1), eu ainda não cheguei na pendura definitiva. Felizmente, existem vantagens em ter os pais vivos e morando na mesma cidade. Meus velhos estão me dando uma força (na forma de plano de saúde e suporte nas contas de casa), e um tio filantropo, benfazejo e de salário de primeiro mundo (ele é médico nos EUA) já adiantou que deixe a conta da UnP com ele.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Já não dá pra reclamar &lt;i&gt;tanto&lt;/i&gt; da vida.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Ah, e tem a Heleninha. A danada já saiu do hospital, e passa muito bem. Por enquanto, ela e a mãe estão na casa dos avós (avós &lt;i&gt;dela&lt;/i&gt; (Heleninha), o que faz &lt;i&gt;deles&lt;/i&gt; (os avós dela), pais da mãe &lt;i&gt;dela&lt;/i&gt; (a mãe da Heleninha). Entenderam? Ah, dane-se!), até o primeiro mês passar e meu irmão ter &lt;i&gt;algum&lt;/i&gt; tempo pra ficar em casa.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Aqui em casa tudo vai bem. Estou redescobrindo os prazeres de ser &lt;i&gt;do lar&lt;/i&gt; (já posso até colocar na carteira de trabalho!), lavando (banheiros, pisos e louças), varrendo (pisos, varandas e quintais), espanando (móveis, livros e CDs) e cozinhando (mal e porcamente). Se algum dia algum filho da puta vier me dizer que cuidar de casa é coisa de mulherzinha, eu vou mostrar a ele um par de bíceps (com um sanduíche de dedos preso na ponta deles) burilados por horas e horas de vassoura, louça e roupa suja.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;E por agora já chega...&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;...que tem uma quantidade inacreditável de louça na pia, prontinha pra lavar.&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6457087-108191457799282582?l=balaidegato.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://balaidegato.blogspot.com/feeds/108191457799282582/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6457087&amp;postID=108191457799282582&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6457087/posts/default/108191457799282582'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6457087/posts/default/108191457799282582'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://balaidegato.blogspot.com/2004/04/antes-de-mais-nada.html' title='Antes de mais nada...'/><author><name>Petras Furtado</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00958958741234293383</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-94DwVmOI2aE/TqDtk8dgmBI/AAAAAAAAACI/OpSKI025nTw/s220/Avatar%2B02.png'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6457087.post-108191356133177104</id><published>2004-04-14T00:24:00.000-03:00</published><updated>2004-04-14T00:39:24.733-03:00</updated><title type='text'>Há quanto tempo...</title><content type='html'>&lt;p&gt;...eu não atualizo este blog? Bem, segundo nossa amiga &lt;a target=_blank href=http://www.ieiaiel.blogger.com.br/&gt;Denise&lt;/a&gt;, já faz mais de mês, me colocando assim bem atrás de &lt;a target=_blank href=http://maltus.blogspot.com/&gt;Wagner&lt;/a&gt; (vulgo Malthus), o que é ficar três posições atrás de ninguém, em termos de atraso.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Bom, vocês me entenderam...&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Mas o atraso não é sem motivo. E, apesar do que se tem falado por aí, NÃO, eu NÂO fui sequestrado por freiras ninjas lésbicas assassinas, OU assassinado por velhinhos sadomasoquistas de roupas de couro que curtem transar com cadáveres de alienígenas dissecados, OU abduzido por zumbis alienígenas com idéias proctológicas sobre onde e como colocar sondas retais tamanho destróier.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Na verdade, as coisas foram bem simples - e bem complicadas. A verdade é que eu estou desempregado, e minha caríssima esposa conseguiu empregar-se (as duas coisas mais ou menos no mesmo mês), e agora o papai aqui ficou de piniqueira, pelo menos até eu passar no diabo do vestibular programado (próximo domingo) e ver em que horário eu vou ficar. Aí eu arrumo alguma coisa de meio-expediente até terminar o curso.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Ou não.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Olha, tem muita coisa para adiantar, e esse post é só para vocês saberem que eu não fui sequestrado, abduzido, assassinado, torturado, morto, desertado, exilado ou assassinado de novo.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;E, mais uma vez: &lt;i&gt;é bom estar de volta...&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6457087-108191356133177104?l=balaidegato.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://balaidegato.blogspot.com/feeds/108191356133177104/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6457087&amp;postID=108191356133177104&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6457087/posts/default/108191356133177104'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6457087/posts/default/108191356133177104'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://balaidegato.blogspot.com/2004/04/h-quanto-tempo.html' title='Há quanto tempo...'/><author><name>Petras Furtado</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00958958741234293383</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-94DwVmOI2aE/TqDtk8dgmBI/AAAAAAAAACI/OpSKI025nTw/s220/Avatar%2B02.png'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6457087.post-108053126010948572</id><published>2004-03-29T00:29:00.000-03:00</published><updated>2004-03-29T00:39:28.936-03:00</updated><title type='text'>O boêmio voltou...</title><content type='html'>&lt;p&gt;Meninos e meninas, moças e rapazes, senhoras e senhoras, bem como toda sorte de pessoas com outras opções sexuais, filosóficas, religiosas e morais - estou de volta!&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Creio que finalmente consegui erradicar aquele vírus filho de uma *&amp;$%#! com um vírus &lt;i&gt;online&lt;/i&gt;, da &lt;a target=_blank href=http://www.pandasoftware.com&gt;Panda Software&lt;/a&gt;, uma empresa que trabalha com aplicativos de segurança e anti-vírus. Ainda tenho que fazer mais uns testes, mas só o fato de a conexão com a internet estar firme e forte e o computador parecer mais rápido que uma preguiça agonizante com mal de parkinson (a maneira como ele andava funcionando ultimamente) já me deixa feliz.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Novidades? Muitas - mas vamos deixá-las para amanhã...&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;P.S.: Duas coisas: é bom estar de volta e esse negócio de blog &lt;i&gt;vicia&lt;/i&gt;...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6457087-108053126010948572?l=balaidegato.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://balaidegato.blogspot.com/feeds/108053126010948572/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6457087&amp;postID=108053126010948572&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6457087/posts/default/108053126010948572'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6457087/posts/default/108053126010948572'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://balaidegato.blogspot.com/2004/03/o-bomio-voltou.html' title='O boêmio voltou...'/><author><name>Petras Furtado</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00958958741234293383</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-94DwVmOI2aE/TqDtk8dgmBI/AAAAAAAAACI/OpSKI025nTw/s220/Avatar%2B02.png'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6457087.post-107971402009302766</id><published>2004-03-19T13:24:00.000-03:00</published><updated>2004-03-19T13:37:00.670-03:00</updated><title type='text'>Bem-vinda, Heleninha!</title><content type='html'>&lt;p&gt;Muito embora seja uma notícia velha (já tem quase uma semana), eu gostaria de avisar a todos que minha sobrinha (chamada miticamente de Helena), filha de meu irmão, Pablo (não, não é é o de Brasília. Apesar dele também ser um advogado-em-treinamento) e de sua atual esposa, Ana Cláudia. Hmmm... Esquece o "atual". Dá a impressão de que ela não dura nem seis meses. Não é o caso.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Pois bem - a pequenina nasceu com uns bons três quilos e quinhentas gramas, loura de dar dó, com as sobrancelhas quase invisíveis. Infelizmente, ela também contraiu um vírus meio escroto (provavelmente gripe), que a mantém no hospital há cerca de uma semana, sob antibióticos e muita atenção.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Embora não esteja correndo riscos, os pais (obviamente) só faltam colocar um dragão pela boca de tão estressados. Felizmente, ela deve receber alta até segunda-feira que vem.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Por hoje é só.&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6457087-107971402009302766?l=balaidegato.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://balaidegato.blogspot.com/feeds/107971402009302766/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6457087&amp;postID=107971402009302766&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6457087/posts/default/107971402009302766'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6457087/posts/default/107971402009302766'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://balaidegato.blogspot.com/2004/03/bem-vinda-heleninha.html' title='Bem-vinda, Heleninha!'/><author><name>Petras Furtado</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00958958741234293383</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-94DwVmOI2aE/TqDtk8dgmBI/AAAAAAAAACI/OpSKI025nTw/s220/Avatar%2B02.png'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6457087.post-107971329015088974</id><published>2004-03-19T13:12:00.000-03:00</published><updated>2004-03-19T13:24:50.890-03:00</updated><title type='text'>O retorno final da vingança dura de morrer assassina - a missão</title><content type='html'>&lt;p&gt;Este post, bem como provavelmente os conseguintes, serão enviados de outras máquinas. A minha, como vocês devem muito bem imaginar, está sendo lentamente consumida por um vírus tão safado, escroto e anticonstitucional que nenhum anti-vírus conhecido pelo homem é capaz de localizá-lo, destruí-lo ou sequer pedir para ele que não seja &lt;i&gt;tão&lt;/i&gt; mau e sacana.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Já instalei todas as atualizações do Windows XP relacionadas ao quesito segurança, já rodei três (minto: quatro) anti-vírus diferentes, usei "vacinas" específicas para as classes Win.32 de vírus Worm...&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;E Nada.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Nada parece adiantar. E agora, embora eu possa usar o computador normalmente (apesar de eu não me atrever a rodar nada mais pesado que o Word), o acesso à Internet é impossível. Assim, não esperem muitas atualizações, pelo menos até eu ter coragem e/ou saco o suficiente para formatar o HD e reinstalar tudo &lt;i&gt;de novo&lt;/i&gt;.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Só avisando...&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6457087-107971329015088974?l=balaidegato.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://balaidegato.blogspot.com/feeds/107971329015088974/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6457087&amp;postID=107971329015088974&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6457087/posts/default/107971329015088974'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6457087/posts/default/107971329015088974'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://balaidegato.blogspot.com/2004/03/o-retorno-final-da-vingana-dura-de.html' title='O retorno final da vingança dura de morrer assassina - a missão'/><author><name>Petras Furtado</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00958958741234293383</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-94DwVmOI2aE/TqDtk8dgmBI/AAAAAAAAACI/OpSKI025nTw/s220/Avatar%2B02.png'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6457087.post-107941207849849883</id><published>2004-03-16T01:36:00.000-03:00</published><updated>2004-03-16T01:45:49.013-03:00</updated><title type='text'>E agora, nossos patrocinadores...</title><content type='html'>&lt;p&gt;...mas antes, eu gostaria de suavizar o tom um quanto ou tanto severo e - talvez senil - do post anterior, com um pequeno e velho poema, que dedico ao único mineiro entre nós (será?)&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;h4&gt;Primavera em Minas&lt;/h4&gt;
&lt;p&gt;
No meu jardim só cresce grama.&lt;br&gt;
Nada de flores,&lt;br&gt;
nem de plantas de ornamento.&lt;br&gt;
Até a trepadeira desistiu&lt;br&gt;
e foi subir o muro de outro jardim.&lt;br&gt;
&lt;br&gt;
No meu jardim só cresce grama.&lt;br&gt;
As rosas dos vasinhos murcharam todas.&lt;br&gt;
Os cravos, os jacintos...&lt;br&gt;
Os gerânios também.&lt;br&gt;
E o adubo jaz  mofado num canto qualquer.&lt;br&gt;
&lt;br&gt;
No meu jardim só cresce grama.&lt;br&gt;
É aquela monotonia besta,&lt;br&gt;
o quadradão verde, indeciso...&lt;br&gt;
Umas formiguinhas passeando.&lt;br&gt;
Uma calma...&lt;br&gt;
Uma paz que chega dá sono.&lt;br&gt;
&lt;br&gt;
No meu jardim só cresce grama.&lt;br&gt;
Cadê o trabalho de cuidar?&lt;br&gt;
Aquela paz que dá sono...&lt;br&gt;
O adubo cochilando num canto qualquer&lt;br&gt;
e as formigas fazendo o mesmo&lt;br&gt;
— e eu que nunca vi formiga cochilar.&lt;br&gt;
&lt;br&gt;
Só no meu jardim.&lt;br&gt;
&lt;br&gt;
No meu jardim só cresce grama.&lt;br&gt;
&lt;br&gt;
&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Por incrível que pareça, o despretensioso poema acima (já de alguma idade) foi agraciado com alguma premiação em um encontro de estudantes no Rio de Janeiro. Só carioca mesmo para ter esse mal-gosto (desculpe, Vanessa!).&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6457087-107941207849849883?l=balaidegato.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://balaidegato.blogspot.com/feeds/107941207849849883/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6457087&amp;postID=107941207849849883&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6457087/posts/default/107941207849849883'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6457087/posts/default/107941207849849883'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://balaidegato.blogspot.com/2004/03/e-agora-nossos-patrocinadores.html' title='E agora, nossos patrocinadores...'/><author><name>Petras Furtado</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00958958741234293383</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-94DwVmOI2aE/TqDtk8dgmBI/AAAAAAAAACI/OpSKI025nTw/s220/Avatar%2B02.png'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6457087.post-107941103457459264</id><published>2004-03-16T01:01:00.000-03:00</published><updated>2004-03-16T01:36:32.903-03:00</updated><title type='text'>Há algo de podre...</title><content type='html'>&lt;p&gt;...e não é meu balde de roupa suja, e muito menos na Dinamarca. Mal começa o ano, eu consigo um carro novo (bem - mais novo que o anterior, pelo menos), tomo essa decisão idiota e reprovável de parar de fumar (desculpem: é o que resta de nicotina em meu corpo falando por mim), invento de voltar à universidade (só que vai ser na UnP, vejam só!), e Mallen, sim, Mallen, atualiza o seu blog. Ora, eu já dava ele mais por perdido que o do Ricardo Pinto, que já não é atualizado desde a época em que os dinossauros eram comida de Chtulhu.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Acho que é esse desejo incontrolável de ano novo, vida nova, combinado com a esperança de que as coisas mudem pra melhor, ou que pelo menos, elas parem de mudar para pior.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Eu não deveria dizer pior, mas.. vejamos: eu estou há três anos fazendo um monte de trabalhos extremamente mal-pagos (explorado, teu nome é Petras), motando websites complexos e trabalhosos para gente que acha que eu só necessito ser pago uma vez a cada dois meses (dois meses sim, dois meses não) e quebrando a cara nos anúncios de concurso federais só porque eu não tenho aquele maldito rolinho de papel dizendo que eu fui graduado nisso ou naquilo. Francamente!&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Com vista a sanar estes aborrecimentos de nível cósmico (pelo menos na escala Lee-Parker), eu resolvi me tornar um filho da puta (perdoe-me, mamãe) de marca maior e mandar todo e qualquer $#%&amp;! que inventar de ficar no meu caminho para o sucesso, grana e mulh... não, espere, eu já sou casado. Ora, a maior parte dos empenhos diários de meus esforços incessantes em direção à auto-iluminação, ao conhecimento profundo da natureza da realidade e à elevação espiritual, física, moral e cognitiva têm sido dilapiados pela minha atitude de baixar a cabeça diante dos maiores obstáculos, achando que são um fardo que é melhor carregar com orgulho e consignação.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Bem, dane-se o orgulho e às favas com a consignação. Especialmente, chega de carregar fardos dos outros - os meus já são pesados o bastante, muito obrigado.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Eu sei o que vocês devem estar pensando: "oh, meus deeeeeeus! Petras está tendo um colaaaapso nervooooso! Alguém segure essa louca!" Bem, meninos, meninas e outrem, o negócio é mais embaixo. Já tive minha cota de engolir sapos (estando a lagoa da consciência atualmente transbordando de incessantes coaxares), de... Bom, menos analogias, certo? O fato é que realmente, mas realmente, depois de 33 aninhos de perenes esforços, a gente percebe que não está indo muito longe - e tudo por causa dessa mania desesperada (e desesperançosa) de achar que &lt;i&gt;todas&lt;/i&gt; as vontades e necessidades do mundo ao meu redor são eminentemente superiores às minhas.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;É como muito bem disse o velho bardo, na voz do príncipe da Dinamarca: "&lt;i&gt;Eu poderia estar preso em uma casca de noz e considerar-me senhor de um vasto espaço - não fossem meus pesadelos.&lt;/i&gt;" Sendo assim, senhoras e senhores, aqui me despeço nestas não muito breves palavras deste estilo de vida canceroso e carcerário, deixando os grilhões escorregarem para o chão - mas não sem algum rufar de tambores. E me lembro das palavras de outro bardo, cujo nome não me recordo, mas cujas palavras não consigo esquecer:&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;h4&gt;Credo&lt;/h4&gt;
&lt;p&gt;
Não encontro meu caminho: não existe estrela&lt;br&gt;
nos céus encobertos acima,&lt;br&gt;
e não há um único sussurro no ar,&lt;br&gt;
exceto um tão distante&lt;br&gt;
que ouço como um arranjo de antiga&lt;br&gt;
e perdida música, regido por dedos de anjo e fada.&lt;br&gt;
&lt;br&gt;
Folhas mortas cobrem onde não houve rosas jamais.&lt;br&gt;
&lt;br&gt;
Não há brilho, sequer chamado,&lt;br&gt;
para quem aceita — mesmo quando teme&lt;br&gt;
o negro e terrível caos da noite,&lt;br&gt;
e através disto tudo — acima, sobre, além&lt;br&gt;
eu vejo a mensagem vinda dos anos,&lt;br&gt;
eu sinto a chegada da luz.&lt;br&gt;

&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Obrigado e boa noite.&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6457087-107941103457459264?l=balaidegato.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://balaidegato.blogspot.com/feeds/107941103457459264/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6457087&amp;postID=107941103457459264&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6457087/posts/default/107941103457459264'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6457087/posts/default/107941103457459264'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://balaidegato.blogspot.com/2004/03/h-algo-de-podre.html' title='Há algo de podre...'/><author><name>Petras Furtado</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00958958741234293383</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-94DwVmOI2aE/TqDtk8dgmBI/AAAAAAAAACI/OpSKI025nTw/s220/Avatar%2B02.png'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6457087.post-107916047832688661</id><published>2004-03-13T03:46:00.000-03:00</published><updated>2004-03-13T03:53:22.343-03:00</updated><title type='text'>Super Gêmeos</title><content type='html'>&lt;p&gt;Essa do &lt;a target=_blank href=http://www.kibeloco.blogspot.com&gt;Kibe Loco&lt;/a&gt; eu não resisti. Preste bem atenção, Yuri:&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;img src=http://www.imagens3.theblog.com.br/Super-gemeos.jpg&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6457087-107916047832688661?l=balaidegato.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://balaidegato.blogspot.com/feeds/107916047832688661/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6457087&amp;postID=107916047832688661&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6457087/posts/default/107916047832688661'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6457087/posts/default/107916047832688661'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://balaidegato.blogspot.com/2004/03/super-gmeos.html' title='Super Gêmeos'/><author><name>Petras Furtado</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00958958741234293383</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-94DwVmOI2aE/TqDtk8dgmBI/AAAAAAAAACI/OpSKI025nTw/s220/Avatar%2B02.png'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6457087.post-107915896880448128</id><published>2004-03-13T02:58:00.000-03:00</published><updated>2004-03-13T03:36:48.200-03:00</updated><title type='text'> Reminiscências de um último cigarro...</title><content type='html'>&lt;p&gt;São três da madruga de um sábado já despertando e eu escrevo estas linhas degustando um &lt;i&gt;Bacardi Lemón&lt;/i&gt; e apreciando meu (queira Deus) último cigarro...&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;É engraçado quando penso na minha vida de fumante: comecei cedo, lá pelos treze, catorze anos, soltando umas fumaças aqui e acolá, uma vez por mês, talvez para deleite dos meus amigos, ou talvez para me sentir adulto - sei lá. O que importa é que essa prática só chegou ao ponto de me levar a comprar as primeiras "carteiras" de cigarro (um &lt;i&gt;Free&lt;/i&gt; seco e sem gosto) aos dezoito anos. Não haviam muitas restrições em casa - meus pais eram fumantes: minha mãe, de longos &lt;i&gt;Ella&lt;/i&gt;, ou &lt;i&gt;Pall Mall&lt;/i&gt;s de embalagens exóticas e meu pai, de cachimbos e charutos de odor oloroso, quase perfumados. Assim, quando me viram pela primeira vez lançando fumaça pelas narinas adolescentes, houve apenas alguns comentários breves sobre não fumar demais e todo aquele tipo de coisa.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O vício pesado veio com o meus primeiros trabalhos em agências de propaganda: doze horas de trabalho diárias acompanhadas de &lt;i&gt;três&lt;/i&gt; (sim, eu disse &lt;i&gt;três&lt;/i&gt;) carteiras de cigarro.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Às vezes, quando saía para beber, alimentado pelo inexplicável mecanismo de consumo entre o álcool e a nicotina, alcançava a casa das quatro ou mesmo cinco carteiras. Era a época dos &lt;i&gt;Lucky Strikes&lt;/i&gt;, &lt;i&gt;Carltons&lt;/i&gt;, &lt;i&gt;LM&lt;/i&gt;s e o habitual &lt;i&gt;Benson&amp;Hedges&lt;/i&gt; mentolado ou sabor canela.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Quando me casei pela segunda vez (era 92 ou 93, nunca me lembro ao certo), minha então esposa era fielmente alérgica à fumaça de cigarro. Os nossos seis anos de interlúdio amoroso foram passados em absoluta abstinência nicotínica. Acabou o casamento, voltaram os cigarros.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Em 2001 ou 2002 (eu nunca lembro direito), uma consulta ao gastroenterologista confirma a suspeita: duodenite aguda (gastrite das brabas para vocês, leigos ignorantes). Eu reduzi o fumo a coisa de no máximo uma carteira por dia. Há uns oito meses atrás, notei que havia voltado - independente dos perigos para a duodenite - a fumar nos mesmos níveis anteriores.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Decidi parar de vez.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Passei heróicos cinco meses sem encostar na nicotina. Até meus cachimbos e charutos bem-amados (herança de meu pai, que praticamente largou o hábito em anos recentes) foram deixados de escanteio. A duodenite dava sinais de melhora e nem refluxo noturno (é quando a sua bile sobe estômago acima, queimando tudo no caminho e depositando-se na fronha novinha) eu tive mais.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Aí eu voltei a fumar. Coisa de duas, três semanas atrás.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Estresse, tensão - saindo de um trabalho, o outro não dando certo - crise da pré-ante-meia-idade, essas coisas. Vocês sabem (e se não sabem, ainda vão saber). E tome meia carteira de &lt;i&gt;Hollywood Menthols&lt;/i&gt; por dia.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Aí eu enchi o saco de novo, decidi que essa vez era definitiva. Pronto. Chega. Agora danou-se.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;E esse foi meu último cigarro, fumado há exatamente vinte minutos atrás, horário em que posto este desabafo - que bem sei - será lido não sem algum alívio dos meus "colegas" (pra não deixar Neílson de fora) e amigos que não fumam e nem pretendem (bando de pederastas sicofantas não-fumantes!).&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Espero que desta vez eu demore mais um pouco, porque o difícil não é deixar de fumar: é deixar de &lt;i&gt;voltar&lt;/i&gt; a fumar.&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6457087-107915896880448128?l=balaidegato.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://balaidegato.blogspot.com/feeds/107915896880448128/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6457087&amp;postID=107915896880448128&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6457087/posts/default/107915896880448128'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6457087/posts/default/107915896880448128'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://balaidegato.blogspot.com/2004/03/reminiscncias-de-um-ltimo-cigarro.html' title=' Reminiscências de um último cigarro...'/><author><name>Petras Furtado</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00958958741234293383</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-94DwVmOI2aE/TqDtk8dgmBI/AAAAAAAAACI/OpSKI025nTw/s220/Avatar%2B02.png'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6457087.post-107915379459514151</id><published>2004-03-13T01:52:00.000-03:00</published><updated>2004-03-13T02:13:40.513-03:00</updated><title type='text'>Teoria e Prática dos Filmes de Ação</title><content type='html'>&lt;blockquote&gt;&lt;p&gt;&lt;font size=-1&gt;&lt;i&gt;Escrito após uma madrugada insone de maratonas de Matrix, Kill Bill e aquele veado do kung fu - como é mesmo o nome dele? - ah, são tantos... &lt;/i&gt;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;/blockquote&gt;
&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Há um conjunto de regras naturais, de leis físicas, que explicam tudo. Se você as estudar bastante — e eu quero dizer &lt;i&gt;bastante&lt;/i&gt; —, o suficiente para fazer seus neurônios sangrarem, marcando-os com uma nova visão de mundo, uma nova liturgia da realidade na sua consciência, você entenderá porque elas não fazem nenhum sentido.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;É como uma palavra: diga panela trezentas vezes e a própria idéia, o próprio conceito de panela deixa de fazer sentido. Não há mais uma ligação entre o objeto e sua representação fonética ou simbólica. O mesmo acontece com as leis do mundo.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Uma dessas leis fala sobre a trajetória que as balas de uma submetralhadora MAC-11 calibre quarenta fazem quando disparadas em modo automático de uma arma precisamente lubrificada, enquanto seu corpo gira cento e oitenta graus no ar, desviando-se de estilhaços de janelas presumidamente à prova de balas. Existem mesmo essas regras, Elas podem ser aprendidas e saturadas, resultando no seu total esquecimento.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Eu entendo que a realidade é como você quer que ela seja, e no meu caso, é um caótico e movimentado episódio de filme de ação, uma transposição cinematográfica multimilionária de uma história em quadrinhos sobre o que acontece quando a sua vida pula da janela do último andar.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Não literalmente.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Não há queda, ao início, apenas a noção de que o mundo é absurdamente maior, muito mais complexo e completo que você imagina, que há essa noção, essa — consciência — de completude sobre ele, que todas as coisas simples que você buscava em sua vida eram tão pequenas e mesquinhas, que não fazem mais o menor sentido, que são tão perfeitamente irrelevantes que você pode simplesmente jogá-las fora e esquecê-las completamente. Que seus ideais, credos, códigos e elementos de caráter eram tão bidimensionais quanto a personalidade de um coadjuvante de filme B.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O novo mundo aguarda por você.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;E o velho mundo se torna seu inimigo mais mortal, como um supervilão de quadrinhos, jamais morrendo, sempre retornando pelo artifício do clone, da réplica andróide, da viagem no tempo, do sonho ultra-realista, da possessão psíquica — da mera lembrança de que ele um dia já existiu. O sonho do seu passado está sempre nos calcanhares: um dragão velho, rancoroso e com uma ânsia brutal de vingança. E você o enfrenta, trançado em conflito como se os deuses combatessem embriagados em brigas de bar, facas e punhos e cusparadas e chutes na virilha desprotegida.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Tudo isso e armas que jorram chumbo entre reflexos estroboscópicos de luz e artes marciais ocidentais: o Gun Fu, o golpe do Dedo da Morte sobre o Gatilho da Destruição Final. Todos os velhos monstros e demônios adormecidos no aço gelado e mortalmente invulnerável de seus corpos de formas tão anatomicamente perfeitas, mais complementares a mãos e dedos que uma espada ou faca. Ou mesmo uma evolução das mesmas — grandes armas de lâminas cegas, brutas, cujo comprimento alcança várias dezenas de metros — as grandes lanças com H&amp;K, SigSauer e Colt gravadas em seus corpos de titânio, aço e polímeros sendo capazes de chegar às centenas de metros, aos mágicos milhares de metros, o inimigo caindo morto como se por vontade ou ira divina, seu coração, cérebro, espinha e intestinos dançando no ar em uma chuva de fragmentos pulverizados pelo poder de sua absurda precisão. Pelos passos da morte presos na dança de um tiro, uma morte.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;E o velho dragão jamais vence. Pois você já o venceu antes, e tudo que ele pode fazer é persegui-lo. Cruzar oceanos e mares de caos, de gloriosa probabilidade em busca de sua carcaça liberta de suas garras de tédio, conformismo e coincidência. Você pode sentir seu cheiro à noite, pode ouvi-lo sussurrar ameaças na estática do telefone, procurando tentá-lo aos prazeres obscuros que permeiam o bom combate, como se seus desejos fossem uma realidade filha do dragão, como se não fossem parte de você, de seu íntimo mais pessoal — Alma, Mente e Zen.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Neste momento de ângulos perdidos, de paredes de concreto tilintando frágeis com os golpes que trocamos em nossas danças de destruição, balés complexos com megatons de incandescente fúria apertados firmes nas mãos, esperamos ansiosos pelos socos precisos, contra ossos e peles e órgãos e blindagens e couraças ditas invulneráveis, sentindo o regozijo tão deliciosamente sutil neste bailado marcial de saltos e rasteiras e pontapés. O combate brutal, feroz, metamorfoseado — destilado na sua mais perfeita forma de arte. Movimentos que se integram a todos os outros, onde até quedas e ferimentos são ensaiados, derrotas menores precisamente acumuladas no rumo à devastadora vitória final.
Pode ouvir os quarteirões do mundo, as ancas centenárias do dragão gemendo com o esforço, enquanto combatemos seus capangas de pesadelo, correndo sobre as costas de arranha-céus, suas peles feitas de três centímetros de vidro anti-tempestade? Nossos passos suaves de trator deixando sulcos delicados nas coberturas reflexivas, o ímpeto de nossos momentos angulares, maiores que as leis da aerodinâmica, fazendo ruir os editais da gravidade, os protestos das leis de conservação de energia, de movimento e de anatomia (tudo isso há tanto tempo deixado para trás, há tanto tempo abandonado como um conjunto de regras que alguma criança achou por bem colocar em seus jogos de faz-de-conta e nunca pensou em mudar depois que cresceu. Bem, o faz-de-conta acabou).&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A física deixa de ser o território de Newton, Einstein e Hawking, e passa a ser de Woo, Tarantino e Worchowski. O mundo torna-se o nosso playground.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Brincando de polícia e ladrão nos campos do Senhor.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Pense na fúria cegante destes encontros, dessa elétrica sexualidade de arcanjos guerreiros, de senhores da morte certa, de protetores da arma sagrada semi-automática de infinitos disparos, deitando miasmas de pólvora como o fog escarlate das praias da Normandia em um Dia D, o chão coberto de cápsulas acobreadas — o tapete vermelho de nossa cerimônia de morte.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Mas não há Morte. Nunca há morte. Ela que é nossa aliada, empregadora — o patrão para o qual fazemos entregas anônimas, não importa a hora, não importa o dia. A vitória absoluta de comissão.&lt;/p&gt;
E no final, no prólogo apocalíptico — talvez apócrifo, talvez definitivo — em encontros que a elegância pede não contar além de três, nós nos encontramos pela última e definitiva vez, para termos certeza, para soprar suas cinzas no coração de uma estrela, para enterrar sua cabeça no solo árido de um planeta esquecido e para guardar seu coração em um pote de reluzente salmoura, postado sobre a prateleira de troféus (mais um entre tantos outros).&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;E ele volta mais uma vez.&lt;/p&gt;
&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6457087-107915379459514151?l=balaidegato.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://balaidegato.blogspot.com/feeds/107915379459514151/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6457087&amp;postID=107915379459514151&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6457087/posts/default/107915379459514151'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6457087/posts/default/107915379459514151'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://balaidegato.blogspot.com/2004/03/teoria-e-prtica-dos-filmes-de-ao.html' title='Teoria e Prática dos Filmes de Ação'/><author><name>Petras Furtado</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00958958741234293383</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-94DwVmOI2aE/TqDtk8dgmBI/AAAAAAAAACI/OpSKI025nTw/s220/Avatar%2B02.png'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6457087.post-107889579425779451</id><published>2004-03-10T02:10:00.000-03:00</published><updated>2004-03-10T02:21:39.826-03:00</updated><title type='text'>Ulisses em Marte</title><content type='html'>&lt;p&gt;Há um bom tempo atrás, na época em que a NASA mandou seu primeiro robozinho pelas planícies e &lt;i&gt;canyons&lt;/i&gt; de Marte (acho que em 99), eu escrevi um poema em homenagem àquela pequena máquina que todo dia acordava ao som de &lt;i&gt;ô coisinha tão bonitinha do pai...&lt;/i&gt; Ontem mesmo eu vi no site da NASA as peripécias de seu irmão mais novo, mandado há pouco tempo, e me lembrei do poema, que posto logo abaixo. Espero que o inglês de vocês ainda esteja bom das pernas...&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;
&lt;h4&gt;Ulysses in Mars (dedicated to souljorner)&lt;/h4&gt;

Postals from the solitude planet:&lt;br&gt;
its sand cathedrals&lt;br&gt;
Roam&lt;br&gt;
through the dead wilderness&lt;br&gt;
of shining scarlet.&lt;br&gt;
Nothing there moves by itself&lt;br&gt;
— even microbes, no less&lt;br&gt;
than fossile memories&lt;br&gt;
married with stone.&lt;br&gt;
&lt;br&gt;
Fed by the sun,&lt;br&gt;
tiny legtracks grow&lt;br&gt;
large and leave&lt;br&gt;
long clouds&lt;br&gt;
of the world’s dry blood,&lt;br&gt;
peaks and mountains watching&lt;br&gt;
with timeless arrogance&lt;br&gt;
the lonely walk&lt;br&gt;
of the silver-shining toy&lt;br&gt;
over plains so old that&lt;br&gt;
even dinossaurs feel&lt;br&gt;
like newborn children.&lt;br&gt;
&lt;br&gt;
All that lasts is its&lt;br&gt;
sun-driven curiosity&lt;br&gt;
lead by a laser cane:&lt;br&gt;
a blind robot-mice discovering&lt;br&gt;
a leg of a world and dreaming&lt;br&gt;
back home in words&lt;br&gt;
that only machines&lt;br&gt;
appeal.&lt;br&gt;
&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6457087-107889579425779451?l=balaidegato.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://balaidegato.blogspot.com/feeds/107889579425779451/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6457087&amp;postID=107889579425779451&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6457087/posts/default/107889579425779451'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6457087/posts/default/107889579425779451'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://balaidegato.blogspot.com/2004/03/ulisses-em-marte.html' title='Ulisses em Marte'/><author><name>Petras Furtado</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00958958741234293383</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-94DwVmOI2aE/TqDtk8dgmBI/AAAAAAAAACI/OpSKI025nTw/s220/Avatar%2B02.png'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6457087.post-107881437090107759</id><published>2004-03-09T03:31:00.000-03:00</published><updated>2004-03-09T03:44:36.216-03:00</updated><title type='text'>Tinha um vírus no meio do caminho...</title><content type='html'>&lt;p&gt;Enquanto dirijo a vocês estas mal digitadas linhas, existe uma presença nefasta, nefanda e nectarínica instalada nas entranhas digitais de meu computador. Ela parece ser invisível ao Norton 2003, ao AVG e (aparentemente) ao Avast!, que acabei de instalar e atualizar. Se bem que ele não tem agido nestes momentos cruciais.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O desgraçado age requisitando conexão para um tal de sei-lá-o-quê.mydomaiin.com e quando estou navegando, aparece do nada aquele maravilhoso aviso do Windows XP informando que devido a um erro geral de sei-lá-o-quê, meu sistema operacional será reiniciado em 5... 4... 3...&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Algum nerd de plantão aí sabe que tipo de vírus é este e o que tenho que fazer para chutar seu traseiro ignóbil do interior delicado e sensível de meu sistema operacional?&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Devo lembrá-los (se bem os conheço) de que não aceitarei sugestões de caldo de galinha, aplicações de vick vaporub ou similares.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Desde já agradecendo a falta de atenção dispensada...&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6457087-107881437090107759?l=balaidegato.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://balaidegato.blogspot.com/feeds/107881437090107759/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6457087&amp;postID=107881437090107759&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6457087/posts/default/107881437090107759'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6457087/posts/default/107881437090107759'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://balaidegato.blogspot.com/2004/03/tinha-um-vrus-no-meio-do-caminho.html' title='Tinha um vírus no meio do caminho...'/><author><name>Petras Furtado</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00958958741234293383</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-94DwVmOI2aE/TqDtk8dgmBI/AAAAAAAAACI/OpSKI025nTw/s220/Avatar%2B02.png'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6457087.post-107865516956666891</id><published>2004-03-07T07:21:00.000-03:00</published><updated>2004-03-07T07:29:13.483-03:00</updated><title type='text'>Por hoje é só, pessoal...</title><content type='html'>&lt;p&gt;Bom, depois de deixar meia-dúzia de posts nessa madrugada insone pós-festa (com uma boa quantidade de cerveja bem gelada e vinho nem tanto), eu me despeço momentaneamente de meus posts (alguns um tanto polêmicos, eu bem sei), e lhes desejo uma boa noite.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Antes que eu me esqueça de vez: Se algum de vocês, desavisados navegantes das ondas etéreas da rede mundial, souberem da existência de um servidor de hospedagem gratuito, que permita rodar ASP, PHP, Cold Fusion, QUALQUER COISA, tenha a caridade de me avisar.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Também aceito que alguém ceda um domínio, sub-domínio, coisa do gênero - esse site de Play-By-E-mail TEM que sair...&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6457087-107865516956666891?l=balaidegato.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://balaidegato.blogspot.com/feeds/107865516956666891/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6457087&amp;postID=107865516956666891&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6457087/posts/default/107865516956666891'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6457087/posts/default/107865516956666891'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://balaidegato.blogspot.com/2004/03/por-hoje-s-pessoal.html' title='Por hoje é só, pessoal...'/><author><name>Petras Furtado</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00958958741234293383</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-94DwVmOI2aE/TqDtk8dgmBI/AAAAAAAAACI/OpSKI025nTw/s220/Avatar%2B02.png'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6457087.post-107865394706906656</id><published>2004-03-07T06:53:00.000-03:00</published><updated>2004-03-07T07:20:16.310-03:00</updated><title type='text'>Barbie para adultos</title><content type='html'>&lt;p&gt;&lt;a target=_blank href=http://www.realdoll.com/intro.asp&gt;&lt;img border=0 src=http://www.realdoll.com/images/realdoll_top_01.gif width=250&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Os puristas que me perdoem, mas putaqueopariu, os brinquedos eróticos estão chegando à era da ficção científica. Depois do vibrador de quinze velocidades, do estimulador clitoridiano portátil e do creme de baixa fricção sabor brigadeiro, chega a mais nova façanha high-tech do sexo solitário: as bonecas anatomicamente corretas (bem, pelo menos segundo a ótica de Hollywood) da empresa norte-americana Real Dolls (vejam o link no logo acima).&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;As criaturas têm um esqueleto de alumínio realista e completamente articulado, recobertas pelo mais macio e sedoso silicone, plásticos e materiais especiais de maquiagem, dispondo de vários "chassis" básicos para você "customizar" a sua amada de plástico, das unhas ao tamanho dos seios. E tem até modelos masculinos (olhaí, recalcados de plantão!).&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Chegou ao ponto de ter sites pornô com fotonovelas de bonecos e bonecas entretidos no mais doce esporte nacional...&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Pra nenhum tarado online achar que eu estou de sacanagem, pisando nos seus sonhos mais loucos, dê uma boa olhada na foto do modelo "Kaori", logo abaixo:&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;img src=http://www.realdoll.com/Image/kaori/kaori005.jpg width=300&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Antes que eu me esqueça: as beldades de plástico custam em média, o preço de um carro zerinho... Então, garotada, comecem a economizar a mesada desde já: Playboy é coisa do passado!&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6457087-107865394706906656?l=balaidegato.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://balaidegato.blogspot.com/feeds/107865394706906656/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6457087&amp;postID=107865394706906656&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6457087/posts/default/107865394706906656'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6457087/posts/default/107865394706906656'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://balaidegato.blogspot.com/2004/03/barbie-para-adultos.html' title='Barbie para adultos'/><author><name>Petras Furtado</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00958958741234293383</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-94DwVmOI2aE/TqDtk8dgmBI/AAAAAAAAACI/OpSKI025nTw/s220/Avatar%2B02.png'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6457087.post-107865279613302201</id><published>2004-03-07T06:42:00.000-03:00</published><updated>2004-03-07T06:50:38.653-03:00</updated><title type='text'>Bagana de Nerd</title><content type='html'>&lt;p&gt;&lt;a href=http://www.thinkgeek.com/ target=_blank&gt;&lt;img border=0 src=http://www.thinkgeek.com/images/tg-logo.gif alt="stuff for smart masses"&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O site acima (basta clicar no logo), é uma verdadeira babel de porcarias para nerds, geeks e gearheads, listando desde bazucas de ar, lanternas que não precisam de baterias, relógios com memória USB e outras porcarias que só tarados por informática como alguns de meus amigos se interessam.&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6457087-107865279613302201?l=balaidegato.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://balaidegato.blogspot.com/feeds/107865279613302201/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6457087&amp;postID=107865279613302201&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6457087/posts/default/107865279613302201'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6457087/posts/default/107865279613302201'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://balaidegato.blogspot.com/2004/03/bagana-de-nerd.html' title='Bagana de Nerd'/><author><name>Petras Furtado</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00958958741234293383</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-94DwVmOI2aE/TqDtk8dgmBI/AAAAAAAAACI/OpSKI025nTw/s220/Avatar%2B02.png'/></author><thr:total>0</thr:total></entry></feed>
